
John Flanagan

Rangers, Ordem dos arqueiros 10

O imprio nion-ja




1
"Avante!". O comando ecoou desfilando sobre a terra ensolarada e os homens saram juntos em filas de trs em trs. Em cada passo, as botas de ferro atingiam o cho
em perfeita harmonia, criando uma batida rtmica, que foi contraposta pelo gingado irregular de armas e equipamento, j que, ocasionalmente, esfregavam ou batiam
umas nas outras. J, os ps marchando estavam levantando uma tnue nuvem de poeira em seu rastro. "Voc certamente os v chegando a uma distncia considervel", 
Halt murmurou. Will olhou de soslaio para ele e sorriu. "Talvez essa seja a idia". O general Sapristi, que tinha organizado esta demonstrao das tcnicas militares 
de Toscan para eles, assentiu com a cabea em aprovao. "O jovem cavalheiro est correto", disse ele. Halt levantou uma sobrancelha. "Ele pode estar correto, e 
ele , sem dvida jovem. Mas ele no  um cavalheiro". Sapristi hesitou. Mesmo aps dez dias em sua companhia, ele ainda no estava completamente acostumado ao fluxo 
constante de insultos alegres que flua entre estes dois Araluenses estranhos. Era difcil saber quando eles estavam falando srio e quando eles estavam brincando. 
Algumas das coisas que disseram uns aos outros seria motivo de confuso e derramamento de sangue entre os cidados de Toscan, cujo orgulho era notoriamente mais 
forte do que seu senso de humor. Ele olhou para o arqueiro mais jovem e percebeu que ele parecia no ter tomado nenhuma ofensa. "Ah, Signor Halt", disse ele hesitante, 
"Voc est fazendo uma piada, no ?". "Ele no est fazendo uma piada" Will disse. "Mas ele gosta de pensar que est fazendo uma piada, sim". Sapristi decidiu que 
poderia ser menos confuso voltar ao ponto que os dois arqueiros j haviam levantado. "Em todo caso", ele disse, "Ns achamos que a poeira levantada pelos nossos 
soldados muitas vezes pode causar pnico nos inimigos e for-los a se dispersar. Muito poucos inimigos esto dispostos a enfrentar as nossas legies em combate 
aberto". "Eles certamente podem caminhar muito bem", Halt disse suavemente. Sapristi olhou para ele, percebendo que a manifestao que fizera at o momento, pouco 
tinha impressionado o Araluense de barba grisalha. Ele sorriu interiormente. Isso mudaria em poucos minutos, ele pensou.

"Aqui est Selethen",'Will disse e como os outros dois olharam para baixo, podiam ver a forma distinta de altura do lder Arridi subindo os degraus da plataforma 
de reviso para se juntar a eles. Selethen, representando o Emrikir Arridi, estava na Toscana para negociar um pacto de comrcio e militar com o Senado Toscan. Ao 
longo dos anos, os Toscans e Arridi se enfrentaram de forma intermitente, de seus pases, separados apenas pelas guas relativamente estreitas do Mar Constant. No 
entanto, cada pas tinha os itens que o outro necessitava. O Arridi tinha reservas de ouro vermelho e ferro em seus desertos que os Toscans necessitavam para financiar 
e equipar seus grandes exrcitos. Ainda mais importante, os Toscans tinham-se tornado excessivamente apaixonado por kafay, o rico caf cultivado pelos Arridi. Os 
habitantes do deserto, por seu lado, olharam para Toscana afim de seus tecidos - de linho e algodo, to necessrios no calor do deserto feroz - e para a qualidade 
excelente de azeite que os Toscans produziam que era muito superior aos seus produtos cultivados localmente. Alm disso, h uma necessidade constante para repor 
e trazer novos reprodutores para os seus rebanhos de ovinos e caprinos. Os animais morriam facilmente no deserto. No passado, as duas naes lutaram por esses itens. 
Mas agora, as cabeas mais sbias prevaleceram e eles decidiram que uma aliana pode ser mutuamente benfica para o comrcio e para a segurana. As guas do Mar 
Constant foram infestadas rapidamente por corsrios, com seus pequenos navios. Eles revistaram o local no qual os navios mercantes viajavam entre os dois pases, 
roubando e afundando-os. Algumas pessoas na regio ainda pensam nos tempos em que os wolfships escandinavos costumavam visitar estas guas. Os escandinavos invadiram
bastante, mas nunca nos nmeros que foram vistos nestes dias. E a presena dos navios escandinavos manteve a incidncia dos piratas locais para baixo. Atualmente, 
os escandinavos respeitavam mais as suas leis. Seu Oberjarl, Erak, tinha descoberto que era muito mais rentvel para contratar seus navios para outros pases que 
precisavam para garantir que suas mercadorias chegassem a guas nacionais. Como resultado, os escandinavos haviam se tornado a policia naval em muitas partes do 
mundo. Os Toscans e Arridi, sem foras navais significativa da sua prpria, decidiram, como parte de seu acordo, alugar um esquadro de wolfships para patrulhar 
as guas entre os dois litorais. Todas essas foram s razes pelas quais Halt e Will passaram os ltimos dez dias em Toscana. A inimizade de longa data entre os 
dois pases, acompanhados pela inevitvel suspeita de outras intenes, levou ambos os lados a concordarem em pedir a uma nao de terceiros para atuar como rbitro 
no tratado que estava sendo posto em prtica. Araluen era um pas confivel por ambos os Arrida e Toscana. Alm disso, o Araluenses tinham laos estreitos com o 
Oberjarl escandinavo e sentiu que a sua interveno seria muito til na formao de uma relao com os marinheiros selvagens do norte. Era lgico para Selethen sugerir 
a incluso de Halt e Will na delegao Araluan. Ele tinha includo no pedido Horace, mas o dever de Horace estava em outro lugar. O prprio texto e as condies 
do tratado no foram as preocupaes dos dois arqueiros.

Eles estavam aqui apenas para escoltar o negociador-chefe de Araluem, Alyss, namorada de infncia de Will e um dos membros mais brilhantes do novo Servio Diplomtico 
de Araluem. Ela estava atualmente trancada com os advogados Arridi e Toscan, colocando em questo os detalhes do acordo. Selethen caiu agradecido em um assento ao 
lado de will. As trs companhias de legionrios Toscan - de trinta e trs para cada uma, com um comandante geral que compem a tradicional centuria Toscan de cem 
homens - articulada por meio de uma curva  direita inteligente abaixo deles, passando de uma formao de trs para uma de onze estendidos lado a lado. Apesar da 
formao mais ampla as suas linhas foram alinhadas perfeitamente  em uma perfeita linha reta como uma lmina de espada, Will pensou. Ele estava a ponto de dar voz 
ao pensamento, ento ele sorriu. Esta comparao no seria precisa tanto quanto a do sabre curvo de Selethen . Como est o avano das negociaes? "Halt perguntou". 
Selethen franziu os lbios. "Como o progresso de sempre. Meu mordomo est pedindo uma reduo de trs quartos de um por cento sobre o imposto a ser cobrado para 
kafay". "Seus defensores" disse ele, incluindo Sapristi na conversa, esto estendendo por mais de cinco oitavos de um por cento. Eu tinha que ter uma pausa de tudo. 
s vezes eu acho que eles fazem isso porque simplesmente gostam de discutir. Sapristi assentiu. " sempre assim. Ns soldados arriscamos a nossa vida lutando, enquanto 
os advogados discutem sobre fraes de um ponto percentual. E ainda olham para ns como seres inferiores". "Como Alyss est se saindo?" Will perguntou. Selethen 
virou um olhar de aprovao sobre ele. "Sua Senhora Alyss est provando ser uma ilha de calma e sentido comum em um mar de controvrsia. Ela  muito, muito paciente. 
Apesar de perceber que ela tem sido tentada a bater no meu mordomo sobre a cabea com o seu mao de papis em diversas ocasies".Selethen olhou para as trs companhias 
Toscan, agora voltando  formao de trs fileiras. "A destra! Doppio di corsa!". A ordem foi dada pelo comandante central, que ficava no centro do terreno de desfile. 
Instantaneamente, as companhias viraram  direita, reformadas em trs fileiras, ento dobraram a velocidade, o baque de suas sandlias, o gingado de equipamentos 
emitindo um som mais alto e mais urgente com o aumento do ritmo. A poeira subia tambm. 'General Sapristi' Selethen perguntou, indicando as formaes apertadas, 
"esta demonstrao de preciso faz bem para um espetculo. Mas h algum benefcio real para ganhar com isso? `". "Na verdade, existe, Wakir. Os nossos mtodos de 
luta dependem da disciplina e coeso. Os homens em cada grupo lutam como uma unidade". "Uma vez que uma batalha comea, os meus homens lutam em grande parte como 
indivduos", disse Selethen. Sua voz indicou que ele via pouco valor neste estilo de

coordenadas de manobra, quase maquinal. " claro que o trabalho do comandante  levar suas tropas para a posio mais vantajosa no campo. Mas depois disso, eu acho 
que  quase impossvel control-los como indivduos. Melhor deix-los lutar com suas prprias habilidades". " por isso que toda essa sondagem seja necessrio", 
Sapristi respondeu. "Nossos homens esto acostumados a reagir s ordens. Ele se torna instintivo. Ns ensinamoslhes alguns treinos poucos vitais, e insistimos nesse 
treinamento mais e mais. Leva anos para treinar um guerreiro bom. A sondagem constante significa que podemos ter uma legio pronta para lutar de forma eficaz em 
menos de um ano". "Mas eles no podem aprender a ser bons espadachins em to pouco tempo?" 'Will perguntou. Sapristi balanou a cabea. "Eles no precisam disso. 
Assista e aprenda Arqueiro". 'Halt! "O comando tocou para fora e as trs companhias fizeram uma parada como um todo". "Uma nuvem de p e uma linha de esttuas, `Will 
meditou". Do outro lado da parada, um trompete soou e os guerreiros comearam a aparecer por trs dos prdios de l. Mudaram-se rapidamente para formar uma linha 
estendida de batalha  no com a disciplina rgida e como a linha de formao do comandante central. Eles estavam armados com espadas de madeira de treinamento - 
espadas de lmina longa, Will percebeu, e escudos redondos. Cerca de um quarto deles carregavam arcos recurvo, alm de suas espadas. Em um comando, o 'inimigo' comeou 
a avanar pelo ptio de desfile. A linha ondulada demonstrava que alguns setores avanavam mais depressa do que outros. rige Tre!", gritou o comandante central.
Halt olhou uma pergunta para Sapristi. "Formulrio de trs fileiras," traduo geral. "Ns no usamos a lngua comum para os comandos de campo. No h sentido em
deixar o inimigo saber que voc tem em mente." "No mesmo," Halt concordou suavemente Movendo suavemente e sem pressa nenhuma, as trs companhias trotaram para a
posio, trs fileiras de profundidade e trinta e trs de largura. As fileiras foram separados uns dos outros por cerca de um metro e meio. A fora inimiga parou
o seu avano, a alguns metros de sessenta linhas rgidas de legionrios. Os homens da tribo inimiga olharam selvagemente, brandindo suas armas e, ao comando gritavam,
aqueles com arcos se adiantaram, flexas prontas sobre a corda. Os observadores ouviram o som fraco de cinqenta flexas raspando contra os arcos como eles foram puxados
para trs em toda sua extenso. Ao mesmo tempo, o comandante chamou sua contra-ordem. 'Tartaruga! Pronto!

Noventa e nove homens altos, com escudos curvos deram a volta para frente, com um chocalho de equipamentos. 'Tartaruga significa "tartaruga", "Sapristi explicou".Pronto
significa "pronto". O comandante inimigo gritou uma ordem e os arqueiros lanaram uma saraivada irregular. Quando a primeira flexa foi lanada, o centurio Toscan
berrou: . "Azione!". 'Ao', traduziu Sapristi. Imediatamente, os soldados reagiram. A linha de frente agachada ligeiramente, de modo que seus escudos os cobriam
completamente. O segundo e terceiro grupo se aproximaram. A segunda posio levantava seus escudos para a altura da cabea, bloqueando-os como os da linha de frente.
A terceira posio fez o mesmo. Os cem homens do centuro estavam agora protegidos por uma barreira de escudos para frente e um teto de gastos escudos. Segundos
depois, a saraivada de flechas batiam contra eles, ricocheteando inofensiva. "Assim como uma tartaruga", Will observou. "Quem  o inimigo?''". "So todos os guerreiros
de pases vizinhos e provncias que foram eleitos para se juntar ao nosso imprio", Sapristi respondeu suavemente. Halt considerou por um momento. "Ser que eles
elegem para se juntar? ', Perguntou ele".Ou foi a deciso tomada por eles? ` "Talvez ns ajudamos um pouco com o processo de tomada de deciso", admitiu o general
Toscan. "Em todo o caso, todos os guerreiros hbeis e experientes podem e vo ser usados como auxiliares e olheiros. Eles so extremamente teis para as manifestaes
deste tipo. Assista agora". A fora de ataque tinha parado no ponto de onde tinha lanado a saraivada de flexas. O general apontou para onde um grupo de atendentes
estava correndo para o campo, cada um com um esboo de um homem de corte de madeira clara. Havia pelo menos cem deles, Will estimou. Ele observava com curiosidade,
enquanto os homens colocavam os bonecos verticalmente no lugar, a trinta metros da linha de frente dos legionrios. "Para efeitos da demonstrao", Sapristi disse,
"vamos supor que o inimigo tenha chegado a esta posio em seu avano. Ns no usamos guerreiros verdadeiros para esta parte do exerccio.  muito caro, e precisamos
de nossos auxiliares." Os atendentes, muitos deles olhando nervosamente para as fileiras de legionrios ainda, saram correndo do campo uma vez que seus alvos estavam
na sua posio. Will inclinou-se ansiosamente. "O que acontece agora, general?". Sapristi se permitiu um pequeno sorriso. "Assista e veja", disse ele.

2
Nihon-Jin, alguns meses antes. Horace deslizou a tela para o lado, fazendo uma careta quando ele segurou um pouco a porta aberta. At agora, ele tinha aprendido
a lidar com essas estruturas de madeira clara e de papel com cuidado. Em sua primeira semana em Nihon-Jin tinha sido destrudos vrios painis deslizantes. Ele sempre
esteve acostumado com portas pesadas que precisavam de algum esforo para serem abertas. Seus anfitries foram sempre rpidos para se desculparem e assegurar-lhe
que a obra devia ter sido falha, mas ele sabia o motivo real que era sua prpria torpeza. s vezes, ele parecia um urso cego em uma fbrica de porcelana. O imperador
Shigeru olhou para o alto guerreiro Araluense, observando o cuidado que ele teve com a porta, e sorriu com uma diverso genuna. "Ah, Or'ss-san", ele disse, "voc 
esta se mostrando bem mais atencioso por poupar nossa porta frgil da destruio". Horace balanou a cabea. "Vossa Excelncia  muito gentil".Ele fez uma reverncia. 
George - um velho conhecido de Horace em seus dias na Ala de Redmont e seu assessor de protocolo sobre esta viagem - havia impressionado com ele que isso no era 
feito fora de qualquer senso de auto-humilhao. O Nihon-Jin curvavam-se uns aos outros de forma rotineira, como um sinal de respeito mtuo. Em geral, a profundidade 
da curvatura de ambos os lados era o mesmo. No entanto, George tinha adicionado, seria poltico voc curvar-se muito mais que o Imperador, do que voc podia esperar 
que ele se se curvasse a voc. Horace no teve nenhum problema com o costume. Ele achou Shigeru um anfitrio fascinante e gracioso, bem digno de respeito. De certa 
forma, lembrava Horace do Rei Duncan - um homem com quem Horace tinha o mais profundo respeito. O Imperador era um homem pequeno, muito menor do que Horace. Foi 
difcil estimar sua idade. O Nihon-Jin parecia muito mais jovem do que realmente era. O cabelo de Shigeru era tingido de cinza, mas Horace imaginou que ele deveria 
estar na casa dos cinqenta. Mas o pequeno imperador era incrivelmente ajustado e possua uma fora enganadora. Ele tambm tinha uma voz surpreendentemente profunda 
e uma gargalhada franca, quando ele estava se divertindo, o que aconteceu varias vezes. Shigeru estalou a lngua levemente como um sinal de que o jovem no tinha 
necessidade de manter a posio por mais tempo. Como Horace endireitou-se, o imperador curvou-se em resposta. Ele gostava do jovem e musculoso guerreiro e tinha 
gostado de t-lo como um convidado. Em sesses de treinamento com alguns dos principais guerreiros Nihon-Jin, Shigeru tinha visto que Horace era extremamente hbil 
com as armas do seu prprio pas - a espada, mais longa e mais pesada do que a katana curva Nihon-Jin, e o escudo redondo que ele usou de forma eficaz. No entanto, 
o jovem no mostrou senso de arrogncia e tinha se preocupado em estudar e elogiar as tcnicas de espadachins Nihon-jin.

Esse foi o propsito da misso de Horace. Como mestre de espadas em Araluen, e como guerreiro em potencial, faz sentido que Horace deva estar familiarizado com a 
maior gama de tcnicas de luta possvel. Foi por essa razo que Duncan havia despachado ele nesta misso militar. Alm disso, Duncan podia ver que Horace estava 
ficando entediado. Aps a excitao inebriante de seu embate com os Renegados em companhia de Will e Halt, foi fcil para o jovem a tornar-se impaciente com a rotina 
montona da vida no castelo Araluen. Muito a contragosto da filha de Duncan, Cassandra, que gostava da companhia de Horace, ele tinha enviado-o nesta misso. "Olhe 
para isso, Or'ss-san", disse Shigeru, acenando-lhe para frente.

Horace sorriu. Nenhum dos Nihon-Jin tinha sido capaz de dominar a pronncia do seu nome. Ele tinha se acostumado a ser tratado como Or'ss-san. Depois de algumas 
tentativas iniciais, Shigeru tinha alegremente aprovado a verso simplificada. Agora, ele estendeu as mos em concha para Horace e o jovem se inclinou para frente 
para olhar. Havia uma flor perfeita amarela aninhada na palma da mo do imperador. Shigeru balanou a cabea. "Viu?", Disse. "Aqui estamos ns, com o outono em cima 
de ns. Esta flor deveria ter secado e morrido semanas atrs. Mas hoje eu achei aqui no meu jardim de pedra. No  um fato diferente?". "De fato ", Horace respondeu. 
Ele percebeu que tinha aprendido muita coisa no seu tempo aqui - e no todas elas sobre assuntos militares. Shigeru, mesmo com a responsabilidade de governar um 
pblico variado e, em alguns casos, teimosos grupos de indivduos, ele poderia ainda encontrar tempo para admirar as pequenas ocasies de beleza a ser encontrada 
na natureza. Horace sentiu que essa habilidade levou o Imperador a desfrutar uma grande paz interior e contribuir em grande medida,  sua capacidade de enfrentar 
e resolver problemas de uma forma calma e sem frustrao. Tendo mostrado a flor para seu hspede, o Imperador se ajoelhou e ele retornou  matriz ordenadamente de 
pedrinhas pretas e brancas. "Ela deve ficar aqui", disse ele. "Este  o lugar onde seu destino decretou que ela deveria estar". Havia pisos de pedra pelo jardim 
para que o Imperador e seu convidado pudessem andar sem perturbar a simetria das pedras. Era como um lago de pedras, Horace pensou. Ele estava consciente de que 
cada manh, o Imperador iria varrer as pedras em um padro ligeiramente diferente. Um homem inferior poderia ter funcionrios para executar esta tarefa, mas Shigeru 
gostava de fazer ele prprio. "Se tudo for feito para mim", ele havia explicado a Horace, "como vou aprender?". Agora, o Imperador passou graciosamente aos seus 
ps mais uma vez. "Eu temo que o seu tempo com a gente esteja chegando ao fim", disse ele. Horace assentiu. "Sim, excelncia. Vou ter que voltar para Iwanai. Nosso 
navio deve chegar l no final da semana".

"Ns ficaremos triste quando voc partir", disse Shigeru. "Peo desculpa por ir", respondeu Horace. O Imperador sorriu. "Mas no se arrepende de voltar para casa?" 
. Horace tinha que sorrir de volta. "No. Eu ficarei feliz de chegar em casa. Estive afastado muito tempo". O Imperador fez um gesto para Horace o seguir e eles 
deixaram o jardim de pedra e entraram em um bosque de rvores cultivadas perfeitamente. Uma vez que eles estavam fora dos trampolins de pedras, havia espao para 
eles caminharem lado a lado. "Eu espero que sua viagem tenha valido a pena. Voc aprendeu muito enquanto esteve com a gente?" Shigeru perguntou. "Muita coisa, excelncia. 
Eu no tenho certeza de que o sistema serviria em Araluen, mas  interessante". Nihon-Jin chamou seus guerreiros, um pequeno grupo de elite superior, conhecido como 
o Senshi. Eles nasceram para serem treinados na arte da espada e comearam as suas formaes desde novos, com diferenciao da maioria das outras formas de aprendizagem. 
Como resultado, o Senshi havia se tornado uma seita agressiva e guerreira, com uma sensao de superioridade sobre as demais classes da sociedade Nihon-jan. Shigeru 
era um Senshi, mas ele era uma espcie de exceo. Naturalmente, ele havia treinado com a katana desde menino e ele era um competente, se no um perito, um guerreiro. 
Como Imperador, era esperado que ele aprendesse essas habilidades. Mas ele tinha interesses mais amplos - como Horace tinha apenas observado - um lado compreensivo 
e voltado  sua natureza. Ele estava realmente preocupado com o que viesse a ser as classes mais baixas: os pescadores, agricultores e trabalhadores de madeira que 
eram olhadas com desprezo pela maioria dos Senshi. "Eu no estou certo de que podemos mant-lo como ele so por muito mais tempo neste pas", disse a Horace. "Ou 
que deveramos". O jovem guerreiro olhou de soslaio para ele. Ele sabia que Shigeru vinha trabalhando para melhorar as condies para as classes mais baixas, e dar-lhes 
mais voz na forma como o pas era governado. Ele tambm aprendeu que estas iniciativas foram altamente impopulares com um nmero significativo de Senshi. "O Senshi 
vai resistir a qualquer mudana", alertou ao Imperador e o homem mais velho suspirou. "Sim. Eles iro. Eles gostam de estar no comando.  por isso que  proibido 
para o povo comum de portar armas ou aprender qualquer habilidade de arma. Eles superam em muito o Senshi, mas o Senshi compensa sua falta de nmeros por sua habilidade 
com armas e sua ferocidade em batalha.  pedir muito de destreinados pescadores ou agricultores ou trabalhadores de madeira para enfrentar esses adversrios mortais. 
Isso j aconteceu no passado,  claro, mas quando os trabalhadores fizeram protesto, eles foram cortados em pedaos". "Eu posso imaginar", disse Horace.

Shigeru ficou um pouco mais ereto. "Mas o Senshi deve aprender. Eles devem se adaptar. Eles no podem continuar a tratar as pessoas - o meu povo - como inferiores. 
Precisamos de nossos trabalhadores, assim como ns precisamos de nossos guerreiros". "Sem os trabalhadores, no haveria comida para o Senshi, sem madeira para suas 
casas, sem lenha para aquec-los ou para a forja que criam as suas espadas. Eles precisam entender que todos contribuem e deve haver uma maior igualdade.". Horace 
franziu os lbios. Ele no quis responder, porque ele sentiu que Shigeru tentava uma tarefa impossvel. Com exceo dos retentores imediatos do Imperador, a maioria 
dos Senshi tinha se mostrado forte oposio a qualquer mudana no sistema atual especialmente quando o assunto era dar voz s classes mais baixas. Shigeru sentiu 
a hesitao do jovem. "Voc no concorda?", Ele perguntou suavemente. Horace encolheu os ombros, desconfortvel. "Eu concordo", disse ele. "Mas minha opinio no 
importa. A questo , ser que Deus Arisaka concorda?". Horace tinha encontrado Arisaka na primeira semana de sua visita. Ele era o soberano do cl Shimonseki, um 
dos maiores grupos de guerreiros ferozes e Senshi. Ele era um homem poderoso e influente, e ele no fez segredo de sua opinio de que o Senshi devia permanecer a 
classe dominante no Nihon-Jin. Ele tambm era um mestre espadachim, considerado um dos melhores guerreiros individuais no pas. Horace tinha ouvido rumores de que 
Arisaka havia matado mais de vinte homens em duelos - e ainda mais nas lutas que aconteciam de vez em quando entre os cls. Shigeru sorriu amargamente com a meno 
do nome arrogante. "Arisaka-san pode ter que aprender a aceitar a vontade do seu Imperador. Afinal, ele fez um juramento a mim". "Ento eu tenho certeza que ele 
vai honrar o juramento", Horace disse, apesar de ter srias dvidas sobre o assunto. Como sempre, Shigeru viu o tom das mesmas palavras e reconheceu a preocupao 
na voz de Horace. "Mas eu estou sendo um hospedeiro descorts", disse ele. "Ns temos um pouco de tempo juntos e voc deve apreci-lo - no gast-lo se preocupando 
com a poltica interna do Nihon-Jin. Talvez possamos andar juntos para Iwanai? Vou ter de deixar aqui em breve para retornar ao Ito eu mesmo". Eles tinham passado 
a ltima semana relaxante no ambiente informal de vero do Imperador, no sop das montanhas. Seu palcio principal e sede do governo foi uma magnfica fortaleza 
amuralhada da cidade de Ito, viagem de uma semana para o sul. Seu tempo na pousada tinha sido agradvel, mas, como Shigeru tinha observado anteriormente, o outono 
foi forando seu caminho por terra, com seus ventos frios e tempestuosos, e o vero no apresentou acomodaes mais confortveis no tempo frio. "Eu iria gostar" 
Horace disse, satisfeito com a perspectiva de passar mais alguns dias em companhia de Shigeru. Ele questionou o vnculo de respeito e carinho que sentia pelo Imperador. 
Talvez tenha a ver com o fato de Horace ter crescido como um rfo, e assim ele foi levado pela fora sutil de Shigeru, assim como sua sabedoria gentil e bom humor 
permanente. De certa forma, o imperador lembrou Halt, apesar de suas boas maneiras foi um contraste marcante com a natureza, muitas vezes de jeito amarga dos

Arqueiros. Ele apontou para as rvores cuidadosamente cultivadas em torno deles, suas folhas agora resplandecendo amarelo e laranja que anunciam o Outono. "Devo 
dizer a George para iniciar os preparativos para fazer a viagem", disse ele. "Vou deixar-vos a contemplar as suas rvores". Shigeru, por sua vez, olhou para os padres 
de troncos escuros e folhas em chamas em torno dele. Ele amava a paz e a solido neste jardim, longe da poltica de auto-servio da capital. "Essa beleza ser sua 
pequena recompensa pela perda de sua companhia", disse ele sem problemas e Horace e sorriu para ele. "Voc sabe, Vossa Excelncia, eu gostaria de poder dizer coisas 
do tipo".

3
Toscana Um comando soou pelo campo de exerccios e Will observou o telhado de escudos desaparecerem enquanto os legionrios abaixavam-se de volta  posio normal. 
A, em resposta a outro comando, a segunda e terceira filas deram um passo para trs. Cada homem carregava uma comprida lana em adio  curta espada que ele usava 
no lado direito. Agora, os homens na fila de trs inverteram o aperto, trocaram o lado e levantaram as lanas para a posio de lanamento, os braos direitos nas 
costas, as lanas equilibradas no ombro direito deles, mirando para cima num ngulo de aproximadamente quarenta graus. "Azione!". Trinta e trs braos direitos avanaram, 
trinta e trs pernas direitas fizeram o mesmo e o vo de lanas ocorreu em forma de arco na direo dos alvos de madeira. Elas ainda estavam no meio do caminho quando 
a segunda fila repetiu a ao, mandando outros trinta e trs projteis planando. No havia um alvo individual - cada homem simplesmente lanava a sua arma para a 
massa de alvos na frente dele. Will percebeu que, numa verdadeira batalha, a distncia ideal seria decidida pelo comandante, que estava gritando as ordens. A primeira 
saraivada subiu em arco, depois se lanou para baixo enquanto as pesadas cabeas de ferro das lanas sobreviviam  fora do lanamento. Houve um retumbante estrondo 
de lasca quando as lanas caram. Metade delas acertou o cho inocentemente. A outra metade esmagou-se nos leves alvos de madeira, derrubando-os ao cho. Alguns 
segundos depois, o segundo vo chegou, com resultados similares. Dentro do espao de poucos segundos, quase um tero da centena de alvos havia sido quebrado e destrudo. 
"Interessante", disse Halt brandamente. Will olhou de rpido relance para ele. O rosto de Halt estava impassvel, mas Will conhecia-o muito bem. Halt estava impressionado. 
"O primeiro golpe  geralmente decisivo", Sapristi disse a eles. "Guerreiros que nunca lutaram antes com a nossa legio so abalados por essa repentina devastao". 
"Posso imaginar", disse Selethen. Ele estava observando severamente e Will sups que ele imaginava aquelas mortais lanas indo ao encontro da gil cavalaria dele 
"a toda brida". "Mas hoje, para o fim da demonstrao, o nosso `inimigo' ser dominado de fria e continuar com o ataque", continuou o general.

Enquanto ele falava, a selvagem massa de guerreiros inimigos aproximou-se do ponto onde os alvos haviam sido atacados com brutalidade e estilhaados. Agora eles 
brandiam as espadas e avanaram na direo do muro de escudos. O slido estrondo quando eles acertaram o muro foi carregado claramente para os observadores. A fila 
frontal oscilou um pouco com o impacto inicial. Ento ela se firmou e segurou-se rapidamente. Olhando cuidadosamente, Will pde ver que a segunda fileira havia cessado 
e estava na verdade empurrando os colegas para frente, ajudando-os contra o impacto inicial do avano. As espadas dos membros da tribo aoitaram-se balanando arcos 
nos grandes escudos quadrados. Mas, na maior parte, eles eram ineficientes -- e estavam indo um na direo do outro. Em contraste, as curtas espadas de prtica de 
madeira dos legionrios comearam a se mover como lnguas de serpentes pelas estreitas aberturas no muro de escudos, e os observadores podiam ouvir os berros de 
raiva e dor dos atacantes. A demonstrao poderia estar usando armas de madeiras cegas, mas aqueles impactos de golpe seriam dolorosos e os legionrios no estariam 
se contendo. "Como eles conseguem ver?" Perguntou Will. Os homens na fila frontal estavam bem agachados atrs da barreira formada pelos escudos. "Eles no conseguem 
ver muito bem", falou Sapristi para eles. "Eles vem uma perna ocasional ou brao ou tronco pelos buracos e eles os apunhalam. Afinal, um homem golpeado na coxa 
ou no brao  devolvido to ineficaz quanto um homem apunhalado no peito. As nossas tropas apenas se jogam para frente, golpeando e apunhalando qualquer coisa que 
vem no outro lado dos escudos". " por isso que os seus homens no precisam ser espadachins experientes", disse Will. O general abriu um sorriso largo para ele. 
"Exato. Eles no tm que aprender tcnicas avanadas para golpear, aparar golpes e revidar os golpes. Eles s apunhalam e golpeiam com a ponta da espada.  uma tcnica 
simples de aprender e alguns centmetros da ponta s causam tanto dano quanto uma larga investida. Agora observe enquanto a segunda fila acrescenta o peso dela no 
avano". A fila frontal perfeitamente alinhada estava margeando lentamente para frente, abarrotando-se no inimigo e forando-o a recuar. Agora, a segunda fila de 
repente investiu, mais uma vez acrescentando o peso e impulso deles queles dos homens na frente, e a presso extra mandou o inimigo cambaleando para trs, esbofeteados 
e empurrados pelos grandes escudos, acertados e fustigados pelas curtas espadas que foram arremessadas. A, tendo conquistado um breve intervalo, a formao parou. 
Um longo som de apito soou e a segunda fila virou-se para que eles ficassem virados de costas com a fila frontal. Outro sinal do apito e a fila frontal virou para 
a esquerda, enquanto a segunda fila virou para a direita. Cada par de homens caminhou para um pequeno meio-crculo. Dentro de alguns segundos, a fila frontal havia 
sido substituda, todos de vez, pelos homens novos da segunda fila. Ex-homens da fila frontal passaram para trs pela terceira fila, que pegaram os seus lugares 
atrs da nova fileira frontal. Os atacantes agora encaravam oponentes completamente novos, enquanto a antiga fila frontal tinha uma chance de se recuperar e restabelecer 
as suas baixas. " brilhante", disse Will.

Sapristi assentiu para ele. " eficincia e coordenao", falou. "Os nossos homens no precisam ser espadachins experientes. Isso leva uma vida inteira de treino. 
Eles precisam ser eficazes e precisam trabalhar como um time. Mesmo um guerreiro relativamente inbil pode ser eficaz nessas condies. E no leva muito tempo para 
aprender". "E  por isso que voc mantm um exrcito to grande", falou Halt. Sapristi trocou o olhar para o Arqueiro mais velho. "Exatamente".Respondeu. A maioria 
dos pases mantinha um relativamente pequeno exrcito efetivo de guerreiros experientes enquanto o ncleo desses exrcitos, chamando homens menos experientes aos 
grupos a fim de preencher os nmeros em tempo para a guerra. Os toscanos, porm, precisando manter a ordem no extenso imprio deles, precisavam ter um grande exrcito 
permanente para ser solicitado sempre. Selethen apalpou o queixo pensativamente. A mo esquerda dele devaneara inconscientemente at o punho de sua espada enquanto 
observava. Sapristi lanou os olhos para ele, satisfeito em ver que a demonstrao tivera um efeito sbrio no lder Arridi. No doa, pensou Sapristi, ao novo aliado 
da Toscana apreciar o poder das legies toscanas. "Vamos dar uma olhada nos resultados", disse Sapristi. Ele se levantou e liderou o caminho de descida da plataforma 
de inspeo para o campo de exerccios, onde as duas foras, com a demonstrao agora completa, se separaram. Os legionrios ainda estavam nas fileiras medidas deles. 
A fora de ataque vagueava num grupo frouxo. "Ns tnhamos as espadas de prticas mergulhadas em tinta fresca, assim pudemos medir resultados", contou Sapristi. 
Ele lidou o caminho at o grupo inimigo. Conforme se aproximavam, Halt e Will viram braos, pernas, troncos e pescoos respingados com manchas vermelhas. As marcas 
eram prova do nmero de vezes que as espadas de madeira dos legionrios haviam encontrado a marca. As espadas mais compridas dos atacantes foram revestidas com tinta 
branca. Olhando agora, os araluenses podiam apenas ver evidncias ocasionais de que essas espadas haviam alcanado o objetivo. Havia padres cruzados e manchas aleatrias 
de branco nos escudos e alguns dos elmos de lato dos legionrios, mas a maioria dos homens na centria estavam ilesos. "Absolutamente eficaz". Selethen disse ao 
general. "Decerto, absolutamente eficaz". A gil mente dele j estava trabalhando, calculando modos para contra-atacar uma fora de tal infantaria pesada como essa. 
Era bvio que Halt estava tendo pensamentos parecidos. "Naturalmente, voc escolheu perfeitas condies para a infantaria pesada aqui", falou ele, passando um brao 
pela extenso do campo de exerccios aberto e liso. "Num campo mais apertado, como uma terra florestal, vocs no seriam capazes de manobrarem com tanta eficincia". 
Sapristi assentiu em reconhecimento. "Verdade", disse. "Porm, escolhemos os nossos campos de batalha e deixamos o inimigo vir at ns. Se eles no vierem, simplesmente 
invadimos as terras deles. Mais cedo ou mais tarde, eles tero que batalhar conosco". Will vagara para longe do grupo e estudava uma das lanas. Era uma arma bruta, 
ele via. O cabo quadrado de madeira era apenas brutalmente formada -- simplesmente um pedao de madeira firme bastante usual e minimamente adornado. A ponta era

igualmente funcional. Uma haste grossa de ferro flexvel, de aproximadamente meio metro de comprimento, martelada rasa num retalho e afiada numa ponta farpada. Um 
entalhe fora cortado em um lado da haste e a cabea fora encaixada nele e amarrada no lugar com fios de lato. Sapristi o viu olhando para ela e aproximou-se para 
juntar-se a ele. "Elas no so bonitas", ele disse. "Mas funcionam. E so fceis e rpidas de fazer. Na verdade, os soldados podem fazer as suas prprias em caso 
de emergncia. Podemos criar milhes dessas em uma semana. E voc viu como elas podem ser eficazes". Ele indicou as fileiras de alvos esmagados e estilhaados. " 
torta", disse Will criticamente, correndo a mo ao longo da cabea de ferro distorcida. "E pode ser endireitada facilmente e usada outra vez", o general disse. "Mas 
essa  na verdade uma vantagem. Imagine uma dessas acertando o escudo do inimigo. Ela penetra, e a farpa a prende no lugar. Ento a cabea se curva, de forma que 
o cabo esteja se arrastando no cho. Tente lutar efetivamente com quase dois metros de ferro e madeira se arrastando do seu escudo. Garanto-lhe, no  uma coisa 
fcil a ser feita". Will sacudiu a cabea, admirado. "Isso tudo  muito prtico, no ?". " uma soluo lgica ao problema de criar uma grande e eficiente fora 
de batalha" contou Sapristi. "Se voc fosse escolher qualquer um desses legionrios para ir numa luta cara-a-cara contra um guerreiro profissional, eles iriam perder, 
provavelmente. Mas d-me uma centena de homens inexperientes para eu ensinar por seis meses e os retornarei contra um nmero igual de guerreiros que estiveram treinando 
em combate individual a vida inteira". "Ento o sucesso  da formao, e no individual?" Perguntou Will. "Exato", falou Sapristi. "E at hoje, ningum apareceu 
com uma maneira de derrotar a nossa formao em batalha aberta". "Como voc faria isso?" Halt perguntou a Selethen naquela noite. As negociaes haviam sido finalizadas, 
combinadas, assinadas e testemunhadas. Houve um banquete oficial para celebrar o fato, com discursos e saudaes em todos os lados. Agora Selethen e o grupo Araluen 
estavam relaxando nos alojamentos dos Araluenses. Seria a ltima noite deles juntos, como o Wakir tinha que partir cedo na manh seguinte. Selethen trouxera alguns 
dos embrulhos de Kafey de presente e ele, Will e Halt estavam todos saboreando as bebidas. Ningum, pensou Will, fazia caf to bem quanto os Arridi. Alyss estava 
sentada perto da lareira, sorrindo para os trs. Ela gostava de caf, mas para os Arqueiros, e aparentemente Arridi, beber caf era algo prximo de uma experincia 
religiosa. Ela se contentou com uma taa de suco de frutas ctricas. "Simples", disse Selethen. "Nunca os deixe escolherem as condies. Como Sapristi disse, eles 
nunca foram derrotados em batalha aberta. Ento vocs precisam lutar com uma ao mais fluida contra eles. Capture-os quando eles estiverem em movimento e em fila. 
Acerte-os pelos flancos com rpidas investidas, antes que eles possam entrar na formao defensiva. Ou usem artilharia contra eles. Essa formao firme dirige-se 
a um alvo bastante compacto. Acerte-a com dardos pesados de um lanador ou rochas de

catapultas e voc comearia a perfurar buracos nela. Uma vez que a formao perde coeso, isso no  to formidvel". Halt assentia. "Eu estava pensando o mesmo", 
disse. "Nunca os confronte de frente. Se voc puder lanar uma fora de arqueiros por detrs deles sem eles perceberem, a formao de tartagura seria vulnervel". 
"Mas, naturalmente", continuou Halt, "eles contam com o senso de ultraje dos inimigos deles quando invadem um pas. Muito poucos exrcitos tero a pacincia de iniciar 
uma batalha incessante, acossando e enfraquecendo-os ao longo de um perodo. Muitos poucos lderes teriam a capacidade de convencer os seus seguidores de que esse 
jeito era o melhor. Um orgulho nacional foraria a maioria a confront-los, a tentar for-los a recuar at a fronteira". "E ns vimos o que acontece quando os confrontamos", 
disse Will. "Aquelas lanas eram eficazes". Os homens mais velhos concordaram com a cabea. "Distncia limitada, porm", disse Selethen. "No mais do que trinta 
ou quarenta metros". "Mas um pouco mortal quela distncia", falou Halt, concordando com Will. "Para mim, parece", falou Alyss alegremente, "que o melhor curso a 
tomar seria um de negociao. Negociar com eles ao invs de lutar com eles. Use diplomacia, e no armas". "Falou como uma verdadeira diplomata", falou Halt, dando 
a ela um dos seus raros sorrisos. Ele tinha afeio a Alyss, e o vnculo dela com Will o deixava ainda mais disposto a gostar dela. Ela curvou a cabea em falsa 
modstia. "Mas e se a diplomacia falhar?". Alyss insurgiu-se ao desafio sem hesitar. "Ento voc pode sempre recorrer ao suborno", ela disse. "Um pouco de ouro nas 
mos certas pode conseguir mais de uma floresta de espadas". Os seus olhos cintilaram quando ela disse isso. Selethen balanou a cabea em admirao. "Vocs, mulheres 
de Araluen, se dariam muito bem no meu pas", falou ele. "O alcance das habilidades de negociao de Lady Alyss  de primeira classe". "Lembro-me que voc no estava 
assim to entusiasmado com as habilidades de negociao da Princesa Evanlyn". Falou Halt. "Tenho de admitir que encontrei a minha igual ali", ele disse, triste. 
No seu primeiro encontro aos Araluenses, ele tentara enganar Evanlyn na pechincha deles sobre um pagamento de resgate para Oberjarl Erak. A princesa permanecera 
totalmente desenganada e tinha maravilhosamente levado a melhor em cima dele. Alyss franziu a testa levemente  meno do nome de Evanlyn. Ela no era uma das maiores 
admiradores da princesa. Entretanto, ela recuperou-se rapidamente e sorriu de novo. "Mulheres negociam bem", ela disse. "Preferimos deixar todos os suados detalhes 
desagradveis de batalha para pessoas como a vossa...".

Ela foi interrompida por uma discreta batida na porta. J que essa era uma misso diplomtica, ela era na verdade a lder do grupo de Araluen. "Entre". Chamou ela 
em resposta, depois acrescentou numa voz baixa para os outros, "Que ser que aconteceu?". "Afinal, est um pouco tarde para visitas." A porta abriu para admitir 
um dos seus servos. O homem olhou rapidamente a sala. Ele percebeu que estava interrompendo uma conversa entre a lder da misso, dois. Arqueiros e o representante 
de mais alto nvel do grupo Arridi. "Minhas desculpas pela interrupo, Lady Alyss..." comeou incerto. Ela tranqilizou-o com um aceno de mo. "Tudo est perfeitamente 
bem, Edmund". "Devo assumir que  importante?". O servo engoliu em seco, nervoso. "Pode-se dizer que sim, milady. A Princesa Coroada Cassandra chegou e quer ver 
todos vocs".

4
Nihon-Jin O vento ficara mais forte desde que eles haviam deixado o chal de vero do Imperador no dia anterior. Agora ele estava sibilando pelo vale enquanto eles 
cavalgavam cuidadosamente pela trilha estreita que virara para um lado, e vinda numa forte rajada enquanto afunilava-se entre os morros comprimidos que formavam 
o vale. As rvores em volta deles pareciam ter adotado uma curvatura permanente a um lado, de to constante que era  fora do vento. Horace puxou a sua gola de 
pele de carneiro um pouco mais alta para as orelhas e aninhou-se agradecido na sua quente profundidade. Ele olhou rapidamente para cima. O cu era um azul claro 
brilhante, mas slidas nuvens cinzentas j se espalhavam com agilidade por ele, mandando tiras de sombra esvoaando silenciosamente pela paisagem adiante. Ao sul, 
ele pde ver uma linha escura de nuvem macia. Ele estimou que ela estivesse sobre eles no incio da tarde e provavelmente traria chuva com ela. Ele considerou sugerir 
que eles pudessem levantar acampamento durante o dia antes que a chuva acrescentasse a sua fora ao vento. No havia necessidade de apressar a viagem -- o porto 
de Iwanai estava a uma boa distncia a cavalo -- e ele no apreciava a idia de montar barracas no meio de uma forte tempestade. Era melhor levant-las enquanto 
o grupo ainda estava seco e acomodaremse dentro delas durante o clima deteriorante. A trilha que eles seguiam aplanava e se alargava por cem metros aproximadamente, 
ento Horace impeliu o cavalo ao lado do cavalo do Imperador, que estava cavalgando imediatamente na frente dele. Shigeru, aconchegado profundamente nos seus prprios 
robes de pele, sentiu a presena ao seu lado e olhou. Ele fez uma careta s nuvens que corriam acima e encolheu os ombros um pouco. Horace abaixou a gola para falar, 
sentindo a mordiscada fria do vento no seu rosto enquanto fazia isso. "Acha que vai nevar?" Gritou, levantando a voz contra as constantes batidas do vento. Shigeru 
olhou para o cu novamente e sacudiu a cabea. "Est um pouco cedo no ano. Talvez em uma semana ou duas tenhamos algumas leves cadas. A, em um ms, a verdadeira 
neve vai comear. Mas estaremos longe demais daqui nessa hora. Quando sairmos das montanhas, o clima no estar to severo".Ele olhou de novo para as agourentas 
nuvens  frente. "Mas ali h muita chuva", ele continuou alegremente. Horace abriu um sorriso. Quase nada parecia perturbar Shigeru. Vrios governantes teriam gastado 
a manh inteira reclamando em voz alta sobre o frio e o desconforto, como se as reclamaes deles na verdade servissem para aliviar a situao e como se os seus 
criados pudessem fazer algo em relao a isso. No o Imperador. Ele aceitava a situao, sabendo que no poderia fazer nada para alterar o clima. Era o melhor a 
ser feito para suport-lo sem fazer da vida mais difcil para aqueles ao seu redor.

"Talvez devssemos levantar acampamento logo", sugeriu Horace. Shigeru estava prestes a responder quando um grito vindo de um dos seus cavaleiros de ponta chamou 
a ateno. Em adio a alguns servos domsticos -- e  claro Horace e George --, Shigeru estava viajando com um grupo relativamente pequeno de guarda-costas. Apenas 
uma dzia de guerreiros Senshi, sob o comando de Shukin, primo do Imperador, havia acompanhado ele at o chal de vero. De novo, Horace pensou, era uma medida padro 
do prprio homem. Shigeru tinha poucas razes para recear um ataque. Ele era popular com o povo comum. Eles sabiam que ele trabalhava para melhorar o terreno deles 
e eles o amavam por isso. Antigos imperadores no se divertiam com tal considerao e sempre fora necessrio para eles se cercarem com grandes grupos de homens armados 
quando viajavam pelo interior. Um dos Senshi havia sido postado mais adiante do grupo como um cavaleiro de ponta. Outros trs estavam agrupados uns dez metros na 
frente de Horace e do Imperador. O resto estava postado atrs. Naquela trilha estreita, no havia espao para escoltas pelos flancos, apesar deles serem arrumados 
para combate quando o grupo alcanasse o fundo do vale. O cavaleiro que gritara agora levantou a mo, fazendo o grupo principal parar. Horace ouviu um tinido de 
cascos e um grito de alerta vindo de trs dele. Olhando para onde o grito viera ele margeou o cavalo a um lado para permitir que Shukin e quatro guardas passarem 
margeando por ele. O Imperador fez o mesmo. "Qual  o problema?" Shigeru perguntou a Shukin, enquanto o lder da escolta passava trotando. Por respeito  Horace, 
e para evitar a necessidade de traduo, ele falou na lngua comum ao invs da lngua de Nihon-Jin. "No sei primo", respondeu Shukin. "Kaeko-san viu alguma coisa. 
Reportarei assim que falar com ele. Por favor, espere aqui". Ele olhou sobre o ombro para assegurar-se de que os quatro homens permanecendo na reta-guarda tivessem 
se aproximado para uma fileira mais prxima, depois acelerou. Sem pensar conscientemente, a mo esquerda de Horace deslizou at a sua bainha, virando-a levemente 
para frente para que, se ocorresse  necessidade dele puxar a espada, que ele pudesse fazer aquilo rapidamente. O seu escudo circular de marca registrada ainda estava 
amarrado nas costas. Ele no precisava mudar aquilo por enquanto. Ele poderia pass-lo por cima do ombro e coloc-lo em posio em um segundo ou dois se requerido. 
O cavalo de Shigeru alterou o peso entre as patas nervosamente quando os guardas passaram cavalgando. O Imperador deu um afago no pescoo dele e falou de modo calmante 
com ele, e o cavalo ajeitou-se. Ento o Imperador arrumou-se mais confortvel na sela, olhou para Horace e deu de ombros. "Imagino que ouviremos o que est acontecendo 
em um instante ou dois", disse. Os modos dele indicavam que ele tinha certeza que havia sido um alarme falso, que os seus guardas estavam sendo muito cautelosos. 
Ele fitou Shukin quando o primo refreou ao lado do guerreiro Senshi que era o cavaleiro de ponta. Houve uma breve discusso,

depois Shigeru e Horace viram Kaeko apontando para alguma coisa longe no vale, onde a trilha zigue-zagueava novamente para acomodar o declive abrupto da lateral 
do morro. Shukin trotou de volta para reportar. "Um cavaleiro est vindo.  um dos seus servos domsticos, primo. E ele parece estar com pressa". Shigeru franziu 
a testa. Demoraria muito para um dos seus oficiais responderem algo naquele tipo de clima. George margeou o cavalo at Horace. George era um escriba e representante 
treinado e fizera um estudo abrangente dos modos da lngua de Nihon-Jin. Aquela no era a sua primeira viagem pelo pas. Por causa do seu conhecimento de questes 
locais, ele fora mandado naquela viagem com Horace para observar e informar o jovem guerreiro em questes de protocolo e para atualizar um dicionrio da lngua de 
Nihon-Jin que ele escrevera h dois anos. George podia ser um pouco irritado e cheio de si mesmo s vezes, mas ele tinha um corao essencialmente bom, e fornecia 
excelentes conselhos a Horace na viagem. Horace ficava feliz por estar com ele. "Por que estamos parando?" Perguntou. Horace apontou um dedo para a trilha. "Tem 
um cavaleiro. Provavelmente um mensageiro.  melhor esperarmos por ele para vir conosco". "Um mensageiro? Quem? O Lord Shigeru est esperando alguma mensagem? Sabemos 
sobre o que ?" As perguntas de George vieram dando cambalhotas antes que Horace tivesse a chance de comear a responder. Horace sacudiu a cabea e sorriu para o 
seu velho colega de infncia. "Eu no sei. Eu no sei. E... eu no sei", disse. Ele viu o ombro de George relaxar quando percebeu que as perguntas haviam sido irracionais. 
"Imagino que vamos descobrir quando ele nos alcanar". " claro. Bobagem de minha parte", falou George. Ele soava genuinamente aflito aps deixar a sua mscara de 
calma profissional cair do jeito que caiu. "No deixe isto atrapalhar voc", falou Horace. Depois, ele no pde deixar de imitar um dos gritos muitas vezes repetidos 
de George. "Afinal, se voc no perguntar, nunca vai aprender". George teve a graa de permitir-se um fino sorriso. Ele nunca gostava de ser o assunto de piadas. 
Ele achava que aquilo destrua a sua dignidade. "Sim, sim. Concordo Sir Horace". A sua leve nfase ao ttulo de Horace era evidncia de que ele achava a observao 
de Horace desnecessria. Horace deu de ombros para si prprio. Viva com isso, George, ele pensou. A agitao de cascos galopantes estava mais prxima agora. O cavaleiro 
alcanara a curva brusca na trilha e estava rumando pelos ltimos cem metros aproximadamente na

direo deles. Um clamor de Shukin fez os quatro guerreiros  frente do grupo dar espao para deixar o recm-chegado passar. Ele reuniu-se com o Imperador e Shukin 
e deu o melhor de si para se inclinar na sela. Aquilo era estranho, pensou Horace. Ele estivera com Shigeru tempo suficiente para saber que a etiqueta certa de um 
cavaleiro era desmontar e ento se ajoelhar. A mensagem, seja l qual fosse, devia ser urgente. George tambm notara a falta de comportamento normal. "Algo deu errado", 
disse discretamente. O mensageiro agora falava rapidamente com Shigeru. Ele mantia a sua voz baixa para os que estavam em volta do Imperador no pudessem ouvir. 
Horace viu o Imperador e o primo se retesarem nas selas e se sentarem um pouco mais eretos. Que quer que a mensagem fosse, eles haviam sido pegos de surpresa. E 
no parecia ser uma das surpresas mais agradveis. Shigeru interrompeu a tagarelada do mensageiro com uma rpida palavra e virou-se na sela para fazer sinal que 
eles viessem  frente. Rapidamente, Horace e George trotaram os cavalos para se juntarem ao pequeno grupo. "Conte-nos outra vez", Shigeru disse. "Mas fale na lngua 
comum para que Or'ss-san possa entender". Horace assentiu o seu agradecimento a Shigeru. Depois o mensageiro falou outra vez. Apesar de sua pressa em chegar ali, 
ele falou calma e claramente. "Lord Shigeru, Or'ss-san e George-san, houve uma revolta em Ito. Uma revolta contra o Imperador".

5
Nihon-Jin Horace franziu o cenho, confuso. George obviamente sentia o mesmo. Ele se inclinou para perguntar ao mensageiro. "Mas por que o povo se voltou contra o 
imperador?" Ele perguntou. "Eles amam Lorde Shigeru". No era uma bajulao desleixada ou o tipo de elogio que voc pode esperar para ouvir perto de um governante. 
Tanto Horace quanto George tinham visto uma ampla evidencia da popularidade de Shigeru enquanto viajavam ao norte com ele para seu palcio. Mas Shigeru estava sacudindo 
sua cabea para eles, um olhar de imensa tristeza em suas feies normalmente alegres. "No as pessoas", ele disse amargamente. "Os senshi. Lorde Arisaka levou seu 
cl a uma revolta contra meu governo. Eles se apoderaram do palcio de Ito e mataram vrios de meus auxiliares. O cl Umaki se juntou a eles". Aqueles eram os dois 
mais poderosos e influenciveis cls senshi do pas. Horace e George trocaram olhares horrorizados. Ento George chamou a ateno do Imperador. "Mas, vossa excelncia, 
esses cls juraram sua obedincia a voc, no ? Como puderam quebrar o juramento?" George sabia que entre a classe senshi, um juramente  inviolvel. Os lbios 
de Shigeru se esboaram em uma linha reta e ele balanou a cabea, incapaz de falar naquele momento, dominado pela emoo. Foi Shukin quem respondeu por ele. "Eles 
afirmam que o imperador havia violado seu prprio juramente tentando levantar as pessoas comuns contra as melhores. Eles afirmam que ele traiu sua classe  a classe 
senshi  e j no  digno de ser imperador". "E como resultado", Shigeru adicionou amargamente. "Seu juramento de lealdade no vale nada para mim. Eu sou o infrator 
do juramento, no eles". "Mas..." Horace hesitou, procurando as palavras certas. "Voc no estava `levantando as pessoas comuns contra seus superiores'. Voc simplesmente 
estava tentando fazer de suas vidas melhor, reconhecendo seu valor. Como Arisaka pde fugir com uma distoro dos fatos verdadeiros?". Shigeru conhecia o olhar do 
jovem. Ele recuperara um pouco do controle agora e falou calmamente. "Or'ss-san, as pessoas vo acreditar em meias-verdades e distores se elas corresponderem ao 
que querem acreditar. Se elas refletirem seus medos. Os senshi tm um medo irracional de que eu quero tirar o poder sobre o povo e Arisaka barganhou esse medo".

"Mas Arisaka no acredita em si mesmo?" George diz. "Arisaka acredita em outra coisa" Shigeru replicou. "Quando o antigo imperador morreu sem um herdeiro, Arisaka 
acreditou que ele poderia ser escolhido como imperador no meu lugar". "Ele tinha ficado ocupado por meses" Shukin disse a eles, seu desprezo pelo traidor Arisaka 
muito bvio em sua voz. "Espalhando medo e discrdia entre os senshi, mentiras que meu primo estava traindo sua classe e planejando dar o poder s pessoas comuns 
entre eles. Seu esforo teve sucesso, pelo que parece". "Como todas as mentiras, essa foi baseada no menor gro de verdade", Shigeru disse. "Eu quero que as pessoas 
tenham uma maior participao no jeito do pas ser governado. Arisaka foi distendido de toda relao". Horace se virou para o mensageiro. Ele o reconhecia agora 
como um dos assessores que ele tinha visto no palcio Ito. "Voc disse que dois cls se juntaram a essa revolta", ele disse. "E os outros? E o cl do imperador?". 
"Muitos do cl do imperador esto mortos agora. Eles tentaram resistir a Arisaka, e seus homens mataram todos. Eles diminuram de cinco ou seis para um. Aqueles 
que no esto mortos esto espalhados e escondidos". "E os outros?" George perguntou. "Os Meishi, os Tokoradi e os Kitotashi? Eles juraram no obedecer Arisaka". 
"Nenhum deles podem tomar posio contra os shimonseki em seu juramento. E cada qual est esperando para ver o que os outros vo fazer. At agora, todos eles vo 
dizer que o que Lorde Arisaka diz  verdade, ento talvez seus atos sejam justificados". George bufou de desgosto. "Se e talvez", ele disse. "A lngua da protelao 
e da incerteza. So as pessoas que procuram justificar a sua prpria falta de ao". "Arisaka tem o impulso", Horace disse. Como um soldado, ele entendia o valor 
de uma ao rpida e determinada que apresentassem possveis dissidentes com um fato consumado. "Se eles tivessem resistido desde o comeo, Arisaka no deveria ter 
fugido com isso. Agora ele tem o controle do palcio e a bola est rolando.  muito tarde para par-lo facilmente". Ele olhou para Shigeru. "A questo , vossa excelncia, 
o que voc est planejando fazer sobre isso?". Shigeru fez uma pausa pensativa e olhou para o mensageiro. "Onde Arisaka est agora?". "Ele est rumo ao norte para 
a capital, vossa excelncia. Ele planeja pegar seu prisioneiro". Shukin e o imperador trocaram olhares rpidos.

"At que ponto ele est atrs de voc, Reito-san?" Shukin perguntou e o mensageiro encolheu os ombros. "Provavelmente vrios dias. Ele no estabeleceu de imediato. 
Mas h alguns sobreviventes do exrcito real no muito atrs de mim. Eles poderiam estar aqui em algumas horas". "Quantos deles?" Horace perguntou rapidamente. Sem 
qualquer deciso consciente de sua parte, ele estava comeando a pensar sobre a possibilidade de um rpido contraataque, mas as palavras de Reito dissiparam sua 
idia. "S quarenta ou cinqenta", ele respondeu. "E Arisaka tem pelo menos trezentos homens com ele". Horace assentiu mordendo o lbio, nervoso. O exrcito de Shigeru 
era pequeno. Ele governava por simpatia, no fora. Razo pela qual, ele pensou, o golpe de Arisaka obteve sucesso. "Mais uma razo para fazermos uma pausa aqui 
por algumas horas", Shigeru disse, se responsabilizando pela situao. "Arisaka no estar aqui por muitos dias. Mas meus soldados vo chegar em breve. Ns podemos 
nos juntar a eles. E enquanto ns esperamos, podemos decidir nosso prximo movimento". Eles se moveram para fora da pista em um pequeno pasto ao lado. Os homens 
armaram dois pavilhes  um para o grupo de comando e um para o restante do partido. Eles no estariam acampando essa noite ento tudo o que precisavam era um abrigo 
temporrio para o tempo enquanto esperavam os sobreviventes do exrcito de Shigeru chegarem. E enquanto os lderes tinham tempo para analisar a situao e fazer 
seus planos. Um tapete tecido de bambu foi colocado sobre o solo mido por dentro de um pavilho e uma mesa baixa e cinco bancos sobre ela. Shigeru, Shukin, Reito, 
Horace e George se sentaram em volta da mesa. Um funcionrio colocou vrios potes de ch verde e manejava menos copos de porcelana antes deles. Horace sorveu com 
gratido o ch. No era to bom quando um caf, ele pensou, mas qualquer bebida quente nesse tempo era bem-vinda. As paredes de tela do pavilho agitaram-se com 
uma rajada de vento e a primeira chuva sacudiu contra eles. "Norte", Shukin estava dizendo. "Ns temos que ir para o norte". "Lgico, desde que Arisaka e seu exrcito 
estejam no sul", Horace disse. "Mas h alguma outra vantagem no norte? Voc tem aliados l  cls que possa convocar de modo que voc possa enfrentar Arisaka?". 
Shigeru balanou sua cabea. "No h cls senshi no norte", ele disse. "H os Kikori, isso  tudo. Eles no so guerreiros". Seus dois conterrneos assentiram de 
acordo. Mas Horace queria mais informaes.

"Quem so os Kikori?". "Madeireiros", George disse a ele. "Eles trabalham entre as madeiras altas nas montanhas. Suas vilas esto espalhadas por toda parte". "Se 
eles so madeireiros, eles sero hbeis e fortes e eles tero machados", Horace disse. "E eles vo saber como us-los. Poderamos recrut-los como soldados? Ser 
que eles lutariam por voc, vossa excelncia?". Shigeru e Shukin trocaram olhares e o Imperador balanou sua cabea. "Eles lutariam. Eles so intensamente leais. 
Mas eu no vou pedir a eles. Eles no so guerreiros treinados, Or'ss-san. Os homens de Arisaka podem massacr-los. Eu no vou pedir para eles lutarem quando eles 
no tm esperana". George se inclinou na direo de Horace e tocou sua manga, chamando sua ateno. Ele acrescentou, em tom baixo. "H outro problema, Horace. Os 
Kikori podem lutar. Mas eles no acreditam que tero chance contra os Senshi  porque eles acreditam que no tem o direito de lutar contra eles". "No tem direito? 
Do que voc est falando? Claro que eles ". " uma questo de sua mentalidade. Eles passaram sculos acreditando que eram piores que os Senshi. Shigeru-san est 
tentando inverter a situao, mas vai levar muito tempo para fazer isso. Assim como os Senshi so determinados a acreditar que so melhores que as outras classes, 
os Kikori acreditam que os Senshi so seus superiores. Eles podem entrar em uma batalha contra eles. Mas eles faro isso esperando perder". "Isso  loucura", Horace 
disse. Mas ele conseguia ver o raciocnio na declarao de George. "Voc  um soldado, Horace. Voc consegue liderar um exrcito para uma batalha se os homens esperam 
ser derrotados? Ainda pior, se os homens pensam que no tem direito para vencer?". "Acho que no". Os ombros de Horace abaixaram. Por um momento, ele pensou que 
havia um possvel curso de ao, mas George estava certo. Um exrcito que acreditava que seu destino era perder poderia estar marchando para sua morte. "Tem os Hasanu", 
Shukin estava dizendo pensativo. "E Lorde Nimatsu  um homem honesto. Ele no virou as costas para seus juramentos de fidelidade". "Os Hasanu so certamente lutadores", 
Shigeru disse. "Mas ao extremo norte, com uma srie de montanhas enormes nos separando deles. Isso pode levar semanas, at meses, para alcan-los. E ns no temos 
idia do que eles podem responder. Eles so um povo estrangeiro". "Se eles so pessoas, de fato", Reito interferiu. Shikeru deu a ele um olhar de repreenso.

"No acredite em velhas supersties, Reito", ele disse. "Os Hasanu so... incomuns, digamos? Mas estou convencido de que so humanos". "Quem so os Hasanu?" Horace 
sussurrou para George. "Eles so outro cl de guerreiros?" Mas George estava balanando sua cabea, um olhar confuso em seu rosto. "Eu nunca ouvi falar deles. Eles 
no so um cl. Tenho certeza que sei tudo deles". Antes de poderem levar o assunto adiante, Shukin falou em tom autoritrio. "Querendo ou no ns podemos reunir 
foras para um contra-ataque contra Arisaka, nosso primeiro curso  ter certeza de que o Imperador est seguro. Ns temos que nos dirigir para o norte por dentro 
das montanhas. Ns no vamos pedir para os Kikori lutar, mas eles estaro dispostos a nos esconder de Arisaka". Shigeru assentiu de acordo. "Talvez no seja o mais 
bravo a fazer", ele disse. "Mas certamente o mais sbio. Se ns podemos evitar os homens de Arisaka por um ms ou dois, no inverno eles estaro aqui e o tempo vai 
nos proteger". "H sempre a fortaleza de Ran-Koshi", Reito sugeriu e o Imperador e seu primo olharam para ele rapidamente. "Ran-Koshi?" Disse Shukin. "Eu sempre 
pensei que isso era um mito". Reito sacudiu a cabea. "Muitas pessoas pensam. Mas eu tenho certeza que  real. O problema  como encontrlo". "O que  essa fortaleza?" 
Horace perguntou. "Ran-Koshi  uma fortaleza que  dita em um conto folclrico antigo", Shigeru disse a eles. " por isso que Shukin duvidou de sua existncia. Dizem 
que fica no alto das montanhas, em um vale escondido. Muitas centenas de anos atrs houve uma guerra civil sobre a sucesso do trono". "No ao contrrio de agora, 
de fato", Shukin disse severamente e o Imperador olhou para ele. "Precisamente", ele disse e ento se voltou para os dois Araluenses. "O campeo atual usa Ran-Koshi 
como sua base de poder. Dizem que  uma fortaleza invencvel, com paredes macias e um fosso profundo". "Soa como um tipo de lugar que voc poderia usar", Horace 
disse. Shigeru assentiu pensativo. "Estaria abandonado agora", ele disse. "Isso se existe de verdade". "Se isto est l, s existe um grupo de pessoas que vo saber 
onde est" Reito disse. "Os Kikori. Eles passaram geraes vasculhando as montanhas por bosques de rvores, em

seguida construram caminhos para trazer os troncos cados para a regio baixa. Eles conhecem cada centmetro das montanhas do norte". "Ento por que eles nunca 
revelam sua localizao?" Shukin disse.Shigeru inclinou sua cabea na direo de seu primo. "Por que eles deveriam?" Ele respondeu. "Ao longo dos anos, os Kikori 
tiveram poucos motivos para amar a classe dominante desse pas. Se eles sabiam desse segredo, duvido que tenham dito aos Senshi sobre isso. Eles no vo lutar contra 
a classe guerreira, mas no h nenhuma razo pela qual eles deveriam fazer alguma coisa para ajud-los". "Bom ponto de vista", Horace disse. "Ento tudo o que temos 
que fazer  ir para o norte, falar com os Kikori, e nos abrigarmos na fortaleza mstica?".Shigeru deu a ele um aceno bem-humorado. Depois de seu primeiro choque 
das notcias da traio de Arisaka, ele havia recuperado um pouco de seu esprito normal. "Talvez ns possamos dar um passo de cada vez, Or'ss-san", ele disse. "Nossa 
prioridade  simplesmente fugir de Arisaka, e para isso, eu concordo que temos que ir para o norte. Mas estou com medo de vocs no virem conosco". Horace abriu 
sua boca para responder, sentiu a mo de George em seu brao e parou. "Ns estamos em uma misso diplomtica, Horace", George disse tranqilamente. "Ns no temos 
direito de interferir em problemas internos entre o Nihon-Jin". Essa declarao fez Horace se levantar. Seu primeiro instinto ao ouvir sobre a rebelio de Arisaka 
foi ajudar o Imperador a achar um jeito de derrotar o chefo traioeiro. Agora, realizado, e no tinha direito de fazer tal coisa. Ele se sentou confuso. Shigeru 
viu o conflito em seu rosto e ofereceu a Horace um pequeno sorriso triste. "George-san est certo. Essa no  sua batalha. Vocs so observadores do nosso pas e, 
assim como no posso pedir para os Kikori lutarem, eu no espero que vocs arrisquem suas vidas em meu nome. Vocs podem voltar para sua prpria terra". "Seria melhor 
se Or'ss-san e George-san tambm evitassem os homens de Arisaka", Shukin disse. "Os Shimonseki podem no entender as sutilezas da imunidade diplomtica". Shigeru 
olhou para seu primo. Shukin tem um bom ponto de vista, ele pensou. Os homens de Arisaka teriam seu sangue. Eles podem ser arrogantes e crticos, e Horace poderia 
muito bem ser provocado por eles se ele encontr-los. Eles saberiam que o jovem Araluense era um amigo do Imperador e saberiam que ele era um guerreiro. Seria melhor 
ele evitar contato totalmente. "H uma estrada secundrio para o Iwanai aqui perto ao norte", ele disse. "No  to bom quanto viajar na estrada principal. De fato, 
 mais como uma pista na montanha". Mas seria melhor vocs irem por ela, eu acho. "Talvez vocs possam nos acompanhar at l, ento nos deixe." Horace balanou sua 
cabea impotente. Ele sabia que estavam certos, mas odiava abandonar um amigo em perigo. "No gosto disso, vossa excelncia", ele disse finalmente. "Nem eu, Or'ss-san. 
Mas, acredite em mim,  para o seu bem".

6
Nihon-Jin Uma hora passou sem nenhum sinal dos restos do exrcito do Imperador. Shukin tomou uma deciso. "Ns no podemos esperar muito, primo. Cada minuto de atraso 
faz Arisaka chegar mais perto de ns". "Eu no gosto de abandonar meus homens. Eles lutaram em meu nome, afinal de contas.  um mau prmio para eles se eu abandon-los", 
Shigeru retrucou. "Ser ainda pior se eles verem voc ser pego por Arisaka. Reito-san pode ficar para trs e lev-los at ns. Ns podemos arranjar um encontro. 
Mas agora, voc deve pegar a estrada de novo". "Reito disse que os homens de Arisaka esto  muitos dias atrs dele", o imperador apontou, mas Shukin no ficou convencido. 
"Seu exrcito principal, sim. Mas nesse lugar, eu teria enviado rpidos exploradores para procurar por voc. Eles podem ficar na nossa direo a qualquer momento. 
Afinal de contas, os sobreviventes das tropas de Ito esto viajando a p e trazendo seus feridos com eles. Eles vo se mover muito devagar do que exploradores montados 
 cavalo". Relutante, Shigeru concordou. Os homens da escolta comearam a desmontar os dois pavilhes e embal-los. Reito e Shukin juntaram suas cabeas a um longo 
mapa e concordaram e um ponto de encontro onde Reito pode levar os sobreviventes. "Espere por ns aqui", Shukin disse a ele, apontando para uma vila marcada no mapa, 
"Ns vamos fazer contato com voc". Ele estava muito consciente da possibilidade de Reito e o resto dos homens de Shigeru poderem ser seguidos e capturados. Seria 
melhor se eles no pudessem falar a Arisaka exatamente onde o imperador deixou a rea. Reito encontrou seu olhar, entendeu, e assentiu. "Procure-nos em alguns dias", 
ele disse. Ento, curvando s pressas para Shigeru, ele montou seu cavalo e cavalgou descendo a trilha para o sul. Os outros montaram e viraram seus cavalos em direo 
do norte, comeando descer junto  trilha que os trouxera para o alojamento de vero. Depois de alguns quilmetros, eles foram na direo de outra trilha ramificada 
para o oeste, e desceram dentro dos vales. Shukin, cavalgando na frente, freou seu cavalo e esperou enquanto Horace o alcanava. Ele indicou uma nova trilha. "Ns 
vamos pegar esse caminho. Ela vai nos conduzir para fora do Iwanai, aonde vocs vo nos deixar".

Horace assentiu infeliz. "Eu odeio deix-los", ele disse. "Eu sinto como se estivesse desistindo de vocs". Shukin se inclinou e segurou o antebrao do jovem guerreiro. 
"Eu no consigo imaginar algum que eu queira ter ao meu lado, Or'ss-san", ele disse. "Mas como o imperador disse, essa no  sua luta". "Eu sei disso", Horace respondeu. 
"Mas eu no tenho que gostar disso". Shukin sorriu severamente. "Olhe pelo lado positivo. Pelo menos a chuva parou". Ento ele impulsionou seu cavalo a um galope 
e o montou para retomar sua posio na cabea da pequena coluna. George cavalgou ao lado de Horace. Ele se mexeu em sua sela, recostando-se no colchete para dar 
conforto s suas costas doendo. George no era um cavaleiro especializado e Shukin empurrara o ritmo nas ltimas horas. A procuradoria havia sido devolvida e agitada 
continuamente na sela e ele tinha certeza que seu traseiro estaria preto e azul. Seus msculos da coxa estavam doloridos e limitados. Seu desconforto era fsico, 
mas ele sabia que Horace estava sentindo uma angstia mental perspicaz que era to ruim e ele queria tomar conta de seu amigo. "J estamos chegando?" Ele perguntou, 
escondendo um sorriso enquanto sua voz denunciava a velha queixa de crianas em uma viagem. Horace no pde deixar de sorrir de volta. "Voc no foi recrutado para 
isso, no ?" Ele disse. "Voc provavelmente pensa que tudo seria reunies polticas e banquetes formais no palcio de Ito". " verdade", George respondeu, com alguma 
simpatia. "Nunca aconteceu comigo que ns gastaramos nosso tempo subindo e descendo montanhas a galope em trilhas que uma cabra que se preze evita. Se voc... Olhe!" 
Ele gritou e se ajeitou na sela para empurrar Horace para um lado. Horace ouviu um silvo selvagem como algo que passou por seu rosto, errando-o por centmetros. 
Ento ele viu George agitando uma longa flecha fincada na parte de cima de seu brao. Enquanto ele assistia, George deslizou pela lateral de sua sela e bateu severamente, 
agitando a terra da trilha. Os atacantes saram das rvores de ambos os lados. A saraivada inicial de flechas veio de trs das escoltas, assim como George. Agora 
nove espadachins atacavam no pequeno sarau. Horace desembainhou sua espada e deixou seu escudo redondo em posio, seu brao esquerdo escorregando atravs das tiras 
e apertando a mo com velocidade de uma longa prtica.

Essa foi uma emboscada bem planejada, ele pensou. O inimigo tinha deixado o partido passar, fluiu uma saraivada, ento saram das rvores enquanto a pequena coluna 
circulava na confuso. Trs dos atacantes convergiram no imperador, que estava andando a cavalo no meio do grupo, alguns metros  frente de George e Horace. Um agarrou 
as rdeas do cavalo do imperador, e assim que Shigeru sacou sua espada e o golpeou, o homem mergulhou para baixo do pescoo do cavalo para evitar o golpe. Instantaneamente, 
os outros dois foram sobre o imperador como chacais em um cervo. Eles agarraram seus braos e o empurraram contra sua sela, a espada caindo de sua mo enquanto ele 
batia no cho. Seus retentores foram pegos de surpresa, envolvidos com outros seis atacantes. Horace tomou sua deciso em meio segundo. Seu instinto normal seria 
atacar  cavalo. Mas ele no estava montado em Kicker e ele no tinha idia se seu cavalo tinha sido treinado para batalha. Alm disso, o imperador estava no cho 
e ele tinha o risco de ser atropelado. Ele jogou uma perna por cima do pomo e caiu no cho, correndo para frente para proteger Shigeru. Um dos Senshi levantou sua 
espada com as duas mos, mirando um em um s golpe o imperador indefeso. A espada de Horace era mais pesada do que a katana que os guerreiros de Nihon-Jin usavam. 
Mas ele tambm era maior e o agressor de Shigeru no tinha esse fator. Ele pensou que ele s tinha tempo para matar Shigeru e se voltar para o guerreiro investindo. 
Ele sentiu um momento de surpresa quando o golpe de Horace na horizontal apanhou-o nas costelas, expondo enquanto ele levantava a espada para o alto, e destruiu 
sua armadura de couro envernizada. Ento ele no sentiu nada. Horace sentiu um pouco quando ele viu o segundo homem oscilar um corte por cima da cabea a partir 
da esquerda. Ele girou naquela direo e seu escudo parecia se mover por vontade prpria, interceptando a lmina afiada com um tinido ecoante. Ele sentiu o ao superduro 
da katana dilacerar seu escudo, apunhalando em uma frao de segundo. Assim que fez isso, ele avanou, limitando o homem por espao, e chutando a parte chata do 
lado de seu joelho. A perna do homem desabou com ele e ele tropeou para frente com um grito agudo de dor. Uma estocada rpida acabou com seu choro e ele caiu aos 
ps de Horace. Em uma luta contra vrios inimigos,  fatal ficar em uma direo por muito tempo. Horace girou cento e oitenta graus, escudo levantado, apenas a tempo 
de bloquear a estocada do terceiro homem  aquele que tinha pegado as rdeas do imperador. Antes de Horace poder revidar, o homem levantou os braos com um grito 
asfixiante. Ele caiu de joelhos, com choque e surpresa em seu rosto. Atrs dele, Shukin estava equilibrado com sua espada pronto para outro golpe. Mas isso no era 
necessrio. O assassino caiu para frente, seu rosto abaixado na terra molhada. Horace olhou em volta rapidamente. A retaguarda da sentinela se apertou e foram cuidar 
dos dois outros agressores Senshi. Ele ouviu um som de coliso e algum correndo pelo mato do declive do lado da trilha. Pelo menos um dos atacantes escapou. Shukin 
embainhou sua espada. Ento ele ajudou Shigeru aos seus ps. "Est tudo bem, primo?" Ele perguntou ansiosamente.

Shigeru deixou sua preocupao de lado. "Eu estou coberto de lama e sem flego, mas so e salvo  graas ao Or'ss-san". Ele sorriu de gratido para o jovem Araluense. 
Horace balanou sua cabea. "Estou feliz por estar a servio", ele disse, um pouco formalmente. Horace sempre ficava desconfortvel quando as pessoas agradeciam 
por fazer o que ele considerava nada mais do que seu trabalho. Ele embainhou sua espada. O homem snior da retaguarda foi abordado e estava falando para Shukin no 
rpido Nihon-Jin. "Eles no so os homens de Arisaka?" Horace perguntou para o imperador. Shigeru assentiu. "Aquele  o elmo dos Shimonseki", ele disse, indicando 
um emblema de coruja estilizado no peitoral dos agressores, sobre o corao. Shukin andou para se juntar a eles. "Meu cabo contou nove deles", ele disse. "Dois fugiram. 
Meus homens mataram outros quatro, Or'ss-san cuidou de dois e eu terminei com o stimo".Ele lanou um olhar de desprezo para as figuras esparramadas na trilha, ento 
de m vontade tinha que admitir que aquele ataque quase obteve sucesso. "Eles estavam bem organizados. Dois dos trs se moveram para cortar o avano dos guardas 
da retaguarda, enquanto os trs restantes te atacaram primo. Eu no acho que eles contavam com a habilidade de Or'ss-san com sua espada. Foi seu erro principal. 
Ns perdemos dois homens e um foi ferido na saraivada de flechas que eles lanaram". Suas palavras trouxeram uma terrvel percepo para Horace. "Ah, Deus!" Ele 
exclamou. Ele virou-se e correu de volta pela trilha para onde George estava cado na sela. Em toda a ao, ele havia se esquecido do escriba. Seu corao deu um 
surto de alvio quando viu a figura magra sentada ao lado da trilha lamacenta, dolorosamente cuidando de seu brao direito, ainda empalado por uma longa flecha de 
penas brancas. Sua manga estava encharcada de sangue e seu rosto estava plido  mais plido que o normal  mas ele estava vivo. Horace se ajoelhou ao lado dele. 
"George!" Ele disse o alvio evidente em sua voz. "Voc est bem?". "No! No estou!" George respondeu com esprito notvel. "Eu tenho uma flecha enorme presa no 
meu brao e di pra caramba! Como pode estar tudo bem nessas circunstncias?". Por impulso, Horace foi tocar a flecha, mas George o empurrou, ento gemeu como se 
o movimento repentino enviasse dor atravs de seu brao. "Voc salvou minha vida, George", Horace disse gentilmente, lembrando como sua companhia desengonada o 
havia empurrado para fora do alcance da flecha mirada nele. George fez uma careta.

"Bem, se eu soubesse que isso machucaria tanto, eu no teria feito! Eu deveria ter deixado eles te acertarem! Por que voc sobrevive desse jeito?" Ele exigiu com 
uma voz muito alta. "Como voc consegue agentar isso? Esse tipo de coisa  muito, muito doloroso. Eu sempre desconfiei que esses guerreiros fossem loucos. Agora 
eu sei. No futuro, eu...". Tanto faz o que ele planeja fazer no futuro, Horace nunca descobriria. Naquele momento, chocado com a dor da ferida e enfraquecido pela 
perda de sangue, os olhos de George giraram e ele deslizou para o lado. "Pode ser uma boa coisa", o lder Senshi disse. "Ns vamos tirar essa flecha dele enquanto 
est inconsciente". George se manteve inconsciente por alguns minutos. Mas isso deu tempo suficiente para Shukin, e o curandeiro do Imperador, remover a flecha do 
ferimento. Eles aplicaram um remdio na entrada e sada do ferimento e compeliram seu brao com roupa limpa. Shukin observou o resultado com um olhar de satisfao. 
"Isso pode cur-lo", ele disse. "O remdio vai tomar conta de qualquer infeco  apenas de que a flecha era nova e parecia limpo o suficiente. Ele vai ter uma dor 
no brao por algumas semanas, contudo". Como numa deixa, os olhos de George se abriram. Ele olhou em volta com interesse nos rostos olhando para baixo sobre ele, 
ento franziu o cenho. "Meu brao di", ele disse. Horace e os outros caram na gargalhada aliviados, que no fizeram nada para acalmar os sentimentos de George. 
Ele os fitava com indignao. "Pode ser divertido para todos os tipos de guerreiros hericos", ele disse. "Eu sei que todos vocs fizeram o hbito de s descartar 
esse tipo de coisa. Mas isso di". Horace gentilmente o ajudou a se levantar e o levou at onde seu cavalo estava esperando pacientemente. "Vamos l", ele disse, 
ajudando sua companhia a subir na sela. "Ns temos um caminho a percorrer ainda". Ele estava feliz que George, geralmente um acompanhante tagarela, no teve vontade 
de falar enquanto eles montavam em direo da juno com a trilha de Iwanai. Horace tinha muito para pensar e ele queria preparar suas palavras com cuidado. Ele 
sabia que George poderia discutir com o que ele tinha em mente e ele sabia que George foi treinado em coerncia e a habilidade de expressar pensamentos com clareza 
e preciso. Eventualmente, a hora chegou quando o imperador e Shukin frearam seus cavalos e indicaram um despenhadeiro, uma faixa estreita que conduzia para baixo 
para o sudoeste. "Vocs nos deixam aqui", o imperador disse. " um dia cavalgando para o Iwanai por esse caminho. Duvido que vocs vo correr mais que os homens 
de Arisaka nessa trilha". "Tenham cuidado quando chegarem ao porto, de qualquer jeito. Fiquem fora de vista tanto quanto conseguirem at estarem a bordo de seu barco.".

"Um de meus homens vai gui-los", Shukin disse. Mas Horace balanou a cabea. "Nenhum de seus Senshi", ele disse. "Um criado est bom. Vocs precisam de todos os 
homens lutadores que tem com vocs". Shukin assentiu, reconhecendo a prudncia. "Tem razo. Muito bem, um dos criados vai gui-los". Horace ficou sentado em silncio 
enquanto George fazia suas despedidas. O imperador, ele notou, parecia zombeteiro para ele enquanto tudo estava acontecendo, talvez percebendo o que Horace tinha 
em mente. Eventualmente, George bateu as rdeas no pescoo de seu cavalo e virou sua cabea em direo da trilha ngreme e estreita. "Vamos l, Horace.  hora de 
ir". Horace pigarreou desconfortvel. "Esse  o assunto, George", ele disse. "Eu estou ficando".

7
Toscana `Evanlyn? Aqui? O que diabos ela poderia querer?' Perguntou Will para ningum em particular. Ele nunca pensava sobre a princesa pelo nome real. Ele havia 
a conhecido como Evanlyn e compartilhou tantos perigos e aventuras com aquele nome que ela sempre seria Evanlyn em sua mente. A ao imediata de Alyss foi uma das 
suspeitas. Ela est aqui para se meter entre eu e Will, ela pensou rapidamente. Ela sabia que Will e a princesa eram muito prximos no passado  e continuavam sendo 
 e isso a fazia suspeitar o pior de Evanlyn. Ela pensava dela por esse nome tambm, pois isso facilitava a no gostar dela. Se ela pensasse de Evanlyn pelo nome 
real, Cassandra, ela teria que lembrar-se de que ela era a Princesa Real de Araluen e deveria respeit-la por tal. Como Evanlyn, ela era apenas outra garota tentando 
botar suas mos no namorado dela. Depois dessa primeira reao exagerada, Alyss reconheceu que ela estava sendo irracional. At Evanlyn no iria passar por tanto 
esforo para simplesmente colocar-se entre ela e Will, ela percebeu ento. Deve haver outra razo, mais importante, por trs de sua chegada sbita. Evanlyn estava 
aqui para cancelar a aceitao Araluense sobre as condies do tratado, e apagar todo o trabalho duro que Alyss botou nas negociaes nos ltimos cinco dias? Talvez 
a poltica de Araluan tivesse mudado em relao ao acordo entre Arrida e Toscana? Isso seria extremamente estranho se fosse o caso  afinal, o tratado havia sido 
assinado e ratificado e ela tinha testemunhado isso em nome da coroa de Araluan. `Talvez ns devssemos chama - l e perguntar a ela, ' Disse Halt em tom de negociao, 
em resposta  pergunta de Will. Ele havia visto as expresses de concentrao no rosto de Alyss e ele tinha algumas idias sobre os pensamentos que passavam por 
sua cabea. Mais isso no era motivo para deixar a Princesa Real congelando seus calcanhares na ante-sala enquanto Alyss superava seu susto. `Claro' a alta garota 
loira disse, reunindo seus pensamentos, chateada consigo mesma por agir de uma forma to anti-profissional. `Por favor, mostre a ela o caminho, Edmund. ' O atendente, 
que estava ansioso, ciente de que estava deixando a princesa esperando, acenou agradecido e saiu, deixando a porta aberta. Poucos segundos depois ele reapareceu, 
ficando de lado enquanto a visitante entrava. `Lady Evanlyn, veio v-los' ele anunciou. Halt franziu o rosto. A princesa s usava esse nome em viagens no-oficiais 
ou incgnitas. Halt sabia que isso a lembrava de um tempo em que sua vida e comportamento no eram adequados pelo protocolo real e procedimentos da corte. Ele se 
levantou e deu um passo a frente, com suas mos para ela. Como um velho amigo e conselheiro, ele no sentiu a necessidade de ajoelhar-se para ela. Afinal, se ela 
escolheu viajar incgnita, ela no deveria esperar tratamento real.

Ela sorriu quando o viu e pegou suas mos. `Ol, Halt' Disse ela. ` bom te ver' `Voc tambm minha lady.' Halt disse. Evanlyn olhou ao redor da sala. Seu sorriso 
falhou levemente ao ver Alyss se levantar para cumpriment-la. `Bem vinda, Vossa Alteza' Alyss disse. Evanlyn sinalizou para deixar o titulo de lado impacientemente. 
`No nessa viagem, por favor, Lady Alyss. Eu no estou viajando sobre minha oficial capacidade. Evanlyn  bom o suficiente. ' Seus olhos moveram adiante e seu sorriso 
recuperou sua beleza natural quando viu Will. `Ol, Will' ela disse e ele deu um passo  frente para abra-la. Ele sabia que Alyss no iria gostar disso, mais ele 
tinha um genuno afeto por Evanlyn e ele no iria fingir que no. Ele e Evanlyn passaram por muita coisa juntos para ele no cumpriment-la dessa maneira. Mas ao 
mesmo tempo ele era sbio o suficiente para fazer apenas um breve abrao. `Bem vinda a Toscana. ' Ele disse. Mais os olhos de Evanlyn j haviam se movido adiante. 
A sala no estava clara o suficiente e s agora ela reconheceu a identidade da quarta pessoa presente. `Seley El'then!' Ela disse, com um prazer evidente na voz. 
`Que maravilhoso te ver!' Selethen, percebendo a pronncia correta do seu nome, fez o ritual Arridi de saudao, levando sua mo at a boca, testa e boca de novo, 
curvando-se levemente. `Lady Evanlyn. Eu estou encantado em v-la novamente.' Ele pausou, ento adicionou, fingindo um semblante preocupado, `A no ser que voc 
tenha descoberto que eu te devo dinheiro?' Ela balanou a cabea, rindo de sua piada. Ento, percebeu que os outros estavam a espera para escutar por que ela chegara 
to inesperadamente, ela apontou para as cadeiras e sofs ao redor da mesa central. `Por favor, Sentem-se, todos. Preciso conversar com vocs. ' Selethen hesitou 
enquanto todos os outros assumiram seus assentos. `Talvez eu deva deix-los?' Ele sugeriu, sentindo que isso poderia ser muito bem uma conversa privada entre Araluenses. 
Mas Evanlyn considerou sua sugesto por um segundo ou dois, ento balanou a cabea. `No h necessidade que voc v, Selethen. Isso no  nenhum segredo. ' Ela 
percebeu um pote de caf na mesa e adicionou' Eu mataria facilmente por uma xcara de caf, foi uma viagem longa. ' `Mas  claro! Minhas desculpas!' Alyss pulou 
de p de novo, irritada que seu senso de hospitalidade falhou. Sem duvida que a apario sbita de Evanlyn estava a deixando atrapalhada. Ela rapidamente encheu 
um copo de caf e o colocou do outro lado da mesa. A princesa sorriu agradecida, a antipatia mutua esquecida por um momento.

`Obrigado, Alyss' ela disse. A sua omisso do formal `Lady Alyss' era sinal o suficiente que sua gratido era genuna. Alyss acenou e sentou-se novamente. Evanlyn 
deu um longo gole de caf, olhou satisfeita para o copo. `Eu acredito que isso seja o seu caf, Selethen? Ele sorriu e ela bebeu de novo, tomando quase todo o contedo 
do copo. Ela colocou o copo na mesa, parou por um segundo ou dois para reunir seus pensamentos e comeou. ` uma longa pequena histria. ' Ela disse `Horace est 
desaparecido. ' Houve exclamaes de surpresa em torno da sala. A voz de Will foi a primeira a ser ouvida. `Desaparecido?' Disse ele. `Desaparecido onde?' `Nihon-Ja' 
Evanlyn disse. `Meu pai o enviou em uma misso militar algum tempo atrs. Ele devia se apresentar para a corte do Imperador - ele tinha cartas de instruo do meu 
pai - e ento passar algum tempo estudando as tcnicas militares e armas de Nihon-Ja. `O que aconteceu? Como foi que ele desapareceu?' Will perguntou. `Para ser 
precisa, eu no sei o que aconteceu. Olhe, deixe-me explicar, ' Ela disse, cortando rapidamente a prxima pergunta de Will. `Horace estava viajando com George-` 
`George Carter? George da tutela? Nosso George, voc quer dizer?' Will interrompeu. Enquanto ele dizia `Nosso George' ele fez um gesto de circulo que inclua ele 
e Alyss. Halt levantou uma sobrancelha para Will enquanto via a impacincia no rosto de Evanlyn. `Talvez uma dessas interjeies tivesse sido suficiente' ele disse' 
J que todas elas se referem  mesma pessoa. ' Evanlyn acenou agradecida. `Est certo' Ela disse `O seu George estava l para aconselhar Horace no protocolo e para 
agir como interprete. Halt endireitou a cabea para um lado `Mas a lngua comum certamente  falada em Nihon-Ja?' Evanlyn concordou. `No to bem quanto nos outros 
pases. Os Nihon-Jan se mantiveram um pouco... Isolados... Ao passar dos sculos. E meu pai pensou que seria um toque diplomtico, ' Ela acenou em direo a Alyss, 
' Se o Imperador fosse dirigido  palavra em sua prpria lngua. Alyss assentiu. `Nos tentamos faz-lo sempre que possvel. ' `Ainda no vejo o que Horace espera 
aprender dos Nihon-jan sobre armas e mtodos' Disse Will. `Afinal, ele  um perito em armas.' `Os guerreiros Nihon-Jan  Eles chamam de Senshi  usam tcnicas diferentes, 
' Halt interviu. `E seus ferreiros aperfeioaram o mtodo de fazer lminas extremamente

duras. Os que fazem armas para os Arqueiros aprenderam deles suas tcnicas muitos anos atrs. ' ` por isso que suas facas saxnicas so incrivelmente resistentes?' 
Alyss perguntou. Era bem conhecido o fato de que as facas saxnicas poderiam causar entalhes em espadas normais. ` uma tcnica onde vrios anis de ferro so esquentados 
e batidos, ento encaixados e misturados juntos para formar uma composio. Ao passar dos anos ns tomamos a prtica de adotar boas idias de onde quer que seja 
achada. ' Halt disse a ela. `Nossos ferreiros em Dimascar desenvolveram uma tcnica similar para criar lminas extra-resistentes' Selethen acrescentou. `Voc esta 
falando sobre as lminas Dimascarene, eu suponho?' Disse Halt. `Eu ouvi falar delas mais nunca vi uma. ' `Elas so muito caras, poucas pessoas podem pagar por uma 
` Selethen disse. Halt acenou pensativo, guardando a informao para futura referencia. Ento ele se virou para Evanlyn `Desculpe-me Evanlyn, ns estamos atrapalhando, 
por favor, continue. ' `Est certo, s para cobrir qualquer futura interrupo... ' Ela olhou maldosamente para Will, ele considerou isso um pouco injusto. Afinal 
foram Halt e Selethen que estavam conversando sobre espadas super-resistentes, no ele. Mais sua indignao no foi percebida enquanto ela continuava. `Eu acredito 
que todos vocs so familiares com o sistema de rpidas mensagens do Conselho Silasian ?' Todos eles concordaram. O Conselho Silasian era um cartel de comerciantes 
na parte leste do mar Constant. Eles facilitam as trocas instituindo um sistema central de crdito para que os fundos sejam transferidos entre pases sem o risco 
de mandar grandes quantias de dinheiro por terra ou mar. Em adio eles descobriram alguns anos depois que comunicaes rpidas poderiam ser to lucrativas quanto 
transferncias de dinheiro. Eles instalaram uma linha de pombos correios e cavaleiros de um lado do mundo para o outro. Distancias que demorariam semanas de navio 
ou a cavalo puderam ser transformadas em dias,  claro que o servio era extremamente caro, mais em emergncias, muitos usurios sentiam que valia o preo. `Ns 
recebemos uma mensagem de George por meio desse servio algumas semanas atrs, 'Disse Evanlyn. `Era muito curto e foi enviada do porto de Ooghly River em Indus  
o que  mais ou menos o limite do sistema de mensagens no leste. Aparentemente houve uma rebelio contra o Imperador de Nihon-Ja, e Horace se meteu nela. As foras 
do Imperador so muito menores e ele  um fugitivo. A ltima vez que foi visto ele estava indo para o norte, entre as montanhas, para se esconder em algum tipo de 
Fortaleza lendria. Horace foi com ele. '

Will sentou-se e assobiou lentamente. Isso era justamente o que Horace faria, ele pensou, se envolver em um empreendimento idealista como esse. `E o que voc est 
planejando fazer?' Ele perguntou, mas ele j sabia a resposta. Evanlyn se virou para olh-lo profundamente. `Estou indo encontrar Horace.' Ela disse.

8
Nihon-Jin O anncio de Horace encontrou uma onda de exclamaes. A mais alta de todas foi a de George. "Horace, voc no pode ficar aqui! Voc no entende? No temos 
o direito de interferir na poltica interna de Nihon-Jin!". Horace franziu a testa e olhou torto para o seu compatriota. "Isto  um pouco mais grave do que apenas 
poltica, George", ele disse. "Esta  uma rebelio contra o governante legtimo". "Voc no entende que no  apenas uma matria de poltica. Para comear  uma 
traio.". George fez um gesto pedindo desculpas para os dois lderes de Nihon-Jin. Ele percebeu que suas palavras poderiam ser consideradas como nada diplomtico. 
"Meu pedido de desculpas, a sua excelncia", disse ele apressadamente. "Eu no pretendia ofender". Shigeru assentiu. "No levei, George-san. Eu entendo seu ponto 
de vista. Se isto  um caso de poltica ou de traio,  uma questo interna de Nihon-Jin". "Isso  verdade", disse George, e virou-se para Horace. "No  como se 
Araluen tivesse qualquer tipo de tratado formal com o Imperador. Voc e eu estvamos aqui apenas como diplomatas. Concederam-nos liberdade de circulao em todo 
o pas, mas temos que manter nossa neutralidade. Se nos envolvermos, se tomarmos qualquer um dos lados vamos invalidar as credenciais", exclamou. "Vocs no entendem? 
Ns simplesmente no podemos dar ao luxo de fazer isso!". "De fato, eu no entendo", disse Horace. "Mas  um pouco tarde para comear a se preocupar com o que acontecer 
se tomarmos os lados. Eu tenho medo que j fiz isso". George franziu o cenho, sem entender. "Eu no...". Horace o cortou rapidamente. "Enquanto voc estava tendo 
sua soneca ao lado da trilha l atrs", ele disse: "Eu matei dois soldados de Arisaka. Acho que ele pode ver que, tomamos um dos lados, no ?". George levantou 
as mos num gesto de perplexidade. "Voc o qu? O que poderia ter levado voc a fazer esta coisa incrivelmente estpida, Horace? Certamente voc poderia ter feito 
melhor do que isso! Por qu? Basta me dizer o por qu?". O Imperador tossiu educadamente antes de Horace poder responder e avanou para colocar sua mo em cima do 
ombro de George para acalm-lo.

"Talvez tenha sido porque estavam tentando me matar na hora", disse ele. George, mais uma vez, olhou devidamente chateado. Como um especialista sobre o protocolo, 
ele no estava se saindo to bem, ele pensou. Horace, vendo George momentaneamente perdido com as palavras, pegou essa vantagem. "Eu simplesmente no acho, George", 
disse ele, com um pequeno sorriso no canto da boca. "Eu deveria ter verificado atravs de nossas credenciais para ver o que eu devo fazer se algum tentar matar 
o Imperador. Mas, que merda, eu s consegui correr e parar eles do melhor jeito que pude". Shukin comeou a sorrir tambm. Mas as prximas palavras do Imperador 
rapidamente desfizeram a expresso de seu rosto. "De fato, Arisaka poderia ver o ato de salvar a minha vida como uma grande afronta por matar seus dois homens", 
disse Shigeru. "Sua Excelncia est certo", Shukin concordou, totalmente srio agora. "Isso estabilizar Or'ss-san como seu inimigo jurado. Arisaka no gosta de 
ter seus planos frustrados". George olhou de um rosto para outro, tentando desesperadamente ver um caminho para sair desta situao. "Mas ele no precisa saber sobre 
ele, certo? Estamos  milhas de qualquer lugar, em uma floresta remota numa montanha! Quem  que vai dizer a ele?". "Talvez", disse Horace, "os atacantes que escaparam 
vo mencionar. Sei que iro, eu mencionaria em seu lugar". George, ao ver o cho ruir sob seus ps, balanou a cabea em resignao desgostosa. "Oh, timo!", disse 
ele, cansado. "Voc deixou testemunhas fugirem! Se voc estava pensando em participar, Horace, por que no fazer um trabalho completo?". Horace olhou para ele. "Voc 
est dizendo que o nosso estatuto diplomtico estaria em melhor posio se eu tivesse matado o dobro dos homens de Arisaka?", perguntou ele. A lgica da posio 
de George parecia escapar dele. "No. No. No", disse George, finalmente decidindo aceitar o inevitvel. "Bem, suponho que voc fez a nossa cama. Agora s temos 
de mentir sobre ela". Um silncio caiu sobre o pequeno grupo. Shukin e o Imperador trocaram olhares estranhos. Horace olhou para eles e acenou com a cabea quase 
imperceptivelmente. Ele percebeu o que eles estavam pensando. "Eu me pergunto se pode nos dar licena por um momento, Vossa Excelncia?", Disse. Shigeru inclinou 
a cabea e Horace gesticulou para George andar para alguns metros de distncia do grupo reunido em volta do imperador. George seguiu, olhando perplexo. "O que  
isso agora?" Perguntou logo que eles estavam fora do alcance da voz. "O que mais voc fez quando eu estava inconsciente - porque eu estava inconsciente, voc sabe.

Eu tinha uma grande flecha presa em meu brao!" Ele acrescentou a ultima palavra, com um pouco mais de nfase. A referncia divertida de Horace a sua 'soneca' tinha 
atingido um nervo exposto. Horace fez um gesto apaziguador. "Eu sei. Eu sei. Desculpe-me, pelo que eu fiz. Afinal, voc salvou minha vida". George parecia um pouco 
amolecido. No havia muitas pessoas que poderiam alegar ter conseguido algo parecido, ele pensou. Horace normalmente no precisava de algum para salvar a sua a 
vida. Ele parecia muito hbil para fazer isso sozinho. Agora ele pensava sobre isso, e George encontrou se perguntando se seu companheiro de diviso j formado, 
Will Treaty, to famoso como ele poderia ter se tornado, poderia ter salvo a vida de Horace como ele salvou. "Bem, sim. Tudo bem. Mas o que voc quer falar?". "George", 
Horace comeou, depois hesitou. "No h nenhuma maneira diplomtica de colocar isso, ento eu vou simplesmente diz-lo. Voc no vai ficar". "Bem, claro que eu vou!" 
George explodiu. "Se voc for ficar, vou ficar com voc. Eu sou seu amigo. Amigos no fogem e desertam outros amigos s porque h um pouco de perigo!". "Tudo bem, 
eu continuo com meu brao doendo. Mas eu no tenho medo, Horace. Eu no sou algum tipo de covarde que vou pular fora e deix-lo para enfrentar o perigo sozinho!". 
Horace estava acenando quando o escriba entregou a resposta veemente. George no era um covarde, ele sabia. Longe disso. Mas fatos so fatos e eles tinham que ser 
enfrentados. "George", ele disse calmamente: "voc est gravemente ferido no brao. Mas mesmo se estivesse em sade perfeita, no ajudaria na viagem que iremos realizar". 
"No se preocupe comigo!", Disse George, com uma vontade considervel, independentemente do fato de que sua voz seria levada claramente aos guerreiros Nihon-Jin 
a poucos metros de distncia. "Eu vou me manter totalmente bem. Eu no vou atrasar vocs!" Mas ele viu Horace balanando a cabea de novo e, no fundo, George sabia 
que o guerreiro jovem e alto estava certo. "Voc no gostaria de nos atrasar", disse Horace. "E eu sei que voc tentara o seu melhor. Mas voc no est pronto para 
este tipo de vida, George. Para comear, voc no  um equitador bom o suficiente". "Eu..." George parou. Ele sabia que era verdade. "Voc est montando o cavalo 
mais lento no grupo", destacou Horace. "Se o resto de ns tiver que acompanhar seu ritmo estar nos atrasando. No ser culpa sua, George. Mas se Shigeru vai escapar 
de Arisaka, vamos ter que andar rpido e viver brutamente. E se ns tivermos que ficar a espera de seu cavalo lento o tempo todo estaremos colocando a vida do Imperador 
em risco. Certamente voc no quer isso?" Horace pensou que era mais diplomtico culpar o potencial do cavalo de George para retardar o grupo. Era verdade at certo 
ponto, mas George viu atravs do disfarce. Ele

tinha um cavalo lento e velho porque ele era um pobre cavaleiro lento e um cavalo velho e lento era tudo que ele poderia suportar. Ele baixou a cabea miseravelmente. 
"Eu no sou bom o suficiente, sou?", Disse ele em voz baixa. Horace chegou perto e deu um tapinha no ombro. "No  que voc no  bom o suficiente", disse ele. "Voc 
no est treinado para este tipo de vida". Voc fica em casa, em reunies diplomticas, elaborando tratados complexos entre os pases, e em salas de audincia, chegando 
com um argumento brilhante para salvar a vida de algum ou uma propriedade. Isso  o que voc faz bem. Isso  para o que voc tem treinado. Por outro lado, isto 
 para o que eu treinei."Horace apontou com brao em torno da paisagem montanhosa que os cercava como ele disse com as palavras. George no ousou o encarar. Seus 
ombros estreitos caram quando ele soltou um suspiro profundo". "Eu sei", disse ele finalmente. "Alm disso, eu preciso de voc para mandar uma resposta de volta 
para Araluen, ento eles sabero o que aconteceu comigo. Eu no posso simplesmente desaparecer da face da terra sem dizer s pessoas onde eu fui". George ergueu 
os olhos para atender Horace ento disse. "Voc pensa que vai morrer aqui, no ?" Ele disse calmamente. "Voc no acha que Shigeru tem uma chance". Horace balanou 
a cabea. "George, eu nunca iria entrar em qualquer luta pensando que eu vou perder". "Mas voc disse que no pode simplesmente desaparecer da face da terra. Isso 
no soa como se estivesse muito confiante". Horace sorriu para ele ento. "Esse  o problema com voc e os advogados", disse ele. "Voc  muito literal. Vamos apenas 
dizer que o meu desaparecimento ser uma questo temporria".O rosto de George fez uma careta quando sua mente se moveu rapidamente. "Se eu pudesse falar com Will 
e Halt", disse ele, "eles poderiam vir ajudlo. Na verdade, eles certamente viriam para te ajudar". " uma tima idia", disse Horace tristemente. O pensamento de 
ter os dois arqueiros ao seu lado neste caso era extremamente atraente. "Mas  um sonho. Vai levar meses para voc tomar todo o caminho de volta para Araluen. Nesse 
tempo, as coisas aqui vo estar bem e verdadeiramente resolvidas - de uma forma ou de outra". Mas agora era George borbulhando com entusiasmo pela sua idia. "No! 
No! No! Eu no tenho que pegar todo o caminho de volta! Eu s preciso chegar a Indus! De l, eu posso usar o servio de mensagens rpidas Silasian. Isso levar 
a resposta para eles dentro de poucos dias!". Horace olhou para seu companheiro com novo respeito. "Voc v?", Disse. "Isso  em que voc  bom. Pensando. Descobrir 
algumas idias. Deixe-me dizer, se voc puder, diga a Will e Halt, assim voc estar fazendo muito mais bem do que se voc simplesmente ficar aqui conosco".

"Comear agora?" George disse, sorrindo agora. Horace devolveu o sorriso. "Exatamente".Ele ofereceu a mo para George que a segurou e apertou calorosamente. Antes, 
de ele desapertar seu aperto de mo, Horace acrescentou: "Outra coisa. Eu nunca vou esquecer que voc se ofereceu para ficar aqui, George. Foi preciso muita coragem 
para se oferecer a ficar aqui comigo. Agradeo-lhe e, quando eu chegar em casa, eu vou deixar as pessoas saberem sobre isso". George finalmente retirou sua mo e 
fez um pequeno gesto auto-depreciativo, apesar de Horace ter dito palavras que tinham aquecido o corao. "Bem... voc sabe. No foi muito. Quero dizer... ns ramos 
colegas de diviso, no ramos? Isso  o que colegas de diviso fazem por si. Eles se unem. No  grande coisa". "Na verdade  uma coisa muito grande", disse Horace 
com firmeza. "E eu no vou esquecer".

9
Toscana "Ento eu vou com voc!" Will disse impulsivamente. Halt sorriu para si mesmo ouvindo a resposta instantnea. Ele esperava nada menos do seu ex-aprendiz. 
Horace, afinal, era o melhor amigo de Will. Eles cresceram juntos, lutaram lado a lado e salvaram a vida um do outro em numerosas ocasies. Evanlyn favoreceu Will 
com um sorriso caloroso. "Eu tinha certeza que voc diria isso", ela disse. "Meu pai me deu permisso para pedir a sua ajuda nessa misso, mas eu disse a ele que 
no era necessrio pedir. Obrigada, Will. Eu me sinto bem mais confiante com voc do meu lado". " claro, eu vou tambm", Halt disse, ento adicionou com uma sobrancelha 
levantada, "Isso se eu for necessrio?". "Lady Pauline me contou que voc diria isso", Evanlyn disse para ele. "Ela disse que voc deveria ir com a beno dela". 
Will olhou rapidamente para seu mentor, sem saber como Halt iria reagir a suposio que ele precisava da permisso da Lady Pauline para ir  misso. O Halt que ele 
conhecia viria com uma resposta vigorosa dizendo que ele era bem capaz de tomar suas prprias decises, muito obrigado. Ele estava um pouco surpreso de ver Halt 
sorrir afetuosamente para as palavras da Evanlyn. "Bem, isso  um alvio", Halt disse, sem o menor trao de ironia. Agora era a hora de Will levantar uma sobrancelha 
 uma expresso que ele copiou cuidadosamente de Halt com o passar dos anos. As coisas mudaram, ele pensou. Alyss limpou sua garganta nervosamente e eles se viraram 
para olhar para ela. Havia um ponto brilhante de cor em cada uma de suas bochechas. "Eu gostaria de ir tambm", ela disse. "Horace  um de meus amigos mais velhos. 
Ele ajudou Will a me resgatar do Castelo Macindaw e eu lhe devo essa. Alis, vocs iro precisar de algum que saiba falar Nihon-Jan". As palavras eram formuladas 
como uma sugesto. Mas o seu tom no deixou dvidas que era uma declarao firme de inteno. Ela no estava pedindo permisso. Ela estava falando para Evanlyn que 
ela no iria deix-la ir para o outro lado do mundo com Will. No dessa vez. "Sim, Lady Pauline falou que voc diria isso tambm", Evanlyn disse secamente. Ela desejava 
que pudesse assegurar  garota alta que ela no tinha intenes em Will, alm da amizade. Ela podia ver que Alyss poderia ser uma valiosa amiga e aliada  no apenas 
nesse caso, mas nos anos que viriam  e ela queria um jeito dela poder quebrar barreira entre elas. Talvez essa viagem d a ela essa oportunidade.

Halt pensou que seria melhor se ele entrasse em cena. "Soa como uma boa idia para mim", ele disse. "Alyss  uma pessoa til para se ter por perto". Alyss permaneceu 
corada. Ela estava preparada para argumentar e no tinha esperado que Evanlyn cedesse to facilmente. No fundo de sua mente, uma pequena dvida se formou. Talvez 
ela estivesse julgando Evanlyn muito duramente. Mas ela esqueceu esse pensamento quando Will fez uma pergunta para ela. "Voc fala Nihon-Jan? Quando voc aprendeu?". 
Ela encolheu os ombros, sentindo o pulso voltar ao normal agora que no havia mais perguntas sobre ela estar acompanhando a misso. "Eu tenho estudado a lngua por 
mais ou menos um ano", ela respondeu. "Maior parte usando as tradues do George. Eu no sou fluente, mas d para me virar". Will levantou as duas sobrancelhas. 
"Bem, voc aprende algo novo todo dia", ele disse reflexivamente. "No seu caso, no  exagero", Halt disse, completamente srio. Will apertou os lbios em aborrecimento. 
Ele teria que aprender a no dar oportunidades como a essa a Halt, ele pensou. Em seguida, outra questo ocorreu a sua mente de gafanhoto e ele virou-se para Evanlyn. 
"Como ns chegamos l? E como voc chegou aqui afinal?". Ele ouviu o suspiro profundo de Halt e percebeu que ele fez de novo. "Voc alguma vez", o Arqueiro mais 
velho disse com grande deliberao, "pretende fazer uma pergunta a cada vez? Ou tem de ser sempre mltiplas escolhas?". Will olhou para ele com surpresa. "Eu fao 
isso?" Ele perguntou. "Tem certeza?". Halt no disse nada. Ele levantou as suas mos em gesto de 'V o que eu digo?' E apelou para os outros do cmodo. Selethen 
se divertiu com a mmica entre os dois. E desde que a alegria neste tipo de debate confuso e sem importncia era parte do carter Arridi, ele no podia se ajudar. 
Ele tinha que entrar. "Halt", ele disse, "Eu posso estar errado, mas eu acho que voc fez o mesmo erro. Eu tenho certeza de ter ouvido voc fazer duas perguntas 
agora a pouco". "Obrigado por apontar isso, Lord Selethen", Halt disse com uma formalidade gelada. Will sorriu para o Wakir, que inclinou a cabea solenemente para 
Halt. Ento Will se lembrou que Evanlyn no respondeu nenhuma de suas perguntas. "Ento, como voc chegou aqui?" ele a lembrou. "Eu usei o navio do tratado Escandinavo", 
ela disse. O tratado entre Araluen e Escandinvia estava em vigor h alguns anos e agora era renovado regularmente. Uma das ltimas clusulas decretava que um WolfShip

escandinavo a cada ano devia ser baseado na costa de Araluen, com sua tripulao a disposio do Rei de Araluen. Desde de que os WolfShips eram um dos navios mais 
rpidos do mundo, era uma adio valiosa. Em troca, o Rei Duncan pagava uma taxa a Escandinvia e garantia condies favorveis de comrcio a outros WolfShips procurando 
comprar gua, lenha e provises. Em resposta a outras naes como Iberion e Gallica, que reclamaram que Duncan estava ajudando os Escandinavos a atacar sua costa, 
o Rei simplesmente encolheu os ombros. "Nenhum sistema  perfeito", ele disse. "E, alis, eles poderiam sempre pagar os Escandinavos para no atacar". O que era, 
claro, verdade. "Eu imagino que iremos a Nihon-Ja no WolfShip?" Halt disse. Evanlyn assentiu. "Meu pai me deu permisso para isso. Vai ser mais rpidos que qualquer 
navio comercial que pudssemos fretar. E, alis, Gundar est ansioso para ver Nihon-Ja. Ele foi o primeiro Escandinavo a visitar l". "Gundar?" Will disse. Era um 
nome comum entre os Escandinavos, ele sabia, mas ele no poderia esperar que fosse um velho amigo. Evanlyn j estava assentindo. "Sim.  o navio de Gundar Hardstriker. 
Ele est ansioso para ver voc e Alyss de novo e ele tem um tripulante que diz que nada iria impedir ele de resgatar o General. Eu assumo que ele quer dizer Horace?". 
Will e Alyss trocaram olhares divertidos. "Sim.  assim que a tripulao de Gundar chama o Horace. Soa como se Nils ainda esteja com ele", Will disse. "Ele vai ser 
uma pessoa til para se ter", Alyss apontou, recordando da forma massiva e da habilidade furiosa com o machado de batalha de Nils Ropehander. "Qualquer Escandinavo 
 til se tem uma luta por perto", Halt disse. Ento, mudando de assunto, ele virou-se para Evanlyn. "Tem alguma necessidade de se apresentar para a corte do Imperador 
Toscan? Voc tem alguma obrigao oficial?". Evanlyn balanou sua cabea. "Oficialmente eu no estou aqui.  por isso que estou viajando como Lady Evanlyn. Ento 
no, eu estou livre para ir e vir". "Ento eu sugiro que devemos ir o mais cedo que puder. Ns j fizemos nossas despedidas oficiais. Vamos ter uma boa noite de 
sono e de manh desceremos primeiramente s docas". "Voc pode pegar meu quarto Lady Evanlyn. Eu irei dormir em um dos sofs", Alyss disse rapidamente. Mas Evanlyn 
balanou a sua cabea. "Ns vamos dividir o quarto Alyss", ela disse firmemente. "Eu no quero nenhum privilgio especial. Ns devemos tambm nos acostumar a isso. 
Um WolfShip  muito pequeno para toda essa tolice". Alyss era astuta o suficiente para reconhecer um ramo de oliveira quando v um. Ela sorriu para Evanlyn  um 
sorriso genuno pela primeira vez. "Vai ser o meu prazer em dividir com voc", ela disse.

Os outros levantaram agora e Selethen apertou a mo de todos enquanto ele despediase. "Boa sorte para vocs", ele disse. Depois adicionou um pouco melanclico. "Soa 
como uma viagem interessante. Eu estou tentado a juntar. Horace  um amigo meu tambm. Mas..." Ele fez um gesto com a mo elegante, recusando a idia. Halt assentiu. 
"Voc  bem vindo a se juntar a ns a qualquer momento, Selethen. Mas voc tem suas obrigaes para atender. Ns entendemos". Selethen fez o gesto Arridi de saudao 
e despedida, tocando com a sua mo a boca, a testa e a boca de novo. "Sim", ele disse finalmente. "Eu tenho meus deveres, que  uma amante dura. Mas como eu disse, 
eu estou tentado". Ele sorriu para todos e saiu para retornar pro seu alojamento.

Eles chegaram s docas um pouco depois da primeira luz. O WolfShip de Gundar, chamado de WolfWill em homenagem a Will, estava ancorado ao longo do ponto. Will franziu
a testa quando o viu primeiramente. Ele tinha visto o navio quando foi lanado. Mas agora tinha algo diferente nele. "Algo parece estranho", ele disse pensativamente.
Halt estava estudando o navio tambm. "Eles moveram o mastro?" ele perguntou para ningum em particular. "Parece um pouco mais distante do que eu me lembro". "E 
onde est o mastro que cruza?" Will perguntou. Normalmente, esse mastro quadrangular era fixado sete oitavos no caminho para cima do mastro, com a grande vela quadrada 
recolhida em cima quando estivesse a bombordo. O mastro do WolfWill estava nu, alm de um complicado sistema de cordames no mastro principal, e o que parecia ser 
um par de velas cuidadosamente enroladas estendidas da frente para trs do convs na sua base. "Tudo o que eu sei", Evanlyn disse, " que este  o navio mais rpido 
que eu j entrei. Olhe, a vem Gundar. Voc pode perguntar a ele". Ela apontou para onde uma figura familiar, enorme como todo Escandinavo , estava bamboleando 
no seu andar de marinheiro atravs do convs em direo a eles. "Will Treaty!" ele gritou, assustando as gaivotas em um raio de cinqenta metros para um vo de grasnidos 
barulhentos. Will se firmou enquanto a figura enorme se aproximava. Ele sabia o que estava vindo mais havia pouca coisa que poderia fazer a respeito. Claro, Gundar 
o levantou do cho com um abrao de urso sufocante. Will s podia grunhir uma saudao enquanto sentia suas costelas no limite de se quebrarem.

"Pelas barbas de Gorlog, garoto, como  bom te ver! Eu esperava que nos encontrssemos quando Erak me designou para basear-me em Araluen. Como voc est? O que voc 
tem feito?". "M' deix' ir e eu vo' tentar... contar a voc", Will tentou grunhir sem flego. Finalmente, Gundar o abaixou. Will cambaleou quando Gundar o liberava, 
e seus amigos ficaram um pouco alarmados pelo gemido enquanto inspirava ar, que foi a primeira e reflexiva resposta de Will enquanto seus pulmes vazios puxavam 
ar desesperadamente. Ento, vendo Alyss, o enorme marinheiro pegou a mo dela com um de seus punhos enormes e botou um beijo desajeitado e esmagador nele. "Lady 
Alyss!" ele gritou. "Como voc pode ter ficado mais bonita do que era?". Evanlyn tinha que admitir, fez uma careta com esse comentrio. Gundar nunca tinha comentado 
a sua aparncia e ela estava ciente que ao lado da garota elegante e loira, ela era um pouco... moleca. Alyss estava sorrindo deleitada para ele. "Ah, Gundar, eu 
vejo que voc no perdeu nenhum de seu charme corts. Voc vai virar a cabea de alguma garota com essa sua lbia". Ele sorriu para ela, ento desviou a sua ateno 
para a figura de barba grisalha, pequena em p atrs dela. "E voc deve ser o famoso Halt?" ele disse. "Eu esperava algum um pouco maior", ele adicionou, em parte 
para si mesmo, enquanto avanava. Halt, com experincia nas maneiras dos Escandinavos, recuou no mesmo ritmo. "Sim. Eu sou Halt", ele disse. "E eu preciso de todas 
as minhas costelas intactas, muito obrigado". " claro que voc precisa".Invs de dar um abrao de urso no Halt, Gundar se contentou com um aperto firme e msculo. 
Os olhos de Halt vidraram enquanto sentia seus dedos e suas juntas esmagarem dentro do punho do tamanho de uma ilha. Ele balanou a sua mo dolorosamente enquanto 
Gundar a soltava. "Qualquer amigo de Erak  meu tambm!" Gundar olhou em volta curiosamente. "Mas onde est aquele pnei desgrenhado de voc Will?". "Ns deixamos 
nossos cavalos em Araluen".Will disse. Desde que a viagem havia sido concebida como uma breve misso de dez dias para a capital de Toscan, no tinha nenhuma razo 
para trazer Puxo e Abelardo. Eles foram deixados sobre os cuidados do Velho Bob, o criador de cavalos do Corpo dos Arqueiros. Agora, Will no tinha certeza se tinha 
se arrependido dessa deciso ou no. Ele gostaria de ter Puxo com ele, mas a viagem martima para Nihon-Ja seria longa, muito mais longa que Puxo j tivesse emfrentado. 
Haveria poucas chances de ir para a terra para exercitar os cavalos, e ele no tinha certeza de como eles lidariam. Similarmente, Ebony, o cachorro de Will, fora 
deixado com Lady Pauline. Ebony estava somente meio treinado e ele sentia que seu comportamento turbulento poderia causar um pouco problemas com os oficiais de Toscan 
engomados.

Gundar assentiu vagamente. Ele no tinha idia da procura na alma que tinha acontecido nos dois Arqueiros antes de decidirem de deixar seus cavalos para trs. Ele 
olhou para acima do cais. "E quem  esse Lenny Longshanks?" ele disse. "Ele est com vocs?". Os quatros Araluenses se viraram rapidamente para olhar para cima no 
ponto. Andando propositalmente na direo deles, um pacote jogado sobre um ombro, era uma figura alta e magra. "A tentao ganhou", Selethen disse enquanto chegava 
mais perto. "Eu decidi ir com vocs".

10
Nihon-Jin Depois que George os deixou e seguiu a trilha de volta para o porto de Iwanai, Shukin aumentou o ritmo. Agora, como eles mantiveram seus cavalos num galope
constante ao longo do estreito caminho enlameado da montanha, Horace percebeu quanto George havia diminuido o ritmo deles e sentiu culpado pela sensao de alivio
por convencer seu amigo conterrneo a seguir por um caminho separado. O resto do grupo, todos cavaleiros qualificados, seguiram com facilidade e os pneis locais,
um pouco menores do que o cavalo de batalha que Horace estava acostumado, eram robustos e fortes. O melhor de tudo, ele pensou, como sua montagem escorregou, caiu
e depois se recuperou, eram animais com as patas firmes, bem utilizados para estes inclinados, trilhas em montanhas speras. Um dos acompanhantes percebeu o tropeo 
e viu de repente Horace sentar-se ereto na sela aps o cavalo recuperar seu equilbrio. Ele cavalgou para perto dele. `Deixe o cavalo, Or'ss-san', ele disse calmamente. 
`Ele est acostumado a esse tipo de terreno e ele vai guiar por si mesmo.' `Eu percebi', Horace disse entre os dentes. Quando o terreno irregular deu sob os cascos 
de seu de cavalo de novo, ele se forou a permanecer solto e flexvel na sela, em vez de apertar seus msculos e apoiar-se, e tentar puxar a cabea do cavalo de 
volta. O cavalo grunhiu enquanto ele se recuperava. Horace tinha a sensao desconfortvel de que era um grunhido de apreciao rancorosa, como se o cavalo estava 
dizendo-lhe: `Assim est melhor. Apenas sente-se solto, seu grande saco de ossos, e deixe todo o trabalho para mim.' Ele estendeu a mo e acariciou o pescoo do 
cavalo. O animal respondeu balanando a cabea e crina. Eles cavalgaram, mantendo um galope constante durante meia hora, em seguida, deixando os cavalos num passo 
mais lento e trote pelos prximos 20 minutos. Era semelhante ao ritmo de marcha forada do Arqueiros, que Horace tinha aprendido com Halt e Will em suas viagens 
juntos. E, enquanto anteriormente ele reclamava pelo tempo gasto com o ritmo mais lento, ele sabia que, no longo prazo, eles cobririam uma distncia maior em um 
dia deste modo.

O sol era uma presena leitosa, brilhando fracamente atravs das carreiras de nuvens cinzas que passaram sobre eles. Quando Shukin julgou que o sol estava diretamente
sobre eles, ele sinalizou uma parada em um ponto onde a trilha se alargava e formava uma pequena clareira . `Vamos comer e descansar um pouco' , disse ele. `Isso
vai dar a ns e aos cavalos uma chance para se recuperar.' Eles tiraram as celas dos cavalos e os escovaram. Nesse tempo, isso no deixaria o suor dos cavalos secar 
e esfriar no vento gelado. Enquanto isso era feito, trs servos retiravam os alimentos dos cestos que levavam atrs de suas selas. No momento em que os cavaleiros 
amarraram seus cavalos, a comida estava pronta, e os servos acenderam uma fogueira para fazer ch. Horace aceitou uma prato com picles, truta defumada e arroz temperado 
enroladas em bolas, procurou um lugar bom para sentar-se. Ele se agachou sobre um tronco cado, gemendo um pouco pois seus joelhos e coxas deixaram saber o quanto 
eles estavam trabalhando. Era muito agradvel descansar por alguns minutos, ele pensou. Ele apenas esperava que a breve parada no fosse suficiente para deixar seus 
msculos duros. Se o fizessem, a primeira meia hora na pista de novo seria uma tortura. Ele resolveu levantarse e caminhar ao redor da clareira, j que ele tinha 
comido. A comida era boa. Leve, saborosa e com um gosto picante bem-vindo. Horace olhou o tamanho do seu prato. Os Nihon-Jan foram, em geral, uma raa de pequeno 
porte. Ele sentiu que poderia ter sido felizmente agraciado com uma parcela muito maior de almoo. Ento ele encolheu os ombros filosoficamente. Ele sempre pensava 
assim, independente de onde estivesse ou do que era lhe dado. Shukin, tendo verificado que Shigeru no precisava de nada, fez um rpido passeio pelo acampamento 
temporrio, assegurando que todos os homens comiam e nenhum dos cavalos tinham criado problemas. Ento, quando ele estava satisfeito, um servo entregou-lhe um prato 
de comida e ele sentou sobre o tronco, ao lado de Horace. O Araluan observou sombriamente que Shukin, acostumado a sentar de pernas cruzadas no cho desde a infncia, 
no mostrou nenhum sinal de rigidez ou desconforto que ele sentiu. `At onde voc pretende ir hoje?' Horace perguntou ele. Shukin virou seu rosto enquanto considerava 
a pergunta. `Eu esperava atravessar o Rio Sarinaki,' ele disse. Ele indicou a direo que eles estavam viajando, ` mais vinte quilmetros subindo a partir daqui. 
H uma cachoeira com um cruzamento bem acima dele.' `Ns devemos ser capazes de fazer essa distncia', disse Horace. `Ns temos mais cinco horas de luz do dia, pelo 
menos.' `Dependendo da trilha,' Shukin disse a ele. ` relativamente fcil ir no momento, mas fica ngreme e spero, em alguns quilmetros. Isso vai nos atrasar.' 
`Hmmm. Isso poderia ser um problema. E se chover, a trilha vai ficar mais escorregadia, eu imagino?'Horace perguntou. O senhor Senshi assentiu. "Ele certamente no 
vai ajudar. Mas se pudermos, eu gostaria de atravessar o rio antes do anoitecer. "

Isso fez sentido para Horace. Atravessando um rio logo acima de uma cachoeira alta pode ser uma tarefa difcil e perigosa. E qualquer cachoeira neste terreno montanhoso 
seria alta, ele sabia. `O cruzamento  complicado, no ?', ele perguntou. Shukin apertou seu lbio inferior e fez um gesto de talvez com a mo. `No  fcil,' admitiu. 
`Mas eu tenho uma outra razo para querer chegar antes de escurecer. A central de comando tem uma viso do pas abaixo de ns. Eu gostaria de ter a chance de ver 
se h qualquer sinal de Arisaka e seus homens. " Viajar como estavam, rodeados por altas rvores densas em ambos os lados da trilha, poderia reunir pouco conhecimento 
do que estava acontecendo por trs deles. Horace compreendeu que Shukin tinha a inevitavel sensao de incerteza de qualquer lder que realiza uma retirada devido
uma fora superior. Ele precisava saber onde estavam seus perseguidores - quo perto eles estavam, se estavam ganhando terreno em relaco ao pequeno grupo que viajou
com o Imperador. Correndo cegos, como estavam, era uma receita para tenso e incerteza. Voc nunca sabia quando poderiam aparecer guerreiros armados das rvores,
gritando seus gritos de guerra, com espadas pronta para atacar. Assim como foi naquela manh. `E se no chegarmos ao rio?' Horace perguntou. Foi muito bom planejar 
para a melhor circunstncia possivel. Mas o pior possvel deveriam ser considerado tambm. Shukin encolheu os ombros. "H uma pequena vila no muito longe das quedas. 
Ns vamos l para nos abrigar a noite ". A chuva, que havia parado por quase uma hora, comeou de novo enquanto falava. Era uma bruma leve, enganosa em sua intensidade. 
Parecia inofensiva a primeira vista, mas foi constante e incessante. Depois de dez a quinze minutos desta, Horace sabia, casacos e calas tornariam-se saturados, 
de modo que a gua, deixando de ser absorvida pelo tecido, escoaria e alcanaria as botas. No demoraria muito, nestas condies, para que uma pessoa se tornasse 
encharcada e infeliz. `Bem, se no chegarmos as quedas' ,Horace disse filosoficamente,'pelo menos vamos ter um lugar seco para dormir esta noite.' A chuva transformou 
a superfcie escorregadia da pista em uma consistncia semelhante a cola. Os cavalos cambalearam e tropearam, deixando o cabelo de Horace em p quando ele viu vislumbres 
das profundezas vertiginosas abaixo deles, quando a parede de rvores ao lado da estrada diminuia de vez em quando. Ainda mais srio, a lama espessa e pegajosa grudava 
nos cascos dos cavalos, obrigando os cavaleiros a parar com frequncia e limpar a sujeira. Ele viu Shukin olhando com mais freqncia para o disco plido e aquoso 
que marcava a posio do sol. O rosto do senhor Senshi mudou para uma carranca agora. Era o meio da tarde e Horace, apesar de no estar certo de quanto eles tinham 
viajado, sabia que no era a distncia que eles teriam que cobrir, caso quisessem atravessar o rio durante o dia. Eventualmente, com uma queda em seus ombros, Shukin 
parecia ter a mesma opinio. Ele ergueu a mo para parar a pequena coluna e deslocou o seu cavalo de volta para baixo da encosta onde o imperador estava sentado 
pacientemente. Horace levou seu cavalo perto para se juntar a discusso.

`Ns no conseguiremos atravessar o rio hoje', disse Shukin. Shigeru franziu os lbios em desapontamento. `Voc tem certeza?' , ele perguntou, em seguida, ele acenou 
para eventuais respostas  medida em que se corrigiu. ` claro que voc est certo. Caso contrrio, voc no teria dito isso.' `Sinto muito, primo,' Shukin disse, 
mas Shigeru repetiu a o gesto de aceitao com sua mo. `Voc fez tudo o possvel', disse ele. `Eu no posso culp-lo pela chuva - ou por essa lama.' Ele olhou para 
baixo, de forma significativa s bolas irregulares de lama que estavam grudadas aos cascos de seu cavalo. Assim que o fez, um dos servos desceu da sela e correu 
para a frente para limpar a massa pegajosa. Shigeru olhou para o homem e como ele se inclinou  pata dianteira esquerda do cavalo. `Eu deveria mand-lo embora e 
fazer isso eu mesmo' , disse ele com tristeza. `Um homem deve cuidar de seu prprio cavalo.' Fez uma pausa, ento se permitiu um sorriso triste. `Mas eu estou to 
cansado'. Horace sorriu de volta. ` bom ser o Imperador', afirmou e Shigeru olhou-o cinicamente. `Ah sim, realmente. Olhe que momento excelente estou tendo. Viajar 
nessas condies, quente e confortvel. A abundncia de boa comida e bebida e uma cama macia, no final da trilha. O que mais eu gostaria? Ele e Horace compartilharam 
a piada, mas Shukin baixou o olhar. `Eu peo desculpas, primo', disse ele amargamente. `Voc no merece isso.' Shigeru adiantou-se e colocou a mo suavemente no 
ombro de seu primo. `Sinto muito, Shukin', disse ele. 'Eu no estou reclamando. Eu sei que voc est fazendo o seu melhor para me manter seguro. Eu vou ser grato 
por uma noite em cama de palha numa cabana furada em uma aldeia qualquer'. `Infelizmente, esse parece ser o que est guardado para ns ', Shukin concordando. `Um 
pouco mais acima dessa subida, o caminho leva para uma bifurcao. A esquerda leva at a cachoeira e a passagem. A direita nos leva a uma vila de lenhadores. Ns 
vamos virar  direita.' `Uma coisa', Shigeru acrescentou uma dvida. `Ser que esta chuva tem qualquer efeito sobre a travessia? O que se faz com que o rio suba? 
Devemos, talvez, tentar chegar l mesmo que seja no escuro? ` Mas Shukin sacudiu a cabea, sem qualquer sinal de insegurana. `No  forte o suficiente para isso. 
A gua no se acumula, porque escapa facilmente s quedas de gua.' Shigeru sorriu para seu primo, o entendimento de como a responsabilidade pela segurana de seu 
Imperador e bem-estar estava sobre os ombros do Senshi.

`Bem, meu amigo, no h sentido em lamentar o que no podemos conseguir hoje. Vamos comear com o que podemos alcanar e encontrar essa vila. Como Or'ss-san mencionou 
anteriormente, pelo menos, teremos em algum lugar seco para dormir esta noite.' Ele incluiu Horace no sorriso. Shukin assentiu e virou-se para emitir um comando 
para a pequena coluna. Assim que saram, Horace notou que Shukin agora demonstrava determinao em seus ombros. No pela primeira vez, Horace refletiu sobre como 
o bem-humorado Imperador, altrusta aos contratempos poderia inspirar assim muito mais a lealdade e o esforo dos seus subordinados que a perseguio e a intimidao 
jamais poderiam alcanar. Foi uma valiosa lio de liderana, ele pensou. Foi outra difcil duas horas na pista, andando, deslizando, escorregando e tropeando antes 
de chegarem a uma pequena clareira. Shukin ordenou uma breve parada, enquanto os cavalos e os homens tiveram alguns minutos para recuperarem seu folego. Ele consultou 
o mapa, com um de seus cavaleiros segurando uma capa impermevel sobre ele. Mal havia luz suficiente para ver os detalhes sobre a folha, Horace pensou, mas o guerreiro 
Senshi dobrou o mapa e apontou para a trilha. `Dez minutos mais', disse ele. Um pouco depois, viram o brilho das luzes atravs das rvores, piscando intermitentemente 
entre os ramos, movidos ao vento, interpondo-se entre as arvores. Ento, de repente, eles foram em uma clareira, no incio de um pequeno grupo de cabanas com teto 
de palha. Uma quente luz amarela brilhava atravs do papel encerado das janelas das casas e da fumaa emitida a partir de vrios chamins. O cheiro de fumaa de 
madeira lembrou Horace de salas quentes e comida quente e ch. De repente, ele estava ansioso para desmontar. Como ele tinha pensado, ele se tornou consciente do 
movimento em sua viso perifrica. Ele olhou para o lado e viu as portas de correr abertas como formas escuras materializada nas varandas de madeira na frente das 
casas. Os moradores foram surgindo a partir de suas casas para acolher os estrangeiros que chegaram entre os eles. Pelo menos, Horace esperava que eles estavam planejando 
as boas vindas.

11
O Wolfwill estivera velejando ao leste por dois dias, e Toscana estava distante atrs deles. O navio estranhamente ancordado, com uma vela triangular curvada cuja 
extenso estava posta num ngulo abrupto ao mastro vertical, estava balanando impacientemente sobre as pequenas ondas, com o vento na sua boca. A vela fora posta 
rotunda at a sua extenso curvada e elevada ser quase paralela  linha do prprio navio. O cordame zunia com o vento da passagem deles e o convs vibrava levemente 
debaixo dos seus ps. Era uma sensao divertida, fazendo Will se lembrar dos pssaros marinhos que voavam baixo, acompanhando o navio por horas todos os dias, planando 
facilmente logo acima da superfcie do mar, com movimentos dificilmente perceptveis de suas asas. Os Araluenses e Selethen estavam reunidos na proa, deixando o 
convs principal livre para os marinheiros trabalharem com o mastro e velas. Com aquele vento e com aquela velocidade, no havia necessidade de remar, apesar de 
o navio poder colocar oito longos remos de cada lado, no caso do vento parar. Mesmo Halt se juntara a eles. Sabiamente, nenhum deles comentou o fato de que aquela 
era a primeira vez que eles o viam nos dois dias passados. Evanlyn, Alyss e Will conheciam a delicada natureza do estmago de Halt nas primeiras horas de qualquer 
viagem por mar e eles tinham alertado Selethen da sensibilidade do Arqueiro de barba grisalha sobre o assunto. Halt lanou um olhar maligno a eles. Estavam todos 
sendo muito bvio sobre no mencionar o repentino reaparecimento dele, algo que era ainda pior que se tivessem comentado, pensou ele. "Ah, qual !" ele disse. "Algum 
diga alguma coisa! Eu sei o que vocs esto pensando!". " bom ver voc pronto pra outra, Halt", disse Selethen gravemente. De todos eles, ele era o mais capaz de 
manter um rosto direto quando dizia aquilo. Halt encarou os outros e eles rapidamente expressaram em coro o prazer em v-lo de volta ao seu estado normal. Mas ele 
pde ver os sorrisos que eles no conseguiram esconder muito bem. Ele fixou um olhar em Alyss. "Estou surpreso por voc, Alyss", falou ele. "No esperava nada de 
melhor de Will e Evanlyn,  claro. Bestas sem corao, os dois. Mas voc! Pensei que tivesse sido treinada melhor!". Que era um comentrio particularmente farpado, 
vendo que o mentor de Alyss era nada mais do que Lady Pauline, a amada esposa de Halt. Alyss estendeu um brao e tocou o brao dele gentilmente.

"Halt, me desculpe! No  engraado, voc est certo... Cale-se, Will".Essa ltima foi direcionada a Will quando ele tentou, sem sucesso, abafar um riso silencioso. 
"No h nada de engraado em mal de mor.  uma coisa sria". Halt foi pego de surpresa quando ouviu aquilo. Ele pensou que no tinha nada mais do que estar mareado. 
Um problema irritante, reconhecidamente, mas um que passava dentro de um dia ou dois, sendo do mar. Mas Alyss parecia acreditar que aquilo era algo muito mais extico. 
E quanto mais extica uma doena era, mais risco de vida ela causava. "Malldy-mur?" perguntou ele com uma pontada de nsia. "Que  esse Malldy-mur?" " glico", 
contou Alyss. Ela usara a expresso porque sabia quanto Halt odiava a palavra "enjo". Se fosse sbio, a palavra nunca teria sido proferida na presena de Halt. 
Ela olhou rapidamente para os outros, mas eles no ofereceram ajuda. Nenhum deles encontrou o olhar. Voc mesma se meteu nisso, eles pareciam dizer. Agora voc pode 
sair dessa. Halt tinha razo, ela pensou. Eles eram bestas sem corao. "Digo... `enjoado' ", ela terminou fracamente. "Pensei que voc falava glico, Halt", disse 
Evanlyn. Ele alongou-se ereto com alguma dignidade. "Eu falo. O meu glico  excelente". "Mas no se pode esperar que eu memorize cada expresso obscura da lngua. 
E a pronncia de Alyss deixa um pouco a desejar.". Os outros se apressaram a concordar que no, ele certamente no podia memorizar, e sim, a pronncia dela certamente 
deixava. Halt olhou para eles, sentindo aquela honra que foi apropriadamente restaurada. Tinha que ser admitido que, de um jeito sorrateiro, enquanto ele odiava 
o desconforto de estar mareado, uma vez que estava, ele curtia a ateno e simpatia que isso criava entre mulheres jovens bonitas como Evanlyn e Alyss. E ele gostava 
do fato que Will tendia a agir cuidadosamente com ele quando o problema era mencionado. Deixar Will desequilibrado era sempre um desejo. As coisas deram uma virada 
declinante, porm, quando Gundar, viu que Halt estava de p pela primeira vez em dois dias, andou a passos pesados pelo convs para se juntar a eles. "De p outra 
vez, n?" estrondeou alegremente, com tpico tato escandinavo. "Pelas unhas de Gorlog, com todo esse vmito que est acontecendo, pensei que voc iria virar-se ao 
avesso e se vomitar sobre o parapeito!". Com tal descrio grfica, Alyss e Evanlyn empalideceram e viraram-se. "Voc tem uma imaginao frtil, Gundar", disse Will, 
e Selethen permitiu-se abrir um sorriso. "Agradeo pela sua preocupao", falou Halt friamente. De todas as pessoas, escandinavas pareciam os mais intolerantes contra 
enjo no mar -- ou, como ele agora

sabia, malldy-mur. Ele fez uma nota mental de pegar Gundar no dorso do cavalo assim que alcanassem Nihon-Jin. Escandinavos eram notoriamente cavaleiros pssimos. 
"Ento, voc encontrou Albert?" continuou Gundar, impassvel. At Halt ficou confuso pela sbita troca aparente de assunto. "Albert?" perguntou. Tarde demais, ele 
viu o sorriso de Gundar se alargar e soube que cara numa armadilha. "Voc parecia estar procurando por ele. Voc se inclinava no parapeito e chamava, `Alb-e-e-e-e-e-r-t!'
Achei que ele era algum deus do mar de Araluen". Os outros tiveram de concordar que o enunciado prolongado do nome feito por Gundar soava muito como o som do desespero
de Halt, se esforando para vomitar ao lado. Halt olhou para o lobo do mar. "No. No o encontrei. Talvez eu possa procurar por ele no seu elmo". Ele estendeu uma
mo. Mas Gundar ouvira o que acontece quando escandinavos emprestaram os seus elmos para o Arqueiro sorridente no navio e ele recuou um passo. "No. Tenho plena 
certeza que ele no est aqui", falou apressado. Selethen, sempre o diplomata, achou que devia ser hora de fazer os outros esquecerem o estmago de Halt. "Esse navio 
 interessante, capito", falou para Gundar. "No consigo lembrar de ver um como esse. E eu via vrios navios escandinavos (wolfships) na minha poca", acrescentou 
significativamente. Selethen era o Wakir, ou governador local, de uma das provncias costeiras de Arrida. Ele via freqentemente wolfships enquanto eles se incubiam 
de invadir as suas cidades. Gundar foi esquecido dessa referncia. Mas, como Selethen suspeitava, como qualquer escandinavo, ele estava ansioso para falar sobre 
o seu navio. " um navio maravilhoso!" entusiasmou-se. "Constru sozinho, nos diques de um rio ao norte de Araluen -- lembra-se, Will?" Ele olhou Will para uma confirmao. 
Gundar e a sua tripulao, tendo sido naufragados na costa do norte, fora convocado por Will para auxili-lo no cerco do Castelo Macindaw. Como um prmio pelos seus 
servios, eles conquistaram a permisso de ficar em Araluen enquanto construam um novo navio para a jornada de volta ao lar. Will tambm foi til em certificar-se 
que vigas, cordame, lona, alcatro e outros materiais eram estocados a eles pelo preo mnimo. "Lembro-me muito bem", concordou Will. "Mas ele tinha velas redondas 
a. Essa organizao nova de velas  algo muito diferente". "Ah, sim, o projeto de vela do Heron.  realmente alguma coisa", concordou Gundar. "Continuamos com o 
casco e mudamos o mastro, velas e cordame". "Por que chama isso de projeto de vela do Heron?" perguntou Alyss.

Gundar sorriu para ela. Ele tambm encontrara Alyss em Macindaw e foi recompensado com um beijo na sua bochecha barbuda quando eles foram reinstrudos em Toscana. 
Gundar era afeioado a ser beijado por loiras bonitas. Mas ele sentiu que havia alguma coisa entre essa em particular e Will, ento ele no quis aprofundar as coisas. 
" o nome do navio original com cordame assim. O Heron. No realmente um navio -- ele tinha s trs quartos do tamanho de um wolfship. Mas o projeto do mastro e 
vela era uma brilhante nova organizao. Era a criao de um jovem rapaz escandinavo. Ele era um gnio". "Ouvi falar que ele era meio-Araluan", interveio Halt secamente. 
Gundar fitou-o por um momento. A maioria dos escandinavos naqueles dias escolhia esquecer que eles zombaram do projeto quando o viram pela primeira vez. "Talvez 
ele fosse e talvez ele no fosse", disse Gundar, depois continuou, com total falta de lgica, "Mas foi a metade escandinava que criou o projeto. Todo o mundo sabe 
que o povo de Araluen no sabe nada de navios". "Srio?" Halt disse. Gundar fitou-o. "Bem,  claro.  por isso que tantos deles comeam a vomitar as tripas no minuto 
em que pisam a bordo". Will viu a conversa rumando de volta para o perigo. "Ento nos conte sobre esse projeto. Como ele funciona?". "A parte mais importante  que 
ele deixa a gente velejar para o vento", contou Gundar. "Para o vento?" perguntou Halt. "Como isso pode ser possvel?". Gundar franziu o rosto. Ele era relutante 
em admitir qualquer falha no seu navio, mas sabia que se no respondesse com sinceridade, a sua platia veriam a verdade atrs do seu orgulho eventualmente. "No 
realmente para o vento", admitiu. "Podemos atravess-lo velejando, gradualmente abrindo terreno contra ele. Somos capazes de nos movimentar num ngulo ao vento, 
assim ainda podemos fazer progresso quando ele estiver na nossa proa. Nenhum navio de velas redondas pode fazer isso". "Ento  por isso que voc estava mudando 
de direo toda hora ontem quando o vento estava contra ns?" perguntou Selethen. "Sim. Movemo-nos diagonalmente ao vento. Ento, depois de um tempo, trocamos e 
vamos do outro jeito, gradualmente ziguezagueando na direo que quisermos. Chamamos isso de emenda". "Por qu?" perguntou Alyss e ele franziu o rosto outra vez. 
Ele nunca tinha se questionado porque a manobra que ele descrevera era chamada de emenda. Gundar era uma daquelas pessoas que aceitavam as coisas, com uma mente 
no-curiosa. "Por que...  assim que  chamado", disse. "Emenda".

Sabiamente, Alyss no discutiu mais o assunto. Will escondeu um pequeno sorriso com a mo. Ela conhecia Alyss e sabia que a resposta de Gundar era totalmente inadequada 
 mente curiosa dela. Ele achou que era melhor eles trocarem o assunto. "Como isso funciona, ento?" perguntou. Gundar olhou para ele, grato. Aquela parte ele podia 
explicar. "Bem, o jovem rapaz escandinavo que projetou", ele olhou rapidamente para Halt, desafiando-o a discutir a nacionalidade do inventor novamente, "gastou 
bastante tempo estudando pssaros marinhos, particularmente a forma das asas. Ele achou que seria uma boa idia fortalecer a borda frontal da vela como a asa de 
um pssaro e a forma da vela em si, ento ela era triangular ao invs de no quadrada". "Ento ele encurtou o mastro principal, depois projetou aquele curvado botal* 
flexvel que vocs vem no topo. O botal fortalece e suporta a borda frontal da vela para que possamos vir-la para o vento. Uma vela redonda original simplesmente 
tremularia, vibraria e perderia a sua forma. Mas com o botal, a vela forma uma curva plana de forma que possamos redirecionar a fora principal do vento com muito 
mais eficincia. O resultado : o navio pode se movimentar num ngulo de onde a direo do vento est soprando. Em efeito, podemos velejar contra o vento". Ele fez 
uma pausa, vendo alguns rostos que se questionavam, depois corrigiu a afirmao. "Certo. Atravs do vento. Mas  uma melhoria imensa na velha vela redonda.  intil 
quando o vento no est mais forte  frente do que morto no flanco". "Mas voc duplicou aquele botal fino do topo e a vela", disse Evanlyn. E ela tinha razo. No 
convs, da proa at a popa, havia outro botal, com sua vela enrolada em sua volta. Estava no lado oposto do mastro ao botal que estava atualmente no lugar. Gundar 
favoreceu-a com um sorriso. "Essa  a beleza da coisa", ele disse a ela. "Como voc pode ver, a vela est atualmente no lado a estibordo do mastro, com o vento vindo 
do lado a bombordo, assim o vento soprou-o do mastro numa curva perfeita. Quando emendamos..." Ele deu uma rpida olhada em Alyss, mas ela manteu a expresso em 
branco. "O vento estar no lado a estibordo, forando a vela contra o mastro, de forma que a forma perfeita de asa seja deteriorada. Encordoamos outro botal e a 
vela no lado a bombordo. Depois, quando emendamos, abaixamos a vela a estibordo e levantamos a vela a bombordo. As duas so ligadas por corda atravs de uma roldana 
no calcs, assim o peso de uma descendo na verdade nos ajuda a levantar a outra". "Engenhoso", disse Halt finalmente. Gundar Hardstriker sorriu modestamente. "Bem... 
a maioria de ns, escandinavos, ". *Botal: NUTICA: pau com ferros de trs bicos na ponta para vrios servios a bordo

12
Shukin levantou uma mo e o pequeno grupo de cavaleiros puxou rdeas, parando no limpo espao central entre as casas. Os aldees estavam precavidos, mas com o hbito
de respeito longamente lembrado para a classe Senshi, eles esperaram silenciosamente os recm-chegados declararem o assunto. Margearam um pouco mais perto, formando
um crculo frouxo em volta dos cavalos. Alguns dos aldees, Horace notou, estavam carregando pesados cajados de madeira negra, enquanto outros seguravam machados 
frouxamente. Mas nenhum das armas provisrias estava sendo brandido em gestos ameaadores. Elas estavam ficando simplesmente fechadas na mo enquanto os aldees 
esperavam para ver o que aconteceria depois. Shukin, que estava cavalgando alguns metros na frente do grupo, virou na sela. "Avance e junte-se a mim, por favor, 
primo," disse calmamente para Shigeru. Shigeru acelerou o cavalo para frente at se juntar a Shukin, no meio do grupo de espera Kikori. Era um movimento corajoso
em parte do Imperador, Horace pensou. At aquele momento, ele estivera seguramente cercado pelo seu grupo de guerreiros. Agora, se comeasse algum problema, ele
estava vulnervel a ataques de todos os lados e a sua escolta no seria capaz de alcan-lo a tempo de salv-lo. A chuva comeou novamente a formar uma neblina,
tamborilando levemente nos telhados de colmo e formando aurolas nebulosas em volta das lmpadas penduradas debaixo do beirado das varandas que defrontavam os chals.
Uma fria gota desceu correndo a parte de trs da gola de Horace e ele mexeu nela inconfortavelmente em cima da sela. Fora s um pequeno movimento, mas mesmo assim,
vinte e quatro pares de olhos viraram para ele instantaneamente. Ele se ajeitou novamente na sela e permaneceu quieto. Gradualmente, os olhos precavidos voltaram 
a Shukin e Shigeru. "Povo Kikori," comeou Shukin. A sua voz era profunda e autoritria. Ele no falou em voz alta, mas foi o timbre da voz que as palavras foram 
carregadas com clareza para todos na clareira. "Hoje, uma grande honra chegou ao seu vilarejo." Ele fez uma pausa, seu olhar examinando os madeireiros que esperavam 
e suas famlias. Ele sentiu uma pontada desapontamento quando viu a incredulidade nos olhos deles. Eles eram cnicos por qualquer guerreiro Senshi que lhes dizia 
que eles estavam prestes a receber uma grande honra. Geralmente, tais afirmaes eram o preldio a uma srie de exigncias pelas suas casas, sua comida, seu tempo 
e bem-estar. Ser honrado porque voc pode nos dar o que quer que peamos -- afinal, planejamos peg-lo de qualquer jeito.

Lamentando dizer, era esse o mundo entre as duas classes. Ele procurou pelas palavras necessrias para convenc-los de que ele e os seus homens no estavam querendo 
se impor no vilarejo. Eles estavam pedindo por hospitalidade e abrigo, sim. Mas eles pagariam. Eles tratariam os aldees justamente. Qualquer tentativa de confiana 
cairia provavelmente em ouvidos surdos, ele sabia. Os Kikori tinham anos de experincia com tratamento arrogante pelas mos dos Senshi e nenhum nmero de palavras 
doces mudaria aquilo. Enquanto hesitava, ele sentiu um toque leve no antebrao dele. "Talvez eu devesse conversar com eles, primo," disse Shigeru. Shukin hesitou. 
Mesmo em tais arredores humildes, Shigeru devia ser atendido com um certo nvel de considerao. E aquilo significava que ele devia ser anunciado adequadamente, 
com todos os seus ttulos e honras, para que as pessoas pudessem apresentar-se a ele respeitosamente. Ele tomou flego para dizer alguma coisa por aquelas linhas 
quando percebeu que Shigeru j estava se balanando da sela. O Imperador sorriu para o homem mais prximo dele, do tipo muito musculoso atarracado que obviamente 
gastara a vida toda agitando o slido machado que segurava frouxamente na mo direita. O rosto do homem estava colocado numa expresso obstinada sem sorriso. Ele 
parecia um lder. Tinham que conquistar a simpatia dele, Shigeru sabia. "Aaaah!" disse o Imperador, com profundo alvio enquanto esfregava as ndegas. "Isso  to 
bom!" O madeireiro no pde evitar um pequeno sorriso surpreso se formando. Ele foi desarmado pela declarao inventiva de Shigeru e modos informais. Eles estavam 
h muito tirados da conduta altiva dos Senshi que o madeireiro encontrara no passado. Shukin observava ansiosamente de sua sela, os olhos fixos naquele pesado machado. 
Ele queria desesperadamente mover a mo para mais perto do cabo da espada, mas sabia que seria um erro -- provavelmente fatal. Ao mnimo sinal de ataque, aquele 
quadro vivo poderia explodir numa carnificina. Contudo, Shigeru parecia no ter tais ressentimentos. Ele aproximou-se do homem, curvou-se a ele e estendeu a mo, 
apresentando-se. "Qual  o seu nome?" perguntou. O madeireiro foi pego de surpresa. Aquele Senshi estava se oferecendo para apertar mos num gesto inusitado e amigvel. 
E ele se curvara primeiro -- um sinal totalmente inesperado de cortesia. Ele comeou a estender a mo para a de Shigeru, percebeu que segurava o machado na sua mo 
direita e trocou-o, desajeitado, para a esquerda. Depois hesitou, olhando para baixo na direo da mo cheia de calos, ainda manchada com lama e seiva de rvore 
do trabalho duro do dia. Shigeru riu, um profundo som estrondoso que era genuinamente divertido.

"No se preocupe comigo!" ele disse. "Eu mesmo no sou uma flor cheirosa!" E ele levantou sua prpria palma, manchada de lama e suja com a viagem, para todos verem. 
"S no esmague os meus minsculos dedos nesse seu pesado aperto!" Um murmrio mudo de diverso correu pelos aldees observadores. Horace sentiu uma pequena diminuio 
na tenso. O madeireiro abriu um sorriso em resposta e estendeu-se para apertar a mo de Shigeru. "Eu sou Eiko," ele disse. Shigeru assentiu, gravando o nome na 
memria. Horace sabia que o Imperador poderia ser apresentado a outras vinte pessoas naquela noite e ele lembraria todos os nomes deles depois de ouv-los uma vez. 
Era uma habilidade que Shigeru demonstrara em mais de uma ocasio. Eiko levantou a cabea para um lado, esperanoso, perguntando-se se o Senshi responderia com o 
nome dele. Se fizesse, seria a primeira vez. Os Senshi normalmente proclamavam seus nomes em voz alta, esperando que classes menores reagissem com respeito e pavor. 
Na experincia de Eiko, eles no trocavam nomes em amizade com carregadores de machado Kikori. Shigeru manteve a pausa apenas tempo suficiente para certificar-se 
de que todos estavam prestando ateno nele. Depois ele recuou a mo, sacudindo-a um pouco em respeito brincalho  fora do aperto de Eiko. "Prazer em conhec-lo, 
Eiko. Eu sou Shigeru Motodato." Houve um influxo de flego dos aldees agrupados. Eles conheciam o nome, naturalmente. Houvera rumores que Shigeru estava visitando 
o seu chal na montanha, no muito longe. E eles ouviram outros rumores ao longo dos passados anos. Era dito que aquele Imperador era um amigo das classes menores, 
que ele falava fcil e livremente com fazendeiros, pescadores e lenhadores quando os encontrava, recusandose a contar com a sua dignidade e tratando eles como amigos. 
"Ah," disse Shigeru, como se acrescentasse a uma reflexo posterior, "s vezes o povo se refere a mim como `o Imperador'." Ele virou, sorrindo para as pessoas em 
torno dele, e realizou aquele movimento para fazer o seu manto exterior abrir, revelando o braso dos Motodato na parte superior esquerda da tnica -- trs cerejas 
vermelhas estilizadas. Era um braso real,  claro, reconhecido por toda Nihon-Jin. Agora o influxo sussurrado de flego se tornou um coro geral de respeito e cada 
um dos aldees curvou as cabeas e se abaixaram a um joelho em respeito ao Imperador. No sobrava mais dvida que aquele era ele. Era uma ofensa punvel de morte 
para qualquer outro a no ser o Imperador ou sua companhia usar o smbolo real. Eles no conseguiam imaginar algum ser tolo o suficiente para fazer aquilo. Mas 
agora Shigeru avanou para o meio deles. Ele escolheu uma mulher idosa de cabelo cinza e curvada aps uma vida de trabalho duro, abaixou-se e pegou a mo dela, gentilmente 
ajudando-a a se levantar.

"Por favor! Por favor! No precisa dessa formalidade! Vamos, me! Levante-se! No fique toda suja s por minha causa!" A mulher se levantou, mas ainda manteve a 
cabea abaixada respeitosamente. Outros na multido ainda levantavam as cabeas enquanto Shigeru estendia-se, levantando o queixo dela com a mo para que os olhos 
deles se encontrassem. Ele viu surpresa misturada com respeito, ento um sbito brilho de afeio no rosto alinhado. "Assim  melhor! Afinal, voc trabalhou duro 
a sua vida inteira, no foi?" "Sim, senhor," murmurou ela. "Mais duro que eu, aposto. Tem algum filho?" "Oito, meu senhor." "Oito? Meu senhor!" disse Shigeru, habilmente 
repetindo a sua frase, mas alterando a inflexo de uma das palavras colocando um respeito aterrorizado. Risadas correram pelos aldees reunidos. "Voc definitivamente 
esteve trabalhando mais duro que eu!" "E dezessete netos, meu senhor," a mulher disse, encorajada agora pelos modos leves dele. Shigeru assobiou em surpresa e deu 
um tapa na testa. "Dezessete! Aposto que voc os mima, no?" "No mesmo, Lord Shigeru!" ela respondeu indignada. "Se eles me provocam, eles sentem a palma da minha 
mo no traseiro deles!" As mos delas voaram  boca em terror quando percebeu que dissera "traseiro" na frente do Imperador. Mas Shigeru meramente sorriu para ela. 
"Nada para se envergonhar, me. Todos temos um traseiro, sabe." A risada ficou mais alta. Shigeru virou para a multido e fez um gesto para cima com as mos. "Por 
favor! Por favor! No se curvem e se desvalorizem! Levantem-se, todos vocs!" E eles fizeram com uma mistura de espanto e diverso  aproximao calma e informal 
dele. Eles eram um grupo sagaz, difcil de enganar. E eles sentiam como a maioria das pessoas sentia na primeira vez que encontrava Shigeru, que ele era genuno. 
Ele gostava do povo. No havia falsidade nem vaidade nele. Instintivamente, os aldees se moveram para um pouco mais perto do seu Imperador. Mas o movimento no 
era ameaador. Eles simplesmente queriam dar uma olhada melhor naquele personagem legendrio. Era estranho algum to glorificado visitar um pequeno vilarejo como 
aquele -- e rir e brincar com os habitantes. "Este  um belo vilarejo," dizia Shigeru enquanto olhava em volta das filas de chals limpos e de colmo. "Como  chamado?" 
Ele escolheu um jovem menino para a sua pergunta -- um garoto na adolescncia, sups Horace. O jovem ficou com a lngua travada por alguns segundos. Ele fitou de 
olhos arregalados o seu Imperador, no acreditando que fora direcionado por tal personalidade importante.

Uma mulher de p ao lado dele, provavelmente a sua me, Horace pensou, o cutucou com o cotovelo e sibilou algo a ele. Assim encorajado, ele gaguejou uma resposta. 
"Chamamos de mura, meu senhor," ele disse. O seu tom pareceu deduzir que Shigeru deveria saber daquilo. Houve algumas risadas mudas da multido, mas Shigeru sorriu
radiante para ele. "E esse  um nome excelente!" ele disse. Os aldees riram em voz alta mais uma vez. Horace ficou confuso at um da escolta margear o cavalo para
mais perto e dizer numa voz baixa, "Mura significa `vilarejo' na lngua de Nihon-Jin." "E tem, por alguma chance, uma nascente quente em algum lugar perto desse
mura?" perguntou Shigeru. Correram vrios murmrios afirmativos daqueles em torno dele. No era algo de surpreender. Havia nascentes quentes por todas aquelas montanhas
e, onde possvel, os Kikori situavam seus vilarejos perto delas. Horace sentiu um brao quente de prazer fluir por ele. Nascentes quentes significavam um banho quente. 
O povo de Nihon-Jin amava banhos quentes e Horace comeara a gostar do hbito desde que chegara ali. Depois de um dia de equitao dura e msculos doloridos, a idia 
de afundar em gua escaldante e acabar com as dores do dia era quase boa demais para agentar pensar nela. A dica gentil de Shigeru pareceu ajudar os aldees a lembrar 
do seu senso de hospitalidade. Um homem mais velho, que estivera na segunda fila de pessoas em volta do Imperador, agora avanou e se curvou profundamente. "Minhas 
desculpas, Lord Shigeru! Na felicidade em v-lo, esquecemos de nossas boas maneiras. Eu sou Ayagi, ancio do vilarejo. Por favor, desmonte os seus homens. O meu 
povo cuidar dos seus cavalos e prepararemos banhos quentes e comida para vocs e os seus homens. Estaramos honrados se vocs aceitassem qualquer tipo de hospitalidade 
tosca que possamos oferecer. Temo que no isso no seja digno de um Imperador, mas ser o melhor que possamos fazer!" Shigeru estendeu uma mo e pousou-a no ombro 
do ancio do vilarejo. "Meu amigo," ele disse, "voc pode ficar surpreso com o que  digno de um Imperador nesses tempos." Ele virou e assinalou para os seus homens 
desmontarem. Alguns dos aldees avanaram para pegar as rdeas dos cavalos e lev-los embora. Ao comando de Ayagi, outros saram correndo para preparar comida aos 
visitantes inesperados. Horace suspirou levemente quando desceu da sela. "Me leve para aquele banho e deixe-me feliz," ele disse para ningum em particular.

13
"Abaixar velas", ordenou Gundar. "Equipar remos, homens". Enquanto os manejadores de vela traziam a longa retranca curvada e a sua vela ondulante abaixo ao convs, 
os remadores designados estavam desalojando os remos de madeira de carvalho branco e encaixando-os nos tolete. Na hora em que a vela foi enrolada e envolta na retranca, 
os remadores estavam nos seus bancos. Eles cuspiram nas mos, giraram os ombros e esticaram os msculos, preparando-se para o duro trabalho de levar o barco  frente. 
O Wolfwill balanou gentilmente nas ondas, uns cem metros de uma baixa costa sem traos caractersticos. No havia colinas ou rvores a vista. Apenas areia castanha 
e rochas que se estiravam to longe quanto os olhos podiam ver. E diretamente na frente deles, o que parecia ser a desembocadura de um pequeno rio era apenas visvel. 
"Pronto capito!" Gritou o remador lder. Era Nils Ropehander, Will notou sem surpresa. Nils era um dos mais corpulentos e fortes na tripulao. Ele era uma escolha 
lgica para ser o remador lder e iria dar um passo rpido nos outros. Ele tambm no era o mais inteligente ou curioso dos homens e Will notou ao longo dos anos 
que aquelas qualidades, ou falta daquilo, geralmente eram a marca de um excelente remador. Sem nada mais para distrair a sua mente, um homem assim podia se concentrar 
completamente na seqncia e ritmo necessrios da arte de remar: Para cima, giro, para frente, giro, para baixo, para trs. "Ento  isso?" Disse Halt, olhando agudamente 
para o buraco na costa baixa. " a desembocadura do Canal Assaranyan?". Gundar hesitou. Ele olhou para o sol e o horizonte, depois abaixou para o mapa no pergaminho 
que ele estendia numa pequena mesa no lado estibordo. "Segundo esse mapa genovs que comprei antes de partirmos da Toscana,  isso", ele disse. "Digo, assumindo 
que algum genovs possa desenhar um mapa certo. Ouvi que as habilidades deles so mais na rea de matar pessoas que de fazer mapas". " verdade", falou Halt. Genovesa 
tinha uma longa histria no alto-mar, mas nas pocas mais recentes a cidade ficou sem honra por causa de seus assassinos altamente treinados, que trabalhavam como 
matadores de aluguel por todo o continente -- e ocasionalmente, como Halt e Will descobriram h pouco tempo atrs, em Araluen. "Os genoveses no so to ruins", 
disse Will. "Basta voc conseguir atirar neles antes deles atirarem em voc". "Vamos chegar um pouco mais perto", disse Gundar. "Remos! Cedam! Devagar, Nils!". "Sim, 
capito!" Nils gritou de sua posio na proa do navio. "Remadores! Prontos!".

Dezesseis longos remos se ergueram de uma vez s, balanando suavemente para frente enquanto os remadores se inclinavam para a popa, pressionando os ps nas travas 
na frente deles. "Cedam!" Exclamou Nils. Os remos mergulharam na gua e os remadores se levantaram contra seus cabos, com Nils pronunciando uma relaxada cadncia 
para as primeiras vogas a marcar o ritmo. Instantaneamente, o Wolfship veio  vida novamente, cortando a gua calma enquanto os remos o impulsionavam  frente, uma 
pequena onda curva gorgolejando debaixo do seu talhamar. "Est planejando passar a remo?" Halt perguntou a Gundar, olhando para a tira reveladora de l no topo do 
mastro. Indicava que o vento estava levemente no lado perto da popa e eles aprenderam ao longo dos passados dias que aquele era um dos melhores e mais rpidos pontos 
de navegao do barco. Gundar notou o olhar e sacudiu a cabea. "Perderamos muita distncia a sotavento", ele disse brevemente. "Esse canal  estreito demais para 
isso. Avanaramos, naturalmente, mas perderamos distncia a favor do vento. Temos que voltar de novo muito cedo. No  um problema no mar aberto, antes temos bastante 
espao, mas  inepto num espao confinado como esse".Ele olhou com cuidado da costa, agora muito mais perto deles. "Nils!" O capito chamou. "Levantar remos!". Os 
remos se ergueram, pingando, da gua. Os remadores descansaram neles, mantendo a p fora do mar. Acostumados a trabalho fsico como eles eram, nenhum deles estava 
ao menos respirando com dificuldade. Lentamente, o navio deslizou at parar mais uma vez, balanando gentilmente nas pequenas ondas. Gundar cobriu os olhos, olhando 
atentamente para a estreita abertura -- mal trinta metros de largura. Ele olhou para o mapa e as anotaes de coordenao que vinham com ele, fungou na brisa, depois 
olhou de olhos cerrados para a posio do sol no cu. Will entendeu que aquela era a parte do sistema de navegao instintiva que os escandinavos confiavam. Alguns 
deles, Oberjarl Erak, por exemplo, eram mestres da arte. Parecia que Gundar era outro adepto. Mas obviamente, no doa pedir uma segunda opinio. O capito olhou 
em volta, procurando Selethen. De todos os outros, ele tinha mais conhecimento daquela parte do mundo. "J esteve aqui antes, Selethen?" Perguntou. O Wakir sacudiu 
a cabea. "Nunca estive to longe a leste. Mas ouvir falar do Canal Assaranyan, naturalmente. Aqui  onde eu esperava que ele estivesse. Mais longe ao norte e sul, 
a terra fica mais montanhosa". Todos seguiram o olhar dele pela costa. Ele tinha razo. Ali, a costa era lisa e baixa. Em cada lado, norte e sul, a terra castanha 
e seca crescia em pequenos morros. "Que exatamente  esse Canal Assaranyan, afinal?" Perguntou Will. Evanlyn, que estudara a rota da viagem antes de partir de Araluen, 
respondeu. " um canal atravs da parte mais estreito de terra aqui. Estende-se por quarenta ou cinqenta quilmetros, depois abre em uma hidrovia natural para o 
Oceano do Leste".

"Uma hidrovia natural?" Perguntou Will. "Voc est dizendo que essa parte no  natural?" Ele gesticulou para a desembocadura de rio nada impressionante mais adiante. 
"O povo acredita que foi feito pelo homem -- centenas, talvez milhares de anos atrs". "Estende-se direto atravs dessa rea baixa --  por isso que foi construda 
aqui" . " claro", falou Will. "E quem construiu?". Evanlyn deu de ombros. "Ningum sabe ao certo. Assumimos que tenha sido os Assaranyans".Evitando a pergunta seguinte 
de Will, ela continuou: "Eles eram uma raa antiga, mas sabemos de poucas coisas preciosas em relao a eles". "Exceto que eles so excelentes escavadores", disse 
Alyss secamente. Evanlyn a corrigiu, mas sem qualquer senso de superioridade. "Ou eles tinham muito tempo e muitos escravos". Alyss reconheceu a afirmao. "Talvez 
mais provavelmente". Will no disse nada. Ele fitou a abertura do canal. Parecia to significante, ele pensou. Depois ele pensou na mo-de-obra envolvida em cavar 
um canal de cinqenta quilmetros por aquela terra seca e spera. A perspectiva era ofensiva. Gundar pareceu chegar a uma deciso. "Bem, como a minha velha me costumava 
dizer: se isso parece com um pato, faz quack como um pato e anda como pato, isso  provavelmente um pato". "Muito sbio", respondeu Halt. "E o que exatamente as 
palavras de sabedoria de sua me tem a ver com essa situao?". Gundar deu de ombros. "Parece um canal. Est no lugar certo para um canal. Se eu estivesse escavando 
um, esse  o lugar onde eu escavaria um canal. Ento...". "Ento isso  provavelmente um canal?" Disse Selethen. Gundar abriu um sorriso para ele. "Ou isso, ou  
um pato", ele disse. Depois, unindo as mos em forma de copo na boca, ele gritou para Nils. "Vamos continuar nos mexendo, Nils! Diminua!". O remador lder assentiu. 
"Remos! Prontos!". Novamente houve o barulho de remos nos toletes e o grunhido involuntrio dos remadores enquanto eles se preparavam para a voga. "Cedam todos!". 
O Wolfwill foi impelido para frente outra vez, reunindo velocidade com cada voga triunfante, depois se assentando para um plano deslize pela gua. Gundar, com os 
olhos semicerrados em concentrao se inclinou sobre a cana do leme a estibordo para alinhar a proa com o centro do canal.

Eles ficaram em silncio. O nico som era o rangido e gemido dos remos nos seus toletes enquanto se balanavam para cima e para baixo, para trs e para frente, em 
unssono, e o grunhido ocasional de esforo de um dos remadores. A imensidade ngreme do trabalho tomado por aquele povo antigo estabeleceu meio que um pavor sobre 
os viajantes enquanto o navio deslizava plano pelo aptico canal reto abaixo. Tinha que ser feito por homens pensou Alyss. Nenhum rio natural era to reto. Conforme 
eles se distanciavam do oceano, o vago deserto castanho os comprimia em todos os lados e o frescor da brisa do mar, mesmo leve, se perdia deles. O canal se alargava 
conforme progrediam, at cada lado estar h cem metros. A eroso ao longo dos anos alargara o canal consideravelmente. Em cada declive, o cho imediato parecia macio 
e ilusrio a outros vinte metros aproximadamente. Selethen notou Alyss estudando o cho. "Pise ali e voc pode no sair viva", ele disse, pensativo. "Aposto que 
 areia movedia".Alyss assentiu. Ela estivera pensando a mesma coisa. O calor abateu-se sobre eles, dobrando-se em volta deles como um cobertor. O ar ficou pesado 
com aquilo. Gundar falou suavemente para dois tripulantes. Eles se apressaram para a popa e atiraram baldes pelos lados para puxar a gua. Depois passaram pelos 
bancos dos remadores, jogando a gua fria sobre os homens trabalhando duro. Alguns dos remadores murmuraram, agradecendo. Os escandinavos, viajantes experientes 
como eram, haviam todos vestido camisas de linho com longas mangas e tinham mais do mesmo material presas em volta das cabeas, como bandanas para proteg-los do 
sol. Nas guas mais frias do norte, Will geralmente os via com peito nu, aparentemente impenetrveis ao frio. Eles eram uma etnia de pele clara e anos de viagens 
nas guas quentes do Mar Constante os ensinaram a respeitar o poder quente do sol. A gua do mar jogada neles encharcou as suas camisas, mas Will notou que eles 
ficaram secos dentro de poucos minutos. Ele lembrou-se de sua prpria experincia com o poder do sol, no deserto de Arrida alguns anos atrs, e estremeceu com a 
memria. Alguns dos tripulantes se ocuparam encordoando tendas de lona para que aqueles que no estivessem engajados em remar pudessem se abrigar na sua sombra. 
Era um alvio bem-vindo sair do olhar direto do sol. Mas o ar em si ainda estava pesado e opressivo. Will olhou rapidamente sobre a popa. Agora no havia sinal de 
mar azul cintilante atrs deles. S aquele rio castanho cortando direto atravs da igualmente castanha areia. "Quanto vai demorar a passagem?" Ele perguntou a Gundar. 
Por algum motivo, ele falou suavemente. Parecia apropriado naquela quietude opressiva. Gundar considerou a pergunta. Quando respondeu, parecia que ele tinha a mesma 
averso a fazer barulho demais. "Cinco, talvez seis horas", disse. Depois reconsiderou. "Pode ser mais. Os homens vo cansar mais rapidamente nesse calor".

Agindo com aquele pensamento, ele deu uma ordem e a tripulao de ajuda aos remadores comeou a trocar de lugar com eles. Fizeram isso gradualmente, um par de remos 
por vez, trabalhando na frente da popa. Daquele jeito, o navio manteve a sua velocidade pela gua castanha e escura debaixo deles. Conforme cada parte de remadores 
abandonavam os remos para os seus substitutos, esparramavam-se instantaneamente no convs, na sombra das tendas. Eles estavam cansados, mas longe de exaustos, Will 
sabia. Ele tivera vrias experincias com tripulantes escandinavos no passado. Possuam uma habilidade inata de cair no sono quase que em qualquer lugar, quase imediatamente. 
Em uma hora aproximadamente, estariam descansados e prontos para substituir os seus companheiros nos remos novamente. "Podemos at ancorar no canal quando escurecer", 
falou Gundar. "No haver lua at quase a metade da madrugada, e pode ser uma boa idia descansar nas horas frias". Will podia entender a sabedoria daquilo. O canal 
podia ser reto, mas sem nenhum ponto de referncia para gui-los, a gua castanha iria imergir com os baixos bancos castanhos em cada lado. Eles possivelmente poderiam 
virar um lado ou o outro e correr para o cho. "No  uma boa idia", disse Halt discretamente. "Temos companhia".

14
Ayagi e o seu povo ficaram plidos com a notcia da rebelio de Arisaka contra o Imperador. O povo comum de Nihon-Jin pensava no Imperador como uma pessoa cuja ascenso 
ao trono era guiada e consagrada pelos deuses. Revoltar-se contra ele era um sacrilgio impensvel. "Ns somos o seu povo, Senhor Shigeru." o ancio de cabelo branco 
do vilarejo disse. "Diga-nos o que quer que faamos. Ficaremos do seu lado contra Arisaka." Houve um indignado estrondo de aprovao dos outros aldees. Principalmente 
entre eles, Horace notou, estava Eiko, o corpulento madeireiro que Shigeru apertara as mos primeiro. Ayagi podia ser o ancio do vilarejo, mas Eiko era obviamente 
uma pessoa de considervel influncia entre os Kikori mais novos. "Agradeo, meus amigos," respondeu Shigeru. "Mas, no momento, espero evitar mais derramamento de 
sangue. Tudo que precisamos  de um guia para o vilarejo de..." Ele hesitou e olhou para Shukin, pedindo o nome do vilarejo que denominara como o ponto de encontro 
com Reito e os sobreviventes do exrcito. "Kawagishi." disse Shukin. "O Vilarejo no Barranco." Ayagi se curvou. "Conhecemos este vilarejo," disse. "O meu sobrinho, 
Mikeru, mostrar o caminho para vocs pela manh." Shigeru se curvou de sua posio sentada. "Obrigado, Ayagi. E agora paremos de falar nesse desentendimento com 
Arisaka. Algum de vocs tem alguma msica favorita para todos ns cantarmos?" Um banho quente, comida quente, roupas secas e uma cama seca e aquecida para a noite 
causava maravilhas no corpo cansado de Horace. Logo aps o amanhecer, o Imperador e o seu grupo acordaram, tomaram caf da manh e se prepararam para mudarem-se 
mais uma vez. A chuva parara durante a noite e o cu estava limpo num azul brilhante. A respirao de Horace emitia vapor no ar frio quando ele exalava. Uma das 
aldes pegara as roupas molhadas e sujas da viagem dele durante e noite, e as limpou e secou. O mesmo servio fora efetuado para o resto dos viajantes. Vestindo 
roupas limpas, ainda quentes do fogo em que elas haviam secado na frente, estava um luxo ilustre. Houve o normal alvoroo e confuso envolvidos na hora do "partir".
Os cavaleiros inspecionaram as tiras dos seus cintures. Armas foram verificadas, correias apertadas, armadura ajustada. Como era o seu hbito, Horace limpou e afiou
a sua espada na noite anterior, antes de deslizar entre os cobertores aquecidos deixados no cho de esteiras do seu quarto. Ele sups que cada um dos Senshi fizera
o mesmo.

Enquanto o resto do grupo montava, Shukin ficou para trs. Ele ps uma mo no bolso do seu cinto e tirou uma mo cheia de moedas de ouro, cada uma gravada com o
braso de trs cerejas. Ayagi viu o movimento e recuou, estendendo as mos na frente dele. "No! No, Senhor Shukin! No queremos pagamento! Foi um prazer ter o 
Imperador como nosso convidado!" Shukin sorriu para ele. Ele esperava aquela reao, mas sabia que naqueles tempos eram duros nas montanhas e os Kikori tinham pouco 
para economizar. Ele tinha a sua resposta pronta para o protesto de Ayagi. "O Imperador, talvez," disse. "Mas ningum esperaria que vocs suprissem uma dzia de 
Senshi famintos -- ou um gaijin pesado com o apetite de um urso negro!" Ele indicou Horace quando disse isso, sorrindo para certificar-se que Horace sabia que ele 
estava brincando. Horace sacudiu a cabea tristemente. Ele no podia disputar com o fato de que comera mais do que qualquer outro no grupo. As pores de comida 
de Nihon-Jin pareciam to poucas para ele, e ele era famoso at em Araluen pelo seu prodigioso apetite. Os aldees riram. Horace provou-se ser uma figura de grande 
interesse e popularidade entre os Kikori. Ele era refinado, modesto e pronto para juntar-se ao grupo de canto de msicas favoritas -- ainda que houvesse mais entusiasmo 
do que melodia. At Ayagi sorriu. O seu senso de hospitalidade o deixou relutante em pegar o dinheiro, mas ele sabia que se no pegasse, o seu povo ficaria com pouco 
dinheiro. Com o ouro que Shukin estava oferecendo, eles poderiam comprar mais suprimentos no mercado mensal em um dos vilarejos maiores. "Tudo bem, ento." ele disse, 
rendendo-se com boa graa, "em respeito ao kurokuma..." Ele aceitou as moedas e foi dado a Horace o nome pelo qual ele seria conhecido entre o povo de Nihon-Jin 
-- Kurokuma ou Urso Negro. Na hora, contudo, ele no prestava ateno. Estava ocupado fixando uma tira frouxa no saco de dormir amarrado atrs de sua sela e perdeu 
a afirmao de Ayagi. Shukin curvou-se graciosamente e Ayagi retornou o gesto. Depois virou e curvou-se para o Imperador, com todos os aldees presentes fazendo 
o mesmo. "Obrigado, Ayagi-san," disse Shigeru, levantando a mo para todos eles, "e obrigado, Kikori." Os aldees permaneceram de cabea abaixada enquanto o pequeno 
grupo ia embora galopando do vilarejo. Mikeru, o sobrinho do ancio, era um jovem de aproximadamente dezesseis anos magro com um rosto sagaz. Ele estava montado 
num pequeno cavalo de corrida de pelo felpudo -- o tipo que o povo Kikori usava como animais de carga quando eles iam buscar lenha. Ele era familiar com a rea, 
naturalmente, e os levou por uma rota muito mais curta do que a rota mostrada no mapa que Shukin carregava. Estiveram viajando por menos de uma hora quando alcanaram 
o vau no rio que Shukin esperava cruzar antes de anoitecer. Atravessaram em fila nica, os cavalos pisando com cuidado nas

pedras escorregadias debaixo de seus cascos. A gua subiu at a altura do ombro nos cavalos e era gelada enquanto encharcava as perneiras e botas de Horace. "Que
bom no estar chovendo," murmurou enquanto subia a cavalo a grande ribanceira, seu cavalo sacudindo-se para tirar o excesso d'gua. Ele queria poder fazer o mesmo. 
"O que disse Kurokuma?" perguntou um da escolta cavalgando perto dele. Os outros riram com o nome. "Nada importante." falou Horace. Depois olhou para eles em suspeita. 
"Que negcio de `kurokuma'  esse?" O Senshi olhou para ele com um rosto totalmente impassvel. " um termo de grande respeito." explicou ele. Vrios outros, ao 
alcance da voz, assentiram em confirmao. Eles tambm conseguiram manter um rosto impassvel. Era uma habilidade que o povo de Nihon-Jin rematara. "Grande respeito." 
um deles ecoou. Horace estudou todos, cautelosos. Ningum sorria. Mas ele sabia agora que aquilo no tinha nada a ver com o Nihon-Jin. Ele sentia que havia uma piada 
que ele estava perdendo, mas no conseguiu pensar em uma maneira de descobrir o que poderia ser. Melhor manter a dignidade, ele pensou. "Bem, eu j achava que sim." 
falou para eles, e avanou. Logo aps atravessarem o rio, Mikeru os levou para um pedao de terra limpo na lateral da trilha, firmado na borda de um despenhadeiro 
plano que descia ao vale abaixo. Era aquela paisagem que Shukin queria chegar. Ele, Shigeru e Horace desmontaram e se aproximaram da beira. Horace respirou fundo. 
A borda do despenhadeiro era abrupta, como se tivesse sido cortada por uma faca. A montanha descia vrios milhares de metros para um vale. Eles podiam ver as montanhas 
em que estiveram escalando e, atrs delas, as baixas terras lisas. Horace, que nunca gostava da sensao de estar em lugares altos, manteve distncia da borda do 
despenhadeiro. Shukin e Shigeru no tinham tais aflies. Eles ficaram a menos de um metro da tremenda queda, olhando atentamente os vales l embaixo, cobrindo os 
olhos do claro sol da manh. A Shukin apontou. "L," falou brevemente. Shigeru seguiu a direo em que o dedo dele apontava, e grunhiu. Horace, de p vrios metros 
atrs da borda, tentou estender o pescoo e ver o que estavam olhando, mas sua viso estava obstruda. Shukin notou e o chamou. "Aproxime-se, Or'ss-san.  totalmente 
seguro." Shigeru sorriu para o primo. "No deveria ser Kurokuma?" Shukin sorriu em troca. "Naturalmente. Aproxime-se, Kurokuma.  totalmente seguro." Horace aproximou-se 
arrastando os ps at a borda, por instinto mantendo o seu peso inclinado para fora da queda. Uma experincia amarga no passado o ensinou que,

mesmo que odiasse estar em lugares altos, ele era paradoxalmente atrada  borda quando fica em uma, como se achasse a queda irresistvel. "Totalmente seguro  o 
meu p." murmurou para si prprio. "E o que  esse Kurokuma que todos vocs insistem em me chamar?" " um termo de grande respeito." contou Shigeru. "Grande respeito." 
ecoou Shukin. Horace olhou de um ao outro. No havia sinais no rosto dos dois denunciando-os que aquilo era uma brincadeira. "Muito bem," ele disse, continuou a 
avanar arrastando os ps. Ento, olhando na direo que Shukin indicou, ele esqueceu todo o seu dio de alturas e termos de grande respeito. No vasto vale, seguindo 
lentamente a trilha aferrada numa encosta de montanha oposta a eles, ele pde distinguir uma fileira de homens. O sol cintilava por acaso no equipamento deles enquanto 
se mexiam e a luz batia nos elmos, pontas de lana e espadas. "Arisaka," Shukin disse. Ele olhou da fileira de minsculas figuras at a crista da montanha em que
estavam escalando, depois para a srie seguinte de cumes. "Ele est mais perto do que eu esperava." "Tem certeza?" perguntou Horace. "Pode ser Reito e os sobreviventes
do exrcito real." Mas Shigeru sacudiu a cabea. "So muitos," ele falou. "E, alm disso, Reito-san deveria estar mais perto de ns." "Qual  distncia deles a seu 
ver?" perguntou Horace. Mesmo que estivesse viajando por aquele interior, ele no tinha certeza de qual a velocidade de que um grande grupo pudesse cobrir terreno 
-- e ele no tinha nenhuma idia real de quanto separava o exrcito de Arisaka e eles. "Acho que quatro dias atrs de ns." estimou Shigeru, mas Shukin sacudiu a 
cabea. "Mais perto de trs." ele disse. "Vamos ter que ser mais rpidos se quisermos alcanar Ran-Koshi antes deles nos pegarem." "Isso se pudermos encontrar Ran-Koshi," 
falou Horace. "At agora ningum parece saber onde ." Shukin encontrou o seu olhar ao nvel. "Vamos encontrar." falou com firmeza. "Ou encontramos, ou no teremos 
chance." "Ayagi-san estava confiante de que haveria pessoas no Vilarejo da Margem que saberiam sobre isso. Alguns dos mais velhos em particular, ele disse." "Bem, 
no vamos chegar nem um pouco mais perto de l ficando aqui batendo papo," falou Horace e Shukin sorriu apreciado. "Bem dito, Kurokuma."

Horace inclinou a cabea e olhou o lder Senshi. "Acho que prefiro isso a Or'ss-san," falou. "No est muito seguro, se importa." " um termo de grande respeito," 
falou Shukin para ele. "Grande respeito," confirmou Shigeru. O olhar de Horace trocou de um lado para o outro entre eles. " isso que me deixa inseguro." Shigeru 
abriu um sorriso e deu um tapinha no ombro dele. "Vamos voltar aos cavalos. Como voc diz, no vamos chegar nem um pouco mais perto do Vilarejo na Margem do Rio 
enquanto ficarmos aqui batendo papo." Eles alcanaram o vilarejo em outras duas horas. Enquanto cavalgavam, uma figura familiar saiu a passos largos de um dos chals 
para receb-los. Horace reconheceu Reito, o Senshi que trouxera a eles a notcia da rebelio de Arisaka. Ele olhou o vilarejo e tornou-se ciente de que havia outros 
Senshi ali, os sobreviventes do exrcito de Shigeru em Ito. Vrios deles estavam feridos, com bandagens manchadas de sangue nos ferimentos. Alguns vagueavam pelo 
vilarejo, na maioria das vezes coxeando duro. Mas vrios deles estavam ainda deitados em macas. Ele ouviu Shukin dar um profundo suspiro. "Vamos ter que ir muito 
mais devagar daqui em diante," o lder Senshi disse.

15
Havia um nico cavaleiro cavalgando pela ribanceira do norte do Canal Assaranyan, mantendo o passo com o navio, paralelo ao curso deles. O homem usava robes brancas 
e ondulantes e um turbante branco na cabea, com uma cauda imensa de tecido que protegia o seu pescoo do sol. A propsito era similar ao kheffiyeh que Selethen 
usava, Will sups. "Agora de onde vocs acham que ele veio?" Perguntou Gundar, forando os olhos para olhar mais de perto o recm-chegado. "H provavelmente um wadi 
logo atrs daquela crista", falou Selethen. Gundar olhou para ele, sem compreender, e ele explicou, "Um sulco raso". Mais cedo, eles puderam ver a alguma distncia 
pelo deserto em cada lado do canal. Naquele ponto, porm, a ribanceira aumentava um pouco, de forma que ficava vrios metros mais alta do que o nvel da gua. Agora, 
eles no podiam ver nada mais do que ribanceiras elevadas. "Ah... sim. Entendo".Gundar fez uma pausa. "O que acham que ele est tramando?". "Imagino que nada de 
bom para ns", falou para ele Selethen. "Olhem. Ele tem amigos". Mais trs cavaleiros apareceram, aparentemente se ergueram da areia no topo da ribanceira. Eles 
se juntaram ao primeiro cavaleiro numa formao frouxa. Nenhum deles parecia demonstrar qualquer interesse no navio que continuava a deslizar pelo canal, h sessenta 
ou setenta metros deles. Selethen tivera razo sobre a areia movedia, Alyss pensou. Os cavaleiros ficavam logo atrs do cho desagregado e escurecido na beira do 
canal. Halt estudou-os e pde distinguir os curtos arcos de cavalaria pendurados nas costas deles. O povo de Selethen usava aqueles arcos. Eles eram eficazes a uma 
distncia prxima, mas perdiam a forma depois de cinqenta ou sessenta metros. Ainda assim, no doa estar preparado. "Will", ele disse calmamente, "poderia trazer 
os nossos arcos?". Will deu-lhe um rpido olhar, ento assentiu. Os arcos deles estavam estocando nos baixos alojamentos fechados para dormir, na popa do navio. 
Ele saiu apressado para peg-los. "Esperando encrenca, Halt?" Perguntou Evanlyn. O Arqueiro deu de ombros. "Eu seria bobo se no esperasse", falou. "A menos que 
voc possa sugerir um motivo do por qu aqueles quatro cavaleiros simplesmente esto cavalgando junto conosco". "Sete", disse Evanlyn.

Halt olhou novamente, e viu que o nmero de fato cresceu. Ele tambm viu que o estilingue de Evanlyn aparecera na sua mo e estava balanando pra frente e pra trs 
lentamente num movimento pndulo. "Vai bem longe esse lanador de pedra seu", ele disse e Evanlyn deu de ombros. "Nunca se sabe. Alm disso", ela apontou para alm 
da proa, "o canal parecer estar se estreitando". Naquele momento todos olharam para frente e puderam ver que ela tinha razo. Bancos de areia se formaram no lado 
norte do canal, diminuindo a largura consideravelmente. Halt coou a barba enquanto os estudava. "Hmmm. No tenho certeza se eles sero capaz de se aproximarem mais, 
at com aquilo. Aqueles bancos parecem bastante macios para mim". Will voltou e passou para Halt o seu arco e uma aljava de flechas. Ele tinha a sua prpria aljava 
pendurada no ombro, e o arco dele e de Halt j estavam encordoados. Halt assentiu o seu agradecimento e flexionou o cordo do arco, experimentando. "Talvez devssemos 
margear para a ribanceira do sul, ento?" Sugeriu Selethen. Aquele lado, eles podiam ver, estava expressivamente livre de bancos de areia. A ribanceira em si parecia 
ser reta e lisa, erguendo-se quase que na vertical da gua a uma altura de cinco ou seis metros. " muito convidativo", Halt disse. "Talvez at demais". "Est certo, 
Arqueiro", disse Gundar a ele. Os olhos de seu marinheiro, acostumados a procurar por sinais de obstculos submersos, detectara vrias contracorrentes suspeitas 
na superfcie no lado sul do canal. "Eu diria que h obstrues logo abaixo da superfcie naquele lado, esperando que nos enrolemos nelas". "Bancos de areia, voc 
quer dizer?" Perguntou Selethen. Gundar sacudiu a cabea. "Mais provavelmente puas, cepos e pesados cabos postos para parar e segurar-nos rapidamente". "Ento os 
rapazes alm do cume deste lado podem vir nos visitar quando quiserem", interferiu Halt. Ele estivera estudando a ribanceira do sul, suspeitando do fato de que os 
cavaleiros da ribanceira do norte se revelaram, e que a parte do sul do canal parecia oferecer segurana. Alguns segundos antes, ele captara um lampejo de luz, como 
se o sol brevemente tivesse refletido de uma espada ou elmo. Ele estava desejando apostar que havia um grande nmero de guerreiros escondidos na ribanceira do sul, 
esperando o momento de quando o navio se enrolasse nas barreiras subaquticas que Gundar detectara. Ele contou aos outros o que vira e todos eles olharam com cautela 
para a ribanceira do sul. Depois de poucos segundos, Will tambm captou um pequeno movimento ali. "Certamente tem algum ali", ele falou.

"E com certeza  mais de um", acrescentou Selethen. "Ali tem uma fraca neblina de p onde eles se moveram para a posio. No h vento o suficiente para dispersar 
essa neblina". "Na minha opinio, eles tinham esperanas que a nossa ateno estivesse voltada aos cavaleiros", Alyss disse. Exatamente quando ela disse aquilo, 
os sete cavaleiros na ribanceira do norte aumentaram a velocidades de seus cavalos para se moverem um pouco  frente do navio. Ento refrearam e desamarraram seus 
arcos, encaixando flechas nas cordas. Halt olhou num sinal de alerta para Gundar, mas o capito j notara o movimento. "Escudos no costado!" Ordenou, e a tripulao 
de ajuda aos remadores, passaram pelo grupo de remo e colocaram oito dos grandes escudos escandinavos em suportes triangulares no costado para cobrir os remadores. 
Em tantos anos de invases e lutas, os escandinavos haviam sido atingidos antes e sabiam como se proteger. "Duvido que estejam a alcance para nos acertar", falou 
Halt. "Mas no di evitar riscos". Eles ouviram o familiar rudo e silvo das flechas deixando os arcos e subindo em arco no ar na direo do navio. Como Halt previra, 
eles no estavam a alcance para os pequenos arcos. Seis das flechas caram inofensivamente na gua. A stima acertou o casco, um metro acima do nvel da gua, mas, 
sem energia, caiu com um vago splash. "Fora de alcance", disse Will. "Voc estava certo". "No sei se eles realmente queriam nos acertar ou s desviar a ateno", 
respondeu Halt. "Mas de um jeito ou de outro, acho que podemos mostrar a eles que  uma m idia cavalgar ali". Ele encaixou uma flecha no cordo de seu arco. Will 
fez o mesmo. Os cavaleiros lanaram outra saraivada, que caiu novamente a pouco alcance do Wolfwill. "Pegue aquele na traseira com o turbante roxo, Will. Eu vou 
pegar o que est no lado dele", disse Halt com calma. Will assentiu. "Agora", disse Halt, e eles levantaram os arcos, puxaram e lanaram em quase um s movimento. 
As duas flechas, uma preta e uma cinza foram lanadas com os tiros, subindo no ar quente, depois descendo em arco. Os cavaleiros que Halt escolheu estavam no meio 
do ato de atirar novamente quando as duas longas flechas pesadas desceram silvando e os acertaram. O alvo de Halt gritou de dor, deixando cair o seu arco e apertando 
a flecha que de repente o golpeara no brao superior. O homem no turbante roxo no fez nenhum som. Ele tombou de lado da sela e caiu na areia castanha com um som 
montono. Houve gritos de confuso quando os cinco companheiros se dispersavam em pnico. A mensagem era clara. As saraivadas deles caram a pouco alcance do alvo, 
enquanto os dois tiros de volta acertaram os alvos na retaguarda do grupo, os mais distantes do navio. O que significava que todos eles estavam ao alcance facilmente. 
Subitamente,

eles se sentiram absolutamente expostos. Eles viraram os cavalos da ribanceira e galoparam para a crista, em direo  segurana, o cavalo sem cavaleiro seguindo-os. 
Apenas o homem no turbante prpura permaneceu, deitado imvel na areia. Alguns segundos depois, os homens na ribanceira do sul pareceram perceber que a emboscada 
deles fora detectada. Eles apareceram sobre a crista da ribanceira, acenando armas e gritando insultos e maldies para o navio enquanto este passava deslizando 
arrogantemente. Eles tinham o dobro de pessoas, vestidos andrajosamente e armados com uma srie de espadas, lanas e adagas, com vrios arcos curtos entre eles. 
Os homens com os arcos atiraram algumas saraivadas imperfeitas, mas todos estavam bem longe do navio. Will olhou para Halt, ento olhou para o arco nas mos, mas 
o Arqueiro barbudo sacudiu a cabea. "Deixe-os", disse Halt. "Eles no podem nos ferir e agora sabem que  mais seguro deixar-nos em paz".Ele virou para Gundar. 
"Ao mesmo tempo, pode no ser uma boa idia ancorar em qualquer lugar no meio do rio para um descanso". O sol estava se pondo atrs deles, uma gigante bola transformada 
em vermelho-sangue pelas minsculas partculas de areia que flutuavam no ar do deserto, quando eles saram deslizando quietamente do Canal Assaranyan para o Mar 
de Sangue -- um golfo estreito que levava no fim a espaos imensos do Oceano do Leste. "Acho que  disso que o nome  derivado", falou Will, apontando um dedo para 
a superfcie da gua atrs deles. O brilho intenso do pr do sol estava refletido na superfcie da gua, transformando  mesma numa espetacular cor vermelha, tremeluzindo 
e se deslocando nas ondas enquanto prendiam e refletiam a ltima luz do dia, de forma que a gua em si parecesse um mar de sangue. Uma gentil brisa marinha ressaltou 
do sul quando eles estavam a vrios metros da costa. Estava quente, contudo um calor bem-vindo aps aquele mormao que os engolfara enquanto remavam pelo canal. 
"Levantar vela", ordenou Gundar. Na falta de vento uivante e ondas, ele podia dar suas ordens numa voz muito mais calma do que o seu berro normal. Os manejadores 
de vela se apressaram para desenrolar a vela de bombordo e iar a retranca delgada que a suportava ao mastro. Quando o vento batia na lona e ela inchava, ele deu 
mais ordens rpidas. "Nos remos". Os compridos remos se ergueram, pingando, da gua. Houve alguns segundos de rudos e batidas enquanto os remadores os puxavam a 
bordo e os guardavam no navio. Ao mesmo tempo, a tripulao de navegao puxava as escotas controlando a vela triangular. No incio inchando frouxamente no vento, 
agora se endureceu numa eficiente curva plana e os passageiros sentiram o empurro encouraado do vento tomar efeito. O Wolfwill adernou um pouco a bombordo, ento 
Gundar inclinou o seu peso no leme, rumando o navio para os ngulos certos do vento. "Afrouxem", ele gritou. Pde sentir que a vela, esticada com tanta firmeza, 
estava fazendo o navio adernar mais do que o necessrio e aquilo estava custando velocidade a

eles. O Wolfwill se estabilizou, ficou um pouco mais perpendicular, ento precipitou numa acelerao lenta e longa como uma gaivota. Gundar virou para olhar os passageiros 
e no pde evitar sorrir para eles. "Nunca me canso disso!" Falou e eles sorriram em troca. O clima do navio estava se alegrando, particularmente depois das horas 
de calor e tenso na travessia do Canal Assaranyan. "Ento o que podemos esperar do Mar de Sangue, Gundar?" Will perguntou ao grande escandinavo robusto. Gundar 
braceou o leme com o quadril e abriu as notas de navegao genovesas na pequena mesa de mapa ao lado dele. Consultou o manuscrito cuidadosamente escrito por alguns 
minutos, depois ergueu o olhar a Will. "Nessa poca do ano, devemos ter ventos constantes", ele disse. "Embora em um ms ou dois haja uma boa chance de se acalmar". 
Marinheiros, Will notou, sempre queriam que voc soubesse das piores notcias, mesmo quando tudo parecia bem. "E", continuou Gundar, "as notas dizem para evitar 
outros navios o mximo possvel. Aparentemente o mar aqui est transbordando de piratas". "Piratas?" Perguntou Halt. Gundar assentiu, apontando um dedo para as notas. 
" o que diz aqui. Piratas". Halt ergueu as duas sobrancelhas de uma vez. "Piratas", ele falou. "Oh, cus".

16
-Sim, eu sei o caminho para Ran-Koshi,o marceneiro disse. Shukin e Shigeru trocaram um rpido olhar. Eles comearam a temer que a lendria fortaleza de Ran-Koshi 
era s uma lenda. Agora perceberam que talvez acharam um guia. - Voc j foi l ? Shukin perguntou. Uma coisa era saber se voc j esteve l e outra  saber se voc 
sabe onde . -  onde recebemos um outro tipo de madeira, madeira perfumada  Respondeu o aldeo. Shigeru franziu o cenho, imaginando o que ele quis dizer, seriam 
rvores. Vendo a expresso, Shukin disse baixinho: "madeira de cnfora.

Toru, o aldeo, assentiu. "Sim". Eu j ouvi esse nome. "Ele viu a expresso aliviada nos rostos dos dois Senshi e acrescentou um aviso. " um lugar de difcil acesso. 
Voc vai ter que ir a p daqui. Cavalos nunca conseguiro seguis nas trilhas de montanha. "Ento ns vamos caminhar", disse Shigeru com um sorriso. "Eu posso ser 
o Imperador, mas eu no sou nem um pouco frgil como uma flor. Eu fiz a minha parte da viagem dura. " " Voc pode terfeito, mas e eles? ", disse Toru, varrendo a 
mo ao redor das amuradas, espao comum no centro do Vilarejo da Margem. Os trs homens estavam sentados em banquinhos baixos na varanda de madeira polida da casa 
do chefe da aldeia. O chefe, Jito, tinha convocado Toru para falar com o imperador, quando soube que o partido Senshi procuravam a antiga fortaleza de Ran-Koshi. 
Agora, com o gesto de Toru, Shigeru e Shukin olhou para as fileiras de homens reunidos em torno de feridos na praa. Pelo menos um tero dos Senshi que haviam escapado 
do exrcito Ariska estavam feridos e alguns deles seriamente. Muitos tm que viajar em macas ou padiolas, e mesmo os que podia andar s poderia viajar lentamente 
por causa de suas feridas. "Nosso chefe da aldeia ir oferecer para cuidar deles aqui se voc lhe perguntar, 'Toru disse. "Mas voc estariam causando grande sofrimento 
para os moradores se voc fizesse isso. " Shukin fez um gesto pedindo desculpas, colocando a mo no dinheiro da bolsa em seu cinto. "Naturalmente, ns iramos pagar 
', disse Toru, mas balanou a cabea. "O inverno est quase aqui. Os moradores mal tinham armazenado comida suficiente para durar atravs dos meses mais frios. Eles 
no podem comer dinheiro e no haveria comida suficiente no mercado local para eles e esses soldados . " Tinha sido um assunto diferente na vila anterior, Shukin 
pensou melancolicamente. Ele sabia Toru estava certo. Eles no poderiam pedir  essa pequena aldeia para cuidar e alimentar trinta homens feridos durante vrios 
meses. Seja como for, ele estava

relutante em deixar os Senshi para trs. Muitos deles iriam se recuperar e que daria a Shigeru um ncleo de guerreiros treinados. No  um exrcito, talvez, mas 
o incio para um. Eles no podiam se dar ao luxo de abandonar uma fora potencial como aquela. "Os feridos viro conosco", disse Shigeru, interrompendo-os. Seu tom 
de voz mostrava que no haveria discusso. "Ns Toru apenas encolheu temos os de agir. E No teremos  de to agir fcil rapidamente." de fazer."

ombros."

Ele foi respeitoso para com o Imperador, mas no em respeito a ele. Os Kikori eram pessoas prticas e no viu nenhuma razo para concordar com Shigeru quando ele 
sabia que estava errado. Isso no estaria fazendo ao Imperador e seus homens quaisquer favores. "No entanto, ns o faremos", disse Shigeru. "Talvez alguns dos homens 
mais fortes da vila atuariam como maqueiros para ns. Novamente, gostaramos de pagar. Toru considerou esta. A estao de recolha de madeira acabou. Alguns dos homens 
mais jovens poderiam estar dispostos a complementar sua renda. Seria dinheiro que poderia ser reservado para os meses mais quentes, quando o mercado teria mais itens 
 venda. " Isso  possvel", ele concordou. Como negociador, ele estava prestes a acrescentar que os homens teriam o direito de cobrar extra para as dificuldades 
de deixar suas casas e famlias e seguir atravs das montanhas no inverno que se aproximava quando levantaram vozes a partir da borda da floresta distrado todos 
eles. Eles se viraram para olhar e viram um grupo de pessoas saindo das rvores. Cerca de vinte deles. Seriam Kikori, por sua vestimenta, Shukin pensou. Depois, 
ele franziu a testa. O homem atarracado lder do grupo, com um machado pousado casualmente na mo, parecia familiar. "Estranhos", disse Toru. "O que os traz aqui, 
eu me pergunto?

Ele olhou apontando para os dois primos. Seu processo de pensamento era bvio. De uma forma ou de outra, eles trouxeram os estrangeiros da outra vila. Ento Shukin 
reconheceu o lder dos recm-chegados e parecia que Toru estava certo. " Eiko", disse ele, levantando-se do banquinho.

Shigeru e Shukin sairam da varanda caminhando em direo a Eiko e seus companheiros. Toru seguia com outros membros da aldeia e reuniram-se em torno dos recm-chegados. 
Aldeias individuais toleravam seus vizinhos, mas tendiam a ficar sozinhos. Cada grupo tinha suas prprias fontes secretas de madeira e eles guardavam as localizaes 
destes recursos dos forasteiros. Os moradores receberam os estranhos educadamente, mas no efusivamente. O chefe deu um passo adiante.

"Eu sou chefe Jito, do Vilarejo da Margem, o que o traz aqui, estranho - e como podemos ajudar voc ?"

Seu tom de voz no deixou dvidas de que sua oferta de ajuda foi apenas uma formalidade. Eiko inclinou educadamente - uma rpida reduo da cabea que foi todo o 
protocolo exigido para um chefe de aldeia. - Saudaes Jito-San. Me chamo Eiko. Olhando depois de Jito ele viu o imperador e Shukin, facilmente reconhecvel dos 
aldees com suas roupas Senshi. Desta vez ele disse profundamente: - Saudaes, Lord Shigeru. .Jito olhou bruscamente para o imperador assim que ele ouviu as palavras 
ditas por Eiko. Ele no estava inteiramente feliz de ter mais estrangeiros em sua populao. Os Senshi feridos tinham que exercer uma forte presso nos recursos 
da vila. Num momento em que eles deveriam estar fazendo os preparativos finais para a prximo inverno, os moradores foram distrados por ter de cuidar dos soldados 
feridos. - Bom dia Eiko.H algum tipo de problema? Olhos aguados do Imperador tinha notado que alguns dos recm-chegados estavam feridos. Meia dzia estavam enfaixados 
e outros trs sendo ajudados por amigos. -"Voc conhece essas pessoas, meu senhor? 'Jito perguntou desconfiado.Shigeru assentiu. "Eles nos ofereceram abrigo noite 
passada. Eu estou com medo que isso lhes custou caro." A ltima declarao foi realmente uma pergunta a Eiko, mas antes mesmo de o morador responder Shigeru achava 
que sabia a resposta. Eiko assentiu.  verdade, Lord Shigeru, ele disse. Mas no foi nosso erro. Os homens de Arisaka chegaram ao nosso vilarejo pouco tempo depois 
que vocs se foram. Shigeru ouviu uma rpida ingesto de ar do seu primo. "Mas ele viu o exrcito de Arisaka. Eles estavam dois ou trs dias atrs de ns." Disse 
Shukin. "Sim, ele viu a fora principal. Esta foi uma das partes da escolta que tinham vindo na frente. Uma dzia de guerreiros, bem montadas que viajavam a luz 
do dia." Com o lbio de Eiko enrolado em desprezo. "Portanto, eles no se incomodaram trazendo os seus prprios suprimentos, simplesmente pegaram o que queriam de 
nossa gente. Houve um murmrio dos aldees da vila que estavam ouvindo essa conversa. Foi uma mistura de raiva e medo em quantidades iguais. No passado, todos tinham 
experimentado as depredaes de saqueadores das partes Senshi. Eiko reconheceu sua reao com um significativo aceno de cabea. "Voc est certo em se preocupar 
com isso", disse ele. "Eles esto verificando todas as aldeias da regio. Eles esto aqui por tempo demais. " Esta declarao provocou uma tempestade de exclamaes 
dos aldees. Alguns eram da opnio em abandonar a aldeia e se esconder na floresta. Outros quiseram ficar e proteger seus pertences. Jito ergueu a mo para o murmrio 
de vozes animado. "Fiquem quietos!", ele gritou e as vozes se extinguiu a um silncio constrangedor. "Ns precisamos de um plano com calma, no correr por a como 
galinhas sem cabea." Ele olhou para trs para Eiko. "Alguns de seus homens esto feridos."

" Presumo que estes Senshi no querem simplismente roubar fornecimentos? " Eiko balanou a cabea com amargura. "No. Eles vasculharam a aldeia para qualquer coisa 
de valor - como eles costumam fazer." "E eles encontraram as moedas que deu o seu chefe", Shigeru comcluiu para ele, o rosto sombrio "Sim, senhor. Eles viram o escudo 
real sobre as moedas e quis saber de onde  que tnhamos pegado". Horace tinha sido um espectador silencioso a tudo isto. Depois de dias de longas cavalgadas, ele 
havia participado da prtica de todos os guerreiros experientes para pegar no sono, sempre que a oportunidade surgia. Ouvira as vozes da praa da aldeia, quando 
ele surgiu, esfregando os olhos e puxando uma camisa. Ele foi a tempo de ouvir Eiko contando os acontecimentos e lembrou-se da moedas que Shukin tinha dado ao Ayagi, 
o chefe. Elas eram de ouro, que teria sido o suficiente para levantar suspeitas de uma aldeia pobre. Mas, para agravar o problema, foram claramente marcado com o 
smbolo de trs cerejas do Imperador. Eles s poderiam ter vindo de uma fonte. "Ayagi-san se recusou a dizer-lhes onde ele tinha conseguido as moedas," Eiko continuou. 
"Eles o mataram." "Em seguida, eles corriam como loucos pela aldeia, cabanas em chamas, matando mulheres e os velhos." Ele indicou seus companheiros. "Alguns de 
ns conseguiram fugir para a floresta na confuso." Shigeru balanou a cabea com amargura. "Ele deveria ter dito a eles", disse ele. "Eles teriam sabido de qualquer 
maneira." "Talvez Shigeru, Senhor. Mas Ayagi era um homem orgulhoso. E ele era fiel a voc." "Ento, eu sou responsvel por sua morte", disse Shigeru com uma voz 
cansada, derrotada. Eiko e Jito trocaram olhares rpidos. As aldeias individuais Kikori podem tratar uns aos outros com desconfiana. Mas eles foram fiis aos costumes 
antigos e eles estavam unidos em sua lealdade ao Imperador - tanto ao conceito como ao prprio homem. Jito disse com firmeza: "Voc no foi a causa, Senhor Shigeru. 
A culpa recai sobre o juramento." "Se algum tinha culpa, era eu", disse Eiko. A dor era por demais evidente em sua voz. "Ns fomos vistos como covardes da floresta, 
pois mataram nosso povo e destruiram a nossa aldeia. Ns no fizemos nada!" Shukin balanou a cabea. "Voc no poderia fazer nada contra Senshi treinados", disse 
ele. "E perder sua prpria vida no teria ajudado o seu povo. "

Horace tinha sumido e no meio da multido. Agora, ele decidiu, era hora de ele participar. "Nem eu teria ajudado o Imperador", disse ele, e todos os olhos se virou 
para ele. "Ele precisa de homens para ajud-lo a lutar contra os Arisaka, no para jogar fora suas vidas sem nenhum propsito. " Viu os ombros de Eiko endireitar 
e sentiu a nova postura do trabalhador encorpado. Os murmrio de assentimento atravessava as pessoas de ambas as vilas. Anos de ressentimento em sua arrogante tratamento 
pelo Senshi foram subitamente focado em uma oportunidade para o desafio - uma oportunidade centrado na pessoa de seu imperador. "Bem dito, Kurokuma!" Shukin chamou-lhe, 
sorrindo. Ele se virou para o Kikori montado. Ele tambm poderia ver o novo sentido de propsitos infundindo-lhes. O gaijin tinha um excelente senso de tempo, pensou 
ele, e uma excelente escolha de palavras para por fogo , inflamando os espritos dessas pessoas. "Ns precisamos de vocs Os Kikori ser o corao leal do novo exrcito 
do imperador. Ns vamos treinar vocs. Ns vamos ensinar vocs a lutar! " Um rugido de entusiasmo e desafio recebeu estas palavras. Muitos sentiram que um arrogante 
e prepotente Senshi como Arisaka tinha desfrutado  sua prpria maneira muito tempo no Nihon-Jin. Mesmo sem contar a destruio de sangue frio da aldeia vizinha, 
Arisaka havia tido um ato de traio para com o Imperador, o que foi o suficiente para carregar os coraes contra ele. Mas ainda havia alguns que pregavam cautela. 
Quando os gritos de desafio diminuiram de intensidade, uma mulher mais velha expressou seus pensamentos. "Mas e se os homens de Arisaka vierem aqui agora? Ns no 
estamos prontos para combat-los ainda. " Horace viu a dvida comea a se espalhar entre os Kikori. Eles no acreditam na sua prpria capacidade para enfrentar os 
guerreiros armados Senshi. Mas eles estavam esquecendo um fato importante. Ele deu um passo adiante no espao livre ao redor do Imperador, Eiko e Jito. "Voc disse 
que havia uma dzia na escolta dianteira??", perguntou ele. Eiko assentiu. "Uma dzia. Talvez um pouco mais. "

Horace sorriu com a resposta. Ele olhou em torno do grupo reunido de Senshi leais ao Imperador - uma dzia de guarda-costas imediato e pelo menos outros 25 ilesos 
sobreviventes da batalha de Ito. "Parece-me" , disse ele, "que pela primeira vez, temos os homens Arisaka com srias desvantagem."

17
Evanlyn e Alyss praticavam esgrima sob o olhar atento de Selethen. A explorao de Evanlyn  Escandinvia e Arrida nos ltimos anos foi amplamente divulgada em toda 
Araluem. Ela era, afinal, a princesa da coroa e desfrutou de certa quantidade de prestigio. Como resultado, muitas mulheres e crianas em Araluan foram influenciadas 
a ter interesse nas habilidades de luta. Alyss foi uma delas, mas a sua motivao foi alm do que seguir o que estava atualmente na moda. Ela estava mais do que 
um pouco frustrada por sua incapacidade em defender-se efetivamente quando foi capturada pelo cavaleiro traidor Keren no castelo Macindaw. Ela estava determinava 
que nunca deixaria isso acontecer novamente. Esta nova nfase em artes marciais foi evidenciado pelo fato de seu punhal, parte do uniforme Courier, havia mudado 
de uma flecha, para um com um estilo de agulha, mais prtico e mais letal. Alm disso, ela praticava dardos, e usava um sabre leve. Um estilo de espada que estava 
ganhando popularidade com as meninas com a sua idade. Evanlyn tinha uma arma semelhante e, quando descobriram o fato, era lgico que elas praticassem juntas. Lgico, 
talvez. Mas no sbio. Um dos tripulantes do navio esculpiu armas de treinamento em madeira para que as duas comeassem uma rotina de treinamento dirio. Selethen 
ofereceu os seus servios como instrutor e rbitro, as duas aceitaram aps assistir as primeiras sees. "Muito bem. Posies de combate, por favor." "Isto  discutvel."- 
Halt cochichou para Will quando assistiam. Um certo nmero da tripulao se reuniu para assistir tambm. Havia uma certa alegria em ver duas meninas extremamente 
atraentes tentando dividir os seus crnios com espadas de madeira. "A parte do combate ou a das moas? "- Respondendo Will com um sorriso. Halt olhou para ele e 
sacudiu a cabea. "Com certeza as moas. No h debate sobre a luta." Will deu de ombros. Ele sabia que havia um nervosismo em relao s meninas que tinha algo 
a ver com ele. Por que deveria estar atrs dele. "Um pouco mais alto, Evanlyn! Voc tende a deixar a sua guarda muito baixa." Ela esperou enquanto Evanlyn ajustava 
a posio de sua espada, lanando um olhar sobre Alyss para ver se estava pronta. A loira teve uma vantagem sobre a princesa em habilidade, o que foi notado. Provavelmente 
porque ela teve uma abordagem mais

focalizada com a espada. Quando praticava havia um pequeno sulco formado entre as suas sobrancelhas, provando a concentrao e o propsito que botava em seus movimentos. 
Evanlyn, por outro lado, foi um pouco impetuosa em sua aproximao. Ela teve aulas de sabre por um tempo, mas nunca com qualquer dedicao especial com a arma, tinha 
movimentos mais rpidos que Alyss, mas essa, sendo mais alta e atltica, tinha um passo maior e um alcance mais longo e, assim, as duas tenderam a se equilibrar 
com muita freqncia. "Anda" disse Selethen, com um sentimento de resignao em sua voz. Ele tinha uma boa idia do que iria acontecer. Evanlyn saltou para a frente 
de ataque, como ele sabia que ia. "Muito impulsiva". Pensou Muito inclinada a querer que as coisas comeassem, sem nenhuma disputa preliminar. Alyss tambm sabia. 
Ela esperou calmamente para o ataque rpido de Evanlyn. Que balanou para um lado. Evanlyn pulou, desviando da lmina de madeira, que passou empurrando o corpo dela, 
cambaleando ligeiramente e perdendo o equilbrio. Ento Alyss fez um movimento rpido com o pulso, fazendo uma rachadura na lmina de Evanlyn e fazendo os espectadores 
tremerem. O dinheiro mudou de mos entre os escandinavos que assistiam. "Ei, cuidado" Gritou Evanlyn. Sua espada caiu no convs e ela cuidou do machucado em sua 
mo, olhando para Alyss. Ento ela virou furiosamente para Selethen "Ela fez isso de propsito" Mas antes que pudesse responder Alyss respondeu em um mesmo tom. 
"Bem,  claro que fiz de propsito. No  por isso que ns estamos praticando?" "Para fazer as coisas de propsito ou estamos tentando praticar acidentes e bolhas?" 
"Por favor, moas" Selethen comeou. Ele era solteiro e tinha pouca experincia com mulheres. Ele estava comeando a se perguntar se ele j quis alguma. "Mas  verdade 
Selethen" Alyss protestou "Ela sempre responde isso." -Porque que voc sempre consegue fazer isso! Evanlyn disse com raiva, tendo a espada em punho. Um escandinavo
respondeu por ela dizendo apenas um breve "Obrigado." O lobo do mar se inclinou um pouco mais perto dela. "Chute nas canelas dela na prxima vez, princesa" Disse
ele em um sussurro "Eu ganhei muito dinheiro com voc." Alyss falhou em avisar sobre a troca. Ela ainda estava apelando para Selethen como o rbitro da luta

"Quero dizer, ela tem que aprender, no tem? Se esta era uma luta real, ela no conseguiria fazer tudo de novo. Ela no consegue usar uma mo" "Por outro lado" Selethen 
disse de imediato, lamentando as palavras que ouviu dos escandinavos rindo do trocadilho no intencional. "Se voc fizer isso o tempo todo, no passaremos deste 
ponto, no ?" Alyss parecia considerar o ponto. Ento, relutantemente, concordou. "Muito bem, Selethen. Se voc diz." Ela se virou para Evanlyn. "Tudo bem, princesa, 
sua mo est fora dos meus limites a partir de agora." Will balanou a cabea, desesperado. "Oh, Alyss, Alyss, Alyss" Disse em voz baixa, o suficiente para somente 
Halt ouvi-lo. Sabiamente, o Arqueiro barbudo no disse nada. "No me faa nenhum favor" Evanlyn disse entre dentes. Ela flexionou sua mo sobre o punho da espada, 
tentando aliviar a dor em seus dedos machucados. Selethen olhou desconfiado para as duas garotas. Ambas tinham as bochechas em chamas. "Talvez devssemos deixar 
para um outro dia? "-Sugeriu. "Voc pode" Disse Evanlyn, com os olhos fixos em Alyss. "Eu no vejo necessidade." Alyss sorriu um sorriso completamente desprovido 
de bom humor. "Bem, nem eu." Respondeu ela docemente. Houve uma longa pausa, em seguida, Selethen aceitou o inevitvel com um encolher de ombros "Tudo bem ento. 
Senhoras" Ele olhou para Deter e revirou os olhos com a palavra. Halt concordou fortemente. "Posies ..." Selethen observou que a posio da guarda de Evanlyn estava 
certa. "Talvez ela vai aprender com tudo isso e no ir correndo para a luta" Ele pensou. "E talvez a grande baleia azul que os escandinavios acreditam causar a mar 
subindo e descendo vai saltar do mar, abrir asas e voar em crculo em torno do navio." "Vai "Disse ele em tom resignado. E l se foi Evanlyn, como uma flecha saindo 
de um arco, indo para todos os lados do convs e lanando uma srie de cortes rpidos. Para frente, para trs e para frente de novo. Os ataques foram meio desajeitados, 
mas ela compensou o fato. Alyss, esperando um outro encontro foi surpreendia e forada a ceder terreno, recuando e aparando os

golpes desesperadamente com sua prpria lmina, de modo que uma srie de lascas e rachaduras voaram por todo o convs. Houve um murmrio de incentivo dos escandinavios 
que tinham apoiado a vitria de Evanlyn. Deve-se notar que eles s o tinham feito porque os seus companheiros tinham oferecido generosas probabilidades de 3-1 - 
difcil de resistir, em um torneiro para duas pessoas. Mas, ento, a impulsividade Evanlyn deu o melhor dela. No ponto onde ela deveria ter visto Alyss, que tinha 
recuperado seu ritmo prprio e tempestivo, ela persistiu no ataque com muitos golpes e com sucesso. No sendo possvel sustentar a velocidade de um raio de seus 
seis primeiros golpes, ela desacelerou sensivelmente e Alyss, agora de volta ao controle, desviou seu golpe final para o lado, em seguida, mirou do outro lado Desta 
vez, porm, sua lmina rachada atingiu o cotovelo dolorido de Evanlyn. "Ai!" - Evanlyn gritou. "Sua vaca desengonada!" A espada caiu no deck, mais uma vez. Seu 
brao e mo estavam dormentes e formigando. Alyss, intencionalmente ou no, pegou no nervo, no ponto do cotovelo. "Alyss! "-Selethen disse com raiva. "Ns concordamos... 
" "Ns concordamos que a mo dela estava fora dos limites", disse Alyss, com inocncia. "Eu bati no cotovelo, no na mo. Se vamos para... Ai!" Ela sentiu uma dor 
lancinante na perna direita. Evanlyn, segurando seu brao direito paralisado com a mo esquerda, virou e atingiu a perna de Alyss, rasgando sua cala e criando uma 
ferida, muito rasa na borda do osso. Alyss, com o rosto enrugado de dor, mancando de lado para o baluarte e se apoiou contra ele. Ela olhou Evanlyn, em seguida, 
olhou para baixo e percebeu que tinha a espada na mo, enquanto Evanlyn estava desarmada. Ela avanou. "Basta!" Halt berrou. Todos os olhos se voltaram para ele, 
surpresos. Mesmo os escandinavos pareciam impressionados com o volume de sua ordem. Halt olhou furiosamente para as duas meninas, ambas com muitos ferimentos, uma 
furiosa com a outra. -"Vocs vo parar de gritar e berrar como garotas mimadas e egocntricas" Halt continuou. "Estou doente e cansado. Ambas devem saber melhor 
sobre isto." Os olhos de Alyss abaixaram e ela se levantou, envergonhada, diante dele. Evanlyn, no entanto, continuou irritada - e pronta para afirmar sua prpria 
dignidade. " isso mesmo, Halt? Gostaria de lembrar que esta "mimada e egocntrica"  a sua princesa real."

Halt girou sobre ela. Seus olhos brilhavam com fria e Evanlyn, recuou um pouco. Ela nunca tinha visto tanta raiva em Halt. "Princesa real? "Disse ele com desprezo.
"Princesa real? Posso sugerir, princesa real, que dizer para algum que d um figo voando sobre isso? Se voc no estivesse quase to crescida, eu a colocaria sobre
o meu joelho bronzeado!" Evanlyn ficou escandalizada com a idia. "Se voc colocar as mos em mim, meu pai aoitaria voc!" Halt bufou escrnio. "Se seu pai estivesse
aqui, ele iria segurar a minha capa enquanto eu fazia isso!" Evanlyn abriu a boca para responder, em seguida, fez uma pausa. Era verdade, conhecendo seu pai, ela 
pensou que Halt poderia estar certo. "Agora, pelo amor de Deus, vocs duas comecem a se comportar como uma princesa e uma mensageira." "Se voc no fizer isso, eu 
vou ter que pensar em enviar Will para casa." "Eu?" Will disse, com a sua voz embargada em um grito estridente da indignao. "O que isso tem a ver comigo?" " tudo 
culpa sua!" Halt gritou irracionalmente. E quando ele disse, as duas meninas perceberam que ele estava certo. O cime sobre Will estava fazendo-as se comportarem 
como crianas. Alyss foi a primeira a responder. Ela pensou que era justo, como ela tinha sido mais culpada. Ela deixou cair  espada, deu um passo para Evanlyn 
e manteve a mo em um sinal de paz. "Sinto muito, Evanlyn. Eu me comportei mal" Ela disse miseravelmente. Sua sinceridade era evidente e Evanlyn, perdeu rapidamente 
a raiva, foi igualmente rpida para perdoar e para ver as suas prprias falhas. Ela segurou a sua mo. "As minhas desculpas tambm, Alyss. Eu no deveria ter chutado 
voc. A sua canela est bem?" Alyss olhou para baixo, onde um fio de sangue escorria pela sua canela. "No realmente." Ela disse, com um sorriso enviesado. "Mas 
eu acho que eu merecia." "No se sabe sobre isso." Halt disse. "Voc definitivamente merecia." Mas ele considerava sutilmente as meninas e balanou a cabea com 
satisfao. Ele era consciente da tenso que existia entre elas e ele sabia que esse dia chegaria, cedo ou tarde. Melhor t-lo mais cedo e terminar logo com ele,

ele pensou. Quando falou, sua voz tinha perdido a borda spera de suas declaraes anteriores. "Talvez devssemos esquecer as aulas de esgrima por algum tempo", 
disse ele e as meninas concordaram com a cabea. Selethen deu um suspiro profundo. "Estou aqui para isso." Houve uma pausa estranha. Finalmente, foi Gundar que a 
quebrou. "Eu no sei se algum est interessado" Dizendo ele hesitante, "mas no parece ser um navio pirata vindo em nossa direo?"

18
Parte dos cavaleiros Senshi emergiram da floresta em uma formao irregular e desceram em uma rea comum do Vilarejo da Margem. Nada mexia no vilarejo. As aves da 
floresta, que cresceram silenciosamente com a passagem barulhenta de estrangeiros, gradualmente comearam a cantar novamente nas rvores ao redor do crculo de cabines. 
O pequeno rio que corria do outro lado da vila, que deu o nome ao lugar borbulhava e escalava as rochas, o barulho parecia anormalmente alto no silncio. O cavaleiro 
lder tocou as rdeas impacientes, observando ao redor as cabanas aparentemente vazias. `Kikori!' Ele chamou.-'Mostre-se!' Queremos bebidas e comidas, e queremos 
agora. A floresta pareceu absorver a voz dele.No houve resposta, s pssaros e o rio. `No h ningum aqui Chui, disse um dos cavaleiros usando sua posio de tenente. 
O comandante olhou para o homem que havia falado.Ele estava cansado, estava dolorido devido a desconfortvel sela e estava ficando cada vez mais bravo com aqueles 
denominados Kikori. Quem se recusava a responder suas perguntas ou fugir para a floresta no primeiro sinal dele e de seus homens. Era hora de ensinar a esses camponeses 
insolentes uma lio, ele pensou. Ele desmontou, estava com os msculos rgidos tendo alguns passos para esticar seus msculos cansados. Cavalgar nesses terrenos 
montanhosos com intensa mudana de inclinaes e ngulos foi um pssimo negcio. 'Desmonte', ele disse aos seus homens e eles seguiram o seu exemplo. Ele apontou 
um dedo para o homem que tinha falado. ` Voc, v e inspecione essas cabines. Ele indicou as trs cabines maiores agrupadas e viradas para o terreno comum.-`Voc 
vai com ele' ordenou a um segundo guerreiro. Os dois homens seguraram os cabos de suas espadas, caminharam com dificuldade devido a rigidez de suas pernas, subiram 
os degraus da cabine mais prxima. O primeiro homem chutou e abriu a porta quebrando o batente ento a porta rugiu torta, ele caminhou e olhou para dentro, suas 
botas sujas marcando e arranhando o piso de madeira polida. Foi o ato final de arrogncia de Nihon-Jin entrar em uma casa escondido sem remover os sapatos.Os cavaleiros 
que estavam do lado de fora ouviram o baque de suas botas no piso de madeira, enquanto ele se movia pela cabine.Depois de um tempo ele apareceu na porta e disse: 
"Vazio. Ele falou". O outro homem que estava na prxima cabine que tinha acabado de ouvir a voz do amigo disse: "Mesma coisa aqui Chui, parece que eles se foram."

O tenente murmurou uma maldio aos moradores ausentes. Agora ele e seus homens teriam que procurar comida no vilarejo e eles mesmos teriam que prepar-la. Isso 
no funcionava para os Senshi, ele pensou. Era trabalho para camponeses que eram feitos para servi-los. Ele refletiu irritado que os moradores provavelmente estavam 
escondendo suas historias antes de fugirem. Mais tempo perdido, mais inconvenincia. `Ok' ele disse rpido, -`Vamos queimar essas cabines!' As cabines julgando por 
sua posio, provavelmente seriam dos idosos do vilarejo.Bom, eles que aprendam a no fazer um guerreiro Senshi ficar parado esperando enquanto era requisitado seus 
servios, ele pensou. Tinha uma leve brisa soprando, enquanto as chamas que queimavam as trs cabines, se expandiam para o resto dos edifcios destruindo completamente 
todo o vilarejo. Muito mal, ele pensou severamente, na prxima vez eles poderiam fugir se soubessem que aquilo aconteceria. O homem pegou a lanterna de pedra e ao 
da varanda da maior cabine e estava agora ocupado em acend-la. Eles usaram tochas para modificar o timbre das palhas aceso sobre a cabine.O tenente esfregou suas 
costas com os punhos cerrados estendidos pela rigidez. Ele estava apreciando ver as cabines queimarem, ele pensou. Isso sempre o deixava com um sentimento de satisfao, 
ver um edifcio pegar fogo. O homem tinha dois feixes de palha e gravetos recolhidos que agora definiam a pequena lanterna j pegando fogo, ele olhou interrogativamente 
para seu lder e fez um gesto imperioso com as costas da mo. `Vamos logo com isto!' Assim que ele se dirigiu a maior cabine uma voz atrs dele o chamou `Lorde!Por 
Favor!No queime minha casa, eu lhe imploro'. Uma figura irregular com uma tnica Kikore simples, veio correndo entre as rvores que circundava a vila. Dois Senshi 
se moveram para interceptar, mas o lder fez um gesto seco para deixar a figura irregular se aproximar dele. Ele parou a poucos metros do lder e caiu de joelhos 
com a cabea baixa. `Por favor, lorde. No destrua nosso vilarejo  disse em tom servil. A mo do soldado caiu no cabo da espada e deu um passo mais perto da figura 
rebaixada e perguntou: "Quem  voc?". "Sou Jito, lorde. Sou o chefe desse vilarejo". "Quanto tempo mais voc queria manter eu e meus homens esperando?" O lder 
se enfureceu e perguntou: "Onde esto os moradores?". "Eles fugiram, estavam com medo".

"E voc no os impediu?". "Eu tentei lorde, mas eles no me ouviram". "MENTIROSO!" A palavra foi gritada com violncia e o homem ajoelhado vacilou para trs."Voc 
 um mentiroso, voc os mandou ir e disse a eles para esconder qualquer comida desse vilarejo de mim". "No lorde eu...". "Mentiroso!" A palavra foi gritada dessa 
vez mais alta.O oficial estava num frenesi de dio. Seus homens se entreolharam, eles tinham visto isso acontecer e sabiam muito bem o destino do chefe da aldeia. 
"No lorde, por favor...". "Voc est mentindo pra min, e insultou a min e a meus homens! Onde est sua hospitalidade? Onde est o devido respeito aos membros da 
ordem Senshi? Voc Kikore sujo devia estar de joelhos nos implorando para comer de seu arroz e tomar seu vinho." "Estamos os honrando por vir para seu vilarejo e 
vocs fogem para a floresta que nem ladres!". "No lorde, por favor, estaramos honrados". "Cale sua boca mentirosa" o tenente gritou, "vou lhe mostrar como lidamos 
com ladres e vamos queimar esse vilarejo at tudo virar cinzas!". Houve um silvo do toque do ao contra madeira envernizada quando ele sacou a espada longa de sua 
bainha, dando um aperto de duas mos. "Ajoelhe-se em linha reta e abaixe a cabea ladro!" Ele gritou. Finalmente, o chefe pareceu aceitar que no havia sido nada 
bom ele estar sentado sobre as pernas, mas agora ele ajoelhou-se e inclinou a cabea para frente e renunciou  espada do tenente, o tenente levantou a longa arma 
e se preparou para cortar. Ele levantou a arma longa acima de sua cabea, se preparando para varrer para baixo e emitiu um grunhido de prazer animal quando ele parou 
em cima do trao. Ento as coisas aconteceram muito rapidamente. O chefe do vilarejo que estava ajoelhado veio para cima de seu joelho direito. Sua mo surgiu sobre 
o manto esfarrapado Kikore com uma espada reluzente Senshi curta.Usando o p de apoio ele se jogou para frente empurrando a lmina sem misericrdia no tenente. O 
tenente olhou com horror, surpreso com seu atacante. Agora, como o manto esfarrapado foi colocado de lado, ele viu que isso no era morador idoso, lamentandose. 
Foi uma armadilha, era um guerreiro forte Senshi, seu preto cabelo cheio de fuligens cinzas para torn-lo grisalho. No peito de sua jaqueta de ouro fino foi brasonado 
um smbolo triplo de cereja.

A espada caiu da mo do tenente e ele dobrou, morto antes de ele bater no cho. Rapidamente, Shukin trocou a espada curta para a mo esquerda, se inclinou e pegou 
o tenente. Os homens do grupo de ataque ficaram atordoados por alguns segundos, mas agora eles arrancavam suas espadas e estavam preparados para vingar a morte de 
seu lder. Eles no estavam completamente certos de como isso tinha acontecido. Um momento antes o morador havia ficado intimidado em sua apresentao, no momento 
seguinte o seu lder estava cambaleando e caindo diante dele. O que quer que tenha acontecido, o morador traioeiro iria morrer para isso. Mas mesmo quando eles 
j se preparavam outras figuras apareceram nas rvores atrs deles, correndo do flanco e juntando-se para perto de Shukin. Os dois homens que haviam sido enviados 
para atear fogo nas cabines estavam perto dele e ele virou-se para enfrent-los.Ele bloqueou o primeiro homem cortando seu golpe facilmente, sacudindo a espada para 
um lado e, no mesmo movimento, um corte de modo que parte se sua prpria lmina atingiu o pescoo do homem. Quando o homem caiu, Shukin bloqueou a lmina do segundo 
homem, cortou com a espada curta na mo esquerda, depois virou para a direita, sua espada longa chegando por cima do ombro direito como parte do movimento.Ele deu 
um passo curto quando o homem caiu, alguns segundos depois de seu companheiro. Agora, os invasores no teriam tempo para vingar seu lder cado. Eles encontraram-se 
cercado por trinta guerreiros armados Senshi, todos vestidos de crista do imperador. Por alguns minutos, breves, a compensao tocou com o tinir das espadas e os 
gritos dos feridos.Os homens de Arisaka lutaram ferozmente, mas nunca tiveram uma chance. Horace, atribudo  guarda do Imperador em uma da segunda linha de cabines, 
observava a luta curioso. Cada um dos inimigos foi cercado por dois ou trs homens de Shigeru. No entanto, eles nunca atacaram todos juntos, optando por desafiar 
os atacantes em uma srie de combates individuais. Ele comentou sobre este fato ao imperador e Shigeru simplesmente assentiu. "Esta  a forma como  feito", disse 
ele. "No  honroso lutar os trs de uma vez contra um homem somente. Ganhamos ou perdemos como indivduos". Horace balanou a cabea. "De onde eu venho, uma vez 
que uma luta comea, tudo vira um derradeiro inferno", disse ele. Ele viu que Shigeru no entendeu a expresso, mas ele no fez nenhuma tentativa de explicar. Gradualmente, 
os sons de luta acabaram com o ltimo dos homens de Arisaka caindo. Mas eles no tinham sido derrotados to facilmente. Quatro guerreiros Shigeru tambm estava em 
silncio sobre o solo manchado de sangue do terreno comum e outros dois foram feridos e estavam na enfermagem. Shigeru e Horace deixaram a cabine onde haviam ficado 
escondidos e saram para se juntar a Shukin.

Aos poucos, os moradores comearam a reaparecer, surgindo em volta de seus esconderijos na floresta. Eles consideravam o Senshi cado com algo como respeito. Jito 
olhou Shigeru e inclinou a cabea ligeiramente. "Este foi um bom trabalho, Senhor Shigeru." Eiko tambm tinha um olhar de satisfao no rosto. Estes foram os homens 
que mataram os seus amigos, vizinhos e destruram a aldeia, enquanto voc foi obrigado a ficar e assistir. Foi bom, pensou ele, para ver como o sapato era no outro 
p. Mas Shigeru estava incomodado. Ele indicou as formas ensangentadas no cho. "Arisaka ouvir falar disto. Ele ir responsabiliz-lo e vai declarar guerra", disse 
ele. Jito lanou um olhar depreciativo nos invasores mortos. Seus ombros se endireitaram levantou a cabea com orgulho. "Deixe-o! Leve-nos a Ran-Koshi e nos ensine 
a lutar, Senhor Shigeru. O Kikori esto declarando guerra ao Arisaka." Houve um murmrio de concordncia entre as pessoas das duas aldeias, uma vez que ouviram suas 
palavras. Eles se reuniram em torno de Shigeru, tocando-o, se curvando a ele, prometendo a sua lealdade. Shukin e Horace trocaram sorrisos severos. "Temos homens", 
disse Shukin. Horace assentiu. "Agora s temos que os transformar em guerreiros".

19
O navio pirata estava longe com uma montagem de doze remos de cada lado. Ele tinha um mastro pequeno e uma vela quadrada. Como ele se aproximou do Wolfship, os dois 
bancos de remos subiam e desciam em unssono perfeito. - Podemos superar ele Gundar? Halt perguntou. Como sempre,Gundar olhou para o cu,a vela e o outro navio,em 
seguida farejou o ar experimentalmente antes de responder. - Do jeito que o vento est,sem problemas ele disse.Ele gritou uma ordem para os velejadores para ajustar 
a vela que a seguir viria uma curva mais difcil. Ao mesmo tempo ele cutucou o leme ligeiramente de modo que a proa do navio balanou alguns graus a bombordo. Instantaneamente,Will







 sentiu um tremor percorrer o convs enquanto o navio inclinou-se ento acelerou. Halt estava coando a barba pensativo ,ainda assistindo os piratas que estavam 
atrs dele. Ele estimou que haviam entre quarenta ou cinquenta homens na tripulao dele e ele podia ver o capito que estava inclinado,estimulado a gritar incentivos 
aos remadores que perceberam que estavam perdendo terreno para o navio estrangeiro com sua vela triangular. -E se o vento mudar?  Halt perguntou. Gundar encolheu 
os ombros e estudou a bandeira pirata. - A proporo de remos  desigual,eles esto com doze e ns com oito.  Meditou Gundar em voz alta Sob remos ele provavelmente 
so mais rpidos que ns - Concluiu Gundar. Halt mudou a informao e disse : - Ele no  exatamente a nica que avistamos do seu tipo, Gundar assentiu. "com as 
velas daquele jeito dizem que estas guas so infestadas de piratas." O arqueiro estudou os piratas denovo sob um esforo renovado de sua equipe de remo,ele fez 
uma distncia do WolfWill. Mas agora depois daquele sinal de entusiasmo eles estavam comeando a cair para trs denovo. Os remos do WolfWill estavam sendo enviados 
por um navio e a ultima parte da tripulao estava relachando nos bancos fora da vista. Chances que os piratas pensassem que ela era uma mercador e estava com apenas 
uma duzia de homens. - Voc pode nos deix-lo pegar sem que ele perceba? - ele perguntou. Gundar sem hesitar respondeu imediatamente : - Facilmente  disse sorrindo 
maldosamente- Voc que fazer uma surpresinha para eles?

- Alguma coisa desse tipo - Halt olhou para os homens no banco de remo. Deixem suas armas prontas,mas fora de vista.- ele disse.Ele foi respondido com uivos escandinavos,eles 
adoram uma luta,ele pensou. Gundar enquanto isso,dava ordens e chamava remadores para a vela,aquilo parecia impressionante mas a realidade era que ela perdia velocidade 
manual.Mas mesmo assim os piratas continuavam a ganhar deles mais uma vez.Existia uma duzia deles que se reuniram na proa gritando ameaas e apontando para uma pedreira. 
Eles no so bons,Will observou,quer que eu comee a atirar?  Ele tinha uma flecha no arco,mas Halt balanou a cabea negativamente. - Ainda no.ele olhou para 
onde Evanlyn e Allys estavam perto do trilho. Evanlyn j tinha sua atiradeira pronta lentamente a balanando pra frente e para trs. Ele viu que Allys tinha algo 
em seu cinto,ele pensou. - Vocs duas venham para c. Ele disse indicando um lugar a sua esquerda. Relutantemente elas observaram. Elas deviam ter argumentado com 
ele antes,mas ambas sabiam que quando o navio partisse pra uma luta, as ordens de Halt teriam de ser obedecidas sem hesitao. - Voc pode atirar assim que o navio 
estiver a um alcance bom para o estilingue  ele disse a Evanlyn- E voc Allys,pode usar oque tem no cinto se eles entrarem no navio. - Isso  provavel ? Com um 
sorriso fraco olhando para os escandinavos,ela sabia da qualidade de combate corpo a corpo dos escandinavos,principalmente daquela tripulao. - Eu dvido.  Halt 
disse,e se virando para Ghundar e sua tripulao Halt explicou o plano. - Ns vamos usar os arcos nas curvas,e agarra-los quando estivermos perto. - E a tripulao
deles ? Nils chamado apartir dos bancos de remo. - Se ficarem no caminho,destruimos TUDO e tomaremos a bordo. - "Voc quer que a gente afunde ele? 'Gundar perguntou
e Halt balanou a cabea. - 'No. Eu quero aquele navio seriamente danificado, mas capaz de faz-lo de volta ao porto. - Aquele som  parecido com o nosso  Gundar
disse alegremente. E um rugido soou na garganta da tripulao. "Jens" afirmou um manipulador da vela, voc leva oito homens at o arco. A ancora j est pronta para
conseguirmos fazer o ataque, isso ns asseguramos. - Eu tambm vou skirl!  Disse Nils Ropehander de sua posio sobre o remo da porta da frente Gundar assentiu.
- "Primeiro de quatro linhas de ambos os lados Jens seguem a bordo, disse ele,

- Mas fique fora de vista agora! - S apaream quando eu disser  Halt disse. - Queremos fazer uma grande surpresa a esses rapazes amaveis. - Disse Halt com ironia.
Novamente um grunhido de assentimento da tripulao.Eles foram feitos para esse tipo de encontro Will percebeu. Muitos deles j estavam rindo com o pensamento de 
ver o medo nos coraes dos piratas, quando eles perceberam que o indefeso veleiro aparentemente desarmado foi literalmente, um lobo em pele de cordeiro. Um lobo-marinho 
em pele de ovelha, de fato. - Evanlyn,deixe-me ver oque pode fazer  Halt disse silenciosamente. A princesa,no precisou que ele pedisse denovo. Ela j tinha uma 
pedra modelada na atiradeira que para se soltar era s ela soltar um pouco . Olhando ao redor certificando-se que nada a impediria,ela deu dois giros e soltou o 
tiro. Eles puderam acompanhar o tiro s por alguns segundos pois o mesmo se perdeu na paisagem. Mas um segundo mais tarde,um dos piratas do navio inimigo comeou 
a gritar e caiu derrubando sua roupa branca. Os companheiros dele pararam de falar em choque, silenciaram por um momento, ento redobraram suas ameaas e insultos, 
estimulando os remadores a ir mais rpido para pegar o insolente intruso. Eles eram um grupo irregular, como Will havia mencionado vestindo farrapos brancos, roupas 
coloridas e turbantes sujos. Geralmente eles eram magros e tinham a pele negra. Assim que eles chegaram mais perto Will conseguiu ver suas armas,e elas eram uma 
mistura de espadas curvas,dardos e facas.No parecia haver uniformidade entre eles e Will pensou que eles eram mais acostumados a combater tripulaes indefesas 
a guerreiros treinados. Halt assentiu, aprovando o tiro de Evanlyn - Interessante, s dois giros  Ele disse  Em Arrida voc girou muito mais antes de atirar. - 
Eu venho praticando  Ela disse  Rodar muito,no vale a pena,avisa seu inimigo e te deixa exposta quando voltar do tiro. O ideal  ganhar o mximo de velocidade 
em um giro.mas eu ainda no consigo. Ela mecheu na bolsa de couro pendurada no ombro e tirou outra forma especial de projteis de chumbo - Devo fazer outro ? Halt 
considerando que os piratas se aproximavam.observando com os olhos semicerrados contra a claridade do sol. - No eu acho que j despertamos aquelas buzinas o suficiente. 
Quando comearmos a luta voc pode atirar neles o quanto quiser. Ele se virou para Gundar  Quando voc estiver pronto skirl. Gundar julgou os ngulos e a distncia 
que se encontravam de sua vela.

-Eles esto vindo ! gritou e se inclinou no leme. O navio balanou caprichosamente, a vela estava batendo ele rugiu : -Abaixar vela! E o boom da vela batendo no 
convs. Rapidamente dois velejadores tiraram a vela do caminho. A bordo do navio pirata, a tripulao silenciou, mas logo se virou para enfrent-los. -"Mostrem-se, 
lobos do mar!" Halt gritou e dezesseis grandes, homens fortemente armados apareceram a partir dos bancos de remo para complementar os j na proa do navio. Os piratas, 
esperando para atacar uma dzia ou assim os marinheiros levemente armados, de repente, viram-se enfrentando pelo menos trinta gigantes gritando, os tripulantes peludos, 
todos armados com machados de duas pontas. No mesmo momento, o capito do navio pirata comeou a gritar ordens para cortar as cordas que estavam chegando agora perto 
das embarcaes dos navios estrangeiros. Ele gesticulava desesperado para que os remadores se afastassem do perigo inesperado. Will ouviu um som rpido zunindo quando 
Evanlyn rodopiou e atirou novamente. O capito pirata de repente caiu, segurando sua testa, em seguida, caiu de costas no convs. Houve batida como os dois navios 
que se aproximaram e os gritos, os escandinavos derramados sobre a sua prpria curva e convs da cozinha. A maioria dos piratas reuniram-se na proa e deram uma olhada 
para os homens e os seus enormes machados e correram para a popa. Alguns deles tomou uma rota de escape mais curta e mergulhou sobre o mar. Os poucos que se mantiveram 
a lutar tiveram pouco tempo para lamentar a sua escolha. A invaso, liderada agora por Nils, que forou seu caminho passado Jens, despedaou-se atravs deles, dispersando 
os seus corpos flcidos para os lados. Muitos tripulantes,liderados por Jens,cairam nos desocupados bancos de remos e quebraram os eixos que estavam em linha d'agua. 
Jorrou gua do mar atravs de fendas enormes que eles criaram. Satisfeito com seu trabalho, ento eles se ocuparam jogando remos ao mar, enquanto seus companheiros 
cortados na baixa ficaram segurando o mastro do navio no lugar. Um homem invadiu o mastro e lanou-se a vela, ento deslizou rapidamente para baixo novamente. A 
vela cheio de vento e tensas no mastro. No h suporte, o mastro resistiu  presso para alguns segundos, depois houve uma rachadura e cedeu a sotavento, tendo um 
emaranhado de lona e cordis com ele. Gundar olhou para Halt. O arqueiro estava avaliando os danos que tinham sofrido Quase metade dos piratas foram mortos ou incapacitados 
e que o navio j estava fixando-se em arco. Hora para deixar os piratas ainda fazer reparos e ter notcias deste navio muito indesejado estrangeiro de volta para 
seus lares no litoral. -De volta a bordo!, disse Gundar e gritou aos seus homens.

-De volta a bordo! Lobos do mar! Voltar para o navio! Os homens comearam a escalar de volta ao navio, subindo a bordo do WolfWill, que ficou maior que o navio pirata. 
Os amigos dos escandinavos os ajudaram a subir a bordo. Nils foi o ltimo a chegar. Inicialmente, ele estava lutando sozinho na retaguarda. Ento os piratas pareceram 
perceber que no haveria mais futuro, o nico

futuro que lhes era esperado era vindo daquele machado de guerra. Em resposta Nils balanou o machado os desafiando. - Vamos seus vagabundos sujos, venham enfrentar 
um pirata de verdade! Mas no tinha mais nenhum pirata a bombordo, e sem perceber Nils estava avanando contra seus amigos. - Somos ns Nils, seu grande idiota! 
 Gundar falou Nils parou e sorriu vergonhosamente: -Desculpe skirl! Will tinha que sorrir, Nills parecia um garotinho que acabava de responder um chamado da me 
para jantar. Nills fez um ltimo gesto de insulto aos piratas, ento se virou de volta aos remos. - Cortem essas cordas de luta!  Gundar falou, e dois machados 
passaram por ele cortando as cordas. No mais amarrados os dois navios comearam a lentamente ir para seu destino, Gundar olhou para baixo a quarta e ultima fileira 
de remadores alguns daqueles homens no haviam sado para a batalha, sendo que alguns deles eram os piratas que acabaram de batalhar. -Fora de remos! Abram Caminho!
Ele mandou. Assim os homens reagiram instantaneamente. Will percebeu que os escandinavos tinham feito esse tipo de coisa, muitas vezes antes. Ento Halt percebeu
que havia tambm no s escandinavos mas tambm piratas nos remos - Bom,eu precisava de alguns vivos  Gundar disse sorrindo

20
A cada dia que passava, seus nmeros aumentavam. O grupo do Imperador se agarrava e tropeava nas ngremes trilhas lamacentas da montanha, subindo um cume, descendo
do outro lado, em seguida, subindo o seguinte, que sempre pareceu ser mais intenso e maior do que o anterior, mais e mais os Kikori silenciosamente passaram por
este grupo. Eles surgiram silenciosamente entre as rvores, tendo viajado por caminhos secretos e perigosos conhecidos apenas pelo povo da montanha, fizeram uma
reverncia simples a Shigeru, ento, juntaram-se  coluna. Os lderes da coluna souberam, sem muita surpresa, que a patrulha Senshi que tinham derrotado no Vilarejo
da Margem, no era o nico grupo avanado enviado por Arisaka. Houve mais de meia dzia de outros pequenos grupos escondidos nas montanhas, brutalizando os Kikori,
queimando suas aldeias e torturando seus lderes, na tentativa de saber o paradeiro de Shigeru. Esse comportamento brbaro, mostrando-se como animais para os Kikori,
era realmente auto-defesa. Os Kikori foram um povo profundamente cumpridor da lei, e eles davam grande valor no conceito de sucesso legal e legtimo do trono - 
mesmo eles nunca tendo visto o Imperador. Shigeru era o legtimo imperador, e o profundo sentido de moralidade deles mostrou-lhes que ele no deve ser deposto pela 
fora. Os ataques de Arisaka s serviram para convenc-los de que ele era um possvel usurpador, cujas tentativas de conquistar o poder limitado eram um sacrilgio 
e deveriam ser resistidas. E, como consequncia disso, Shigeru deve ser apoiado. Assim, como aldeias foram saqueadas e queimadas, os Kikori se uniram ao grupo de 
Shigeru, aos poucos, at que haviam vrias centenas deles - homens, mulheres e crianas  que conheciam as trilhas precipitadas sobre as montanhas, ajudando a levar 
os feridos em macas e trazendo o seu fornecimento de alimentos to necessrio com eles. Era difcil ir, at mesmo para o povo da montanha, e a necessidade de transportar 
os feridos atrasou-os. Shukin, Shigeru e Horace eram constantemente conscientes que a principal fora Arisaka estava em algum lugar atrs deles, diminuindo a distncia 
entre eles a cada dia. `Se soubssemos onde ele estava', disse Shukin. Ele havia convocado uma breve parada ao meio-dia e os carregadores deixavam agradecidos as 
macas e estavam esparramados ao lado da pista. Alguns aproveitaram a oportunidade para comer um pouco dos alimentos que transportavam. Outros simplesmente deitaram-se, 
descansaram e recuperaram suas foras, deixando a folga de alguns minutos para amenizar a dor dos msculos tensos. Sem nada sendo dito, Horace tinha se tornado um 
do pequeno grupo de lderes da caminhada. Shigeru tinha reconhecido o seu valor como um guerreiro especialista e um militar experiente e foi grato por ter algum 
bom do seu lado que seu primo Shukin tinha assumido. Olhando para os seus dois principais lideres agora, o Imperador sorriu pesarosamente. Eles estavam muito longe 
da imagem idealizada de uma festa real, ele pensou. Exausto, manchados de lama suja e encharcadas, as suas vestes e tnicas foram

rasgadas em uma dzia de lugares por espinhos e galhos afiados ao longo da via, carregada com rsticas embalagens de alimentos e cobertores, que mais parecia um 
grupo de vagabundos errantes que o Imperador e seus dois principais conselheiros. Ento, ele olhou para as espadas que os dois homens usavam  a espada de Horace 
longa e reta, no estilo araluen e a de Shukin uma katana, mais curta, com lamina dupla e empunhada ligeiramente curvada. No havia lama l, ele sabia. Ambas as lminas, 
dentro de suas bainhas, foram cuidadosamente limpas e afiadas - um resultado de seus proprietrios limp-las e afi-las cada noite. "Quando voc espera que os batedores 
voltem?" Horace perguntou. Dois dias antes, Shukin pediu voluntrios entre os Kikori voltar ao longo de sua fuga para procurar algum sinal da posio do Arisaka. 
No havia falta de numeros dispostos a assumir a tarefa e ele enviou quatro dos mais aptos homens mais jovens de volta para baixo da montanha. "Vai depender quanto 
tempo vo levar para encontrar Arisaka" Shukin disse. "Estou esperando ouvirmos dele mais tarde, em vez de mais cedo." Horace assentiu. Se os batedores voltassem 
esta noite, pensou, eles teriam um bom motivo para preocupar-se. Levando em conta o fato de um Kikori levemente carregado, especialista em atravessar este pas,viajavam 
muito mais rpido do que os homens Arisaka, eles ainda teriam que viajar duas vezes a distncia- ida e volta. Se eles voltarem nas prximas 12 horas, Arisaka no 
poderia ser superior a dois dias atrs deles. "Quo longe est Ran-Koshi?" Shigeru perguntou. Shukin encolheu os ombros em resposta. "Toru diz cerca de cinco lguas, 
do modo que os corvos voam."( Um modo de se falar em linha reta.) Horace fez uma careta. "Ns no somos os corvos", disse Shigeru e sorriu cansado. "O que  uma 
pena." Cinco lguas so mais de vinte quilometros, Horace estimou. Mas, viajando para cima e para baixo em cristas como eles estavam, e atravessando as encostas 
das montanhas, a distncia percorrida no que solo poderia ser cinco ou seis vezes isso e que seria difcil ir, de qualquer forma. "Ns devemos estar l em quatro
dias, se tudo correr bem", Shukin disse esperanoso. Nem Horace nem Shigeru responderam, apesar disso Horace no pde deixar de perguntar a si mesmo a pergunta:
por que as coisas comeariam a correr bem agora? Eles ouviram vozes mais para trs para baixo na coluna e todos se levantaram e se virou para ver o que era a causa
do distrbio. Horace viu dois homens jovens trotando cansados at a pista, aps as linhas de repouso dos Kikori, que causou a perguntas a eles como eles vieram.
Os dois balanaram as cabeas, em resposta s perguntas. Ao contrrio da maioria dos viajantes, eles ficaram levemente vestidos, sem roupas pesadas ou casacos para
proteg-los do ar frio das montanhas. Eles vestiam bermudas e camisetas e botas de couro forte, e levavam embalagens pequenas que poderiam ter levado apenas o mnimo
possvel de alimentos e gua. Eles estavam vestidos e

equipados para viagens de forma rpida e Horace sentiu uma mo fria fechar sobre o seu corao que ele reconheceu como dois dos batedores que Shukin tinha mandado. 
"Isso no parece bom", disse ele, observando as expresses srias no rosto os recmchegados. Shukin grunhiu em resposta, os trs desceram o caminho para atingir 
os batedores. Os rapazes os viram e redobraram o seu ritmo, deixando-se cair a um joelho e abaixando a cabea diante do imperador. Delicadamente, Shigeru coloc-los 
 vontade. "Por favor, levantem-se, meus amigos. Esta trilha barrenta no  lugar para cerimnias." Olhou ao redor e viu vrios espectadores interessados observando-os, 
curiosos para saber o que os batedores tinham descoberto. "Algum pode trazer comida e uma bebida quente para estes homens? E agasalhos." Muitos dos espectadores 
correram para fazer sua oferta. O restante do grupo veio pouco mais perto, ansiosos para ouvir o relatrio. Shukin olhou para eles e acenou de volta. "D-nos espao", 
disse ele. "Vocs ouviro a notcia em breve." Relutantemente, eles se afastaram, mas seus olhos permaneceram fixos no pequeno grupo. Shukin introduziu os dois batedores 
at o local onde ele estava descansando. "Sentem-se e descansem em primeiro lugar," disse. Afundaram-se agradecidos ao cho molhado, deixando as suas embalagens 
de lado.Um deles comeou a falar, mas Shukin levantou a mo para det-lo. "Comer e beber em primeiro lugar," disse ele,e a comida e ch quente foram colocados diante 
deles. As pessoas que tinham trazido a comida ali estavam, querendo relaxar e ouvir o que os batedores tinham para relatar. Mas uma rpida olhada de Shukin e um 
aceno da sua cabea moveu-os. Horace percebeu que sua ordem para os homens comerem primeiro era mais do que simples bondade. Ele no queria que ningum ouvisse o 
que eles tinham a dizer. Os batedores mastigaram ruidosamente as suas tigelas de caldo de carne de porco e macarro. Enquanto comiam, Horace viu a tenso e o cansao 
enfraquecendo em seus rostos. Shukin esperou at que comeram a maior parte do macarro. "Vocs encontraram Arisaka?" ele disse calmamente. Os dois homens concordaram. 
Um deles, momentaneamente com a boca cheia de caldo quente, olhou para seu companheiro para ele responder. "O seu exrcito est mal a um dia de viagem a partir daqui," 
disse o batedor e Horace ouviu Shukin dar rpido suspiro. Shigeru, como sempre, pareceu no se importar com a notcia, basta aceit-lo para o que era. "Um dia!" 
Shukin repetiu, em voz perturbada. Ele passou as mos pelos cabelos.

Horace reconheceu o perigo em sua ao. Sobrecarregado com a tarefa de manter seu Imperador seguro, Shukin podia ver seus inimigos cada vez mais perto. "Como eles 
podem estar se movendo to rapidamente?" O primeiro batedor ganhou a sua voz agora. "Arisaka est conduzindo-os cruelmente, meu senhor", disse ele. "Ele est determinado 
a capturar o Senhor Shigeru." "Seus homens no vo lhe agradecer por isso", disse Horace, mas Shukin pensativo fez um gesto de desprezo. "Seus homens vo aceitar. 
Eles esto acostumados com a falta de respeito para seu bem estar." Ele olhou para os batedores. "Onde esto os seus dois companheiros?" "Eles ficaram para trs 
para vigiar Arisaka," ele disse, "Quando ele entrar na marca de meio dia de distancia, eles viro para nos avisar." "No ritmo que ele est recuperando do atraso, 
que deve ser alguma hora amanh a tarde," disse Shukin pensativo. Ele desenrolou o mapa das montanhas que ele e Toru tinha elaborado e ponderou isso. Arisaka estava 
a um dia longe de sua posio atual. Se eles se partissem agora e se mantivessem em movimento, estenderiam o tempo que levaria para peg-los, mas mesmo assim, ele 
foi ganhando cho sobre eles muito rapidamente. Ele olhou para cima e acenou com gratido para com os batedores. "Obrigado a ambos. Vocs fizeram bem. Agora vo 
e consigam roupas quentes e um pouco de descanso. Ns partiremos em breve." Eles se curvaram e se viraram para ir embora, mas ele os chamou de volta. "Peam a Toru 
para vir aqui, tudo bem?" Disse. Eles acenaram e trotaram para longe. Horace e Shigeru no disseram nada enquanto Shukin estudou o mapa rude, batendo com os dedos 
no queixo, como fazia. Poucos minutos depois, Toru chegou. "Voc me chamou, Senhor Shukin?" "Sim. Sim. No  necessrio isso," Shukin disse, acenando sobre o gesto 
formal de Toru. "Sente-se aqui." O guia Kikori caiu de joelhos, os ps dobrados sob ele. Horace balanou a cabea. Ele poderia apenas manter essa posio por alguns 
minutos, ento os joelhos e as coxas comeariam a doer. Os locais, ele sabia, podia sentar-se confortavelmente por horas naquela posio. "Arisaka est um dia de 
distncia a partir deste ponto," Shukin disse a Toru. O guia no mostrou nenhum sinal de emoo com a notcia. "No ritmo atual, ele est travando ns, provavelmente 
j tem um dia e meio. Talvez dois dias, se empurrar a coluna o maximo que ns podemos." Ele fez uma pausa para deixar Toru absorver essa informao. "Quanto tempo 
voc acha que vai nos levar para chegar a Ran-Koshi?"

O Kikori ergueu os olhos para atender a Shukin. "Na nossa velocidade atual, pelo menos quatro dias." Shukin afundou seus ombros. Ele esperava esta resposta, mas 
tinha esperana de que Toru poderia ter uma melhor notcia. "Ento ns temos que encontrar alguma maneira de atras-lo," disse Shukin, aps um momento de reflexo. 
O rosto de Toru se iluminou e ele chegou para o mapa, virando-o em sua direo e estudando-o. Em seguida, ele apontou um dedo em um ponto. "Aqui, senhor," disse 
ele. "Este desfiladeiro  intransponvel - exceto por uma ponte simples. Se destruirmos ela, Arisaka ter que tomar um longo desvio ... descendo ao longo deste cume... 
ento passar todo este vale estreito. E ento ele vai ter que recuperar todo o terreno que perderam." Sua mo percorreu por um tempo uma curva em todo o mapa. "Ele 
levar pelo menos duas semanas." Shukin assentiu com satisfao. "Excelente. Ns vamos destruir a ponte. Quando  que vamos chegar l?" A cara de Toru caiu quando 
viu a falha em sua sugesto. "Senhor, a ponte  de dois dias de distncia. Arisaka vai nos pegar antes de alcan-la." Houve um longo silncio, ento Shukin pegou 
o mapa e deliberadamenteo enrolou e guardou-o no tubo de couro que protegia dos elementos. "Ento ns vamos ter que ganhar um pouco mais de tempo ao longo do caminho," 
disse ele.

21
A costa ocidental de Nihon-Jin estava estendida diante deles, enquanto o navio balanava suavemente sobre as ondas num mar de vidro. A terra plana na costa rapidamente 
deu lugar a uma sucesso de colinas muito florestadas. Atrs delas, cadeias de montanhas ngremes subiam bem alto no ar, seus picos j cobertos de neve e intermitentemente 
oculta pelas nuvens impulsionadas pelo vento. Era um pais de aparncia rude, Will pensou, ele se inclinou sobre a amurada ao lado de Halt, estudando essa nova terra. 
Aps semanas no mar, respirar o frescor do ar salgado, ele estava consciente de uma cheiro novo carregado para ele pelo vento: carvo ou fumaa de madeira, ele percebeu. 
Eles devem estar relativamente perto de uma cidade ou uma vila grande, embora no momento nenhum estava visvel. "L," disse Halt, lendo seus pensamentos e apontando 
para uma longa capa que se afastava no mar para o norte deles. Will olhou para o local, mas no viu sinal de edifcios ou de pessoas. Ento ele percebeu Halt tinha 
apontando para o que ele percebeu ser sinais de fumaa no ar. Julgando pela extenso da fumaa, ele pensou, deve haver uma cidade considervel alm da margem. "Aquela 
 Iwanai?" perguntou Gundar. O skirl atravessou sua rotina habitual de cheirar o ar, verificao das velas e cuspir para o lado. "Ns viemos um pouco a sul," disse 
ele. Ele parecia descontente e Will sorriu para si mesmo. Ele tinha visto o suficiente de skirls escandinavos para saber que eles se orgulhavam de fazer descidas 
em terra perfeitas - mesmo em lugares que nunca tinham ido antes. Aps semanas no mar, usando apenas as estrelas, instinto, sua agulha procuranorte e um mastro em 
cruz , Gundar tinha trazido para dentro de poucos quilmetros de seu destino. "Voc foi bem, Gundar," Halt disse calmamente. O skirl olhou para ele e deu de ombros. 
"Poderia ter sido melhor." Olhou para o indicador do vento e inclinou-se sobre o leme para trazer o arco prximo ao norte-oeste, criando um curso  margem a frente 
deles. Wolfwill iria enclinar-se lateralmente ao porto, em seguida,comecaria a entrar de lado no porto. "O que faremos quando chegarmos a Iwanai?" Will perguntou 
para Halt. At agora, a cidade litornea no meio da Nihon-Jin tinha sido seu objetivo. Agora eles estavam quase l, era hora de considerar sua prxima ao. "De 
acordo com a mensagem enviada por George, o homem que o guiou para baixo das montanhas estar na cidade", disse Halt. "Ns precisamos fazer contato com ele. Ele 
 fiel ao Imperador e deve ser capaz de nos levar para ele."

"To fcil assim?" Will disse. "Ns apenas vamos passear em uma cidade estranha em um pas estrangeiro e perguntar: Algum viu o amigo do George, por favor?" Evanlyn 
foi consultar a mensagem que recebeu de George algumas semanas antes. "Seu nome  Atsu," ela lhes disse. "E eles devem ser capazes de nos colocar em contato com 
ele em um ryokan chamado Shokaku." "O que  um ryokan? ... E o que  um Shokaku?" Will perguntou e ela sorriu impotente. "Eu no tenho a menor idia," disse ela. 
Ela olhou para Alyss como por ajuda. A menina loura tinha tomado uma cpia da mensagem quando eles deixaram Toscana e foi estud-la nos ltimos dias, referindo-se 
ao livro de Nihon-Jin palavras e frases que Lady Pauline havia enviado a ela. "A ryokan  uma pousada," ela disse a eles. "E Shokaku  uma gara de algum tipo." 
"Para levantar as coisas?" Will perguntou. "Para voar. Um tipo de gara, um grande pssaro," ela corrigiu. "De fato, to perto quanto eu posso trabalhar com isso, 
Shokaku significa `uma gara voadora'. "Parece uma coisa lgica de um guindaste para fazer," Halt meditou. "Eu suponho que voc no esperaria que ele significa `uma 
gara de passeio' ou `uma gara empalhada'. Fez uma pausa, depois estudou Alyss cuidadosamente em poucos segundos. "Tem certeza que voc vai ser capaz de fazer-se 
entender aqui?" Alyss hesitou. "Tenho certeza. Uma coisa  praticar uma lngua com outro estrangeiro, uma outra  ouvir falado pelos nativos. Mas tenho quase a certeza 
que eu vou conseguir. Uma coisa, porm," ela adicionou. "Eu penso que quando descermos na praia procurando por Atsu devemos manter os nmeros baixos." O trao de 
um sorriso tocou boca Halt. "Voc est certa," disse ele. "Afinal, somos uma espcie de grupo extica, no somos? Eu suspeito que a viso de Selethen, Gundar e Nils 
andando pelas ruas iria chamar muita ateno. Estaramos melhor se mantermos um perfil mais baixo possvel." "Ento vai ser apenas ns quatro?" Evanlyn disse e Halt 
balanou a cabea. "Trs. Alyss porque ela fala a lngua. Will porque eu quero algum para cuidar da minha retaguarda." "Mas ..." Evanlyn comeou, e suas bochechas 
ficando vermelhas. Suas palavras no ditas eram muito bvias. No era importante o papel que poderia desempenhar na busca de ex-guia de George. No entanto, ela odiava 
a idia de ser deixada de fora. Evanlyn tinha um grande senso de curiosidade e sempre gostou de estar no centro das coisas. Halt levantou uma sobrancelha para ela 
agora. "Mas? ...", ele repetiu.

"Bem, no  realmente justo, no ?" Evanlyn protestou. "Afinal, esta  a minha expedio." As palavras soavam fracas como ela disse a eles. "Justia no tem nada 
a ver com isso," respondeu Halt. "Mas voc est certa,  sua expedio ..." Antes que ele pudesse continuar, Evanlyn apoderou-se de suas palavras, pensando que ele 
pode estar mostrando sinais de abrandamento. "Isso mesmo! Se no fosse por mim, nenhum de ns estaria aqui." "Na verdade, acho que para a obteno de crdito vai 
para Gundar," Will a corrigiu, e ela olhou para ele. Halt interveio rapidamente para acabar com qualquer discrdia, ainda em inicio. "Como eu digo,  a sua expedio 
- e eu tenho certeza que voc gostaria de v-la realizado da maneira mais eficiente possvel. Correto?" "Bem ... se voc coloc-lo dessa forma ...  claro," Evanlyn 
foi forada a admitir. "E isso significa que um pequeno grupo deve ir a terra, inicialmente," Halt disse, seu tom de voz, indicando que este foi o fim da discusso. 
Ento sua voz suavizou um pouco. "Tenha pacincia comigo sobre isso, Evanlyn. Eu sei que voc est preocupada com Horace." Will ficou um pouco confuso pelas palavras 
de Halt. "No est mais ansiosa do que o resto de ns, certo?," disse. Halt virou-se e ergueu as sobrancelhas quando o seu olhar encontrou Selethen. s vezes, ele 
pensou, seu antigo aprendiz pode ser notavelmente lento na absoro. Ele viu o aceno lento de compreenso do Arridi. "Acho que estamos todos de acordo, Halt," Selethen 
disse. "Devemos manter um perfil baixo at que saibamos a situao aqui. E vocs Arqueiros so muito bons nisso." Ele sorriu para Evanlyn. "Tenho certeza que o resto 
de ns ter a chance de desempenhar um papel no devido tempo, Princesa." Evanlyn aceitou. Ela ficou desapontada, mas ela podia ver que a deciso de Halt fazia sentido. 
Um grande grupo de estrangeiros que chegam e ficam fazendo perguntas chamaria muita ateno. E isso poderia levar  populao local a se tornar relutantes em dar 
qualquer informao. Se houvesse, de fato, uma rebelio contra o Imperador, a situao poderia ser extremamente delicada em Iwanai. "Voc est certo, Halt," ela 
disse e ele notou o reconhecimento por trs do seu apoio. " bom ouvir algum dizendo isso para variar." Will disse alegremente. "Parece que eu disse aquelas palavras 
em um terrvel pedao do meu tempo." Halt virou um triste olhar para ele. "E voc sempre foi correto." Will deu de ombros e sorriu para Evanlyn. Ela estava agora 
reconciliada com o plano e ela sorriu de volta para ele. A coisa mais importante, ela percebeu, era descobrir onde Horace tinha ido. No importa realmente quem descobriu 
isso, contanto que eles descubram.

Os marinheiros Nihon-Jin inclinaram-se sobre os trilhos dos navios de cada lado deles quando Wolfwill embicou cuidadosamente em um cais no porto de Iwanai. Mais 
do que um deles lanou olhares desconfiados sobre o comprimento da wolfship. Suas linhas lhes disse que ele no era um navio de comrcio - o casco era muito estreito 
para permitir qualquer grande quantidade de armazenamento abaixo do convs. Era um navio de combate, eles perceberam. Um assaltante. E como tal, ela seria tratado 
com reserva. Vrios capites, observando-o deslizar na direo da porto , tomaram conhecimento da figura do lobo em sua proa. Adequada, eles pensaram, e resolveram 
manter uma estreita vigilncia sobre ele o tempo todo ela estava na porta. "Em remos!" Gundar gritou. gua desceu em cascata sobre os remadores quando eles levantaram 
os remos para a vertical, em seguida, baixou-os e os recolheram. O navio estava chegando ao porto em um ngulo, com a proa apontando para o meio da lacuna deixada 
entre dois outros navios. Gundar, sabendo de sua tarefa, facilitou o leme para a direita e virou a proa ao porto. "Corda da Popa! chamou e o marinheiro ao lado dele 
enviou ao cabo de amarrao para cima e para terra no porto. No mesmo instante, trs homens na costa agarraram-o e comearam a puxa-lo. A popa do navio foi colocada 
na rea de embarque e deram uma volta em torno de um poste de madeira, verificando como ela foi hasteada, permitindo a corda correr cada vez mais lentamente . "Corda 
curva de distncia!" Gundar chamou. A segunda corda partiu em uma parbola alta, e foi transportado em sua volta. O navio tinha perdido toda a sua direo e agora 
foi deslizando lateralmente atravs da gua para o cais. Quatro dos remadores do estibordo lanaram um pra-choques de vime sobre o baluarte, deixando-o cair para 
baixo para proteger o casco do navio da pedra bruta do porto. Os pra-choques rangeram um protesto quando Wolfwill fez contato com a terra, o som gradualmente diminuindo 
para um mnimo de rudos aos poucos ele parou de se mover. Dois dos tripulantes do navio, saltaram em terra e supervisionaram a fixao dos cabos de amarrao. Gundar 
nunca confiou em ociosos da costa local para realizar essa tarefa. Ele soltou um profundo suspiro e se virou para seus passageiros expectantes. "Bem," disse ele, 
"aqui estamos ns."

22
Shukin encontrou um local adequado para o seu plano a meio caminho na manh seguinte. Eles haviam descido um vale profundo entre duas cristas enormes, e um rio rpido 
corria pelo ponto mais baixo. A trilha que seguiam conduziu a um vau raso, largo o suficiente para apenas dois homens para atravessar de uma vez. No montante do 
vau, o rio deixou-se cair um precipcio ngreme, rochoso. A jusante era uma piscina profunda e ampla. Ambos os lados, os bancos foram pura e ngreme. Shukin parou 
enquanto inspecionava o local, esperando que o ltimo dos Kikori atravessasse. Eles entraram na gua com muita dificuldade - a gua da superfcie do vau fez o rio 
correr mais rapidamente. `Poucos homens poderiam segurar este local por horas', disse ele. ' Os homens de Arisaka s podem vir at ns em dois a cada vez. ` Horace
observou o local rapidamente. `Os bancos altos a montante e a jusante vai impedi-los de chegar a terra firme l. Voc est certo. Este  o nico ponto onde se pode
atravessar. O nico perigo  se h algum outro vau jusante, onde eles podiam atravessar e encontrar seu flanco'. `Mesmo se houver as rvores so muito espessas para
que se movam rapidamente a jusante. No, este  o lugar onde eles tero de atravessar. ` Shigeru estava balanando a cabea. `Alm disso, no  de natureza de Arisaka 
procurar uma alternativa de passagem', disse ele. `Ele vai querer tentar forar seu caminho atravs do rio aqui. Ele no  famoso pela sutileza e ele tem pouca considerao 
pela vida dos seus homens. ' `Isso  o que eu estava pensando, 'Shukin disse. `Ns poderamos reforar este lado com estacas fincadas na areia em ambos os lados 
do vau, ' Horace afirmou. `Isso iria garantir que eles tm de atravessar em uma frente estreita. ' `Boa idia, ' disse Shukin. Ele olhou em volta, viu Eiko observando-os 
e repassando instrues para alguns dos Kikori para cortar e afiar estacas de rvores e coloc-las no cho, em um ngulo e projetando-se sobre a superfcie do rio. 
Imediatamente, uma dzia de homens ps-se  tarefa. `Ajuda ter trabalhadores de madeira qualificados com voc', disse Horace com um pequeno sorriso. `Ento, primo, 
'disse Shigeru, escolhendo cuidadosamente as palavras, ' o plano  deixar um pequeno grupo de homens aqui para segurar o vau e atrasar o exrcito de Arisaka o mximo 
possvel?' Mas Shukin estava balanando a cabea antes de Shigeru terminar de falar - como o Imperador suspeita de que ele seria. `Eu no estou deixando um grupo 
de homens aqui', disse ele. `Eu vou ficar com eles. Eu no posso pedir que eles faam isto a menos que eu esteja disposto a compartilhar o risco com eles. '

`Shukin, eu preciso de voc comigo', disse Shigeru calmamente. Mas o rosto Shukin tinha um conjunto determinado e Horace pode ver que sua deciso estava tomada. 
`Minha tarefa  ter certeza de que voc est seguro', disse ele. `A melhor maneira que posso fazer  adiar os homens de Arisaka e lhe dar uma chance para alcanar 
a fortaleza em Ran-Koshi. Voc estar seguro l assim que comear a nevar. ' `E na primavera?' Shigeru perguntou. `Voc acha que eu no preciso de voc, ento?' 
`Por esse tempo, muitas coisas podem ter acontecido. Acredite em mim, Shigeru, eu pensei sobre isso e esta  a melhor maneira que posso servi-lo. Alm disso, uma 
vez que atrasarmos eles pelo tempo suficiente, ns podemos escapar por entre as rvores e voltar mais tarde. ` O fato de que ele usou o nome de Shigeru, e nem um 
ttulo formal ou informal foi a prova da profundidade de sua convico. E a pretenso de que ele e seus homens conseguiram escapar por entre as rvores no enganou 
ningum. Shigeru continuou a olh-lo tristemente. `Pelo menos meia dzia de outros guerreiros estaria disposta a este comando de retaguarda', disse ele. `Eu entendo 
que o seu senso de honra pessoal pode levar que voc faa isso. Mas h mais do que a sua honra em jogo. ` `Isso  verdade. E eu no estou fazendo isso de qualquer 
sentimento equivocado de honra. Mas o que voc imagina que vai acontecer aqui? ' Shigeru encolheu os ombros. 'Os homens de Arisaka vo tentar atravessar. Voc e 
seus homens vo repeli-los. Eles tentaro novamente. Eventualmente, eles iro atravessar. Voc no pode segur-los para sempre. ' `Isso  certo', disse Shukin. `E, 
infelizmente, a vantagem desta posio nos d tambm uma desvantagem. Eles s podem nos atacar dois de cada vez, mas por isso mesmo, apenas dois de ns pode enfrent-los 
a qualquer momento. Portanto,  importante que os homens defendessem o vau sejam os nossos melhores guerreiros. Voc conhece algum no nosso grupo que pudesse ser 
melhor que eu com uma espada?' Shigeru foi responder, e hesitou, depois baixou os olhos quando percebeu que Shukin no estava se vangloriando. Ele estava falando 
a verdade simples. 'No', disse ele. `Voc  o melhor que temos. ' `Exatamente. E ento eu tenho a melhor chance de segurar todos os homens de Arisaka por um perodo 
mais longo. ` `Eventualmente,  claro, Arisaka vai perceber isso. Ele vai mandar seus melhores guerreiros para enfrent-lo e, se necessrio, ele mesmo vai vir a 
voc' disse Shigeru. Shukin se permitiu um sorriso amargo. `E isso pode resolver todo o problema. ' Shigeru no disse nada. Ambos sabiam que, Shukin era um guerreiro 
bom, Arisaka foi um dos melhores espadachins em Nihon-Ja. Em uma batalha um contra um, as chances eram muito em seu favor.

`Eu vou ficar com voc', disse Horace, de repente, quebrando o silncio. Mas ambos os seus amigos balanaram as cabeas. `Eu no posso pedir isso', disse Shigeru. 
` ruim o suficiente que meu primo esteja pronto para fazer isso. Eu no posso pedir um estrangeiro se sacrificar tambm. ' `E tambm Korukoma, eu dependo de voc 
para proteger o Lord Shigeru na minha ausncia, ' Shukin disse a ele. `Ele necessita de um soldado experiente ao seu lado, eu posso ver agora por que voc foi enviado 
a ns. Eu posso comandar esta retaguarda com a mente muito mais leve se eu souber que o Imperador ter a sua experincia e conhecimento em seu dispor. Voc pode 
servi-lo em meu lugar. Isso ser mais importante para mim do que ter outra espada para me ajudar. ' Horace respirou para argumentar porem Shigeru colocou a mo em 
seu antebrao. `Shukin esta certo, Or'ss-san,' ele disse, usando o apelido de Horace. `Eu precisarei de toda ajuda que conseguir. ' Aps poucos segundos, Horace 
pensou a respeito. Ele acenou tristemente, com olhos fixos no cho. `Muito bem.' Ele olhou para cima e encontrou o olhar de Shukin. ` Voc pode contar comigo' ele 
disse simplesmente e o lder Senshi concordou. `Eu sei disso, Or'ss-san. ' Horace olhou em volta para encontrar um modo de quebrar o silncio constrangedor que caiu 
sobre eles. `Mantenha algumas daquelas estacas afiadas e mantenha alguns dos seus homens desocupados para us-las como barreiras, ' ele disse. ` Voc pode parar 
vrios homens de Arisaka antes de eles chegarem aos bancos' Shukin concordou, reconhecendo uma boa ideia. `Voc v?' ele disse, sorrindo. `Este  o porqu que eu 
quero que voc fique com Shigeru. ' `Apenas no coloque os seus ideais de honra no caminho. Pare Arisaka do modo que voc conseguir. Tudo bem?' `Voc tem a minha 
palavra. Agora me d sua mo Or'ss-san. Foi um prazer lhe conhecer' Toda pretenso que Shukin e seus homens possam escapar do local da emboscada foi abandonada. 
Horace segurou sua mo e Shukin o segurou pelos ombros com o brao esquerdo. ` Tem um presente para voc na minha bolsa, ' Shukin disse a ele. `Est amarrado em 
papel oleado amarelo. Algo para voc se lembrar de mim. ' `Eu no preciso de nada para me lembrar de voc. Tome cuidado Shukin. ' Assim que disse estas palavras 
ele deu um passo para trs. Horace percebeu quo ridculo ele estava. Mas Shukin apenas sorriu. Ento ele abraou Shigeru. Os dois

homens afastaram poucos passos de Horace e ele se virou, dando-lhes um momento de privacidade. Eles falaram suavemente em sua lngua, Shukin caiu sobre um joelho, 
com a cabea abaixada, e Shigeru colocou a mo direita sobre a cabea do primo em beno. O momento privado deles acabou. Shukin levantou-se e ativamente chamou 
os nomes de meia dzia dos Senshi. Eles se colocaram a frente dele assim que os chamou. `Ns ficaremos aqui para nos livrarmos destes mosquitos irritantes que esto 
nos seguindo, ' ele disse e todos eles sorriram, depois fizeram uma pequena referencia a Shigeru. No chamou por voluntrios, Horace percebeu. Aqueles homens eram 
voluntario de qualquer forma. `Agora, primo,  melhor entrar em movimento. Voc precisa estar naquela ponte antes que Arisaka encontre outro caminho atravs do rio. 
Shukin havia retornado para a pretenso de que eles parassem Arisaka permanentemente neste local. Shigeru assentiu e se afastou. Horace, depois de um momento de 
hesitao, seguiu-o e comeou o longo e difcil trabalho rduo at o cume seguinte. Atrs deles, Horace ouvia Shukin emitindo instrues para seu pequeno grupo, 
emparelhando-os em equipes de dois. O cume que subiam foi um dos maiores e mais ngremes at o momento. A faixa foi cortada em seu lado em uma srie de ziguezagues, 
de modo que continuamente inverteu a direo e passou acima do local onde Shukin esperava encontrar com os seus perseguidores - cada vez um pouquinho mais alto. 
Ocasionalmente, em locais onde as rvores clareavam, eles podiam ver as pequenas figuras pelo vau com bastante clareza. Shukin havia despachado um de seus homens 
para o outro lado do vau, enviando-o a algumas centenas de metros atrs na trilha para dar o aviso da aproximao de homens de Arisaka. Os outros se sentaram na 
grama ao lado do vau, descansando. Suas armas foram mantidas  mo, de qualquer forma. Uma vez, Shukin olhou quando eles passaram uma mancha clara e acenou para 
eles. Reito, como o conselheiro snior sobrevivente dos guarda-costas de Shigeru, tinha tomado o comando da coluna e continuou forando o ritmo quando eles foram 
lentamente para cima, ziguezagueando para frente e para trs ao longo da face do cume. Eram dois teros do caminho para cima, e tinha acabado de chegar a outro ziguezague 
na pista, quando um dos Kikori soltou um grito de alerta, apontando outro lado do vale ao contrrio do cume. Horace parou, inclinando-se pesadamente sobre o cajado 
que ele tinha cortado para ajud-lo a manter a sua posio sobre a trilha ngreme e enlameada. A chuva enevoada caia, impedindo a trilha de secar. Veio e foi em 
ondas, em alternativa, encobrindo-os em nvoa, em seguida, passando para que eles pudessem ver claramente sobre o vale. A chuva havia parado por um tempo e agora 
o ar estava claro novamente. Ele olhou para o vale como o Kikori havia apontado e viu o movimento na encosta oposta da montanha. Pequenas figuras estavam fazendo 
seu caminho para baixo da pista. `Arisaka, 'ele disse calmamente. Isso no era um grupo avanado. Havia centenas de guerreiros e eles estavam se movendo em um ritmo 
acelerado. No meio da coluna ele podia ver bandeiras tremulando no vento da montanha. Essa seria a parte de comando, ele pensou. O prprio Arisaka provavelmente 
estava ali. Ele apertou os olhos, esforando-se para ver se ele poderia ver o lder inimigo, mas era impossvel escolher

um indivduo do grupo. Mesmo se ele pudesse v-lo, a distncia era grande demais para ver qualquer detalhe. O Kikori tinha chegado a um impasse, observando o exrcito 
perseguindo os nervosamente. Em uma linha reta em o vale, eles eram menos de um quilmetro de distncia - embora a distncia que teriam de viajar para apanh-los 
era muitas vezes isso. Mas era amedrontador v-los to perto. Ele chamou a ateno de Reito e apontou para o cume oposto. `Eles esto se movendo rapidamente', disse 
ele. `Mais rpido do que ns. 'Reito assentiu. `Eles no tm feridos para levar com eles', disse ele. `Senhor Shukin ir atras-los', acrescentou confiantemente. 
`Talvez', disse Horace. Ele se perguntava quanto tempo Shukin seria capaz de ganhar. `Mas vamos seguir em frente mesmo assim. ` Reito virou-se e gritou uma ordem. 
A coluna comeou a se mover novamente, escorregando e deslizando na lama. Aqueles na traseira tiveram o momento mais difcil, porque a superfcie da pista foi batida 
por centenas de metros  sua frente. Todos os olhares estavam voltados para o cume na medida em que continuaram para cima. Mas, ento, as rvores bloquearam a viso. 
Horace no tinha certeza de que ele preferia. Vendo o quo perto os inimigos esto pode ser uma experincia perturbadora, mas no v-los, ainda sabendo que eles 
esto l, parecia pior de alguma forma. Reito ordenou uma parada de descanso de dez minutos e pediu uma mudana dos carregadores de macas. Aqueles que tinham transportado 
os feridos soltaram seu peso para baixo com gratido e os novos carregadores vieram tomar a carga. O perodo de descanso pareceu passar em um instante e Reito colocou-os 
em movimento novamente. Ele moveu-se para cima e para baixo na coluna, por vezes importunando os viajantes cansados para aumentar seus esforos, por vezes, brincando 
e incentivando-os quando a situao parecia exigir. Horace pensou cansado que Reito, com todas as suas idas e vindas ao longo da coluna, foi cobrindo duas vezes 
o mesmo terreno que o resto deles. Eles estavam perto do topo da crista, quando Shigeru apontou para um afloramento rochoso, onde uma lacuna nas rvores proporcionou 
uma viso clara do vale. Como o grupo de Kikori e Senshi foi para cima, ele e Horace subiram nas pedras e olharam para baixo. O vau estava abaixo deles. Do outro 
lado, os homens Arisaka foram reunidos. Um pequeno grupo de guerreiros lutava do outro lado do rio, com a cintura na gua rpida, para atacar os defensores. , obviamente 
no era o primeiro ataque. Vrios corpos estavam cados sobre a cobertura de aguada estacas que haviam sido empurrados para o cho da margem do rio. Mais eram visveis, 
flutuando lentamente para a jusante, na gua mais profunda abaixo do vau. O rio em si foi riscado com fitas vermelhas de sangue. Horace olhou com ateno, mas ele 
podia ver apenas quatro defensores no lado mais prximo do banco. Ele soltou um suspiro de alvio quando ele fazia Shukin armadura de couro azul. O lder Senshi 
foi posicionado agora para encontrar o prximo ataque. Um de seus homens estava de p ao lado dele, desenhando com a espada. Os outros estavam agachados atrs deles, 
cada um armado com uma estaca muito afiada.  medida que os atacantes vieram ao alcance, se impulsionaram para o homem que liderava. Um dos agressores foi perdendo 
o equilbrio e caiu, ao ser levado nas guas profundas junto ao vau. Outro varreu a sua espada na estaca e despedaou-a. Instantaneamente, o defensor desistiu, deixando 
Shukin e seu companheiro de combate prximo a batalha.

Espadas brilharam na penumbra do vale. O som do toque de ao sobre ao foi carregado vagamente a eles, mas demorou pela distncia e fora do tempo com as aes dos 
homens abaixo, fazendo com que Horace sentisse estranhamente desorientado. Cinco dos inimigos caram nos primeiros golpes rpidos, Shukin contou trs deles, e os 
outros invasores chamaram de volta para o meio do rio para se reagruparem. Mas, agora, Horace podia ver que o companheiro de Shukin tinha afundado at os joelhos 
tambm. Um dos outros deixados de lado sua participao, desembainhou a espada e deu um passo ao lado de Shukin. O homem ferido arrastou de volta para o banco. Ele 
conseguiu se arrastar a poucos metros de distncia do vau, em seguida, ficou imvel. Shigeru tocou a mo ao brao de Horace. 'Olha', disse ele, apontando. Do outro 
lado do vau, uma figura foi propositadamente caminhando na gua. Ele estava acompanhado por pelo menos, dez guerreiros, e ele usava uma armadura vermelha brilhante. 
`Arisaka? Horace perguntou, embora ele j achasse que sabia a resposta. Shigeru assentiu gravemente. `Aparentemente, ele pensa Shukin adiou por tempo suficiente.' 
Horace olhou para o amigo. O rosto de Shigeru, normalmente to enigmtico e composto, foi elaborado com preocupao. `O Shukin tem alguma chance contra Arisaka?', 
Ele perguntou. Lentamente, o Imperador balanou a cabea. `No. ' O ltimo ataque foi tomando forma agora. Os dez homens com Arisaka lotaram a frente, cortando e 
dando facadas, em uma massa compacta. Shukin e seu companheiro se encontraram com eles, cortando-os, e os homens cambaleando longe na dor ou caindo e ficando imveis 
no rio. Mas o simples peso dos nmeros empurrou os defensores para trs. Os atacantes conseguiram ganhar uma posio no banco agora, dentro da cobertura de estacas 
afiadas. A maioria deles concentrava seus esforos no assistente de Shukin. Shukin lanou-se em um ataque de flanco sobre o n de homens de combate e dois caram 
na rpida sucesso. Mas ele teve que desviar para faz-lo o que o deixou vulnervel. De repente, a figura blindada de vermelho moveu-se para frente, empurrando alguns 
de seus homens de lado, e Shukin encontrava-se ladeado. Ele virou-se para Arisaka, aparou a lmina do general e cortou para trs com a sua prpria. Arisaka recuou. 
`Ele cortou-o!' Horace disse animadamente. Sua mo agarrou o ombro de Shigeru. Mas o Imperador sacudiu a cabea. `Nada mal', ele disse e Horace viu que ele estava 
certo. Arisaka estava avanando novamente e foi Shukin forado a voltar pelo crculo de luz formada pela lmina de Arisaka. `Tenha cuidado, Shukin! Lembre-se que 
ele vai... Aaaah!' O grito de desespero foi arrancado de Shigeru quando Arisaka lanou um ataque sbito e desconcertante. Ele atingiu dois golpes incrivelmente rpidos 
em Shukin, a partir da esquerda e da direita, balanando em um alto curso descendente de cada vez e em um crculo completo para dar mais fora a sua espada. Como 
a defesa de Shukin estava desesperada, Arisaka girou para um terceiro ataque, e a lmina de Shukin subiu novamente na defensiva. Mas desta vez, o golpe antecipado 
nunca veio. Em vez disso, como ele estava no meio de seu movimento, Arisaka inverteu o seu poder sobre a

espada e fez um impulso na velocidade de um raio para trs. Pego de surpresa, o primo de Shigeru moveu-se para um lado, sua espada caindo de sua mo. Ele dobrou 
em agonia e caiu sobre um joelho. Quase com desdm, Arisaka deu um passo  frente e atacou novamente. Shukin caiu de bruos na beira do rio de areia. Ele no se 
moveu. Tardiamente, atrasado pela distncia, Shigeru e Horace ouviram o grito de triunfo que vinha dos homens de Arisaka. Eles haviam se ajoelhado para assistir 
 batalha e agora Horace colocou a mo embaixo do brao do Imperador e levantou-o de p. ` melhor andar', disse ele. `Temos que aproveitar o tempo que ele conseguiu 
para ns. '

23
Eles tinham sido amarrados ao lado do cais, durante vrias horas antes de as autoridades de Iwanai mostrarem algum interesse neles. Halt estava ansioso para ir a 
terra e comear a busca por Atsu, mas ele sabia que isso seria um erro. `Nunca  uma boa ideia ir para a terra antes que voc tenha pagado suas taxas de amarrao', 
Gundar lhe tinha dito. Era uma prtica normal em qualquer porto para aguardar a permisso para descer - que geralmente era concedida aps um pesado pagamento ser 
entregue. Se ele ignorou essa prtica, ele s ia chamar a ateno para suas aes e poderia at ser proibido de outras visitas em terra. No meio da tarde, um grupo 
de quatro guerreiros Senshi presunosos embaixo do cais, enviando os trabalhadores das docas e os pescadores s pressas para fora de seu caminho. Eles embarcaram 
no Wolfwill sem convite e seu lder conversou brevemente na lngua comum com Gundar. Os cinco passageiros assistiram o processo nos limites apertados dos quartos 
de dormir na popa. O lder dos guerreiros parecia desinteressado, mesmo desdenhoso, quando o skirl contou-lhe que o navio tinha viajado da Escandinvia, e que o 
pas estava muitas lguas a oeste. Foi bvio que, aos olhos do guerreiro Nihon-Jan, um estrangeiro era um estrangeiro, no importa de onde ele veio, e todos os estrangeiros 
estavam abaixo do interesse de um membro da classe Senshi. Depois de alguns minutos, o Senshi veio para o verdadeiro propsito de sua visita. Ele e Gundar discutiam 
sobre o pagamento das taxas porturias. Quando eles chegaram ao acordo sobre um valor, a carranca de Gundar disse ao Senshi que estava descontente com a quantidade, 
mas sabia que ele poderia fazer pouco sobre isto. Isso parecia deixar o guerreiro de bom humor, pela primeira vez. Com um sorriso sarcstico, ele aceitou as pesadas 
moedas de ouro de Gundar. Ento, ele e seus comparsas presunosos foram em seu caminho, olhando para o navio e rindo de algum comentrio que o lder fez. Uma vez 
que eles estavam seguramente afastados, Halt e outros surgiram da cabine. `Acha que ele negociou muito?' Will disse, recordando a expresso carrancuda de Gundar 
quando ele entregou o dinheiro. Para sua surpresa, o skirl emitida uma gargalhada franca expanso. `Aquele? Ele no podia conduzir uma negociao com as rdeas e 
um chicote! `, Disse ele, sorrindo amplamente. `Ele estava to ocupado dizendo insultos sobre gaijins... `Ele parou e olhou para Alyss. `O que  um gaijin, afinal?' 
` um estrangeiro', disse ela. Gundar franziu a testa, pensativo. `Ento por que ele iria me chamar assim? Afinal, ele  o estrangeiro, no ? ' A vaga sugesto 
de um sorriso tocou os cantos da boca de Halt. No importa onde ele estava Gundar nunca iria ver-se como o intruso.

`Assim, sobre as taxas de porto?' Ele perguntou, e o sorriso reapareceu no rosto largo de Gundar, `Mal a metade do que eu estava disposto a pagar! Esse moo no 
tem tido muito trabalho, eu diria. `Ele riu para si mesmo, lembrando da discusso com o funcionrio Senshi arrogante, mas inapto. `Alis, ele continuou dizendo que 
ele estava a recolher o dinheiro para a honra do Senhor Arisaka. Ele  o galo garnis que est dando trabalho ao Imperador, no ?' `Eu gostei do jeito que voc 
colocou', Selethen interrompeu calmamente. O andar empertigado dos guerreiros lhe trouxe um galo  mente. Mas Halt estava concordando em resposta  pergunta de Gundar. 
`Sim. E isso pode explicar porque a taxa era to pequena. As chances so de que este funcionrio em particular s teve o trabalho desde Arisaka tomou o poder. ' 
Evanlyn franziu a testa, pensativa. `Se os homens de Arisaka esto no poder aqui, isso pode dificultar para fazer contato com Atsu". Halt assentiu. `Voc est certa. 
Pode demorar um pouco mais do que espervamos.` Olhou Alyss. `Talvez devssemos ter um par de quartos, esta ryokan de vocs, aquele com o guindaste gingando'. `Esse 
 a gara voadora, Halt', disse ele. `Mas voc pode estar certo. Dessa forma, ns vamos dar a Atsu  oportunidade de vir at ns de forma discreta. Ele pode no 
querer ser visto embarcando em um navio estrangeiro." Halt virou-se para Gundar. `Ns vamos  praia hoje  noite', disse ele. `No h nenhum sentido em deixar mais 
pessoas do que o necessrio dar uma boa olhada em ns. Voc dar a seus homens um tempo em terra?'Gundar assentiu. `Eles mereceram. Mas eu vou ter certeza de que 
ficar longe de encrenca. ' `Eu aprecio isso. Podemos ter que ficar na pousada para mais de uma noite, ento tente manter seus homens confinados  zona porturia. 
No deixe os andar mais longe.' `A maioria do que eles querem estar na zona porturia', disse Gundar. `Se tem espuma e  servido em uma caneca, que  o que estamos 
procurando.' Halt virou e pediu desculpas para Selethen e Evanlyn. `Eu estou receoso que tenho que lhes pedir para continuar a bordo e ficar fora de vista, tanto 
quanto possvel `, disse ele. Ambos concordaram imediatamente, compreendendo o seu raciocnio. `Voc est certo, Halt' Selethen acordado. `Muitos gaijins exticos 
vagando vai chama ateno, e isso pode assustar o nosso homem. ' Evanlyn sorriu para o Wakir. 'Voc me incluiu como um gaijin extico? `, ela perguntou e ele assentiu 
com a cabea gravemente. `Talvez a mais extica de todas, minha senhora', disse ele. Halt ficou satisfeito ao ver que Evanlyn aceitou sua deciso que ela no deveria 
ir a terra. Isso o lembrou de outra coisa que tinha estado em sua mente. `Alyss, voc acha que poderia fazer algo para tornar-se um pouco menos extico? Perguntou 
ele. `Eu estava pensando em seu cabelo, em particular.' Ela assentiu. `Eu estive pensando a mesma coisa. Eu vou me ocupar com ele imediatamente. 'Quando ela se virou, 
Evanlyn a surpreendeu, perguntando:

'Voc aceita qualquer ajuda com isso?' Alyss virou e sorriu para a princesa. `Eu aprecio isso', disse ela. 'Uma garota sempre gosta de uma segunda opinio quando 
ela tenta um novo estilo. ' As duas garotas desapareceram na cabine de popa mais uma vez. Will as viu partir, ento, perguntou para Halt, `Existe qualquer coisa 
que voc gostaria que eu fizesse? Crescer a barba? Aprender a andar como um galo?' `Se voc pudesse parar de fazer perguntas jocosas, acho que seria um comeo, ' 
Halt disse a ele. `Mas  provavelmente um pouco tarde na vida para que voc faa isso '. Halt e Will estavam esperando pela prancha para Alyss para sair da cabine. 
Os dois Arqueiros pareciam relativamente annimos, em suas vestes manchadas e com suas golas elaboradas tentando esconder seus rostos. Seus arcos longos macios 
no poderiam ser escondidos,  claro, e Halt queria saber se eles deveriam deix-los a bordo. Mas ento ele pensou que eles estavam indo para territrio desconhecido 
e ele no estava disposto a fazer isso sem a sua arma principal. A escotilha da cabine traseira se abriu e Alyss surgiu no convs. Ela usava um casaco longo e escuro, 
tambm com um capuz puxado para cima para mascarar seu rosto. Ela era alta - no havia muito que Alyss poderia fazer para ocultar esse fato. Mas ela andava encurvada, 
e que ajudou um pouco. Quando ela veio at eles e puxou o capuz, Will murmurou em espanto. Seus longos cabelos se foram, em um corte curto para enquadrar o seu rosto. 
E onde ele havia sido uma brilhante cor loira, agora ele era preto - muito preto. O rosto familiar de Alyss sorriu para ele nesse quadro decididamente no-familiar. 
E, no entanto, havia algo diferente em seu rosto tambm. Ele olhou mais perto,  luz incerta da lanterna do corredor e percebeu que ela tinha aplicado algum tipo 
de mancha em sua pele para escurec-la, alterando-a de sua colorao normal a um castanho claro. `Raios me partam!', Disse. Foi desconcertante ao extremo. Ela foi 
Alyss. Mas, novamente, ela no era. Era como um estranho com os olhos de Alyss e o sorriso familiar de Alyss. `No  a reao mais lisonjeira, ' ela disse, e ele 
acrescentou  lista, a voz familiar de Alyss. `Bem feito, Alyss' Halt disse em aprovao. `Voc trabalhou muito bem. '`Evanlyn fez a maior parte,' Alyss disse, indicando
a princesa quando ela surgiu no convs. `Eu no poderia ter cortado o cabelo sozinha e que era dela a idia de manchar a minha pele em uma tonalidade mais escura. 
' 'Raios me partam,' Will disse mais uma vez. Alyss franziu o cenho para ele. A carranca familiar de Alyss, ele pensou. `Voc tem de continuar a dizer isso?', Ela 
disse. `Mas... Como voc fez isso? 'Will perguntou, e Alyss encolheu os ombros. `Eu sou uma Mensageira', disse ela. `Ns nunca sabemos quando teremos que ir disfaradas, 
por isso parte do nosso equipamento de viagem padro  um kit de disfarce.

Corantes de pele, colorao de cabelo e assim por diante. Cortamos o cabelo curto, porque eu s tinha uma pequena garrafa de cor escura para os cabelos. `Bem, voc 
no ser confundida com uma local' disse Halt. `Mas voc vai excitar muito menos comentrios do que com o seu cabelo usual, loiro. ' Selethen estava de olho nos 
resultados do trabalho das meninas por alguns minutos. `Pessoalmente, j estou acostumado com senhoras com a pele mais escura, acho esse novo estilo muito glamoroso 
na verdade,` ele disse. Alyss sorriu e deixou cair uma pequena reverncia em sua direo. Ela viu Will flego para outro comentrio e disse, sem olhar para ele: 
'Se voc disser `Raios me partam' de novo, eu vou chutar voc '. Isso era o que ele ia dizer, por isso no disse nada. Os trs desceram a prancha e foram para baixo 
do cais. Quando chegaram  rua que corria paralela ao porto, eles hesitaram. 'Direita ou esquerda? `Halt perguntou. `Ou  frente?' Will interveio. Havia uma larga 
estrada pela frente, ladeada pelas luzes do que poderia ser lojas, tabernas e bares. Era difcil dizer que os sinais estavam todos em incompreensveis caracteres 
Nihon-Jan. A estrada em si era errtica, em ziguezague de forma anrquica, e eles podiam ver vrias estradas menores e becos que se ramificam a partir dele. Das 
trs escolhas, pela frente parecia o mais provvel, Halt pensou. Ele tomou um ritmo incerto para nesse sentido, depois hesitou. `Por que os homens nunca perguntam 
direes?' Alyss disse. Ela havia notado um pequeno grupo de moradores empoleirado no muro do porto, varas de pesca salientes sobre a gua escura. Ela caminhou em 
direo a eles agora e, como se eles se conscientizassem de sua abordagem, ela parou e curvou-se educadamente. Um dos pescadores desceu da parede e se inclinou em 
troca. Alyss falou baixinho para ele por um segundo ou dois. Houve certa quantidade de apontar e braos acenando, obviamente, indicando uma seqncia de mudanas 
de direo. Ento o homem levantou trs dedos para se certificar de que ela tinha plenamente compreendido. Ela inclinou-se novamente e voltou para onde Halt e Will 
estava esperando. `O que ele disse?' Will perguntou. Ela sorriu para ele. `Ele disse que meu Nihon-Jan foi excelente. Em seguida, ele adicionou, meio que me mimando, 
`Para um gaijin'. Ainda assim, um elogio  um elogio, eu acho." `Foi o seu excelente Nihon-Jan bom o suficiente para entender suas instrues para o rillokan?' Will 
perguntou sarcasticamente. `Isso  ryokan, e sim, foi. Direto ao longo dessa estrada principal ate a terceira lanterna. Ento,  esquerda, depois a quarta estrada 
 direita. Haver um desenho de uma gara fora da pousada - uma voando', acrescentou, para prevenir qualquer comentrio de Halt. O arqueiro simplesmente encolheu 
os ombros. 'Ento eu estava certo.  desta maneira `, disse ele, enquanto partiam. Os edifcios foram criados juntos, construdos em madeira e com telhados de colmo. 
Portas e janelas estavam cobertas com telas deslizantes, cujos painis translcidos

mostraram o quente amarelo de lanternas brilhando dentro. Halt caminhou um pouco mais prximo de um e estudou os pequenos painis na porta. ` papel', disse ele. 
'Papel pesado. Provavelmente encerados ou oleados para fazer a prova de chuva. Mas deixa luz atravessar e preserva a privacidade, ao mesmo tempo. Engenhoso.' `No 
 to engenhoso, se um ladro quer entrar' Will disse. As portas e as janelas aparentavam ser decididamente frgil, pensou ele. `Talvez os habitantes sejam todos 
cumpridores da lei', comentou Alyss. Eles chegaram  lanterna da terceira rua, que ficava pendurada em um poste e virou de lado a lado nas rajadas de vento, e viraram 
 esquerda para uma rua lateral. Os edifcios de ambos os lados pareciam fechar-se sobre eles nos limites estreitos da rua. A rua principal, ampla e varrida pelo 
vento como era, estava praticamente deserta. Mas aqui as pessoas esto mais apressadas, as mulheres escondendo-se rapidamente em suas vestes longas e estreitas, 
homens caminhando com um passo mais aberto. Os transeuntes olhavam para eles. Suas roupas marcaram-os como estranhos, mesmo que seus rostos e feies estivessem 
ocultos por capuzes profundos que todos eles usavam. Eles ouviram balbucia de conversa e repentinas ondas de riso de muitos dos edifcios que eles passaram. Ocasionalmente, 
as portas se abriram e pessoas surgiram, dando despedidas aos seus amigos de dentro das casas. Como eles saam para a rua, eles paravam para assistir as trs figuras 
estrangeiras que passavam, correndo por entre as sombras. Mas seu interesse era superficial. Em um porto martimo assim, os moradores estavam acostumados a ver estrangeiros. 
`Parece que somos notados, ' Will disse suavemente. Halt olhou de soslaio para ele. `No tanto como se vissemos tropeando aqui em plena luz do dia', disse ele. 
`E pelo menos at agora, estamos apenas sendo visto por habitantes da cidade, e no por soldados de Arisaka.' `Talvez eles no desam esses becos  noite. Como estamos 
indo, Alyss? ' O rosto de Alyss, na sombra de seu capuz, estava contorcido em uma carranca de concentrao. O lado da rua era ainda mais irregular do que a rua principal 
tinha sido, torcendo e virando e abrindo em becos e entradas laterais dos edifcios. Era difcil acompanhar o que era, na verdade, uma rua e o que era simplesmente 
um beco sem sada. `Cale a boca. Eu estou contando `, disse ela. Ento ela apontou para uma estreita abertura na direita. `Parece ser aquele. ' Eles mergulharam 
na viela. Havia mais pessoas na rua e agora eles tiveram que se acotovelar no seu caminho atravs da multido em movimento lento como as pessoas pararam de ler o 
que parecia ser o cardpio em placas fora das casas de comida. `S'mimasen 'Alyss dizia repetidamente enquanto roava os transeuntes. `O que significa isso?' Will 
perguntou, quando eles chegaram a um trecho da rua sem qualquer outro pedestre. Ele ficou impressionado com o conhecimento de Alyss da linguagem local. `Isso significa 
`me perdoe'' Alyss respondeu, em seguida, uma sombra de dvida atravessou seu rosto. `Pelo menos, eu espero que sim. Talvez eu esteja dizendo `voc

tem os costumes de uma gorda, semeando rano'. Disseram-me um monte de significado para esta pronncia. `Ainda assim, isso poderia ser uma frase til de saber', 
disse Halt. Mas ele tinha notado a reao das pessoas s desculpas de Alyss. Eles simplesmente assentiu reconhecimento e seguiam seu caminho. Ele tinha certeza de 
que ela tinha a pronncia correta. Ele tambm ficou impressionado com a maneira como ela estava copiando. Pauline ficaria orgulhosa dela, pensou, e fez uma anotao 
mental para contar a sua mulher sobre as competncias lingusticas de Alyss. `A est', disse a menina, de repente, apontando para um prdio de dois andares no lado 
oposto da de rua. Era maior do que seus vizinhos. Suas paredes foram construdas com troncos slidos, com o espao entre elas preenchido com barro ou lama. Havia 
vrias janelas de papel-encerado ao longo da frente do edifcio e mais quatro no andar de cima, de frente para a rua. A porta era feita de tbuas de madeira macia. 
Ao lado da porta, projetada sobre a rua, havia uma placa tendo uma pintura de uma ave em voo. Havia vrios ideogramas Nihon-Jan escrito verticalmente para baixo 
na placa. `Isso parece uma gara, com certeza,' Will disse, `e ela est voando.' Halt estudou o tabuleiro. 'Poderia ser um pelicano', disse ele de forma crtica. 
`Mas vamos dar-lhe o benefcio da dvida.' Liderando o caminho, ele empurrou a porta, a ser confrontado por uma onda de calor. Ele fez uma pausa por um segundo, 
para estudar a sala adiante, em seguida, abriu o caminho para dentro.

24
Molhado, sujo e exausto, o grupo do Imperador finalmente alcanou a estreita passarela. Enquanto olhava para ela, Horace fez uma breve pausa. Era uma estrutura frgil. 
Havia uma trilha estreita de tbuas, larga o bastante para passar apenas uma pessoa por vez. Quatro pesados cabos de corda a suportava: dois em cada lado das tbuas
e outros dois, colocados um metro mais alto e mais separados, que agiam como corrimes. Cordas curtas e mais leves estavam amarradas num padro em zigue-zague dos
cabos inferiores at os mais altos, forando uma pequena barreira lateral para prevenir que viajantes cassem. Com os cabos de corrimo postos mais largos e separados 
que a trilha, a ponte formava um tringulo truncado e invertido. Quando ele olhava para a grande queda abaixo e notava que a ponte estava oscilando e vibrando levemente 
no vento, acabava decidindo que no era uma estrutura que atravessaria com confiana. Horace no gostava de alturas. Mas ele se concentrou, respirou fundo e pisou 
nas estreitas tbuas, apertando firmes as cordas laterais. No minuto em que o p dele tocou-a, a ponte parecia vir  vida, oscilando e imergindo enquanto descrevia 
um crculo gigante no ar. Mais abaixo dele, ele ouviu o rio correndo e tombando sobre as rochas. Rapidamente, ele pisou novamente em terra firme, percebendo que 
seria um atraso para os outros. Os Kikori, acostumados a esse tipo de terreno, iriam se mover com mais rapidez pela ponte do que ele podia. Eles seriam atrasados 
se ele fosse primeiro. "Eu vou passar por ltimo," ele disse, e gesticulou para o Senshi mais prximo liderar o caminho. O guerreiro pisou na ponte. Ele parou enquanto 
absorvia o ritmo dos movimentos dela, depois se apressou a atravess-la, confiante. Reito e vrios outros Senshi o seguiram, alcanando o outro lado rapidamente. 
Ento Shigeru cruzou, seguido pelos primeiros dois padioleiros Kikori. Eles pisaram com cuidado na ponte, se movendo com mais lentido, com os dois homens tendo
que adaptar-se aos movimentos repentinos e imergentes da ponte. Eiko era quem observava o progresso deles, gritou uma sugesto para o par seguinte de padioleiros.
Eles pararam e abaixaram suas padiolas. Um deles jogou o homem ferido sobre o ombro e partiu para a ponte. Horace podia ver que ele se movia com mais rapidez deste
jeito. O segundo homem seguiu seu companheiro com a padiola enrolada equilibrada no ombro. Aquilo assentou o padro para mover o ferido pelo caminho estreito. Quando
chegaram seguramente no outro lado, os Kikori restantes seguiram. J que eles eram desimpedidos,no tiveram que esperar uma pessoa para cruzar.Logo, uma linha firmemente 
movimentada foi formada enquanto pisavam levemente na ponte. Uma vez que os Kikori atravessaram, os guerreiros Senshi comearam a segui-los. Esses no passaram pela 
tarefa com tanta agilidade quanto os Kikori, mas, movendo-se com cuidado, eles descobriram que trs ou quatro de cada vez poderiam passar pela ponte. Assim o grupo 
esperando para atravessar, rapidamente diminuiu.

Horace esperava ansioso. Ele agora observara trezentas pessoas cruzarem a ponte, de forma que quaisquer dvidas quanto  sua resistncia foram dispersas. Ele gastava 
os minutos restantes numa febre de impacincia, observando o caminho de onde vieram, esperando ver o primeiro sinal dos homens de Arisaka. "Kurokuma! Esta na hora!" 
O ltimo dos Senshi de Shigeru puxou a manga de Horace, indicando a ponte atrs deles. Horace assentiu. "V," Disse. "Estarei logo atrs de voc." Ele esperou at 
o homem chegar ao meio da ponte e ento pisou mais uma vez nas tbuas. Ele segurou, ajustando-se ao movimento imergente e oscilante, depois comeou a atravessar 
arrastando os ps, movendo-os com cuidado, colocando-os o mais prximo ao centro das tbuas quanto podia. Mesmo assim, o movimento era atordoante e ele lutou para 
no olhar para baixo. Uma memria sbita entrou em sua mente -- de Will na ponte imensa de Morgarath em Cltica, correndo com os ps leves pelas estreitas traves 
onde a trilha ainda estava a ser posta. "Queria que voc estivesse aqui, Will," Disse discretamente, depois continuou arrastando os ps  frente. Ele j havia passado 
dois teros do caminho quando ouviu o grito de alerta do outro lado da ponte. Parando, ele torceu a parte superior do corpo para olhar sobre o ombro. Ele pde ver 
homens correndo ao longo da trilha na beira do desfiladeiro. Em outros cinco minutos, eles alcanariam a ponte. Ele no esperava que eles chegassem to cedo, e um 
pensamento lhe acertou: Arisaka devia ter mandado outro grupo avanado  frente  toda velocidade, descarregados por nada a no ser as armas. "No pare, Or'ss-san!" 
Era Reito, gritando para ele do outro lado do desfiladeiro. "Continue se movendo!" Alarmado para se mover, Horace mergulhou para frente, sem cautela, agora que seu 
movimento poderia fazer a ponte balanar e oscilar. Apertou o corrimo feito de corda ferozmente, quase correndo para sair da ponte. Podia ver meia dzia de Kikori 
parados onde as cordas e cabos que suportavam a ponte estavam ancorados, os machados prontos para cort-los. Atrs dele, ouviram-se mais gritos enquanto os homens 
de Arisaka se aproximavam mais. "Preparem uma corda!" gritou Horace. "Uma corda longa!" Ele mergulhou para o cho slido e virou para ver o primeiro dos homens de 
Arisaka pisando cuidadosamente na ponte. Eles hesitaram com a rpida movimentao. Ao contrrio dos Kikori, eles no nasceram e cresceram nesse territrio montanhoso. 
Mas comearam a avanar devagar. Os machados dos Kikori estrondearam quando acertaram os cabos suportando a ponte. Mas a corda grossa estava entrelaada junta e 
pesadamente pichada, o alcatro endurecera a uma consistncia quase de rocha ao longo dos anos. Haveria problemas se os homens de Arisaka conseguissem atravessar 
antes dos homens com os machados conseguirem romper todos os quatro cabos. Horace viu um dos Kikori que estava parado com uma corda comprida e chamou-o.

"Amarre na minha cintura! Rpido!" O homem percebeu o que ele queria e deu um passo  frente, apertando um lao na corda em volta da cintura de Horace, dando um
n seguro atrs dele. "Agora desamarre a corda enquanto eu ando!" Horace disse. Ele encolheu os ombros e passou o escudo para frente, correu o brao pelas tiras
de suporte e puxou a espada. Respirou fundo e pisou na ponte outra vez. O Kikori que amarrara a corda, desamarrava-a lentamente, mantendo uma pequena extenso entre 
eles para que qualquer movimento de Horace no o prejudicasse. Ele pediu ajuda e trs companheiros correram para auxili-lo. Dessa vez, Horace fazia cada movimento 
com um propsito em mente. Qualquer nervosismo que ele poderia sentir era dominado pela necessidade de conter o Senshi que avanaria para chegar at ele. Horace 
sabia que o perigo real em tal plataforma inconstante viria caso ele deixasse a tenso vir  tona. Tinha que relaxar e acostumar ao movimento da ponte. Ele era um 
atleta soberbamente coordenado e acabara de descobrir um jeito de relaxar a tenso nos msculos. "Imagine que voc est montado num cavalo," ele falou para si mesmo 
e, de imediato, descobriu que podia entrar em concordncia com o balano, se lanando com a movimentao da ponte. Avanou cinco metros e esperou. O primeiro Senshi 
parou alguns metros prximo dele, olhando incerto para a figura alta que estava na ponte, balanando levemente nos calcanhares. O Senshi no tinha esse senso de 
facilidade. Ele estava tenso e nervoso, fora de sua zona de conforto. Mas continuou, tentando dar um golpe desajeitado em Horace. Horace recebeu o golpe com o escudo 
inclinado, desviando-o mais do que bloqueando. Como consequncia, seu atacante no sentiu resistncia no golpe e tombou, sem equilbrio. Enquanto tentava se recuperar, 
Horace deu um rpido bote de lanamento e acertou-o na coxa esquerda, atravessando o buraco da armadura. Com um grito rouco de dor, o guerreiro deixou cair a espada 
quando a perna esquerda falhou, mandando-o numa guinada para a rede grossa de cordas laterais. Aterrorizado assim que percebeu que estava prestes a passar com um 
mergulho e cair para a morte, lutou para segurar-se em algo. O homem atrs dele fora impedido pelo corpo torto e estranhamente espalhado. Enquanto tentava passar,
Horace avanou de repente em direo a ele, arrastando os ps rapidamente. O Senshi tentou um corte esquisito nele, mas, mais uma vez, o escudo repeliu o golpe.
A lmina bateu na borda do escudo e ficou presa ali por um segundo. Durante o tempo em que o Senshi a puxava, o golpe lateral de retorno realizado por Horace acertou-o
na lateral. As espadas fabricadas em Nihon-Jin eram mais afiadas e rgidas do que a lmina de Horace. Mas a espada dele era mais longa e pesada, e acabou amassando
a laqueada armadura de couro que o Senshi usava, acertando as costelas atrs dela. O homem ofegou em dor, caiu no corrimo e perdeu o equilbrio, tombando e caindo
no slido desfiladeiro abaixo deles. O homem seguinte hesitou quando ele e Horace sentiram um violento tremor correr pela ponte e o corrimo esquerdo ceder. Eles 
ficaram se encarando, cada um esperando que o outro tentasse um movimento. Mas Horace sabia que o tempo estava do seu lado agora.

Na beira do precipcio, Shigeru falou rapidamente para os homens segurando a corda de Horace. "Amarrem a corda naquela tora de rvore!" ele ordenou. "Quando Kurokuma 
cair, diminua a velocidade da queda antes que a corda acabe!" Eles se agarraram ao pensamento instantaneamente e correram a corda em torno da tora -- que era grossa 
como uma cintura. Os homens com machados estavam trabalhando cada vez mais rpido e a ponte estremecia com cada golpe. Shigeru viu o soldado inimigo mais prximo 
do outro lado do abismo virar e comear a correr de volta, gritando um alerta. Seus companheiros seguiram-no, mas estavam muito atrasados. A ponte subitamente comeou 
a descer, jogando Horace e os quatro Senshi restantes no desfiladeiro. "Deixem a corda escapar um pouco!" ordenou Shigeru. Ele sabia que se a corda simplesmente 
ficasse esticada, Horace acertaria a dura parede do despenhadeiro com fora brutal. Entretanto, conforme a corda ficava firme, os Kikori a deixavam correr, usando 
o lao posto na tora para diminuir a velocidade e permitir que Horace casse livremente no penhasco debaixo da projeo onde a ponte fora feita. Horace sentiu a 
ponte cair, sentiu ele mesmo caindo no espao vazio e o estmago subindo  garganta. Ele esperou o barulho sbito da corda ficando esticada, ento percebeu o que 
estava acontecendo. A corda estava esticada, contudo estava cedendo. No houve nenhuma parada repentina, portanto deixou seguir com a dificuldade e tentou virar-se 
para encarar a parede do despenhadeiro, de modo que pudesse diminuir o impacto com os braos e pernas. A projeo e a corda amarrada o salvaram. Se o abismo fosse 
ngreme, ele teria acertado-a como um pndulo, na ponta do arco, movendo-se com bastante rapidez para prevenir que ele fosse ferido. Mas no momento em que comeava 
a balanar para baixo, ele ainda estava se movendo na vertical, e sua fora estava sendo gradualmente reduzida. Acertou a parede de pedra a vinte metros, com fora 
suficiente para quebrar uma ou duas costelas e perder o flego. Ele praguejou com o impacto e soltou a espada de sua mo, fazendo-a cair no desfiladeiro abaixo. 
Ento ele sentiu a corda se estreitando nas suas axilas enquanto os Kikori comeavam a pux-lo de volta para cima. Conforme se aproximava da beira do precipcio, 
ele pde ver o rosto ansioso de Shigeru entre aqueles que o fitavam. Quando alcanou a projeo ele usou as pernas para segurar-se e depois foi puxado para a beira, 
se estendendo no cho lamacento. "Devo estar parecendo um peixe fora d'gua" ele pensou. Shigeru pegou o brao dele, depois instantaneamente o libertou quando as 
costelas quebradas de Horace gritaram de dor e ele berrou. "Voc est bem, Or'ss-san?" perguntou Shigeru. Horace sentiu as costelas feridas debaixo da camiseta e 
fez uma careta. "No. Quebrei minhas costelas. E perdi minha espada, droga," ele disse.

25
Em contraste com as barulhentas tabernas e restaurantes que eles j tinham passado at agora, o interior do Ryokan era um osis de calma e tranqilidade. Halt, Will 
e Alyss se encontraram em uma grande sala de entrada com paredes e piso acabados em madeira polida. O cheiro doce de cera de abelha pairava no ar, uma prova do constante 
polimento. Ele era sobreposto por uma mistura de incenso e fumaa de madeira perfumada, o ltimo vindo de uma fogueira posta contra uma parede lateral, onde uma 
lareira enviava um brilho quente pela sala. Esta iluminao suave era aumentada por vrias lanternas penduradas, cada uma composta por uma vela acesa dentro de um 
globo de papel. Em frente  lareira, e situada em simetria a ela, uma pequena lagoa mandava reflexes de luz atravs das paredes. A decorao do quarto era pequena, 
mas elegante. Uma grande mesa diante deles, com duas caixas belamente pintadas, um em cada extremidade, e um jornal pesado no centro. Instrumentos de escrita estavam 
dispostos ordenadamente ao lado do jornal. Atrs dela havia uma pintura de parede emoldurada - e no uma imagem, mas um ideograma Nihon-jin grande.  esquerda, uma 
escadaria de madeira subia para o nvel seguinte, e uma galeria de madeira trilhada corria ao redor dos quatro lados do espao aberto acima deles. Halt, olhando 
ao redor, assumiu que o acesso aos quartos viria desta galeria. Havia um nico degrau em frente deles, ento a rea principal do quarto era um pouco maior do que 
a entrada. Will comeou a ir em direo a rea levantada para se aproximar da mesa, mas Alyss tinha notado vrios pares de sandlias alinhadas ao longo da parte 
inferior do assoalho. Ela lembrou um item a partir de notas de fundo de George sobre os costumes dos Nihon-Jin e o parou com a mo em seu brao. "S um momento, 
Will", disse ela. "Suas botas". "O que tem elas?", Ele perguntou, mas Halt havia notado as sandlias descartadas, e uma prateleira de chinelos moles no lado. "Tire-as", 
disse ele. " um costume Nihon-Jin", Alyss explicou. "Eles no usam botas dentro de casa". Halt j estava tirando as botas e as colocando na prateleira. Ele olhou 
agradecido para o cho de madeira polida, a cor de mel escuro no fogo e a luz da lanterna. "Com pisos como esse, eu no estou surpreso", disse ele. Will e Alyss 
seguiram o exemplo. Pisaram para cima da plataforma elevada e selecionaram os chinelos.

Todos eles pareciam ser do mesmo tamanho, mas eles eram um estilo simples invlucro, com uma sola de esteira e uma banda de feltro que se estendia sobre o dorso 
do p para segur-los no lugar. "Ainda bem que Horace no est aqui", disse Will. Os ps grandes do jovem guerreiro teriam ficado para fora dos compactos chinelos. 
Os outros sorriram ao pensamento. Ento, como se estivessem esperando por eles porem os chinelos, um homem saiu de uma entrada por trs da cortina da longa mesa. 
Ele parou e se curvou. Os trs se aproximaram da mesa e se inclinaram em troca. Parecia um monte de reverncia neste pas, Will pensou. "Como posso servir-los?" 
Disse o homem. Sua voz era suave e levemente sibilante. Alyss olhou para Halt. O homem tinha falado na lngua comum e ela assumiu que Halt conduziria a conversa 
com ele. Ele acenou brevemente para ela. "Ns gostaramos de quartos", disse ele. "Por duas noites, possivelmente trs". "Claro que sim. Isso no ser um problema. 
Vocs so do navio estrangeiro que entrou no porto hoje?". Halt assentiu e o homem abriu o grande livro sobre a mesa. Ele pegou o que Will tinha assumido ser uma 
pena, mas ele agora viu que era um pincel fino. Ele mergulhou-o em um tinteiro feito de jacarand polido e fez duas entradas ntidas no livro - que era, obviamente, 
o registro de quartos disponveis. "Voc quer jantar?", Perguntou ele. "H uma sala de jantar no andar de baixo, ou podemos servir a sua refeio em um dos quartos". 
"Eu acho que nos quartos", disse Halt. Ele indicou Will. "O meu assistente e eu vamos ter um quarto e a senhorita vai ter o outro. Voc pode servir a refeio no 
nosso quarto". O homem inclinou-se ligeiramente. "Como voc quiser. H mais alguma coisa ou eu devo te mostrar seus quartos agora?". Halt trocou um rpido olhar 
com Alyss. Ele se perguntou se o homem j suspeitava a razo por trs da sua visita. Afinal, este era o lugar onde George passou vrias noites antes que ele deixou 
Iwanai. Ele veio para uma deciso e se inclinou para frente, abaixando a voz um pouco. "Fomos informados de que poderamos encontrar um amigo aqui", comeou ele. 
"Um homem pelo nome de Atsu. Ele veio ". Ele foi interrompido pelo som da porta batendo para trs em suas dobradias por trs deles. Todos se viraram quando dois 
Senshi entraram na estalagem, suas botas soando alto no assoalho de madeira. Com desprezo, eles ignoraram os chinelos e adentraram, de calados duros, para a plataforma 
elevada interior. Um deles, obviamente, o lder, estava um passo  frente dos outros. Os olhos do taberneiro piscaram brevemente com aborrecimento, mas ele se recuperou 
rapidamente e fez uma reverncia para os recm-chegados, com as mos dobradas dentro de suas mangas.

"Curvem" Halt murmurou para seus companheiros. Ele sentiu um impulso momentneo de apreenso, se perguntando se o hospedeiro poderia informar o Senshi que eles estavam 
perguntando sobre Atsu.Mas era bvio que o homem no era amigo dos soldados do Arisaka. O Senshi fez um barulho irrisrio em sua garganta quando eles fizeram uma 
profunda reverncia a ele. Ele desprezou a devolver o elogio, ento se virou e disparou um fluxo rpido de palavras Nihon-Jin ao hospedeiro. Will ouviu a palavra 
'gaijin' usada vrias vezes. Ele olhou para Alyss e viu que ela estava franzindo ligeiramente a testa enquanto tentava acompanhar o ritmo da conversa. O estalajadeiro 
respondeu cortesmente, retirando a mo da manga de seu manto para indicar seus convidados com um gesto gracioso. O Senshi se virou para eles. Notando Halt como o 
lder, ele aproximou-se dele - muito perto para as boas maneiras - e parou, ps e mos na cintura, estudando-o. Will notou o smbolo no peito do seu manto - uma 
coruja vermelha. Eles haviam aprendido que era a marca do cl Arisaka - embora Will sentisse que isso tambm poderia ser identificado pelas suas maneiras autoritria 
e arrogante. Halt, que poderia parecer enganosamente obsequioso se a ocasio exigisse, baixou os olhos do direto e desafiador olhar do Senshi. O homem gemeu mais 
uma vez, vendo a simples ao como um ato de fraqueza. "Gaijin!" Ele disse abruptamente, apontando o dedo indicador em cada um deles em rpida sucesso. "Do navio 
gaijin?". Halt inclinou a cabea. "Isso est correto, lord", disse ele. Ele tinha certeza que o Senshi no era nada de lord, mas no faria mal lhe chamar disso. 
"Descubra o rosto na frente de um Senshi!" O homem ordenou. Ele estendeu a mo e deu um tapa em cima da capa de Halt para trs de seu rosto com as costas da mo. 
Will respirou fundo, certo de que Halt iria reagir explosivamente para o insulto. Mas o Arqueiro barbudo apenas abaixou a cabea novamente. A mo no tinha feito 
nenhum contato com seu rosto, apenas pegando a borda da capa e jogado para trs. O Senshi assentiu para si mesmo em satisfao, em seguida, virou-se para Alyss e 
Will. "Voc e voc! O mesmo!". Eles empurraram de volta suas capas. Alyss curvou e quando ela fez isso Will seguiu o exemplo, feliz que sua cabea abaixada iria 
mascarar a raiva que ele sabia que estava mostrando em seus olhos. Quando ele recobrou a serenidade, ele se ajeitou novamente. "Por que vocs esto aqui?" O Senshi 
tinha voltou sua ateno para Halt. "Estamos aqui para o comrcio de pedras preciosas," Halt respondeu. Foi a resposta que Gundar tinha dado no incio do dia ao 
funcionrio do porto. Negociar pedras preciosas explicava a falta de espao de carga grande a bordo do navio, e era boa o suficiente para explicar suas linhas rpidas. 
Um navio com uma carga de jias precisa ser rpido afinal. Mas o Senshi reagiu com indignao a sua resposta, intensificando ainda mais a mensagem em seu rosto.

"No! No! No! Por que vocs esto aqui?" Ele bateu o p, arrastando uma marca no macio polimento, e apontou para o cho. "Por que nesse Ryokan?". O estalajadeiro 
interveio com uma explicao em Nihon-jin. Sua voz era baixa e respeitadora, e ele manteve o olhar abaixado, evitando contato visual com o Senshi irritado. O guerreiro 
ouviu a explicao, depois virou o seu olhar nos trs Araluenses e fez um comentrio a seu companheiro inseparvel. Os dois riram e, em seguida, com um gesto de 
desprezo, o Senshi indicou que ele no tinha mais interesse nos estrangeiros. Os dois homens se viraram e caram fora do ryokan, batendo a porta que se fechava atrs 
deles. "E o que foi aquilo?" Will perguntou. Ele tinha endereado a questo a Alyss, mas era o estalajadeiro que respondeu. "Eu disse que vocs tinham vindo pelos 
banhos. O ryokan  construdo sobre uma fonte termal. Os Senshi verificam os movimentos de todos os estrangeiros na cidade - eles gostam de se mostrar o quo importante 
eles so. Algum deve ter visto voc chegar aqui e relatou. H informantes em toda parte estes dias", ele acrescentou tristemente. "Isso poderia tornar a viagem 
para o norte um pouco difcil", disse Halt pensativo, e o estalajadeiro concordou. 'No vai ser fcil.' "De fato, depois de tanto tempo no mar, um banho quente parece 
uma boa idia", disse Halt. Durante a viagem, com gua fresca to rara, eles tinham sido forados a usar gua do mar para se banhar. "E por que aquele rosto feliz 
na sada?' Will perguntou. "Parecia ter os colocado em um bom humor.". "Ele disse que, a julgar pela forma como ns cheiramos, ns precisamos de um banho", Alyss 
respondeu. Will levantou uma sobrancelha ao insulto, mas Halt soltou uma risada curta. "Se no fosse to verdadeiro, eu poderia estar insultado", disse ele. Ele 
virou-se para o estalajadeiro. "Talvez pudssemos usar os banhos primeiro e ento comer?", Ele sugeriu. O estalajadeiro assentiu. "Eu vou lhes mostrar o caminho", 
disse ele. "E enquanto voc est relaxando, vou mandar um mensageiro para ver se Atsu ainda est em Iwanai. Ele vem e vai.". Antes de deixar os outros para ir para
a rea de banho das mulheres, Alyss deu-lhes instrues cuidadosas. Os banhos quentes no eram para lavagem. Eles eram para aproveitar e relaxar. Assim, eles se
lavaram e enxaguaram em um anexo, recolhendo a gua quente da banheira e derramando sobre si, e depois mergulharam na gua quase escaldante do banho. No incio,
era uma agonia, mas Will gradualmente tornou-se acostumado ao

calor e sentiram que aliviava as dores de vrias semanas de p apoiado em um deck incerto e dormindo em tbuas duras. Relutante, ele finalmente saiu, enxugou-se 
e cobriu-se com um manto suave que o ryokan providenciava. Alyss estava esperando por eles quando ele e Halt voltaram para seu quarto. No centro da sala, uma mesa 
baixa, apenas 30 centmetros do cho, tinha sido colocada na posio. Estava carregada com tigelas e pratos pequenos, com alimentos aquecidos  vela. Will olhou 
em volta esperando por uma cadeira, mas, de acordo com a decorao minimalista do ryokan, no havia nenhuma disponvel. Alyss sentou, descansando em seus calcanhares, 
com as pernas dobradas debaixo da mesa. Halt gemia baixinho. "Eu estava com medo disso", disse ele. "Eu suponho que ns teremos que dormir no cho tambm.". Ele 
havia notado anteriormente que no havia camas no quarto. Quando ele perguntou, o estalajadeiro tinha mostrado para eles colches grossos guardados atrs de uma 
das telas deslizantes que mascarava um armrio. Will sorriu para ele enquanto ele se servia de um espeto de frango grelhado, coberto de um salgado e delicioso molho 
pardo. "Voc esteve dormindo no cho por anos quando ns acampvamos", disse ele. "Quando voc se tornou to exigente?". "Quando ns acampvamos," Halt respondeu: 
"ns estvamos em campo aberto. Eu aceito que eu tenha que dormir no cho quando eu estou em uma floresta ou um prado. Mas este  um quarto e este  um piso. Quando 
estou dentro de casa, prefiro dormir em uma cama." Ele removeu a tampa de uma tigela de madeira polida e olhou para o interior, um caldo fumegante. Olhando em volta, 
ele no podia ver nenhum sinal de uma colher, ento ele bebeu diretamente da tigela. "Isso  realmente muito bom", disse ele. Alyss estava servindo-se de outro prato 
- um caldo de macarro fortemente atado com carne de porco desfiada. Ela parecia confusa com as duas varas de madeira que pareciam ser o nico implemento, em seguida, 
segurou o copo  boca e despejou um pouco do macarro e da carne de porco com os paus, chupando de uma forma muito vulgar. "Voc sabe, eu prefiro esperar que Atsu 
no aparea com muita pressa. Eu poderia ter alguns dias mais com isso", disse ela. Halt mudou de posio pela terceira vez em trinta segundos, aliviando a tenso 
em suas coxas, sentando-se lateralmente em uma ndega. "Diga isso aos meus pobres e velhos joelhos doendo", disse ele.

26
Apesar do resmungo anterior de Halt, as camas - essencialmente nada mais do que os colches grossos espalhados no cho - eram bastante confortveis. Depois de eles 
terem apagado a pequena lanterna que iluminava o quarto, Will estava deitado de costas, ouvindo a respirao profunda e regular de Halt. Quando seus olhos se acostumaram 
 escurido, ele podia discernir uma fenda de luz plida que aparecia na beira da porta de correr que conduzia  galeria exterior, apesar de que estalajadeiro tinha 
escurecido as lanternas da galeria algumas horas antes. O painel deslizante da janela estava aberto e uma brisa fria entrava na sala. Will puxou a colcha para cobrir 
mais em torno de suas orelhas. O estalajadeiro tinha oferecido a eles um pequeno braseiro de carvo para aquecer a sala, mas eles tinham recusado. Ambos os Arqueiros 
preferiam ar fresco. No pela primeira vez, ele encontrou-se maravilhado quo incrvel sua vida havia virado nos ltimos anos. Ele sabia que algumas pessoas com 
quem ele havia crescido nunca tinha ficado mais de um ou dois quilmetros de distncia do Castelo Redmont e outros nunca tinha ido alm dos limites do feudo Redmont. 
Mesmo sua amiga dos protegidos Jenny, que agora era uma chef famosa, mal tinha ido mais longe do campo. No entanto, ali estava ele, do outro lado do mundo, tendo 
viajado por um canal incrvel no deserto, cortado por desconhecidas mos antigas, em um navio engenhoso projetado para navegar contra o vento. Antes disso, ele havia 
cruzado o palpitante e traioeiro Mar Stormwhite e visto as falsias estreis de Skorghijl, em seguida, viajado para as montanhas cobertas de neve da Escandinvia, 
onde ele havia enfrentado os cavaleiros ferozes das estepes do Leste. Mais recentemente, ele tinha atravessado o deserto abrasador de Arrida e fez grandes amigos 
entre os nmades da tribo Bedullin. Ele havia enfrentado a tribo selvagem Escocesa no norte. Ento, com Halt e Horace, ele tinha viajado por todo o comprimento de 
Clonmel, um dos seis reinos da Hibernia. s vezes, quando ele pensava sobre o quanto ele tinha visto e feito em sua jovem vida, a sua cabea girava. E nesses momentos, 
ele pensava em sua ambio de infncia de se tornar um cavaleiro. Como limitada a sua vida teria sido, em contraste com esta incrvel existncia! Ele sabia que a 
maioria dos cavaleiros que havia treinado na Escola de Batalha de Redmont com Horace nunca tinha deixado as fronteiras de Araluen. Ele questionava se Halt, que tinha 
visto todas essas coisas e muito mais, j sentiu a mesma sensao de maravilha e entusiasmo por sua vida. Sem pensar, ele falou. "Halt? Voc est acordado?" "No." 
O mau humor na resposta de uma palavra era inconfundvel. "Ah. Sinto muito."

"Cale a boca." Ele ponderou se iria pedir desculpas mais uma vez, decidiu que isso iria contra a instruo para calar a boca, ento ele ficou em silncio. Ele olhou 
para a janela aberta. A luz de uma meia lua estava comeando a aparecer por ela. A mesma lua estaria brilhando agora em Horace, em algum lugar nas montanhas, ele 
imaginava. Ento, ele deu um enorme bocejo e, pouco depois, apesar de seu sentimento de admirao, ele adormeceu. Ele havia dormido apenas alguns minutos quando 
a voz de Halt o acordou. "Will? Voc est dormindo?" Seus olhos dispararam, instantaneamente em alerta. Ento ele percebeu que no havia sentimento de alarme ou 
aviso nas palavras de Halt e seus msculos enrijecidos relaxaram. "Eu estava", disse ele, um pouco indignado. "Eu no estou agora." "Bom," Halt respondeu, um tanto 
presunosamente. "Bem feito para voc." E o Arqueiro barbudo rolou para o outro lado, reuniu os lenis debaixo do queixo e cochilou. Um som. Leve, quase inaudvel. 
Mas fora do padro normal de sons da noite que o subconsciente de Will tinha estudado, arquivado e aprendido a ignorar. Seus olhos estavam abertos novamente, e ele 
ouviu atentamente. A lua j no brilhava atravs da janela aberta. Ele devia ter dormido por algumas horas, ele pensou. A respirao de Halt se manteve com a mesma 
profundidade, mas Will sabia que o seu professor estaria acordado tambm. Arqueiros so treinados para manter o seu padro de respirao, mesmo quando despertarem 
inesperadamente, de forma que um invasor potencial no tenha nenhum aviso de que sua presa estava acordada e pronta para ele. Outro som. Uma luz, um barulho rangido 
da madeira em movimento, ainda que levemente, contra a madeira. Era o som de um cuidadoso pisar nos degraus, ele percebeu. Assim, o intruso, se fosse um intruso, 
e no um dos funcionrios da ryokan, no estava em seu quarto. Movendo-se lentamente e com infinito cuidado para no fazer barulho, ele levantou-se em um cotovelo 
e colocou a colcha para trs. Do outro lado do quarto, viu a sombra escura de Halt fazendo a mesma coisa. Halt levantou a mo de alerta, sinalizando-lhe para no 
fazer nenhum movimento a mais. Deitado num cho como este, seria difcil subir sem fazer barulho. A construo em geral do interior do ryokan era extremamente leve 
- com painis mveis de madeira e papel oleado e mais painis de tecido de junco que cobriam o cho de madeira. Painis mveis como estes quase certamente teriam 
espao livre entre eles e iriam fazer barulho - assim como as escadas estavam fazendo. Eles ouviram mais dois guinchos leves da escada como se estivesse em confirmao. 
Will olhou para baixo para se certificar que sua faca Saxnica e a faca de arremesso estavam jogadas ao lado do colcho, de fcil acesso. Agora que eles sabiam que 
no havia intrusos no quarto, no havia necessidade de continuar a pretenso de respirao profunda. Ambos respiraram de leve, quase inaudvel, seus ouvidos tensos 
para qualquer som vindo de fora.

Will estava grato que seu quarto estava mais perto da escadaria do que o de Alyss. Um invasor teria de passar a sua sala para chegar a Alyss. Um chinelo de pano 
contra a parede, em seguida, outro guincho leve, disse-lhes que quem quer que fosse tinha alcanado a galeria e estava se movendo lentamente ao longo dela. Eles 
seguiram os sons ligeiros que marcavam o seu progresso at que o feixe plido de luz no painel da porta foi obscurecido e eles sabiam que ele estava fora de sua 
porta. Os sons do movimento cessaram e Will sentiu uma sensao de alvio. Quem quer que fosse, Alyss no era o alvo. Ele fez um grande esforo nas orelhas, a cabea 
ligeiramente inclinada para o lado em direo  porta. Houve um som suave arranhar - unhas na superfcie do papel oleado, ele adivinhou. Dificilmente o ato de algum 
cuja inteno era lev-los de surpresa. Halt imitou o som, passando as unhas no tapete de junco. Houve silncio por alguns segundos, sem movimento perceptvel fora 
da porta. Ento uma voz baixa, quase inaudvel, pouco mais que um sussurro, veio a eles. "Eu sou Atsu". Eles trocaram um olhar rpido. Halt acenou para a parede 
ao lado da porta. Will levantou-se, fazendo o mnimo de barulho possvel, e moveu-se, descalo, para ficar ao lado da abertura, a faca Saxnica na mo. Halt permaneceu 
sentado no colcho. "Entre, Atsu" Halt disse suavemente. A porta raspada abriu. A figura foi aparecendo na abertura. Ele olhou para a esquerda e direita, viu Will 
ao lado da porta e estendeu as mos para mostrar que estava desarmado. Will fez um gesto para o Atsu ir para frente, na sala, e ele obedeceu, deslizando a porta 
fechando atrs dele. Moveu-se para onde Halt estava sentado lateralmente sobre o colcho, as pernas cruzadas, e caiu de joelhos, de frente para ele. Ele se curvou. 
"Saudaes, amigos", disse ele. Will moveu-se a partir da porta agora e ficou de lado, para que ele pudesse observar o homem enquanto ele falava com Halt. Ele era 
franzino, menor do que Will ou Halt, mas rijo. Ele estava quase careca, com apenas uma franja de plos ao redor dos lados e de trs da cabea. Ele parecia estar 
desarmado, mas ele poderia muito bem ter uma faca escondida sob a longa capa que era o traje padro para a maioria dos Nihon-jan. "Voc sempre se move to tarde 
da noite?" Halt perguntou a ele. Atsu assentiu. "Desde que os homens do Lord Arisaka impuseram-se sobre ns, assim  mais seguro para mim, para evit-los." "Voc 
ajudou a outro gaijin recentemente," Halt disse. Era uma afirmao, mas era tambm uma questo. Se esse no fosse o Atsu, as chances so de que ele no saberia o 
nome do gaijin que ele tinha trazido para baixo das montanhas. Atsu compreendeu o desafio. "Voc est falando de George-san", disse ele. Amigo de Or'ss-san." Halt 
franziu a testa momentaneamente, no reconhecendo o nome. "Quem?", Disse ele, desconfiado. Desta vez, Atsu enunciou o nome com cuidado.

"Or'ss-san", disse ele. "O guerreiro gaijin." Will de repente, decifrou o nome. Ele sabia que a palavra 'san' era um termo Nihon-Jan de respeito, adicionado como 
sufixo do nome de uma pessoa. Se ele ignorasse isso, ele ficaria com 'Or'ss' - e isso era um pouco mais reconhecvel. "Horace", disse ele rapidamente e Atsu virou 
a cabea para ele e sacudiu-a rapidamente em afirmao. "Sim. Or'ss-san", disse ele. "Ele salvou a vida do Imperador." "Ele fez isso agora?" Halt disse, pensativo. 
"Eu imagino que isso no tenha o tornado o estrangeiro favorito de Arisaka". "No, de fato. Arisaka ficou furioso quando soube. Or'ss-san matou dois dos seus Senshi." 
Atsu permitiu uma nota de satisfao na fluncia de sua voz quando acrescentou o ltimo comentrio. "Isso soa como Horace, tudo bem," Will disse. "E o nosso amigo 
aqui no me parece muito com o corao partido com o pensamento dos homens Arisaka estarem nos deixando para um lugar melhor", disse ironicamente Halt. "O que torna 
mais provvel que ele seja, de fato, um amigo," Will concordou. Halt parou por um instante, pensando. Will parece estar certo, ele pensou. Mas algumas perguntas 
a mais poderiam estar em ordem. "O que mais voc pode nos dizer sobre George,?" Ele disse. Atsu analisou a questo, examinando seus pensamentos para garantir que 
suas respostas avanassem sua credibilidade aos olhos destes dois gaijin. "Ele no  um guerreiro. Ele  um locutor." Will sufocada uma pequena risada. "Isso soa 
como George. Atsu olhou para ele novamente. "Mas ele salvou a vida de Or'ss-san nas montanhas", acrescentou ele e Will ergueu as sobrancelhas em surpresa. "George 
salvou a vida de Horace?", Disse ele, incrdulo. "Estvamos emboscados nas montanhas. Um deles atirou uma flecha no Or'ss-san. George-san viu e empurrou Or'ss-san 
para um lado. A flecha atingiu George-san no brao." Halt e Will trocaram outro olhar. "Alyss disse que George mencionou uma ferida em sua mensagem," Will disse. 
"Embora isso sobre salvar Horace  novidade para mim."

"Falando de Alyss", Halt disse, "talvez voc deva busc-la. Ela deveria ouvir o que Atsu tem a dizer." Seu tom de voz disse que ele agora estava convencido de que
este realmente era Atsu e que ele provavelmente poderia ser confivel. Will virou-se para a porta, mas, quando ele fez isso, houve um leve toque na moldura da porta
e o painel deslizante abriu, revelando Alyss no manto Nihon-Jan que ela estava usando anteriormente. "Vocs dois sempre berram no topo da sua voz no meio da noite?",
Disse ela. Em seguida, avistando a terceira figura na sala, sua voz perdeu o seu tom de piada. "Acredito que este  Atsu?" Era uma suposio lgica, Will pensou. 
Ningum mais provvel estaria em seu quarto a esta hora da noite. "De fato . Atsu, esta  a Senhorita Alyss." O pequeno Nihon-Jan girou em volta de joelhos e curvou-se
de sua posio de joelhos para Alyss. "Hr'ady Ariss-san", disse ele. Alyss embora ela fosse diplomata, levantou uma sobrancelha para a pronncia incomum de seu nome.
Espere at que ela oua o que ele faz com o de Horace, Will pensou, vendo a expresso. "Encantada em conhec-lo", disse Alyss, seus traos sobre controle novamente. 
Ela fechou a porta e atravessou a sala para sentar-se no final do colcho de Halt, as pernas encolhidas para um lado. " Atsu pode nos dizer o que aconteceu com Horace?" 
Ela perguntou a Halt. "Eu estava prestes a pedir-lhe isso" O Arqueiro respondeu. Mas Atsu no precisava de mais questionamento. "Or'ss-san se ofereceu para servir 
o Senhor Shigeru, o Imperador do Nihon-Jan, contra o usurpador, Arisaka. Eles reuniram alguns dos homens do Senhor Shigeru e esto a recuar para as montanhas, em 
direo  antiga fortaleza de Ran-Koshi." "Portanto, o Imperador tem um exrcito com ele?" Halt perguntou. Atsu balanou a cabea. "Nenhum exrcito. Apenas os sobreviventes 
dos seus homens da guarnio em Ito. Quase cinquenta homens. H tambm os Kikori, mas eles no so do exrcito." "Os Kikori?" Alyss perguntou. Ela no estava familiarizada 
com a palavra. Atsu se virou para ela. "Trabalhadores cortadores de madeira", disse ele. "Eles vivem nas montanhas e so leais ao Imperador. Arisaka cometeu o erro 
de invadir e queimar as suas aldeias, em sua busca pelo Imperador. Como resultado, ele alienou os Kikori e muitos deles aderiram ao Imperador." "Mas eles no so 
soldados?" Will perguntou e Atsu balanou a cabea. "Infelizmente, no. Mas eles conhecem as montanhas como a palma das suas mos. Se eles esto escondendo o Imperador, 
Arisaka nunca vai encontr-lo."

"Que fortaleza  essa que voc mencionou?" "Ran-Koshi.  uma lendria fortaleza, com altos muros com muitos metros de espessura. Mesmo com uma pequena fora, o Imperador 
pode segur-la contra o exrcito Arisaka por meses." Os trs Araluans trocaram olhares. Will e Alyss deixaram para Halt falar a pergunta que todos eles queriam resposta. 
"Ento, como vamos chegar a Ran Koshi? Voc pode nos guiar?" Seus coraes se afundaram quando Atsu sacudiu a cabea tristemente. " dito que est em algum lugar 
nas montanhas do noroeste. Somente os Kikori saberiam sua localizao, com certeza - faz tanto tempo desde que ningum viu que muitas pessoas dizem que  apenas 
uma lenda." " isso o que voc acredita?" Alyss perguntou. "No. Eu tenho certeza que  real. Mas mesmo se eu soubesse exatamente onde ela est nas montanhas, levaria 
semanas, at meses para chegar l. Voc estar cruzando um terreno montanhoso, um cume elevado aps o outro.  incrivelmente lento e, claro, que voc seria pego 
pelo inverno, antes de chegar na metade do caminho. E voc vai estar se movendo atravs do territrio controlado por homens do Arisaka." Halt esfregou o queixo, 
pensativo. "Voc tem um mapa?", Perguntou ele. "Pode mostrar-nos a rea aproximada?" Atsu assentiu com a cabea rapidamente. Ele enfiou a mo no roupo e tirou um 
rolo de pergaminho. Abriu-o e eles podiam ver que era uma carta da ilha norte de Nihon-Ja. "Ran-Koshi dizem estar nesta rea", disse ele, com o dedo circundando 
uma pequena rea no canto superior esquerdo da ilha. " selvagem, difcil. Como voc pode ver,  no corao das montanhas mais altas e nas traseiras deste lago enorme. 
Para chegar l, voc teria que atravessar tudo isso..." Seu dedo traou uma rota para cima pelo centro da ilha. As marcaes no mapa indicavam que a rota iria lev-los 
atravs de uma regio montanhosa - ngreme e densamente florestada. Ele olhou para cima, se desculpando. "Como eu disse, levaria semanas para fazer essa viagem. 
E eu simplesmente no tenho tempo para gui-los. H um movimento de crescente resistncia ao Arisaka e eu sou um dos organizadores. Eu simpatizo com o seu desejo 
de encontrar Or'ss-san, mas eu tenho minhas prprias tarefas." Halt olhou para o mapa pensativo por alguns segundos. Ento ele apontou para um local um pouco a oeste 
da rea que Atsu tinha indicado. "Se ns estivssemos aqui, voc poderia nos colocar em contato com pessoas que possam nos ajudar a encontrar o Imperador? Estes 
Kikori que voc mencionou."

Atsu assentiu. "Claro que sim. Mas como eu digo, levaria semanas para chegar a esse ponto - que podemos at no conseguir se a neve chegar. E eu no posso perder 
esse tempo. Sinto muito." Halt assentiu, entendendo sua situao. Ele tinha vindo a considerar o problema de viajar atravs deste campo hostil controlado por foras 
Arisaka desde o encontro com os dois Senshi. Agora, ele pensou ter visto uma resposta. "Voc poderia nos ajudar por quatro ou cinco dias?", Perguntou ele.

27
Eles estavam perto do final de sua jornada. Horace marchou cansadamente a trilha spera que serpenteava pelo cho de um vale estreito. Em ambos os lados, penhascos 
ngremes impossveis de ser escalados subiam acima deles. Quanto mais eles iam, mais estreito o vale tornava-se, at que estava a pouco mais de vinte metros de largura. 
Alguns flocos de neve flutuavam, mas eles ainda estavam vendo as primeiras nevadas realmente pesadas do inverno. Reito finalmente chamou para uma parada para descanso 
e a longa coluna de Senshi e Kikori caiu com gratido no solo, retirando os pacotes de seus ombros, abaixando as macas para o cho. Era fim de tarde e eles tinham 
viajado desde antes do amanhecer. Eles tinham viajado muito e constantemente todos os dias da semana passada, com Reito esperando manter a liderana que tinha ganhado 
sobre a fora de Arisaka. Horace encontrou uma grande pedra e encostou-se nela. Suas costelas ainda estavam doendo devido ao impacto com a face do penhasco. O mdico 
de Shigeru tinha cuidado dele, mas havia pouco que se pudesse fazer. O tempo seria o real curador. Mas agora a musculatura protegendo as costelas rachadas estavam 
enrijecidos e doloridos e as aes de sentar e depois subir novamente teriam a esticado, causando dor aguda. "Falta muito?" Ele perguntou a Toru. O Kikori que esteve 
guiando considerou sua resposta antes de responder. Horace podia dizer pela sua expresso que ele no sabia, e ele estava feliz que o Kikori no fez nenhuma tentativa 
de fingir o contrrio. "Este  o vale. Eu tenho certeza disso. Quanto mais ns temos que ir... Eu no tenho certeza." Horace chamou a ateno de Reito. "Por que 
ns no vamos em frente e reconhecemos?" Ele sugeriu e o Senshi, depois de olhar uma vez para Shigeru, reclinouse contra a base de uma grande rocha e assentiu. Desde 
a morte de Shukin, Reito tinha tomado sua responsabilidade pela segurana do imperador muito a srio. Era uma acusao que pesava sobre ele. Shukin, um amigo de 
longa data e parente do Imperador, teve mais facilidade em lidar com a responsabilidade. Ele tinha se acostumado com a tarefa durante um perodo de anos. Mas era 
tudo novo para Reito e ele tendia a ser muito solcito. Agora, porm, considerando a situao, ele decidiu que Shigeru estaria seguro o suficiente em sua ausncia. 
"Boa idia," disse Reito. Ele engatou suas espadas para cima e virou o rosto para o vale diante deles. Toru, sem ser perguntado, levantou-se tambm e os trs partiram, 
andando com cuidado sobre as rochas e pedras despencadas que cobriam o vale. Eles dobraram uma curva  esquerda. O estreito vale serpenteava o seu caminho entre 
as altssimas montanhas, raramente continuando em uma direo por mais de quarenta metros.

 frente deles, eles podiam ver o muro branco de pedras que marcava outra virada, desta vez para a direita. Eles arrastaram-se por diante, suas botas triturando 
as rochas e areia por baixo deles. Ningum falou. No havia nada a dizer. A fortaleza de Ran-Koshi estava em algum lugar  frente deles. Falar sobre isso no a traria 
um centmetro mais prximo. Eles contornaram a curva e, de repente, l estava ela. " isso?" disse Horace, uma descrena evidente em sua voz. Reito no disse nada. 
Ele balanou a cabea lentamente conforme ele estudava a "fortaleza".  frente deles, o vale se endireitava e subia uma ladeira ngreme. A cem metros de distncia, 
uma paliada de madeira caindo aos pedaos, com no mximo quatro metros de altura, tinha sido jogada em toda a parte mais estreita do vale, onde as paredes de rocha 
ngremes fechavam para deixar uma lacuna de apenas trinta metros de dimetro. Alm da paliada, a terra continuava a crescer e o vale ampliava mais uma vez. Eles 
podiam ver vrias cabanas em runas, suas cinzas e madeiras frgeis com a idade, os seus telhados de palha muito apodrecidos. A face de Reito escureceu de raiva. 
Ele se virou para Toru. "Esta  Ran-Koshi?", Disse ele amargamente. "Esta  a poderosa fortaleza que vai nos proteger do exrcito de Arisaka?" H semanas que eles 
haviam buscado esse objetivo, pensando nele como o seu santurio final, como um lugar onde pudessem descansar e recuperar sua fora, onde eles poderiam treinar os 
Kikori a lutar, protegidos pela fortaleza de muros de pedra. Agora, l estavam eles, com no mais do que uma linha abandonada de toras e tbuas para abrigar. No 
lado esquerdo, o lado ocidental, a paliada estava praticamente metadedesmoronada, Horace viu. Um esforo determinado por uma fora de ataque iria derrub-la e abriria 
um espao de cinco metros nas defesas, escassas como elas estavam. Toru estava imvel. "Esta  Ran-Koshi", disse ele. Ele no tinha estado presente na discusso 
semanas atrs, quando Shigeru e Shukin haviam descrito a enorme e lendria fortaleza. Ele tinha sido simplesmente perguntado se ele poderia liderar o caminho para 
Ran-Koshi e ele tinha feito. Ele sabia que Ran-Koshi era esta paliada simples atravs de um vale - muitos dos Kikori sabiam - e ele tinha assumido que assim o fazia 
Shigeru e seus seguidores. No havia nenhuma razo para ele pensar o contrrio. Ele enfrentou o nobre Senshi irritado com calma. Reito fez um gesto frustrado furioso 
com as duas mos. Ele de repente sentiu desamparado. Pior, ele sentia que tinha trado a confiana que Shukin e Shigeru haviam colocado nele. Eles haviam lutado 
pelas montanhas durante semanas, carregando seus feridos, combatendo o seu caminho at as traioeiras trilhas enlameadas, onde um passo em falso pode levar ao desastre. 
Shukin e seus homens tinham dado suas vidas para comprar-lhes tempo. E eles fizeram isso, eles sofreram, para... Isso. Por um momento, ele estava a ponto de lanar 
sua espada longa e executar o guia Kikori. Mas ele dominou o impulso. Ele olhou para Horace, com o rosto ferido.

"O que eu posso dizer ao Imperador?" Mas Horace, aps a sua surpresa inicial, estava acenando lentamente conforme ele estudava o terreno  sua volta. "Diga a ele 
que ns encontramos Ran-Koshi", ele disse simplesmente. Reito estava comeando a dar uma resposta amarga, mas Horace acalmou-o com uma mo levantada, em seguida, 
apontou para as montanhas que juntavam em todos os lados. "Estas so as poderosas paredes de pedra da fortaleza", disse ele. " o prprio vale. Esta  a fortaleza. 
Nenhum exrcito poderia escalar essas paredes, ou quebr-las. A paliada  apenas a porta de entrada." "Mas est abandonada! Est caindo sobre si mesma!" Reito estourou 
em desespero. Horace colocou a calma mo em seu ombro. Ele sabia que a reao era causada pelo senso de dever e obrigao que Reito sentia ao Imperador. "Est velha, 
mas a estrutura  boa o suficiente para alm do extremo oeste - e ela pode ser reconstruda, disse ele. "Ns precisamos simplesmente substituir algumas das maiores 
madeiras na parede principal. E, afinal, temos duas centenas de trabalhadores qualificados de madeira com a gente" Ele olhou para Toru. "Eu diria que o seu povo 
poderia colocar isso direito em trs ou quatro dias, no poderiam? "Sim, Kurokuma", disse ele. Ele estava feliz que o guerreiro gaijin tinha visto a imagem maior. 
"E ns podemos reconstruir as barracas de modo que teremos quartos quentes e secos durante o inverno." Lentamente, a sensao de angstia estava saindo de Reito 
enquanto ele olhava para os seus arredores com novos olhos. Kurokuma estava certo, pensou. Nenhum exrcito poderia escalar ou violar estas paredes macias. E a paliada 
estava com apenas trinta metros de largura - que poderia ser facilmente defendida com duas ou trs centenas de defensores que eles tinham  sua disposio. Outro 
pensamento atingiu Reito. "Uma vez que a neve chegar, esta passagem estar com metros de profundidade na neve. Um inimigo no poderia sequer se aproximar da paliada 
em qualquer nmero", disse ele. Ele se virou para Toru e curvou-se profundamente. "Minhas desculpas, Toru-san. Falei sem pensar." Toru voltou  proa e transferiu 
seus ps indecisos. Ele no estava acostumado a ter guerreiros Senshi pedindo desculpas a ele, ou se curvando para ele. Ele resmungou uma resposta. "No h nenhum 
motivo para voc se desculpar, Senhor Reito", disse ele. Mas Reito corrigiu. "Reito-san", ele disse com firmeza, e os olhos do Kikori se arregalaram, em surpresa. 
O Senshi estava evitando o ttulo honorfico de "Senhor" para um mais igualitrio de "Reito-san". Horace observou a interao entre os dois homens. Agora ele estava 
familiarizado com a etiqueta de enderear e as formas de perceber o abismo gigante que Reito tinha acabado de passar. Aquilo serviria bem para os prximos meses, 
ele pensou. Seriam melhor ter o Kikori como parceiros dispostos, ao

invs de indivduos inferiores. Ele bateu nos ombros de ambos os homens, puxando-os juntos. "Vamos dizer a Shigeru que descobrimos sua fortaleza", disse ele. Eles 
fizeram o seu caminho de volta para o vale para onde a coluna esperava por eles. Horace estava consciente de uma nova energia em sua etapa. Depois de semanas de 
escalada e escalonamento em diante, eles tinham atingido o seu objetivo. Agora, eles podiam descansar e se recuperar. Shigeru os viu chegando, viu a linguagem corporal 
positiva entre os trs e levantou em expectativa. "Vocs a encontraram?", Ele disse. Horace se referiu para Reito. O Senshi sentiu a responsabilidade da liderana 
profundamente e Horace pensou que s era justo para ele entregar a boa notcia. "Sim, senhor", disse ele. "Est a apenas poucas centenas de metros de distncia." 
Ele apontou o vale por trs dele. "Mas o Senhor Shigeru, devo dizer-lhe. Ela no ..." Ele hesitou, no sabendo como proceder. Horace, ao v-lo vacilar, concluiu 
sem problemas para ele. "No  exatamente o que espervamos", disse ele. " uma fortaleza natural ao invs de uma feita pelo homem. Mas ela vai atender a nossas 
necessidades to bem quanto." Pela primeira vez em muitos dias, Shigeru sorriu. Horace viu seus ombros elevarem, como se um peso enorme tivesse sido tirado deles. 
"A entrada precisa de conserto", continuou Horace. "Mas os Kikori iro lidar com isso facilmente. E ns podemos construir cabanas e um abrigo adequado para os feridos." 
Ele estava muito consciente do fato de que os homens feridos haviam viajado sem queixa, tendo sido constantemente expostos ao frio intenso, granizo e neve, enquanto 
eles estavam viajando. Vrios j haviam sucumbido aos seus ferimentos. Agora, com a perspectiva de quartos quentes e secos, os outros teriam uma chance maior de 
sobrevivncia. A palavra tinha rapidamente viajado para baixo na coluna que Ran-Koshi estava ao alcance. Sem ordens dadas, os Kikori e Senshi tinham levantado e 
estavam se formando em sua ordem de marcha mais uma vez. "Obrigado, Reito", disse Shigeru, "por nos trazer em segurana atravs das montanhas at este ponto. Agora, 
talvez devssemos examinar meu palcio de inverno?" Eles subiram at a runa oeste da paliada, escolhendo o seu caminho com cuidado sobre a madeira lascada. Quando 
eles saram do outro lado, Horace parou em surpresa. O vale se alargava, a terra continuava a aumentar gradualmente. Mas havia um considervel espao aberto atrs 
do muro de madeira. E a rea estava pontilhada com cabanas e chals. "Algum esteve aqui recentemente", disse Horace. Ento, conforme eles se moviam mais acima do 
vale e ele podia ver a condio dos edifcios de forma mais clara, ele revisava sua estimativa. "Talvez no recentemente", disse ele  Reito. "Mas, certamente, muito 
mais recentemente do que mil anos atrs." A madeira dos edifcios, como a paliada em si, estava cinza e seca com a idade. Os telhados eram feitos de telhas rachadas 
e na maioria dos casos, as vigas de sustentao desabaram, deixando somente sees de telhados ainda em vigor.

Os recm-chegados olharam em volta e se perguntaram confusos sobre quem os habitantes mais recentes poderiam ter sido. Ento, um dos Kikori surgiu a partir de uma 
cabine que ele tinha ido inspecionar e gritou entusiasmado. "Kurokuma! Aqui!" Horace se moveu rapidamente para se juntar a ele. A cabine era maior do que a maioria 
das outras. No havia espaos de janela. As paredes eram brancas e slidas, com apenas uma porta no final. "Parece mais um armazm do que uma cabine", disse ele 
baixinho. E quando ele pisou cautelosamente para dentro, olhando para cima para se certificar de que o telhado no estava prestes a desabar sobre ele, viu que ele 
estava certo. O interior estava cheio de velhas, caixas de madeira em decomposio e restos apodrecidos de tecido que poderiam ter sido os restos de sacos de comida. 
Eles estavam espalhados em todas as direes. Obviamente, os animais tinham trabalhado aqui ao longo dos anos, vasculhando o contedo do prdio em busca de algo 
comestvel. Mas o que chamou seu interesse era um armrio correndo pelo centro da sala. "Armas, Kurokuma!", Disse o Kikori que o tinha chamado. "Olha!" O armrio 
tinha velhas armas. Dardos, lanas e espadas simples - no as armas cuidadosamente criadas pelos Senshi, mas mais pesadas, armas de lmina reta. As ligaes de couro 
e hastes de madeira estavam podres com a idade e parecia que iriam se desintegrar em um toque. E as partes de metal estavam velhas e com ferrugem. Inutilizveis, 
Horace viu de relance. Elas no haviam sido de boa qualidade quando eram novos. Ele sups que eram de ferro, e no em ao temperado. Elas seriam mais perigosas para 
o usurio do que para o inimigo. "Podemos us-las?" O Kikori perguntou, mas Horace balanou a cabea. Ele tocou a lmina de uma das espadas e ferrugem saiu em flocos 
vermelhos. "Muito velha. Muito Enferrujada", disse ele. Ele se virou para Reito, que tinha seguido at a cabine. "Qualquer idia de quem poderia ter construdo tudo 
isso?", Ele perguntou, varrendo a mo no interior do antigo armazm. Reito adiantou-se e examinou uma das espadas, notando a m qualidade. "Em um palpite, eu diria 
que bandidos ou saqueadores", disse ele. "Isso teria sido um esconderijo ideal para eles enquanto caavam nas aldeias Kikori e nos viajantes atravs dos vales." 
"Bem, eles esto h muito tempo fora daqui", disse Horace, limpando manchas de ferrugem das suas unhas. "Eu acho que ns vamos construir as nossas prprias cabines", 
ele acrescentou. "Eu prefiro dormir  noite sem se preocupar que o teto vai cair sobre mim." Eles montaram acampamento na rea mais ampla por trs da paliada. No 
momento, eles iriam se abrigar em tendas, mas Horace direcionou ao Kikori snior onde as cabines e o abrigo hospital deveria ficar localizado. Com um nmero to 
grande de

trabalhadores qualificados  sua disposio, ele tambm deu instrues para renovar e reforar a paliada, para comear, com prioridade a ser dada para o lado esquerdo 
quase desmoronado. Ele estava feliz por tirar essa carga dos ombros de Reito, deixando-o livre para cuidar do bem-estar de Shigeru. Reito era um Senshi, mas ele 
era da corte, no um general, e Horace eram mais bem qualificado para zelar pela defesa da Ran-Koshi. Ele caminhou sobre o vale, com uma nova energia em sua etapa, 
seguido por um grupo de uma dezena de idosos Kikori - os lderes das aldeias que haviam se juntado a sua festa. Ele ficou satisfeito com a maneira que eles rapidamente 
aceitaram o seu direito de dar ordens. Ainda mais gratificante foi o fato de que eles estavam dispostos a cooperar uns com os outros. Quaisquer rivalidades entre 
as vilas que poderia ter existido antes foram ceifadas pela situao atual. Um deles apontou que havia pouca madeira pesada no prprio vale. Grupos de trabalho teriam 
que viajar para trs no caminho que eles tinham vindo para cortar madeira fora do vale e arrast-lo at a fortaleza. Horace assentiu reconhecendo o fato. "Ento 
amanh vamos descansar", disse ele. "Depois disso, o trabalho comea." O Kikori assentiu em acordo. O descanso de um dia inteiro tornaria o trabalho mais rpido, 
todos sabiam. "Obtenham seus grupos de trabalho detalhados", ele disse a eles. Todos os Kikori snior deram curvadas superficiais e ele os retornou com uma curvada 
rpida de sua prpria cabea. Interessante como isso rapidamente se tornou uma ao natural, ele pensou. Ento, quando eles se afastaram para seus respectivos grupos, 
ele olhou em torno procurando por Eiko e Mikeru. Os dois nunca estavam muito longe e durante as ltimas semanas ele tinha se acostumado a destac-los para tarefas 
especficas. "Eiko, voc pode organizar espies para voltar no caminho que ns viemos e vigiar a aproximao de Arisaka?" "Eu vou eu mesmo, Kurokuma", o forte lenhador 
disse, mas Horace balanou a cabea. "No. Eu preciso de voc aqui. Envie homens que voc pode confiar." "Eu irei com eles, Kurokuma?" Era Mikeru, o jovem que havia 
os guiado a partir da primeira aldeia Kikori e, como resultado, havia escapado do ataque brutal de uma das patrulhas da Arisaka. Ele era vivo e inteligente e enrgico, 
sempre pronto para alguma coisa para quebrar a monotonia da marcha longa e difcil. Ele era a pessoa ideal para a tarefa que Horace tinha em mente. "No. Eu tenho 
outra coisa que eu preciso que voc faa. Obtenha trs ou quatro de seus amigos e explore este vale. Encontre um caminho secreto para fora para a plancie abaixo." 
Mikeru e Eiko ambos franziram a testa, intrigados com suas palavras. "Caminho Secreto, Kurokuma? Existe um caminho secreto?" Mikeru olhou ao redor das paredes juntas 
de rocha. Elas pareciam impenetrveis. Horace sorriu amargamente.

"Esta era uma fortaleza. Mas tambm  uma armadilha. Um beco sem sada. Nenhum comandante militar iria colocar seus homens em uma fortaleza como esta a menos que 
houvesse uma sada secreta. Confie em mim. Ela vai aparecer. Vai ser estreita e vai ser difcil, mas estar l. Voc apenas tem que encontr-la."

28
O Wolfwill deslizava na enseada estreita a remos. No havia nenhum sopro de vento e a superfcie da gua estava calma e transparente, marcada apenas pelos dezesseis 
crculos deixados por cada golpe dos remos e a forma de flecha que o navio deixava para trs dele. Quatro dias antes, eles tinham deixado Iwanai e navegado at a
costa oeste de NihonJin. Um vento forte soprava do sul e Gundar tinha levantado duas velas a noroeste e levantou vela, e abaixou os remos de ambos os lados. Eles 
ficavam perpendicularmente ao casco. Nesta posio - Gundar chamava de ganso voando - eles formavam um M gigante. Com o vento pela popa, ele poderia usar duas vezes 
a rea normal da vela. O mar estava calmo e com essa presso extra por trs dele, o Wolfwill tinha navegado at o litoral. Conforme Halt tinha visto quando ele estudou 
o mapa, os trs dias de navegao  vela os salvaram semanas, em comparao com a alternativa - caminhar ao longo de centenas de quilmetros de montanhas. E eles 
tinham evitado a ateno das patrulhas de Arisaka. Agora eles tinham atingido a parte norte da ilha e em algum lugar, no muito longe da costa, estava a fortaleza 
de Ran-Koshi. "Isso  o suficiente, eu acho, Gundar", ele disse calmamente. Gundar gritou uma ordem, tambm em tom de surdina, e os remos cessaram seu constante 
movimento. Parecia certo manter suas vozes baixas. Tudo aqui foi to tranqilo, to pacfico. Pelo menos, por enquanto. O tempo diria o que estava debaixo das rvores 
na margem densamente florestada da enseada. Atrs das primeiras colinas cobertas de rvores, as montanhas comeavam a subir novamente, agora cobertas at a metade 
da altura de neve. Wolfwill derivou, parecendo repousar sobre a sua prpria imagem invertida, enquanto sua tripulao e os passageiros estudavam o litoral, procurando 
sinais de movimento. "J esteve aqui antes, Atsu?" Selethen perguntou e o guia sacudiu a cabea. "No nesta provncia, senhor", disse ele. "Ento eu no conheo 
o Kikori local. Mas isso no deve ser um problema. Os Kikori so leais ao Imperador Shigeru. Eu simplesmente tenho que fazer o contato com as tribos locais". "Contanto 
que voc no tope com homens da Arisaka ao invs disso", Halt disse secamente. "Ns no sabemos que os homens da Arisaka penetraram to longe a Noroeste", disse 
o guia.

Halt encolheu os ombros. "Ns no sabemos que eles no fizeram tambm.  melhor assumir o pior. Dessa forma, voc no estar decepcionado quando ele ocorrer".Halt 
virou-se para Gundar. "Eu pensei que voc poderia acampar na ilha que ns passamos, ao invs de por aqui no continente". O skirl assentiu. "Tambm pensei isso. Poderamos 
ficar aqui por semanas, at meses, enquanto o inverno passa. Ns iremos estar mais seguros na ilha". Tinha sido decidido que Gundar e seus homens no iriam acompanh-los 
nas montanhas. Um capito sempre relutava em abandonar o navio, mesmo para um tempo curto, e eles poderiam estar em Ran-Koshi por meses. Em vez disso, os Escandinavos 
levariam Atsu de volta para Iwanai, em seguida, retornariam a esse ponto e passariam o inverno em um acampamento, encalhando o navio e transportando-a acima da marca 
da mar para proteg-la de tempestades de inverno. Eles planejavam construir cabanas no abrigo das rvores. Escandinavos muitas vezes enfrentavam inverno como este 
enquanto eles estavam viajando. Gundar tinha re-carregado o navio quando eles estavam em Iwanai ento eles tinham bastante comida a bordo. Alm disso, eles poderiam 
vir para o continente para caar e buscar gua, se no houvesse nada na ilha. A ilha foi um golpe de sorte. A Quatrocentos metros da costa, ela iria fornecer segurana 
e alerta precoce de qualquer possvel ataque. "Ponha-nos em terra" Halt continuou. "Ento, saia da ilha. Ns vamos acampar na praia hoje  noite enquanto Atsu tenta 
contatar os moradores". Quarenta minutos depois, o grupo de terra observava enquanto os remos do Wolfship avanavam para frente e para trs, a dinamizao do artesanato 
puro em seu prprio comprimento. Em seguida, ambos os bancos de remos comearam a se unir e o navio ganhou velocidade rumo ao mar. Na popa, Gundar acenou adeus. 
Conforme Wolfwill fez uma curva e desapareceu da vista, Will sentiu-se estranhamente s. Mas no houve tempo para a introspeco. Havia trabalho a ser feito. "Certo", 
disse Halt. "Vamos montar um acampamento. Atsu quer esperar at a manh? Ou voc vai tentar fazer contato com os moradores esta noite?". Atsu olhou para o sol baixo. 
Havia provavelmente ainda uma hora de luz do dia. "Poderia ser melhor se eu fosse imediatamente", disse ele. " altamente provvel que ns fomos vistos, ento quanto 
mais cedo eu possa fazer contato e explicar as nossas intenes, melhor". Halt assentiu e, enquanto os outros comeavam a erguer as suas tendas pequenas e coletar 
pedras para lareira, Atsu escorregou para dentro da floresta. Will o assistiu ir, em seguida, voltou-se para a tarefa de apertar a corda na sua tenda. Selethen, 
ao lado dele, no era familiarizado com o projeto Araluan de tendas e estava um pouco confuso sobre o arranjo de cordas e lona. Will moveu-se rapidamente para ajud-lo 
a obt-los separados. "Obrigado", disse o Wakir. Ele acrescentou, com um leve sorriso, "Eu costumo ter um servo para fazer isso por mim, voc sabe".

"Estou feliz por estar ajudando", Will disse. "Contanto que voc nos de um pouco do seu fornecimento de caf". "Boa idia", o Arridi respondeu e comeou a remexer 
em sua mochila. Seus gros de caf eram superiores aos que Will e Halt transportavam. Eles tinham mais sabor e eram muito mais aromticos. Durante a viagem, eles 
tinham todos os seus fornecimentos cuidadosamente racionados - caf parecia ser desconhecido em Nihon-Jin. Mas agora Will pensou que era hora de desfrutar de uma 
boa xcara. Evanlyn e Alyss tinham encontrado um crrego de gua doce um pouco para o interior da praia e tinha pegado as peles de gua e os cantis para ench-los 
com gua limpa e fria. Enquanto esperava as meninas voltar, Will e Selethen definiam sobre como fazer uma fogueira. Halt, sentado com as costas em um tronco e estudando 
o mapa, olhou para cima quando eles o fizeram. Will hesitou. "Ns podemos ter uma fogueira, Halt?", Perguntou ele. O Arqueiro mais velho pensou por um momento. "Por 
que no?", Disse. "Como Atsu salientou, os locais provavelmente sabem que estamos aqui".Ele olhou na direo das rvores, onde as duas meninas eram visveis enchendo 
os cantis. "Voc est esperando problema?" Will perguntou ciente de que Halt estava mantendo um olhar atento sobre as meninas enquanto elas trabalhavam. Novamente, 
Halt hesitou antes de responder. "Eu sempre estou nervoso quando estou em um pas que eu no conheo", disse ele. "Acho que  a melhor maneira de ser". " certamente 
o que o manteve vivo at agora", disse Selethen, com uma sugesto de um sorriso. Halt assentiu. "Sim. Por enquanto tudo bem. Alm disso, eu estive pensando... Atsu 
parece confiante de que todas as aldeias Kikori estaro apoiando o Imperador. Mas no h nenhuma garantia frrea que alguns deles no tenham passado para os Arisaka". 
"Voc acha que isso  provvel?" Will perguntou e Halt voltou a olhar para o seu jovem protegido. "No. Mas  possvel. Estamos indo muito na palavra de Atsu para 
as coisas e no temos como saber o quo bom  o seu julgamento". Evanlyn e Alyss retornaram enquanto eles estavam discutindo isso. As meninas estavam sobrecarregadas 
com dois cantis grandes cheios e levaram a carga entre eles. Evanlyn olhou ao redor do acampamento em aprovao. Alyss, que havia notado a expresso sombria no rosto 
de Selethen e os dois Arqueiros, acrescentou: "E que expresses srias vocs todos esto usando. H algo de errado, Halt?". Halt sorriu para ela. "Agora que temos 
gua para o caf, no", respondeu ele. "Tudo est exatamente como deveria ser".

Eles fizeram o caf, ento Will definiu sobre como preparar uma refeio da noite. O mercado de Iwanai lhes tinha fornecido vrias galinhas e ele comeou a articul-las 
e preparar a carne marinada de azeite, mel e o molho salgado escuro que era um tempero em Nihon-Jin. Atsu havia lhe ensinado como preparar arroz, que ele nunca tinha 
cozinhado antes, e ele colocou uma panela tampada cozinhando na brasa do fogo enquanto ele preparava uma salada verde, com cebolinhas e folhas verdes que se assemelhavam 
a espinafre. Como sempre, ele tinha seu kit de cozinha com ele, com seus prprios temperos pessoais que iriam criar uma salada leve e picante. "Bom conhecer um homem 
que cozinha", disse Alyss, sentada confortavelmente ao redor fogo, de costas contra um tronco e os joelhos dobrados. "Ouvi dizer que voc pode preparar uma refeio 
muito boa tambm, Halt" Evanlyn disse, delicadamente a provoc-lo. Halt tomou outro gole do caf que eles tinham preparado. Seus olhos sorriram para ela sobre a 
borda de sua caneca. " parte da formao de um Arqueiro", disse ele. "No h nenhuma lei que diz que temos que ficar na aderncia dura e com gua fria quando estamos 
acampados. Uma boa refeio faz muito para restaurar o esprito. Alguns anos atrs, Crowley tinha Mestre Chubb para preparar um conjunto de receitas e instrues 
para ns. Todos os aprendizes de Arqueiro fazem um curso de trs meses em seu terceiro ano". "Ento o que voc est planejando cozinhar para nos castigar?" Selethen 
perguntou. Ele estava sorrindo, mas ele pensou que esse curso era uma excelente idia. Como disse Halt, comida boa e simples poderia fazer um longo caminho para 
tornar um campo mais confortvel. Halt esvaziou o resto de seu caf. Ele olhou para os resduos em sua caneca melancolicamente. Por um momento ele foi tentado a 
pegar mais um pote. Mas eles no podiam dar ao luxo de desperdiar os seus suprimentos limitados. "Eu no vou cozinhar", respondeu ele. "Will gosta de fazer e eu 
no quero estragar sua diverso". Will olhou para cima de onde ele estava enfiando a carne de frango marinada em espetos finos de madeira verde. "Alm disso, Halt 
tem sido conhecido por queimar a comida, quando ele faz", ele disse e todos riram. Ela estava preste a acrescentar ao conto de tentativas fracassadas de Halt cozinhando 
quando parou os olhos fixos nas sombras  beira das rvores da orla da praia. Ele abaixou a espada que ele estava preparando e se ps de p, a mo dele indo para 
o punho de sua faca Saxnica. "Ns temos companhia".

Havia figuras emergentes das rvores. Rusticamente vestidos de peles e de couro e todos portando armas - lanas e machados principalmente. Os outros ficaram de p 
tambm. Halt tinha seu longo arco em sua mo e ele rapidamente recuperou sua aljava de onde ela estava deitada no cho ao lado dele, atirando-a no ombro. Em uma 
continuao do mesmo movimento fludo, ele pegou uma flecha da aljava e a colocou na corda. Selethen colocou a mo alertando em seu antebrao. "H muitos deles, 
Halt. Este pode ser um tempo para falar". Selethen estava certo, o Arqueiro viu. Havia pelo menos vinte homens vindos na direo deles. "Onde diabos esta Atsu quando 
precisamos dele?" Will disse amargamente. Ele estava olhando as rvores por algum sinal de seu guia, mas sem sucesso. Seu prprio arco estava em sua mo, mas Selethen 
estava certo. Havia muitos homens armados para fazer uma resistncia de valor. Os recm-chegados formaram um semicrculo ao redor do pequeno grupo pela fogueira. 
Seus olhos eram duros e desconfiados. Halt desarmou o seu arco e estendeu as mos num gesto de paz. Seguindo seu exemplo, Selethen afastou a mo do punho da sua 
espada curvada. Um dos homens falou. Mas Halt no pde reconhecer as palavras. "Voc pegou isso, Alyss?", Perguntou ele. A menina loura olhou rapidamente para ele, 
no totalmente segura de si mesma. " Nihon-Jin", disse ela. "Mas  um sotaque muito forte regional. Torna difcil de pegar. Acho que ele est perguntando quem somos". 
"Pergunta lgica", Will disse. O orador olhou para ele e cuspiu algumas palavras. O tom era bvio, mesmo que o sentido no fosse. Ele ficou furioso. "Melhor se Alyss 
falar, Will", Halt advertiu em voz baixa. O orador Nihon-Jin balanou a olhar para ele, mas como Halt era obviamente o lder desse grupo, ele no parecia estar irritado 
que ele estava falando. "Pergunte se ele viu Atsu", disse ele e Alyss falou, escolhendo suas palavras. Os outros ouviram a palavra "Atsu" entre elas. O Nihon-Jin 
respondeu com desdm. Obviamente ele no tinha idia de quem poderia ser Atsu. Ele repetiu a pergunta original, mais incisivamente neste momento. "Ele ainda est 
perguntando quem somos", disse Alyss. No houve necessidade de traduzir a resposta negativa  sua pergunta sobre Atsu. "Diga a ele que ns somos viajantes", Halt 
disse cuidadosamente. "Nosso barco foi danificado e a equipe nos deixou aqui".

Alyss reuniu seus pensamentos para enquadrar as frases necessrias. O porta-voz Nihon-Jin cumprimentou as suas palavras com um grunhido. Em seguida, ele disparou 
outra pergunta. "Ele quer saber para onde estamos indo", disse Alyss. Ela olhou para Halt. "Devo dizer algo sobre Shi-" Ela parou de se dizer o nome do Imperador, 
percebendo que o NihonJin provavelmente iria reconhec-lo. Em vez disso, ela mudou sua pergunta no ltimo momento. "Sobre... o Imperador?". "No" Halt disse rapidamente. 
"Ns no sabemos de que lado essas pessoas esto. Basta dizer-lhe que estamos procurando pelos Kikori". Era uma situao complicada. As chances eram boas que estes 
homens se opunham a Arisaka. Mas no era certeza. Se Alyss dissesse que eles estavam procurando por Shigeru, eles poderiam encontrar-se feitos prisioneiros pelo 
usurpador. Alyss comeou a traduzir a declarao. Mas o homem tinha ouvido a palavra "Kikori". Ele bateu o seu prprio peito repetidamente e gritou para eles "Kikori". 
A palavra foi repetida diversas vezes. "Eu suponho que vocs compreenderam isso", Alyss disse. "Estes so Kikori". "A questo : de que lado eles esto?" Evanlyn 
perguntou. Mas Alyss no tinha resposta para isso. Ento o homem virou-se para seus seguidores e fez um gesto rpido. Os Kikori se moveram ao acampamento, circulando 
em torno dos cinco estrangeiros e fazendo gestos imperiosos. O significado era bvio. Eles iriam acompanhar eles. Will percebeu que o Kikori no fez nenhuma tentativa 
de alivi-los de suas armas, e gesticulou para os Araluans e Selethen para pegar suas mochilas e outros equipamentos. Will fez uma tentativa de mover uma das barracas, 
mas o Kikori mais prximo a ele fez um gesto negativo e gritou com ele. Ele parecia repetir a mesma palavra de novo: Damm! Damm! Will deu de ombros. "Eu acho que 
a barraca fica", disse ele.

29
Horace estava estudando o lado ocidental do colapso da paliada com o chefe de trabalho atribudo a repar-la. Esta seo do trabalho tinha ficado para trs do resto 
dos reparos. A maior parte da paliada estava boa agora, as passagens tinham sido reforadas e em alguns lugares substituda inteiramente, e as tbuas da parede 
renovadas sempre que necessrio com novos e fortes troncos. Mas a seo recolhida tinha problemas para alm de simples estragos do tempo. O chefe apontou para um 
canal profundo cortado no cho sob a paliada arruinada. "Esta rea se torna um curso de gua quando a neve derrete Kurokuma", disse ele. "A gua da enxurrada gradualmente 
erodiu as fundaes do muro neste momento e as levou. Ns vamos ter que definir novas bases". Horace coou o queixo. "E espero que no chova. No h como reparar 
isso se tudo for varrido novamente", disse ele, pensativo. Mas o chefe sacudiu a cabea. "Est muito frio para chover. Vai nevar. Mas no haver gua a correr por 
aqui at a primavera, quando a neve derreter. Mesmo assim, levaria algumas estaes para dano suficiente ser feito. Isso no acontecer em um ou dois anos". Horace 
estudou o homem por um momento. Ele parecia confiante e certamente ele parecia saber o seu ofcio. "Muito bem. Vamos continuar com isso. Eu no vou estar feliz at 
que eu saiba que toda a paliada est completa". "Ns devemos ser capazes de consert-la em poucos dias. Agora que os outros reparos esto quase a terminar, posso 
atribuir grupos de trabalho extras para esta parte". "Muito bem", disse Horace. Ele gesticulou para o homem ir em frente e virou-se, voltando-se a inclinar para 
o pequeno povoado de cabines que j tinha sido criada pelo trabalho duro dos Kikori. Um pequeno grupo de homens mais jovens tinha sido dispensado do trabalho e o 
comandante da guarda pessoal de Shigeru tinha comeado a sua instruo na arte da tcnica Senshi da espada. Ele estava demonstrando os movimentos bsicos para eles 
agora, pedindo um tempo para cada corte de blocos, ou impulso. Horace parou para assistir, fascinado pelo estilo diferente. Parecia muito mais ornamentado e ritualstico 
do que os treinos que ele estava acostumado. Mais - ele procurou por uma palavra e, em seguida, encontrei - extravagante, com seus giros e varreduras. Mas alm da 
tcnica estrangeira ele podia discernir uma semelhana de efeito.

Agora Moka, o comandante da guarda, parou sua demonstrao e pediu para os Kikori repetirem a seqncia. Eles estavam armados com espadas retiradas do grupo de ataque 
dizimado na Vila da Margem. Moka assistiu de rosto duro, enquanto os jovens Kikori tentavam imitar seus movimentos. Eles eram, infelizmente, no coordenados e desajeitados 
na sua execuo. Reito estava perto, assistindo tambm. Ele viu Horace e moveu-se para se juntar a ele. "Eles no so muito bons, so?" Horace disse. Reito encolheu 
os ombros. "Senshi comeam a aprender isso quando eles tm dez anos de idade", disse ele. " pedir muito para os trabalhadores da madeira aprend-lo em poucas semanas". 
"Eu me pergunto se eles vo aprender em poucos meses", disse Horace melancolicamente. "Eles vo estar a enfrentar os guerreiros que j esto treinando desde que 
tinham dez." Reito assentiu. Ele pensou a mesma coisa. "Mas qual  a alternativa?". Horace balanou a cabea. "Eu gostaria de saber".Mesmo se a paliada e as falsias 
enormes em ambos os lados os mantero seguros para o inverno, ele descobriu que temia o confronto com o exrcito de Arisaka Senshi na primavera. "s vezes eu penso 
que ns estamos apenas adiando o inevitvel", disse ele. Antes que Reito pudesse responder, ouviram o nome de Horace sendo gritado. Eles se viraram e olharam para 
o vale, para onde se podia ver a figura animada de Mikeru e dois de seus jovens companheiros. Vrios dos Kikori pararam seu treinamento de espada para virar e olhar 
tambm. Conforme eles fizeram, seu instrutor gritou com eles para voltar ao trabalho. Timidamente, eles retomaram a prtica. "Vamos ver o que Mikeru quer", disse 
Horace. "Ele parece animado", Reito observou. "Talvez seja uma boa notcia". "Isso iria fazer uma mudana", disse Horace enquanto eles desciam o vale inclinado para 
satisfazer o jovem. Mikeru os viu chegando e parou de correr. Ele fez uma pausa, curvado com as mos sobre os joelhos, enquanto ele recuperava o flego. "Ns descobrimos 
Kurokuma", disse ele, ainda um pouco ofegante. Por um momento, Horace no tinha certeza de que ele estava falando. Sua cabea ainda estava cheia de pensamentos dos 
reparos  paliada e a tarefa aparentemente impossvel de transformar trabalhadores de madeira em espadachins qualificados no espao de poucos meses. Ento ele lembrou-se 
da tarefa que ele tinha estabelecido para Mikeru alguns dias antes. "A sada secreta?", Disse. O rapaz acenou, sorrindo triunfante para ele.

"Voc estava certo, Kurokuma! Estava l o tempo todo!  estreita e  difcil e da voltas e mais voltas. Mas ela est l!". "Vamos dar uma olhada nela", disse Horace 
e Mikeru assentiu com ansiedade. Eles deram uma meio-corrida, e depois pararam aps poucos metros, olhando para trs para ver se Horace e Reito estavam seguindo. 
Ele lembrava Horace um filhote ansioso, esperando impacientemente por seu mestre para alcan-los. "Devagar, Mikeru", disse ele com um sorriso. "Ela est l h centenas 
de anos. No vai a lugar nenhum agora". Como o menino havia dito, o caminho bem escondido era estreito e difcil. Era um barranco ngreme que descia pela montanha, 
escavando seu caminho atravs da rocha. Em alguns lugares, Horace pensou, parecia ter sido escavado pela mo. Aparentemente, os ocupantes originais de Ran-Koshi 
tinham encontrado uma srie de fendas estreitas que desciam a montanha e ligavam para formar um caminho quase imperceptvel que levava para baixo atravs das paredes 
de rocha. Eles entraram e escorregaram por um caminho ngreme, enviando uma chuva de pequenos seixos em cascata antes deles, despejando as paredes de pedra do outro 
lado. "No  muito fcil chegar a este caminho", Reito observou. Horace olhou para ele. "Isso  como voc quer. A maioria das pessoas olha para isto e no reconhece 
como um caminho de volta para a fortaleza. E mesmo que um invasor saiba sobre isso, eu vi uma meia dzia de pontos onde dez homens poderiam adiar um exrcito". "Muitos 
lugares para construir precipcios e armadilhas tambm", Reito disse. "Voc s poderia vir at aqui em uma fila nica". "Mesma coisa indo para baixo", disse Horace 
casualmente. "Voc precisaria de muito tempo, se voc quisesse passar uma fora aqui em baixo". "Baixo? Por que voc quer ir para baixo? Quero dizer,  bom conhecer 
esta rota aqui. Ns certamente precisamos fortalec-la e estabelecer posies defensivas para impedir os Arisaka de us-la e nos apanhar de surpresa. Mas por que 
voc iria querer passar uma fora para baixo?". Ele sabia que Horace no poderia estar a pensar nisso como uma rota de fuga para o grupo inteiro. Eram mais de quatrocentos 
Kikori com eles agora, muitos deles mulheres e crianas. Levaria semanas para chegar a todos por este caminho ngreme at o plat da serra abaixo. E mesmo se voc 
pudesse passar todos para baixo, eles seriam vistos quase to rapidamente quanto eles tentaram fugir, atravessando o campo aberto na parte inferior. Horace encolheu 
os ombros e no respondeu. Era apenas uma vaga idia se agitando em sua mente. Tudo o que ele tinha feito at ento tinha sido puramente defensivo. Reconstruir a 
paliada. Encontre este caminho, que o instinto lhe disse que estar aqui, e criem defesas.

Mas era da natureza de Horace o ataque, levar a luta ao inimigo, surpreend-los. Este caminho poderia tornar isso possvel. Apesar de que ele como ele iria montar 
um ataque contra guerreiros profissionais com apenas os trabalhadores de madeira apressadamente treinados, ele no tinha idia. No pela primeira vez, ele reconheceu 
o fato de que ele no era um planejador ou um inovador. Ele sabia como organizar as defesas. Ele poderia estudar uma posio de avaliar suas potenciais fraquezas 
e mover-se para fortalecer e consolid-las. Mas quando necessitava a concepo de um mtodo pouco ortodoxo ou inesperado de ataque, ele simplesmente no sabia por 
onde comear. "Preciso de Halt ou Will para isso", ele murmurou para si mesmo. Reito olhou com curiosidade. "O que foi Kurokuma?". Horace balanou a cabea. "Nada 
de importante, Reito-san. Vamos seguir essa trilha de cabra at o fundo".Ele partiu depois de Mikeru. Como de costume, o rapaz havia disparado na frente deles, pulando 
como um cabrito monts de uma rocha para outra. No fundo, a trilha estreita dava no terreno plano. A entrada era bem escondida. Aps alguns metros, a sarjeta fazia 
uma curva acentuada  direita. Para um olhar casual, parecia ser uma parede de pedra cega que terminava em uma covinha na face da montanha. Arbustos e rvores tinham 
crescido sobre a entrada e enormes pedras estavam empilhadas sobre ela. Horace estava disposto a apostar que no tinha acontecido por acaso. A entrada principal 
para o vale que levava a Ran-Koshi era em torno de uma falsia, a cerca de trezentos metros de distncia e escondido da vista. Horace estudou o terreno. "Digamos 
que voc trouxesse uma centena de homens para baixo. Fila nica. Sem mochilas. Apenas armas. Levaria a melhor parte do dia. Voc poderia mant-los escondidos aqui, 
enquanto eles se formavam. Talvez fazer isso no escuro, por isso haveria menos chances de ser visto". Mais uma vez ele no notou que ele tinha falado em voz alta 
seus pensamentos. Ele estava um pouco surpreso quando Reito lhe respondeu. "Voc poderia fazer isso", ele concordou. "Mas quem so esses cem homens que voc est 
falando? Temos no mximo quarenta Senshi prontos para lutar agora e Arisaka ter dez vezes mais que isso". Horace assentiu, cansado. "Eu sei. Eu sei", disse ele. 
"Eu apenas no posso deixar de pensar. Se tivssemos uma fora de combate decente, poderamos ser capazes de dar uma sacudida desagradvel nos Arisaka". "E se ns 
tivssemos asas, poderamos ser capazes de voar com segurana por cima de seu exrcito", Reito respondeu. Horace encolheu os ombros. "Sim. Eu sei. Se, se e se. Bem. 
Ns vimos  porta de trs. Vamos voltar at o vale".

A escalada de volta foi ainda mais demorada. Anoitecia quando Reito e Horace emergiram da queda de rochas. Suas roupas estavam rasgadas em vrios lugares e Horace 
estava sangrando um arranho de muito tempo em sua mo direita, onde ele tinha tentado em vo parar de se deslizar para baixo em um monte ngreme de cascalho e piarra. 
"Voc estava certo", disse Horace a seu companheiro. "Seria impossvel subir l e lutar contra um defensor determinado ao mesmo tempo". "Vamos ter certeza que temos 
defensores no lugar", disse Reito. Horace assentiu. Outro detalhe para cuidar de amanh, ele pensou. Enquanto eles passavam no final da trilha principal para a ravina, 
as vozes comearam a chamar-lhes. Horace estreitou os olhos contra a escurido crescente. Parecia haver um grande grupo de pessoas reunidas pela cabana de lados 
abertos que havia sido construda como uma casa de pasto comunal. Ele liderou o caminho em direo a eles, mas um dos Kikori destacou-se do grupo e correu para encontr-los. 
"Kurokuma! Venha depressa. Ns pegamos cinco espies.

30
O grupo reunido de Kikori e Senshi se separou diante deles e Horace e Reito seguiram seu caminho. O jovem guerreiro viu os cativos, cercados por uma escolta de Kikori 
armados, e o seu corao sentiu uma alegria indescritvel. Por enquanto, os cinco recm-chegados estavam virados para fora e no tinha percebido sua chegada. `Kurokuma!', 
chamou o lder da escolta, empurrando a pequena multido para cumprimentar Horace. 'A patrulha os pegou em terras baixas, perto da costa. Eles no vo dizer por 
que esto aqui. Pensamos que eles so espies. Eles so estrangeiros `, acrescentou ele, como um adendo.

`Ento so eles', respondeu Horace. `Talvez devssemos aoit-los. Isso poderia acabar com o problema em suas lnguas.' Ao som de sua voz, os prisioneiros se viraram 
e o viram. Houve um momento de noreconhecimento, devido ao fato de que ele estava usando o uniforme Nihon-Jin - cala e camisa, com um robe que chegava a coxa, 
mantido no lugar por um cinto. Um gorro de pele, mesmo em baixo na cabea e com abas laterais para proteger as orelhas do frio, completava o uniforme. Ento Evanlyn 
soltou um grito de prazer crescente. `Horace!' Antes do Kikori assustado pudesse par-la, ela jogou-se para ele e atirou os braos em torno de seu pescoo, abraando-o 
com tanta fora que ele achou difcil de respirar corretamente. Dois dos homens que estavam guardando o grupo moveu-se para afast-la, mas Horace os deteve com um 
gesto de mo. Ele estava gostando de ter o abrao de Evanlyn. `Tudo bem', disse ele. `Eles so meus amigos.' Um pouco relutante, ele se desvinculou do abrao de 
Evanlyn, mas ele estava satisfeito que ela permaneceu perto dele, o brao possessivamente ao redor de sua cintura. Ele sorriu para Halt, Will e Alyss como eles tambm 
tinham reconhecido o seu velho amigo apesar de estar mal vestido, como um lenhador nihon-jin despenteado. `Eu no tenho nenhuma idia de como todos vocs chegaram 
aqui `, disse ele. `Mas graas a Deus que vocs chegaram!' Os Kikori, ainda perplexo, mas percebendo agora que os estrangeiros no representavam nenhuma ameaa, 
ficaram de lado, como o trs Araluans avanaram para cumprimentar Horace, batendo as costas - no caso de Will e Halt - e abraando-o novamente no caso de Alyss. 
Evanlyn no abandonou a sua reserva em torno da cintura de Horace e, quando ela considera o abrao tinha ido longe demais, ela mudou-lhe sutilmente longe do abrao 
da Mensageira. Por alguns momentos truncados, todos falavam ao mesmo tempo, em um murmrio louco de perguntas sem resposta e declaraes de alvio. Ento, Horace 
percebeu uma figura estranha, parados logo atrs dos outros. Ele olhou mais de perto. `Selethen?', disse, com surpresa em sua voz. 'De onde foi que voc apareceu? 
O alto Arridi avanou ento e, na forma do seu povo, abraou Horace, em seguida, fez o gesto com a mo graciosa da boca para testa e de volta  boca. `Horace', disse 
ele, com um largo sorriso no rosto. `Como  bom te ver vivo e bem. Ns todos estvamos preocupados com voc. ' `Mas... ' Horace olhou de um rosto familiar para outro. 
`Como voc veio para...?' Antes que ele pudesse terminar a pergunta, Will o interrompeu, pensando em esclarecer as coisas, mas apenas tornando-as mais enigmticas 
- como tantas vezes acontece. `Estvamos todos na Toscana para a assinatura do tratado', comeou ele, depois se corrigiu. 'Bem, Evanlyn no estava. Ela veio mais 
tarde. Mas, quando ela chegou, nos disse que estava desaparecido, ento todos ns pegamos o navio de Gundar - voc deve v-lo.  um projeto novo que possa navegar 
contra o vento. Mas de qualquer forma,

isso no  importante. E pouco antes de sairmos, Selethen decidiu se juntar a ns - o que com voc que  um antigo camarada de armas e de todos  e... ' Ele no 
foi mais longe. Halt, vendo a crescente confuso no rosto de Horace, levantou a mo para parar seu balbuciante antigo aprendiz. `Hey! Hey! Vamos com um fato de cada 
vez, certo? Horace, existe algum lugar em que podemos conversar? Talvez devssemos sentar calmamente e conversar sobre o que est acontecendo. ' `Boa idia, Halt', 
disse Horace, alvio evidente em seu tom. Will parou, um pouco envergonhado quando ele percebeu que estava correndo com a boca. `De qualquer maneira, estamos aqui', 
disse ele. Em seguida, o embarao desvaneceu-se e no podia parar o largo sorriso que estava aparecendo em seu rosto ao ver seu melhor amigo. Horace respondeu na 
mesma moeda. Ele instintivamente compreendeu que a exploso de Will foi o resultado de intenso alvio de que ele, Horace, estava seguro e bem. Horace apresentou 
seus amigos a Reito, que se curvou  moda nihon-jin como ele cumprimentou cada um deles. Os Araluans curvaram-se, mas Horace, agora acostumado  ao, viu que eles 
eram um pouco duros e incertos em sua resposta. Selethen foi o nico que conseguiu uma resposta graciosa, combinando a curva com o gesto de mo padro Arridi. O 
grupo Nihon-Jin estava ali, interessados espectadores em tudo isso. Depois Reito havia recebido os seus amigos, Horace apresentou-os em massa para os Nihon-Jin que 
os assistiam. O Kikori e o Senshi e todos se curvaram. Novamente, os recm-chegados responderam. `H muito se curvar neste pas, ' Will disse, com o canto da boca. 
`Acostume-se, ' Horace disse-lhe alegremente. A sensao de alvio que sentiu ao ver seu velho amigo era quase irresistvel. Ele foi comeando a se sentir fora de 
sua responsabilidade. O grupo Nihon-Jin, vendo que os recm-chegados no representava nenhum perigo, comeou a afastar-se. `Ns vamos para minha cabine para conversar', 
disse Horace. `Reito-san, voc perguntaria ao Imperador se ele pode ver-nos em meia hora? Eu gostaria de apresentar meus amigos. ` `Naturalmente, Kurokuma 'Reito 
respondeu. Curvou-se rapidamente e virou-se para apressar afastado. Horace respondeu automaticamente com uma curva rpida de sua autoria. Will, assistindo, imitou 
a ao incerta, no tenho certeza se ele deveria ou no participar. `Todos se curvam para todos aqui? ', perguntou ele. `Muito, ' disse Horace a ele.

A cabine de um quarto que os Kikori haviam construdo para Horace era espaosa e confortvel. Seu saco de dormir foi dobrado em um canto. Uma mesa baixa tinha sido 
construda e foi colocada no meio do piso de madeira, enquanto um pequeno tacho com carvo criou um crculo alegre de calor. O grupo de amigos se sentou  mesa e 
trocaram informaes sobre os eventos ao longo dos ltimos meses. `Eu no sei o que aconteceu com Atsu' Halt disse como eles chegaram ao final de sua histria. `Ele 
provavelmente vai arrumar as coisas l no acampamento. `Vou mandar algum para que ele saiba que voc est aqui. Ele no vai encontrar nenhum dos Kikori local `, 
disse Horace. `Eles esto todos aqui conosco. Os que correram para voc era uma patrulha que enviamos para vigiar os homens de Arisaka.' Horace disse. `Mas me diga, 
porque no basta dizer que voc estava procurando por mim - ou Shigeru '. Ele abordou a questo a Alyss, como era a tradutora de Nihon-Jin no grupo. Ela encolheu 
os ombros. `Ns no estvamos totalmente certos do com que estvamos lidando', explicou. `Ns no queriamos mencionar o Imperador, para o caso de serem aliados de 
Arisaka. Eu acho que eles sentiram a mesma coisa sobre ns. Eles pareciam pensar que ramos espies. Eles provavelmente desconfiaram porque ns somos estrangeiros. 
' Horace balanou a cabea, pensativo. `Eu acho que sim. ' Ele ainda estava um pouco sobrecarregado pela viso de Alyss com cabelo curto e escuro. `E eles nunca 
mencionaram o seu nome, ' Will interveio 'Tudo que ns conseguimos tirar deles era que eles estavam levando-nos a `Kurokuma'. No sabamos se isso era um lugar ou 
uma pessoa. O que significa, a propsito?' `Disseram-me que  um termo de grande respeito', disse Horace, no querendo admitir que ele no sabia. `Conte-nos mais 
sobre o imperador, ' Halt disse. `Voc est obviamente impressionado com ele.' 'Eu estou', Horace concordou. 'Ele  um homem bom. Amvel e honesto e incrivelmente 
corajoso. Ele esta tentando melhorar a sorte das pessoas comuns aqui e dando-lhes mais do seu posso dizer.' `O que , naturalmente, odiado por Arisaka, ' disse Halt. 
`Exatamente. Shigeru tem a coragem de no recuar de Arisaka, mas infelizmente, ele no  lder militar. Ele foi treinado como um Senshi, claro. Todos os membros 
de sua classe so. Mas ele no tem as habilidades militares mais amplas -. Idia de ttica ou de estratgia.' `Esse era o papel de Shukin, eu imagino?' Evanlyn disse. 
Um olhar triste tomou conta do rosto de Horace. `Sim'. Ele teve o cuidado deste lado das coisas. Acho que sua morte abalou muito o Imperador. Ele precisa de ajuda.' 
`Que voc est fornecendo, ' Selethen disse calmamente. Horace encolheu os ombros.

`Eu no poderia deix-lo para se defender. Seus conselheiros so outros cortesos, e no lderes de guerra. E quaisquer de seus guerreiros experientes so muito 
jovens para planejar uma grande campanha. `Seu rosto se iluminou. `Por isso eu fiquei to feliz em v-lo. ' `Talvez devssemos ir ao encontro deste seu Imperador, 
' Halt disse. Shigeru cumprimentou-os cortesmente, acolhendo-os para o seu pas e pedindo detalhes de sua jornada. Ele pediu desculpas para a situao que agora 
se encontravam. `Arisaka jogou meu pas em desordem, ' disse ele tristemente. `Eu temo no poder receb-los com as honras que vocs merecem. ` Halt sorriu para o 
imperador. 'Ns no merecemos muito no caminho da honra, a sua excelncia. ` `Todos os amigos do Kurokuma', disse Shigeru, indicando Horace com uma inclinao de 
cabea, `Merecem grande honra neste pas. O seu jovem amigo me serviu bem, Halto-san. ' No caminho at a cabine do Imperador, fixado no topo do vale, Horace explicou 
rapidamente alguns dos caprichos de pronncia do idioma Nihon-Jin. `Eles parecem ter dificuldade para terminar uma palavra com uma consoante dura, como' T `, disse 
ele. `Normalmente eles vo acrescentar uma vogal depois dela. Ento, se voc no se importar, Halt, vou apresent-lo como `Halto'. Will pode ser `Wirru'. Fez uma 
pausa para explicar melhor. `L' no  um som que eles esto totalmente confortveis, tambm. ' `Suponho que vai me fazer `Arris'? Alyss disse e Horace assentiu. 
'Que sobre Selethen e eu? 'Evanlyn perguntou. Horace considerou por um momento. `Os L's em seus nomes provavelmente sero um pouco arrastados, ' ele afirmou. `E 
eles vo pronunciar as trs slabas em seus nomes com igual nfase. Vocs no sero E-van-lyn ou Sel-eth-en, como diz-las. Eles no se prolongar mais qualquer uma 
slaba do que as outras. Eles vo dizer que todos os trs em uma espcie de ritmo staccato. ' Ele provou estar correto. Shigeru ouviu atentamente como Horace apresentou 
seus amigos, usando os nomes adaptados que ele lhes tinha dado, e depois os repetiu cuidadosamente. Naturalmente, o educado termo 'san' foi adicionado a cada nome 
tambm. Aps as formalidades serem atendidas, Shigeru enviou-os para o ch, e todos eles tomavam com gratido  bebida quente. Havia uma ponta afiada no tempo  
uma grande nevasca ia comear. Horace considerava o seu copo. O ch verde foi tudo bem, pensou ele. Mas no era a sua bebida favorita. `Eu no acho que vocs trouxeram 
qualquer caf com voc? , ' Perguntou aos dois Arqueiros.

`Ns temos um pouco, ' Will respondeu e como os olhos de Horace brilharam, ele continuou, `Mas est tudo no nosso local de acampamento na costa. ' `Ah. Logo agora 
que voc me deu esperana. Vou mandar homens para trazer seu equipamento at aqui `, disse Horace. Shigeru estava acompanhando a troca com um sorriso. O alvio de 
Horace era bvio agora que os seus amigos estavam aqui - especialmente o homem mais velho, de barba. Shigeru sabia que Horace tinha assumido muito depois da morte 
Shukin e ele temia que pudesse ser um fardo muito pesado para esse jovem homem. Agora, ele poderia compartilhar esse fardo, o Imperador pensou. E ele sentia instintivamente 
confiana na capacidade deste Halto-san para encontrar uma maneira de se opor a Arisaka. Horace tinha dito a ele uma grande quantidade de coisas enigmticas sobre 
o Arqueiro nas ltimas semanas. `Kurokuma sente falta de seu caf', disse Shigeru. `Sua alteza?' Era o mais jovem dos dois arqueiros, obviamente com uma pergunta, 
e Shigeru assentiu com a cabea para ele continuar. `O que  esse nome que voc deu a ele? Kurokuma?' ` um ttulo de grande respeito', o Imperador respondeu gravemente. 
`Sim. Horace nos disse. Mas o que isso significa? ` `Eu penso, ' Alyss comeou hesitante, ` que tem algo a ver com um urso? Um urso preto?' Shigeru inclinou a cabea 
na direo dela. `Voc tem um excelente entendimento de nossa lngua, Arris-san', ele disse a ela. Ela corou um pouco e curvou-se em resposta ao elogio. Horace, 
que havia tentado descobrir o significado de Kurokuma j h algum tempo, sentiu o prazer de ouvir a traduo. `Urso preto`, repetiu ele. `, sem dvida, porque eu 
sou to terrvel na batalha. ' `Eu acho que sim, ' Will falou, 'Eu vi voc na batalha e voc  definitivamente horrvel. ' `Talvez', disse Halt rapidamente, acabando 
com quaisquer outras trocas entre eles, `poderemos ter uma excurso das defesas. J tomei muito do tempo de Sua Excelncia. ` 'Por favor, Halto-san, me chamam de 
Shigeru. Eu no me sinto como uma excelncia nestas montanhas. `Seu olhar passou pelos outros. `Todos vocs, por favor, me chamem de Shigeru-san. Ele vai salvar 
um monte de arqueamento e raspagem. ' Seu sorriso abraou-os e eles todos murmuraram em reconhecimento. Ento, quando eles comearam a subir e ficar em p, ele levantou 
a mo. 'Princesa Ev-an-in', disse ele, `talvez voc e Arris-san pode ficar e falar mais. Gostaria de saber mais sobre seu pai e seu Reino de Araluen. `

'Oh  claro, sua exc-' Evanlyn comeou, mas depois se conteve no seu dedo admoestando. `Eu quero dizer, claro, Shigeru-san. `

31
Primeira ordem do dia foi para inspecionar o andamento dos reparos  paliada. Halt ficou em silncio por vrios minutos enquanto ele estudava na seo enfraquecida 
ocidental. O grupo de trabalho Kikori estava ocupado cavando as fundaes para novas vigas verticais. Eles estavam bem organizados e o trabalho estava a decorrer 
sem problemas. O Kikori, aps geraes de corte e arrasto das imensas rvores da montanha, estavam acostumados a trabalhar juntos, com o mnimo de confuso. A todo 
mundo foi atribuda uma tarefa e todos as executaram de forma eficiente. Will observou como um grupo levantava uma grande viga mestra da madeira sobre um dos buracos 
da fundao. Eles trabalharam de maneira suave e eficiente, reagindo imediatamente com as instrues gritadas pelo seu chefe.

`Eles so bem disciplinados, ' Will comentou. Horace assentiu. `Sim. Eles cooperam bem. Eu diria que  porque eles precisam trabalhar em equipe quando derrubam rvores 
realmente grandes e ento tm de movlas pelas montanhas. Cada homem tem que poder contar com os homens ao lado dele. ` `Horace, ' Halt interrompeu, `voc poderia 
par-los apenas por um momento? Faz-los parar o que esto fazendo. ' Horace olhou para ele com surpresa, ento, chamou o capataz e disse a ele para deixar os homens 
esperar por um momento. Ele voltou-se a Halt. `H algo de errado, Halt?' Perguntou, e o Arqueiro balanou a cabea. 'No. No. Ns poderamos ter uma oportunidade 
aqui. ' Seus olhos se estreitaram enquanto ele estudava a seo danificada. Ento ele pareceu voltar a uma deciso. `Quantos homens Arisaka tm? E quanto tempo antes 
de chegar aqui?' `Cinco ou seis centenas de guerreiros, to prximo quanto nossos batedores podem nos dizer ', Horace disse ele. `A maior parte do seu exrcito  
cerca de trs semanas afastado. Ns os foramos a um longo desvio, quando cortamos a passarela. Mas se ele pensar um pouco, ele vai enviar um grupo na frente nesse 
meio tempo para tentar entrar aqui antes do bloco de neve no vale. ' Halt assentiu. Foi o que ele esperava. `Ento, podemos esperar um grupo de talvez uma centena 
de homens em algum momento nos prximos dez dias?' `Isso  certo. Poderia ser mais cedo, mas eu duvido. Mesmo viajando leve e sem nenhuma bagagem real,  difcil 
`. `E se pudssemos dar-lhes o nariz sangrando, seria til', disse Halt. Novamente, Horace acordou. `Qualquer reduo para os nmeros de Arisaka seria til.' `Tudo 
bem. Aqui est o que vamos fazer. Pare os reparos naquela seo. Arrume-a, mas faa isto mal. Use a madeira podre que ali estava. Torne-o um bvio ponto fraco. ` 
Horace balanou a cabea, pensativo. `Voc est planejando concentrar os ataques em uma regio?' Ele no tinha certeza se era uma boa idia, mas ele nunca tinha 
visto Halt ter uma ruim. `Um pouco mais do que isso. Dentro da seo enfraquecida, construir uma segunda parede - faa-a em forma de U e um pouco menor do que a 
paliada que eles no possam v-la. Ns vamos deix-los a criar uma brecha. Quando eles se concentrarem no meio, eles acreditaram que as paredes tm trs lados - 
mais fortes neste momento. Ns os teremos concentrados em uma rea e realmente podemos fazer algum dano a eles. Teremos troncos e pedras na calada da paliada, 
para que, uma vez que estiverem dentro dele, podemos deix-los na brecha e prend-los. Pelo menos, vamos tornar mais difcil para eles recuarem. ' Selethen estava 
concordando, com seus olhos sobre a paliada e a muralha de pedra ngreme ao lado.

`Ns poderamos tambm acumular rochas e troncos naquela parede de rocha', acrescentou. `Vai ser fcil o suficiente para construir um muro para mant-los no lugar. 
Ento, uma vez que o inimigo est dentro, nos destrumos o muro e criamos uma avalanche sobre eles. ' Halt olhou rapidamente para o Arridi. ` Boa ideia', disse ele. 
Pela primeira vez em vrias semanas Horace possa sorrir com o pensamento do conflito iminente. Haveria pouco combate corpo-a-corpo envolvido. O Kikori teria a vantagem 
de combate a partir do topo da paliada. Pedras, lanas e troncos seriam armas eficazes. Eles poderiam destruir qualquer fora de ataque pequena antes de ter que 
entrar na verdadeira batalha. `Estou to feliz que vocs pensaram nisso. ' Disse ele. `No mnimo, vamos cortar os nmeros de Arisaka para baixo', disse Halt. `O 
truque s funciona uma vez, mas vai reduzir sua velocidade e, em seguida, a neve pode estar aqui. ' Horace chamou o capataz e eles explicaram o novo plano para ele. 
Seus olhos brilharam quando ele agarrou a idia e ele concordou com entusiasmo, sorrindo para Halt e Selethen, como os autores do estratagema. No foi necessrio 
dar-lhe os planos detalhados para a nova seo da parede. Ele seria mais do que capaz de planejar isso. Eles o deixaram para reorganizar os trabalhadores e foram 
assistir ao pequeno grupo de Senshi que estava praticando suas habilidades com a espada. Como Horace, os trs recm-chegados ficaram impressionados com a velocidade 
e a preciso da tcnica os guerreiros Nihon-Jan. 'Eles so bons `, disse Selethen. `Muito bons. ' Horace olhou para ele. `O homem para o homem, eu diria que eles 
so melhores que os nossos cavaleiros de Araluen', disse ele. Doa-lhe admiti-lo, mas o fato era inevitvel. `Nossos melhores guerreiros seriam praticamente iguais 
ao seu melhor, mas  o prximo nvel, onde eles tm a vantagem. As fileiras Senshi so mais hbeis do que a mdia de um graduado a partir de uma escola de batalha 
em Araluen. Halt concordou com ele. `Faz sentido', disse ele. `Voc nos disse que eles comeam a praticar quando eles tm dez anos. Nossas escolas de batalha no 
aceitam alunos at que eles estejam com quinze anos. ' Selethen alisou a barba. 'Eu concordo', disse ele. `Como indivduos, eles so impressionantes. ' As palavras 
criaram uma centelha de uma vaga lembrana na mente de Will. Ele franziu a testa enquanto tentava encontr-la, mas para o momento em que lhe escapou. Ele olhou para 
longe, distrado, para os trabalhadores no vale, que estava subindo ao longo da paliada, colocando madeiras na nova posio e agora estavam trabalhando sobre as 
toras que formariam a nova seo de parede interna. Ele notou o quo bem eles trabalharam em harmonia uns com os outros. No parecia haver desperdcio de esforos 
e nenhuma confuso em suas aes. Ele sacudiu a cabea, um

pouco aborrecido, enquanto ele tentava recuperar a idia tentadora que estava mexendo na sua cabea. O que Selethen tinha dito? Como indivduos, eles so impressionantes. 
Isso se relacionava de alguma forma,  vista das equipes de Kikori disciplinados no trabalho. `Uma hora eu lembro', disse a si mesmo, e correu para apanhar com os 
outros. Mais uma vez, Moka foi trabalhar com seu pequeno grupo de Kikori, tentando transform-los em espadachins. Houve alguma melhora, Horace pensou. Os Kikori 
estavam aptos e bem coordenados. Mas a diferena entre estes novos alunos e os que Senshi que tinha acabado de assistir era por muito evidente. `Quantos Senshi em 
forma que voc tem, prontos para lutar?' Halt perguntou. `Talvez quarenta. Suficiente para manter a paliada contra um ataque. Mas depois disso... ' Moka gesticulou 
em dvida. Ele sabia que Arisaka no se assustaria com as baixas iniciais. Uma vez que ele tinha um nmero esmagador no lugar, ele continuaria jogando seus homens 
na parede de madeira. `E Arisaka tem... Quantos? Quinhentos? `Algo como isso. ' O tom de Horace foi abatido. No importa o que eles poderiam planejar tticas para 
atrasar Arisaka, mais cedo ou mais tarde, eles teriam que enfrentar o seu grande nmero de habilmente treinados guerreiros. `E voc tem duzentos Kikori quem iro 
lutar?' Selethen pediu e, como Horace assentiu, ele acrescentou: `E sobre as armas?' `Machados', disse Horace. `Algumas facas. E a maioria deles tem lanas. Ns 
encontramos um arsenal de velhas armas mais acima do vale quando chegamos aqui. O local tem sido utilizado como uma fortaleza mais de uma vez ao longo dos anos. 
Mas eles eram velhos e principalmente enferrujados. Eu no confiaria na tmpera das lminas, elas so dificilmente usveis. Halt olhou para o cu. Havia nuvens cinza 
correndo baixo acima deles, com uma "barriga" inchada com a umidade. `Vamos torcer para nevar em breve', disse ele. `Ento, como esto as coisas entre voc e Will?' 
Horace perguntou. Alyss virou para ele e um sorriso lento iluminou seu rosto. `timas', disse ela. `"Esta tudo certo". ' Tinha dois dias desde os Araluans e Selethen 
haviam chegado a Ran-Koshi. Nesse tempo, o trabalho que Halt e Selethen sugeriram havia avanado bem. Como Horace tinha comentado anteriormente, os Kikori eram um 
grupo til de ter com voc se for necessrio construir em madeira. O jovem guerreiro tinha sentido uma sensao de alvio por poder entregar esses detalhes para 
mais velhos e mais experientes. `Eu no sou um planejador', ele disse a si mesmo. `Eu sou um fazedor.' Hoje, Halt e Wakir Arridi estavam supervisionando a colocao 
do muro de conteno que Selethen tinha sugerido. Evanlyn foi enclausurado em outra longa discusso com

Shigeru. O Imperador estava interessado em aprender sobre a estrutura social em Araluen. Era uma hierarquia bem menos opressiva do que aquela que existia em NihonJin 
h sculos e ele pensou que poderia ser capaz de us-la como um modelo para sua nova sociedade. Horace e Alyss, encontrando-se sem nada os pressionando, tiveram 
a oportunidade de ter algumas horas juntos. Os dois eram velhos amigos. Eles haviam crescido juntos, como rfos na ala no Castelo Redmont e eles estavam  vontade 
na companhia um do outro. Eles haviam tido a refeio do meio-dia de um afloramento rochoso acima do vale, onde poderiam relaxar e olhar para baixo sobre todos os 
trabalhos em curso. Os sons de batidas e serragem, e os gritos dos Senshi aos que cuidavam das brocas, se misturaram e chegou a eles. `Voc sabe', disse Horace, 
`quando estvamos voltando para casa de Macindaw naquele tempo, eu pensei que eu ia ter que levar vocs dois e bater suas cabeas juntas. Era to bvio que havia 
algo acontecendo e nenhum de vocs iria admitir isso. ' Sorriu com a memria. Ele ficou satisfeito com a relao que se desenvolveu entre Alyss, a quem ele pensava 
como uma irm, e Will, seu melhor amigo. 'Sim', Alyss disse, `cada um de ns tinha medo de dizer alguma coisa, caso a outra pessoa no sentisse da mesma maneira. 
' Horace riu baixinho com a memria. `O problema  que vocs dois pensam muito. Eu disse naquele tempo. Eu acredito que se voc se sentir assim sobre algum, voc 
deveria sair e dizer isso. ' ` mesmo?' Alyss disse e Horace e balanou a cabea, fazendo seu melhor para parecer sbio e conhecedor. `Sempre o melhor plano', disse 
ele definitivamente. `Assim, Como esto s coisas entre voc e a princesa? Alyss perguntou abruptamente e ficou encantada ao ver que o rosto de Horace tornou-se 
um tom de rosa quando ele hesitou em responder. `Bem ... ah ... o que quer dizer, eu e a princesa?' Ele conseguiu deixar escapar depois de alguns segundos. Mas a 
hesitao disse a Alyss tudo o que ela precisava saber. `Aham!', Disse ela. `Eu pensei muito. Ora, ela mal conseguia tirar suas mos de voc quando ns o encontramos 
pela primeira vez! Ela estava toda sobre voc como uma demo de tinta. ' `Ela no estava!' Horace insistiu. `Ah, por favor! Eu no sou cega. Ela foi correndo para 
voc, jogou os braos ao seu redor e abraou voc'. `Assim como voc', assinalou Horace, mas ela acenou que no. `Eu no quase quebrei nenhuma de suas costelas', 
disse ela. `Alm disso, voc acha que isso  completamente normal para a princesa atravessar todo o mundo em uma busca para encontrar um cavaleiro que est perdido' 
Ele baixou o olhar e ela viu um sorriso tmido formando em seu rosto.

`Bem, talvez, uma vez que voc coloc-lo dessa maneira... ' Alyss reagiu com prazer. `Portanto, h algo entre vocs! Eu sabia! Eu disse a Will, mas ele no acreditou.' 
`Bem, no vamos fazer muito barulho sobre isso, tudo bem?' Horace. `No poderia vir a qualquer coisa. S que, antes de eu sair de Araluen, ns estivemos... nos vendo 
um pouco.' `Eu acho que  por isso que Duncan te mandou embora', ela brincou e imediatamente sentiu quando viu uma nuvem de dvida o seu rosto. 'Voc acha mesmo? 
Isso me ocorreu. Afinal, ela  a princesa e eu sou ningum... ` Ela tomou seu brao e sacudiu-o, irritado com ela para colocar essa dvida na sua mente. `Horace! 
Voc definitivamente no  um Z Ningum! Como voc pode dizer isso? Duncan deve estar feliz de voc cortejar sua filha!' `Mas eu era um rfo. Eu no tenho fundo 
nobre... ', comeou ele, mas ela o interrompeu. 'Duncan no se preocupa com isso! Ele no  esnobe. E voc  um heri, voc no percebe? Voc  o principal cavaleiro 
jovem do Reino. Ele ficaria feliz de ter voc como genro. ` Agora pnico queimou nos olhos de Horace com suas palavras. `Uau! No to rpido!' Seu genro? Quem disse 
algo sobre ser seu genro?' `Foi apenas um pensamento passageiro', disse Alyss. `Figura de linguagem. Nada mais que isso.' Horace relaxou um pouco, mas sorriu interiormente. 
Se Horace no tinha pensamentos srios nesse sentido, ele simplesmente riria da idia. Eu sabia, ela pensou. Eu me pergunto se ele sabe disso tambm? Procurando 
uma maneira de mudar de assunto, Horace olhou em volta e seu olhar iluminado sobre Will. O jovem Arqueiro estava mais baixo no vale, sentado no cho, numa conversa 
profunda com um grupo de Kikori mais velhos. `O que ele est fazendo? ', Perguntou ele. Estava gesticulando muito e desenhando no cho com pedaos de pau. Mos dizendo 
que no, vozes que balbuciavam, os ajustes que seriam feitos para o que foi elaborado e, em seguida, o grupo chegou a um acordo, acenando e sorrindo, batendo-se 
mutuamente sobre os ombros como eles chegaram a um ponto de vista comum. Alyss ainda estava sorrindo para ela sobre o que ela considerava ser um deslize de Horace. 
`No sei. Ele ficou quieto durante os ltimos dois dias. Vagueia muito por ele. Algo que parece ser errado. Eu perguntei, mas ele foge do assunto. '

Mas Horace tinha visto esse tipo de comportamento de seu amigo vrias vezes antes e sabia o que estava acontecendo. `No h nada de errado', disse ele. `Ele est 
planejando algo. '

32
Na pequena cabine que dividia com Alyss, Evanlyn estava debruada sobre um mapa desenhado em uma folha de linho, mastigando distraidamente dois pincis finos que 
em Nihon-Jin eram usados como caneta. E estava tarde. A nica lanterna sobre a mesa deixava sombras escuras nos cantos da sala, e era realmente insuficiente para 
permitirlhe ler os finos detalhes do mapa. Ela havia pensado em usar outra lanterna, mas Alyss estava enrolada em seu colcho junto  parede e Evanlyn no queria 
perturb-la. As duas meninas passaram mais tempo em companhia uma da outra, desde que chegaram a Ran-Koshi. Elas eram as duas nicas mulheres no grupo, e agora que 
elas estavam cercadas por um grupo ainda maior de guerreiros e carpinteiros elas tendiam a ser colocadas juntas. Havia mulheres nas colnias Kikori,  claro, mas 
tratavam as duas

estrangeiras com reverente respeito, e as diferenas de linguagem, juntamente com o sotaque regional dos Kikori, dificultou a aproximao. No podia ser dito que 
Alyss e Evanlyn tinham se tornadas boas amigas. Mas ambas estavam fazendo um esforo para conviver uma com a outra  deixando de lado o momento ocasional de atrito. 
Se elas fossem amigas ntimas, Evanlyn provavelmente acenderia outra lanterna. Mas, porque elas tendiam a andar nas pontas dos ps rondando uma a outra, ela no 
queria dar  Alyss, qualquer motivo de reclamao. Esfregou os olhos e se inclinou para o mapa. Ela desejou ter uma mesa de altura normal e uma cadeira confortvel. 
Estas mesas baixas e cadeiras de Nihon-Jin eram duras no joelho e nas costas. Ela ouviu um farfalhar de lenis quando Alyss virou. `'O que voc est fazendo?'' 
A menina alta disse. Sua voz estava grossa pelo sono. `'Desculpe, `' disse Evanlyn instantaneamente. `'Eu no quis te acordar. `' `'Voc no me acordou, `' Alyss 
respondeu, `'A luz fez. `' Ento, percebendo que Evanlyn poderia levar isso como um sinal de irritao, acrescentou rapidamente, `'Isso foi uma piada. `' `'Ah... 
Bem, desculpe, de qualquer maneira, `' Evanlyn disse. `'Volte a dormir. `' Mas Alyss estava sentando. Estremeceu da noite fria da montanha e apressadamente jogando 
um casaco Kikori de pele de carneiro nos ombros. Ento, desprezando a subida, ela se moveu agachada por todo o espao at se sentar ao lado de Evanlyn. `'Acenda 
outra lanterna, `' disse ela. `'Ns vamos ficar cegas tentando ler isso no escuro. '' Evanlyn hesitou, mas Alyss fez um gesto impaciente pra ela fazer o que ela 
sugeriu. `'Voc poderia muito bem, `' disse ela. `'Eu nunca vou voltar a dormir, imaginando o que voc esta fazendo. `' Evanlyn assentiu com a cabea e acendeu uma 
segunda lanterna, puxando-a para perto da primeira, assim ela duplicou a luz. Alyss se moveu um pouco mais pra perto e estudou o mapa com ela. `'De onde isso vem?'' 
Ela perguntou. Ela podia ver que era uma carta de Ran-Koshi de um pas do norte. `'Shigeru e eu a elaboramos, com ajuda de Toru e alguns dos outros Kikori.  claro, 
o General mentiu que o terreno daqui no tem segredos. O nico fator desconhecido era o local exato de Ran-Koshi. `' Ela bateu o dedo sobre a parte do mapa que mostrava 
o vale e as suas ngremes paredes circundantes.' Alyss balanou a cabea pensativa, ento ela apontou para uma ampla expanso sem caractersticas diretamente ao 
norte do vale. `'O que  isso?'' Ela leu o nome nas letras sobre ele. `'Mizu-Umi Bakudai?'' `' um grande lago. E por aqui, do outro lado,  a provncia onde os 
Hasanu vivem. `'

`'Eu ouvi as pessoas mencion-los varias vezes. Quem so os Hasanu?'' Havia um bule de ch sobre a mesa e Evanlyn o alcanou para se servir de uma xcara de ch 
verde. `'Quer um pouco? Ainda esta bem quente. `' Alyss balanou a cabea. `'Eu estou bem. `' `'Os Hasanu so uma tribo selvagem que vive nesta rea remota no outro 
lado do lago. Algumas pessoas pensam que eles so monstros. Aparentemente existem muitas lendas sobre as estranhas criaturas da montanha, trolls e demnios e essas 
coisas. Mas Shigeru acha que isso  superstio. Ele acredita que os Hasanu so humanos. Eles so gente simples. Eles dizem ser muito mais altos que a mdia Nihon-Jin 
e cobertos de longos pelos avermelhados." `Como atrativo,' Alyss comentou. Evanlyn permitiu um breve sorriso. `'Sim. Mas eles so aparentemente incrivelmente fiis 
 seu Lord, um nobre chamado Senshi Nimatsu, e ele  leal a Shigeru. E eles so guerreiros bastante formidveis,' acrescentou de forma significativa. `'Hmmm. Ento 
se Shigeru pudesse recrut-los, ele pode ter uma fora razovel para envolver Arisaka.' Alyss disse. Como os Araluen, ela estava consciente das deficincias dos 
Kikori como guerreiros. `H muitos deles?' `Milhares,' Evanlyn disse a ela. `Essa  a beleza disso. H uma abundncia de cls fiis a Shigeru que seriam contrrios 
as Arisaka, mas todos eles esto em pequeno nmero e no esto organizados. Arisaka  suportado por seu prprio cl, o Shimonseki, e outro, o cl Umaki.' `'Numericamente, 
so os dois maiores cls do pas, ento ele tem um forte, coordenado poder de base. `' `'Mas, se pudssemos chamar os Hasanu para ajudar, ns teramos Arisaka em 
desvantagem numrica. Ou eu posso encorajar os outros cls a defender Shigeru. O nico problema ... `' Evanlyn fez uma pausa e Alyss terminou por ela. `'Os Hasanu 
esto do outo lado desse enorme lago. `' `'Isso est certo. E o caminho ao redor do lago passa por montanhas ainda mais selvagens do que as daqui. Shigeru diz que 
seriam necessrios pelo menos dois meses para chegar l e outros dois pra voltar. `' `'Por esse tempo, as coisas por aqui teriam acabado, `' disse Alyss e Evanlyn 
balanou a cabea, sem palavras. As duas estudaram o mapa em silncio por alguns minutos. Ento Alyss disse lentamente: `'Por que no tomar uma folha fora do livro 
de Halt? Ir pelo lago, e no em torno dele. `'

Ela estava se referindo a ttica de velejar para o norte ao longo da costa de Iwanai, e cortando semanas de viagem dura sobre as montanhas. Mas agora Evanlyn apontou 
a falha evidente em seu plano. `'Ns poderamos fazer isso se tivssemos um navio, `'disse ela, mas Alyss sacudiu a cabea, sua excitao aumentando, conforme a 
ideia crescia. `'Ns no precisamos de um navio. Precisamos de um caiaque. `' `'Um o qu?'' Evanlyn perguntou. O termo era desconhecido para ela. Alyss tomou o pincel 
dela e comeou a esboar rapidamente  margem do mapa, definindo o esboo de um barco comprido e estreito. `'Um caiaque.  um barco pequeno e leve  com a armao 
de madeira e com uma roupa oleada ou cobertura de lona. Os Escandinavos o usam para pescar. Eu tenho atualmente um de volta em Redmont. Eu uso ele nos rios e lagos 
l.  um timo exerccio, `' ela adicionou. Evanlyn estudou o spero desenho criticamente. `'Voc poderia construir um?'' Ela perguntou. `'No, `' Alyss disse a 
ela e o esprito de Evanlyn afundou somente pata subir novamente quando Alyss continuou `'Mas aposto que os Kikori podem, se eu mostrar a eles a ideia bruta. `' 
ela puxou o mapa a seu redor, para que pudesse v-lo mais claramente e traar um caminho atravs do lago com o dedo indicador. `'Ns poderamos fazer isso em estgios 
fceis, `' disse ela. `'H muitas ilhas onde poderemos acampar  noite. `' `'Ns?'' Evanlyn perguntou e Alyss olhou para ela para satisfazer seu olhar. `'Bem,  
claro `ns'. Eles vo precisar de todos os homens disponveis que tem aqui uma vez que o exercito de Arisaka chegar. No h realmente muita coisa que ns podemos 
conseguir aqui. `' Ela viu que Evanlyn estava pra protestar e continuou rapidamente, `'Oh, eu tenho certeza que voc poderia bater alguns deles com seu estilingue. 
Mas se fizssemos isso, estaramos fazendo algo muito mais valioso! Vamos l, `' disse ela, aps uma breve pausa, `'no fundo da sua mente voc sempre teve a inteno 
de fazer isso, no ? `'Suponho que sim, `' disse Evanlyn. `'Ento vamos fazer isso juntas! Eu vou com voc. Voc pode precisar de um intrprete e posso lidar com 
um caiaque. Alm disso, no vai precisar de uma escolta, se fizermos isso dessa maneira. Ns vamos estar perfeitamente seguras no lago e isso significa que no vamos 
deixar Halt e os outros de mos atadas. `' Evanlyn pensou por alguns segundos, depois sacudiu os ombros, chegando a uma deciso. `'Por que no?'' Ento ela pensou 
mais. `'Eu me pergunto o que Halt vai dizer quando colocarmos isso pra ele?''

Alyss encolheu de ombros. `'Bem,  uma ideia bem lgica, ele dificilmente pode dizer no, pode?''

`'No!'' Disse Halt. `'No, no, no, e, no caso de voc ter perdido a primeira vez, no. `'Por que no?'' Evanlyn disse, erguendo a voz em um tom que indicava raiva. 
`' uma soluo perfeitamente lgica. `' Halt considerou como se ela tivesse perdido os sentidos. `'Voc pode imaginar o que o seu pai vai dizer pra mim se ele ouvir 
que eu deixei voc ir correndo para ir nessa expedio mal planejada?'' Evanlyn encolheu os ombros. `'Bem, para comear, no  mal planejada. `' De fato, ela e Alyss 
tinham sentado na maior parte da noite anterior, anotando detalhes e equipamentos que seriam necessrios para a viagem. `'E em segundo lugar, `' ela continuou `'se 
no fizermos isso, meu pai nunca vai ouvir falar disso de qualquer maneira, porque estaremos todos mortos. `' `'No seja ridcula!'' Halt bufou. `'Halt, voc tem 
que encarar os fatos, `' Alyss colocou. `'Evanlyn est certa, Se ns no conseguirmos ajuda, Arisaka vai invadir esse lugar no vero. Oh, ns vamos segurar por um 
tempo,  claro. Mas, mais cedo ou mais tarde, seus homens iro romper. Esta  a nica chance. `' `'Eu esperava mais senso de voc, Alyss. `' disse ele firmemente. 
`'Eu sei que Evanlyn tende a sair em ideias malucas, mas estou surpreso com voc. O que voc acha que Pauline diria sobre isso?'' A cor queimando no rosto de Alyss 
enquanto ele falava. Ento ela respondeu, medindo suas palavras com cuidado para a raiva no pegar o melhor delas. `'O que voc diria para Pauline se essa fosse 
sua ideia?'' Ela respondeu. Halt hesitou. Todos sabiam que ele nunca se atrevia a dizer que Pauline era imprudente ou maluca. Vendo sua hesitao, Alyss continuou 
rapidamente. `'Diga-me, Halt, alm da sua preocupao conosco, qual  a falha neste plano?'' Ele abriu a boca para responder, depois parou novamente. Verdade seja 
dita, no havia nenhuma falha, que no o fato de que ele odiava ver as meninas se colocando em perigo. Ele olhou para elas por alguns segundos e percebeu que esse 
fato no era uma razo suficientemente boa para rejeitar o plano. Ambas as meninas tinham estado em situaes perigosas antes. Ambas estariam em situao perigosa 
novamente. Nenhuma delas estava recolhendo violetas. E Evanlyn estava certa. Se ela e Alyss forem, elas no estariam tomando nenhum combatente longe do vale. Elas 
precisariam

de ajuda para escalar o penhasco escarpado que levava at o lago. Mas uma vez que isso fosse feito, os Kikori que ajudaram poderiam voltar. `'Eu s... Eu... Eu no 
gosto disso, `' disse ele. Evanlyn se aproximou dele e colocou a mo sobre a dele. `'Ns no pedimos que voc gostasse, `' ela afirmou. `'Eu no gosto da ideia de 
que ns vamos deixar voc, Horace e Will para lutar com Arisaka com um bando de lenhadores meio treinados como exrcito. Estes so tempos difceis e temos de fazer 
duras decises. `' Ele soltou um suspiro profundo. As meninas estavam certas e ele sabia disso. `'Tudo bem, `' disse ele. As duas faces antes dele foram subitamente 
envoltas em sorrisos de excitao e ele acrescentou pesadamente: `'Mas Deus me ajude quando Will e Horace souberem disso. `' Seja qual fosse a resposta das garotas, 
foi cortada pelo som de gritos fora da cabine de Halt. Ento a porta se abriu e um jovem Mikeru explodiu para dentro, muito animado para apresentar a normalmente 
impecvel maneira dos Nihon-Jin. `'Halto-san! Venha rpido! Os homens de Arisaka esto aqui!''

33
O aviso excitado de Mikeru foi um pouco antecipado. O exrcito de Arisaka no estava realmente cobrindo o vale, como ele insinuou. Mas os primeiros elementos j 
tinham sido avistados, apenas um dia  distncia. Assim como Horace tinha imaginado, Arisaka repetiria sua ttica de antes e enviaria um grupo para viajar rpida 
e antecipadamente  frente de sua fora principal. Os vigias Kikori contaram cem Senshi armados, carregando uma bagagem pequena e se movendo em direo ao vale em 
um movimento constante. `Como eles sabem que ns estamos aqui?' Horace perguntou.

Halt encolheu os ombros. `Eles podem no saber sua localizao exata. Eles provavelmente s esto seguindo vocs. Afinal de contas, um grupo to grande quanto este 
deixaria muitos sinais para um perseguidor decente que est na metade do caminho.' `Ento qual  nosso melhor movimento agora, Halto-san?' Shigeru perguntou. Eles 
estavam reunidos em uma barraca para discutir sua ltima contingncia. Shigeru, observando como Horace se submetia para o Arqueiro barbudo, e sabendo das limitaes 
de Reito como um comandante de batalha, havia questionado a Horace finalmente sobre a prtica e experincia de Halt. Horace no havia deixado dvida que eles estavam 
com sorte por ter um estrategista experiente  sua disposio e Shigeru havia nomeado o Arqueiro no comando da defesa de Ran-Koshi. `A paliada foi recuperada,' 
Halt disse. `E a armadilha na extremidade ocidental est praticamente completa. Outro meio dia e deve se encontrar pronta. Eu sugiro que nos sentemos atrs da estacada, 
esperamos eles atacarem e ento derrubar nossa avalanche em cima deles.' `Eles vo atacar?' Shigeru perguntou. `Talvez eles vo esperar pela fora principal de Arisaka 
alcan-los.' Halt sacudiu sua cabea. `Eu duvido disso,' ele disse. `No faria sentido atravessar o pas depois de ns para se sentar e esperar at eles finalmente 
alcanarem. Arisaka sabe que a nevasca est vindo.' Todos eles olharam para a porta aberta. Estava nevando do lado de fora. A cada dia, os flocos se tornariam maiores 
e mais pesados e a nevasca maior. J cobria o cho com oito a dez centmetros de profundidade. `Ele vai querer seus homens nos atacando antes da tempestade real 
vir. Afinal de contas, ele sabe que voc s tem trinta ou quarenta guerreiros com voc.' `Existem cerca de duzentos homens Kikori tambm,' Will disse mas Halt fez 
um gesto desconsiderado. `De tudo que o Imperador e Reito-san nos disse, Arisaka no est esperando eles para lutar. Isso pode nos dar uma grande vantagem.' `Se 
eles lutarem,' Horace disse sombriamente. Ele se preocupou que quando a hora chegar, os Kikori poderem ser afetados por sculos de tradio e histria. Eles raramente 
haviam se rebelado conta os Senshi no passado e quando eles fizeram isso, os resultados haviam sido catastrficos. Ele sentiu que as chances eram altas que eles 
poderiam, no ltimo minuto, serem dominados pelo seu senso de inferioridade assumida. Ajudar o Imperador a escapar e se levantar contra os guerreiros altamente treinados 
Senshi do exrcito de Arisaka eram duas questes totalmente diferentes. `Eles vo lutar,' Will disse firmemente e Halt lanou um olhar interrogatrio para ele. `Voc 
parece ter certeza disso. O que voc e Selethen tem feito? Voc est gastando um monte de tempo com os Kikori.' Will e o lder Arridi trocaram um rpido olhar. Ento 
will balanou sua cabea. `Dentro de alguns dias ainda,' ele disse. `S uma ideia que estamos trabalhando. Ns vamos te falar quando for a hora certa.'

`De qualquer maneira,' Halt disse, dispersando a questo por enquanto e voltando ao ponto que Horace havia levantado, `os Kikori estaro lutando por trs em uma 
posio defensiva, no enfrentando os Senshi em combate aberto. Isso vai fazer uma diferena. Tudo o que eles tem que fazer  se manter e empurr-los de volta para 
a parede.' `To fcil assim?' Horace disse, sorrindo apesar de seus receios de antes. Mas ele pensou que Halt tinha razo: lutando por trs em uma posio defensiva 
era menos assustador do que enfrentar um inimigo num campo de batalha aberto. Com alguma sorte, muitos dos guerreiros de Arisaka podem no chegar perto o suficiente 
para combate individual. `Quando voc acha que eles vo atacar, Halt?' Selethen perguntou. `Nossos exploradores disseram que eles podero estar aqui no final de 
amanh. Eu posso supor que eles vo avaliar a situao, descansar durante a noite, ento nos atacar primeiro na manh seguinte.' Selethen assentiu concordando com 
a estimativa, mas Shigeru estava um pouco surpreso com a velocidade que as coisas estavam correndo. `To cedo?' ele disse. `Eles no tem... preparaes para fazer?' 
ele perguntou incerto. `Eles no tem nenhum armamento pesado ou equipamento de qualidade com eles,' Halt disse. `Afinal de contas, eles no tem uma ideia real que 
podem nos encontrar em um forte j pronto como este. Meu palpite  que eles vo passar a noite ficando com poucas escalas prontas ento tentar nos atacar. Afinal, 
eles no tem nada para ganhar esperando.' O cu estava nublado e carregado com nuvens. No leste, atravs de uma fenda entre os picos da montanha, o sol poderia ser 
feito com uma bola vermelha plida dentro do cu. Um vento frio soprava o vale, trazendo flocos de neve com ele. Acima do cntico chuvoso do vento, Halt conseguia 
ouvir pisadas rpidas de ps, esmagando o terreno pedregoso diante deles. `L vem eles.' Ele murmurou, enquanto o grupo de Arisaka avanava, se movendo em trs colunas 
irregulares, contornando a ltima curva antes da estacada. Ele se virou para Will. `No desperdice flechas sobre os que esto no p da parede. As pedras e flechas 
vo fazer isso por eles. Guarde seus tiros para qualquer um que chegar ao topo. Eles so os nicos que precisamos parar, antes de terem um apoio real.' Will assentiu. 
Eles estavam marchando para a passarela de madeira ao lado escondido da paliada. Os poucos guerreiros Senshi de Shigeru estavam em posio de defesa. Ao 
lado deles 
e por trs deles, os Kikori se agacharam, fora de vista. Alguns tinham seus machados pesados prontos, mas a maioria estava armada com lanas ou longos plos que
eles haviam cortado para usar como lana com ponta de ao. As extremidades eram esculpidas em pontos que tinham sido endurecidos em incndios da noite anterior. 
Todos de cinco metros, pilhas de grandes rochas pontiagudas estavam prontas para serem usadas contra os atacantes.

`Fiquem abaixados, Kikori,' Halt disse silenciosamente, enquanto ele passava pelos trabalhadores da madeira agachados. Eles sorriram nervosamente para ele e ele 
adicionou, `Ns em breve estaremos dando a Arisaka uma surpresa muito desagradvel.' Eles alcanaram a extremidade ocidental no fim da estacada. Ali dez Senshi e 
o mesmo nmero de Kikori estavam a postos na passagem de tbua grossa atrs da parede mal remendada e destruda. `Eles vo se concentrar aqui uma vez que perceberem,' 
Halt considerou. `Estejam prontos para sarem da parede to cedo quando sentirem que est acontecendo.'O grupo misturado de defensores assentiu, seus rostos srios, 
seus pensamentos focados na luta que estava vindo. Halt examinou a nova parede oculta com satisfao. Era baixa, mas muito mais robusta do que a velha paliada  
totalmente muito mais em posio defensiva. Ele olhou para cima para as rochas empilhadas, terra e madeira equilibradas precariamente acima da parede de pedras. 
Os Kikori fizeram uma cobertura para as pedras com ramos e arbustos, sempre deixando um pequeno broto de rvore saltando para o monte ento aquilo parecia mais natural. 
Olhando com cuidado, ele s poderia lanar as cordas para a direita longe de ter uma queda mortal. `Todos a postos!' Era a voz de Horace. Ele estava no meio da estacada. 
Ele tinha seu escudo em seu brao esquerdo. A forma estranha de uma katana de Nihon-Ja estava em sua mo direita. Atrs dele, ele ouviu e sentiu passos na escada 
que levava at a passarela abaixo. Os dois se viraram para ver Shigeru, em uma armadura de couro envernizado, pisando na passarela, rigorosamente seguido por Reito. 
`Vossa alteza, eu realmente prefiro que voc fique para trs da luta,' Halt disse a ele. Ele sabia que Shigeru no era especialista com a espada. Capaz, talvez, 
mas especialista? Nunca. `Sua preferncia  notvel, Halto-san,' disse Shigeru, fazendo nenhum movimento para se retirar da escada. Halt encontrou seu olhar por 
alguns segundos, ento encolheu os ombros. `Bem, eu tentei,' ele disse. Em uma ordem berrada, a fora atacante de repente comeou a correr. Ele no tiveram nenhuma 
informao especfica. Eles se espalharam em uma linha irregular to longe quanto as paredes estreitas do vale concediam. A linha tinha trs ou quatro homens absortos. 
Halt fez cinco escadas rudimentares  cada uma no mais do que um tronco de arbusto espesso, entalhado para aceitar travessas, que foram ligados para representar 
degrais. Pelo menos outros dez homens estavam carregando cordas e pequenas ncoras. O plano obviamente era atacar a parede em quinze ou dezesseis pontos diferentes 
de uma vez para extrapolar os cerca de trinta Senshi que poderiam estar defendendo a estacada. Os atacantes no tinham ideia de que cem Kikori estavam agachados 
embaixo das muralhas de madeira. As primeiras trs escadas se quebraram contra a parede quase que ao mesmo tempo em trs pontos diferentes e os homens de Shigeru 
se moveram para barrar os homens que estavam escalando-as. Halt esperou at cada escada ter vrios homens sobre ela.

`Kikori! Agora!' ele gritou. Os madeireiros ficaram de p com um urro mudo de desafio. Pedras choveram pelas muralhas, lanados para a massa de Senshi nas bases 
das escadas. O primeiro atacante que chegou ao topo da escada deu um corte em um Kikori, que baixou a lmina assoviando na hora certa. Moka deu uma estocada com 
sua espada e o homem gritou e caiu da escada. Em outro lugar, Horace bloqueava espadas dos atacantes com seu escudo. Antes que ele conseguisse revidar, no entanto, 
um lanceiro Kikori de olhos arregalados o empurrou para o lado e enterrou sua lana no joelho do Senshi. Com grito de dor, o homem caiu em seus companheiros, juntos 
abaixo. Uma terceira escada fora derrubada enquanto um quarto lanceiro Kikori empurrou suas longas varas contra ele, empurrando-o de lado at se quebrar. O Senshi 
mais prximo do topo conseguiu pular para o parapeito. Foi s um momento de descanso. Ele mal recuperou seu equilibro antes que o machado de um Kikori cortou atravs 
de sua armadura. Ele caiu para frente, esmagado sobre a muralha. Outro defensor empurrou o cabo de uma lana por baixo de seus joelhos e a usou como alavanca, mandando 
ele se espatifando para o lado que ele veio. Pequenas ncoras crepitando contra as paredes enquanto os homens de Arisaka tentavam escalar mo sobre mo. Halt ouviu 
Reito e Moka, os dois membros seniores dos Senshi do Imperador, gritando instrues para seus defensores, e ele conhecia a essncia de suas palavras. Deixe-os subirem 
pelo menos at o meio antes de vocs cortarem as cordas! Eles haviam decidido essa estratgia na noite anterior. Um homem caindo de trs ou quatro metros fica com 
uma boa chance de ser ferido  particularmente se seus companheiros abaixo estiverem brandindo armas. No meio da parede, Halt viu um dos guarda-costas de Shigeru 
envolvido em esgrima com um atacante que tinha feito isso sobre o muro. As formas de dois Kikori ainda estavam aos ps do atacante. Enquanto Halt assistia, uma flecha 
bateu no peito do defensor e o mandou cambaleando para fora da muralha. Antes de os guerreiros atacando pudessem ter vantagem de seu intervalo momentneo, a forma 
alta de Selethen se mexeu graciosamente para atacar. Seu sabre encurvado fez uma abertura entre o elmo do Senshi e a gola de sua armadura. Satisfeito de que a ameaa 
tinha sido cuidada, Halt olhou ao redor e viu outro defensor, um Kikori com machado dessa vez, cair no assoalho com uma flecha em seu peito. O Arqueiro procurou 
a depresso abaixo da parede. Cinco Senshi, armados com longos arcos recurvos assimtricos favorecidos por Nihon-Jan, haviam parado cerca de trinta metros atrs 
de seus companheiros e estavam apanhando os defensores. `Will!' ele gritou. Seu aprendiz havia se afastado para cortar uma corda de ncora com sua faca saxnica. 
Quando ele olhou, viu o brao esticado de Halt apontando para o grupo de arqueiros e deslizou o arco de seu ombro. `Voc vai pela esquerda. Eu pela direita!' gritou 
Halt e Will assentiu. Uma vez antes, eles tinham feita uma confuso de tiro no mesmo adversrio na batalha. Agora os dois longos arcos cantaram sua terrvel msica 
e os Senshi em cada ponta da linha de arqueiros cambaleou para trs, olhando com terror para as flechas que haviam perfurado suas armaduras de couro como se no 
estivesse l. Antes de seus companheiros registrarem o fato que eles tinham cado, os Arqueiros derrubaram os dois prximos com uma batida cardaca cada. O quinto 
homem procurava em vo pela fonte desses

tiros mortais. Ele tinha uma flecha colocada no arco, pronto para atrair e atirar assim que ele ver seu adversrio. Ele nunca tratou disso. A terceira flecha de 
Will pousou nele. Ele derrubou seu arco, agarrando sua terrvel flecha, ento caiu e ficou imvel. Agora um capito entre os atacantes, percebendo que o primeiro 
e disforme invaso cega havia falhado, estava balaneando a situao. Ele viu um trecho flcido a oeste da estacada e percebeu que era uma oportunidade. Ele gesticulou 
para dois homens para pegar uma escada cada e segui-lo. Ao longo do caminho, ele recolheu mais trs, equipados com ncoras e cordas. O grupo rapidamente montou 
uma investida juntos na base da parede, se esquivando de pedras que eram despejadas de cima, para uma parte enfraquecida. Enquanto eles iam, o capito reagrupou 
mais homens at pelo menos trinta Senshi estarem seguindo ele. Ele gesticulou para uma escada de tronco nico, ento para as vigas apodrecidas da parede. `Usem-na 
como um arete! Destruam a parede!' ele gritou. Mais meia dzia de homens, de repente vendo o que ele pretendia, se juntou aos dois Senshi empunhando a tora. Eles 
investiram na parede e, com um deles contando tempo, bateram de novo e de novo nas madeiras frgeis da estacada. Duas das velhas toras despedaaram e se dividiram, 
uma terceira cedeu na prxima pancada do arete. Mais pedras choveram neles, mas o objetivo dos defensores no era to precisa quanto antes. Em pnico, o capito 
refletiu. Ele gritou para os homens com pequenas ncoras, apontando para o topo da estacada. `No tentem escal-la! Puxem para baixo!' ele ordenou. As ncoras zumbiram 
ao redor, ento velejou para cima, cada uma arrastando um cabo de corda atrs dela. Uma tiniu e voltou, mas duas se prenderam na madeira e se segurou rpido. Instantaneamente, 
oito ou nove homens se ataram nas cordas e iaram e esticaram para trs. Uma parte de trs metros do parapeito de madeira deu lugar e desabaram em uma nuvem de p 
e estilhaos. Os homens se soltaram da corda cambaleando e caram, as se recuperaram imediatamente e lanaram de novo. A ncora que haviam errado no primeiro lanamento 
agora estava solidamente enterrada na madeira no topo da parede. Assim que os atacantes mais abaixo da parede viram o que estava acontecendo, mais deles andaram 
para se juntar ao ataque na parte oeste. A rvore-tronco arete se esmagou contra a parede de novo, rompendo uma fenda entre duas das madeiras verticais. Mais homens 
se juntaram ao ataque, balanando o arete com uma fora ainda maior. Pedras e flechas choveram neles agora mas os atacantes estavam loucos de raiva da batalha e 
eles sabiam que aquela parte da parede estava quase rompendo. Eles conseguiam ver os defensores deixando a parede em runas, correndo em pnico para escapar antes 
de desabarem. Gritando sua batalha clamada, eles avanaram triunfantes, em fora combinada do arete e quatro ncoras com cordas, a parede finalmente cedeu e uma 
brecha de quatro metros apareceu. Eles treparam sobre as madeiras quebradas, abundando na abertura. Os primeiros homens completamente pararam, aturdidos, de cara 
com uma nova parede baixa que os rodeava por trs lados. Mas a presso de seus companheiros atrs foraram eles na direo do espao rodeado. Mais e mais deles eram 
despejados antes que percebessem que estavam em uma armadilha. Horrorizado, eles viram uma linha de cabeas aparecer sobre o topo da nova estacada  pelo menos cinquenta 
deles. Ento uma tempestade de pedras arremessadas e lanas quebrou sobre eles  e nessa hora, os defensores pareciam ter recuperado sua antiga preciso. `Vo em 
frente! Continuem indo em frente!' O capito que tinha comeado o ataque ainda estava vivo. Ele brandiu sua espada agora para liderar os Senshi para um novo

ataque. No havia jeito de eles voltarem atravs da aglomerao inviolvel. Sua nica esperana era escalar a nova parede baixa em frente a eles. Assim que eles 
comearam a ir em frente, ele ouviu um estranho barulho rangendo acima deles. Olhando para cima, ele viu o que parecia ser uma parte da parede montanhosa de repente 
se soltou. Uma vasta pilha de pedras, terra e madeira caiu sobre a extremidade no fim do muro, ressaltando, esmagando, aniquilando tudo e qualquer coisa em seu caminho. 
Uma tora esmagou a espada em sua mo e uma rocha entalhada bateu nele, deixando-o de joelhos, Enquanto terra e pedra trovejaram ao redor dele, ele derrubou as laterais, 
sabendo que seu ataque tinha falhado  ento tudo ficou escuro. Os atacantes aturdidos, com quase um tero de seu nmero morreram ou feridos na armadilha planejada 
por Halt e Selethen, lentamente comeou a se retirar da estacada, deixando seus companheiros cados para trs. Eles vaguearam de volta para a fenda em grupos pequenos, 
para enfrentar a ira de seu comandante. General Todoki, lder da faco principal e um dos ajudantes mais ardentes de Arisaka, assistia em descrena enquanto seus 
homens derrotados chegavam ao vale, feridos, sangrando e desanimados. Ele gritou para eles, sua fria fazendo-o perder todo o controle e todo o senso de dignidade. 
A maioria ignorou ele. Ele no estava l com eles e eles tinham deixado trinta companheiros para trs, sem qualquer chance de um enterro decente. Aquela noite, o 
inverno teve cuidado com eles. A neve comeou a cair srio, e pela manh, tinham quase dois metros empilhados no vale. O tapete de puro branco apagou todos os sinais 
da carnificina do dia anterior.

34
`Como voc sugere levar essa coisa do penhasco para o lago?' Halt cutucou o caiaque duvidosamente com um p. A embarcao estreita tinha quase quatro metros de comprimento, 
com um quadro de madeiras claras cobertas de lenis oleados, esticados como pele de tmpano em tenso. Ele havia visto caiaques antes. Como Alyss havia dito, ela 
tinha um no Castelo Redmont, e aquele parecia similar, pelo que ela conseguia se lembrar. Os Kikori tinham feito um excelente trabalho construindo-o, sob o olhar 
atento de Alyss. `Eiko resolveu esse problema para ns, ' Evanlyn respondeu. `Os Kikori vo abaix-lo por uma corda, fazendo isso numa fase em uma hora. '

Eles estavam de p em um meio-crculo ao redor do barco recm-pronto. Evanlyn e Alyss usavam um ar de excitao e orgulho de proprietrio. Will e Horace pareciam 
extremamente indecisos sobre todo o projeto. Halt, que sabia sobre ele fazia algum tempo, estava mais ou menos conformado com isso. Mas ele no estava entusiasmado. 
`Isso vai demorar pra ter um pouco de manejo, ' ele disse. Mas Alyss levantou uma mo para faz-lo parar de dizer algo mais e se ajoelhou ao lado do caiaque. `Aha, 
essa  a beleza do design. Vejam, ' ela disse. Ela havia trabalhado em dois pinos de reteno da madeira fora de seus suportes e removeu uma das quatro divisrias 
que criava o perfil do lado contrrio do caiaque. As vigas que estendiam o barco desabou um pouco para dentro, e a cobertura oleada perdeu um pouco de sua tenso. 
Ela repetiu a ao com as outras trs formas em minutos, e o caiaque no era mais que um feixe de vigas claras, quadros e oleados. Ela rapidamente juntou-os, ento 
usou o oleado para envolver as vigas em um feixe apertado. Ela se afastou para ver o resultado  um feixe de longas estacas de madeira clareadas. `Isso!' ela anunciou. 
`Ns simplesmente o desmontamos do jeito que  muito mais um feixe manusevel. ' Will deu um passo  frente e olhou o feixe com ar crtico. Quando estava montado, 
parecia um barco. Mas agora a fragilidade do design estava muito mais evidente. No era mais do que madeiras e panos. `Isso vai flutuar?' ele perguntou duvidoso 
e Alyss sorriu para ele. Ela sabia a razo por trs de sua falta de entusiasmo e ela no poderia ajudar sendo um pouco contente por isso. Pela mesma razo, ela no 
iria concordar que ele fosse to longe. Will poderia estar preocupado com ela, e ela sabia que ele a amava. Mas isso no significa que ele a tinha ou poderia ditar 
o que ela poderia fazer ou no. `Claro que isso vai flutuar, ' ela disse a ele. `E se isso no flutuar, ns vamos ter que voltar e escalar o penhasco. ' `Bem... 
eu no gosto disso, ' Will disse. Horace ecoou a opinio. `Nem eu. ' `Sua antipatia pelo projeto vai ser devidamente notvel, ' Evanlyn disse a eles friamente. `E 
ignorada, ' Alyss disse. As duas garotas trocaram um rpido sorriso. Will abriu sua boca para falar mais, mas Selethen o parou para evitar qualquer declarao lamentvel. 
`Pessoalmente, eu acho que  um bom plano` ele disse sem problemas. `Alm do mais, eu vou dormir profundamente at o fim do inverno sabendo que h uma expectativa 
de uma fora aliviadora chegando pelo vero. ' Em Arrida, as mulheres das tribos do deserto viviam em um ambiente hostil e dividiam as tarefas perigosas. Elas muitas 
vezes variam muito dentro do deserto, caando por comida e lutando contra os predadores que atacavam seus animais do rebanho. Ele conhecia aquelas duas garotas e 
estava confiante que elas tinham a habilidade e a

coragem para realizar a misso que elas haviam pegado. E seu comentrio sobre sentir uma sensao de conforto por uma expectativa de uma fora aliviadora era verdade. 
Selethen, como os outros, sabia que eles no poderiam simplesmente ocupar sua posio defensiva indefinidamente uma vez que a neve for derretida. Arisaka poderia 
eventualmente ser vitorioso, por meio de seu grande nmero. `... bem... talvez, ' Horace disse. Ele estava um pouco surpreso que Selethen estava apoiando as garotas. 
Will olhou para Halt. `O que voc acha disso, Halt? Voc realmente vai deixar elas irem?' Nas palavras `deixar elas' as duas garotas eriaram com indignao. Mas 
Halt levantou uma mo e elas seguraram sua tranqilidade naquele momento. `Eu no posso dizer que estou feliz sobre isso, ' ele comeou e Will assentiu conscientemente, 
contente por ver seu mentor estar concordando com ele e Horace. Mas as prximas palavras de Halt dizimaram qualquer senso de satisfao que ele poderia estar sentindo. 
`Mas eu no estava feliz em Arrida quando vocs saram procurando pelo Puxo, ' ele disse. Seu olhar se moveu ao redor para incluir Horace. `Nem quando eu ouvi que 
vocs dois haviam atacado o Castelo Macindaw com apenas trinta homens. ' `Trinta e trs, ' murmurou Horace. Ele estava comeando a ver onde Halt estava indo. O Arqueiro 
deu a ele um olhar intimidador. `Ah, me perdoe... Trinta e trs homens. Isso faz muita diferena. Olhe, ns vivemos em um mundo perigoso, e tanto Evanlyn e Alyss 
tem que decidir o que elas mais querem fazer do que assistir enquanto ns homens cuidamos delas.' `Elas no querem ser expectadoras. Elas so corajosas e criativas 
e aventureiras. Esse  o porqu de vocs gostarem delas. Elas cabem ao mundo que vocs escolheram para si mesmos. Se vocs queriam um par de donzelas bobas de enfeite 
que so boas para nada alm de fofocar e costurar, h muitas delas ao redor. Mas eu duvido que seja de seu interesse.' Ele parou, assistindo para ver se suas palavras 
haviam sido absorvidas. Lentamente, Will e Horace comearam a assentir concordando com o que ele havia dito. O prprio Halt se deteve para ver se tinha chegado a 
um acordo com todos esses pontos de muitos anos trs, quando ele havia se apaixonado pela senhorita Pauline. Ele tinha aceitado que ela poderia cumprir os direitos 
de uma Mensageira  poderia inevitavelmente lev-la ao perigo. E ele tinha que acreditar em sua habilidade para cuidar de si mesma  como ela havia aprendido a acreditar 
nele. `Agora, o que Selethen disse  verdade. Ns vamos precisar de ajuda na primavera. Ns no podemos simplesmente nos sentar atrs da estacada e esperar manter 
Arisaka longe para sempre. E a nica fonte disponvel de ajuda fica do outro lado do lago, com os Hasanu. Est tudo certo, lorde Shigeru?' O Imperador assentiu. 
Ele havia seguido a conversa com grande interesse. As noites que ele havia perdido falando com Evanlyn haviam demonstrado que ela era uma jovem senhorita de coragem 
e determinao notveis. E ela era muito inteligente e clara 

qualidades que poderiam ser necessrias se ela estava indo realizar o seu pedido de ajuda para lorde Nimatsu. `Lorde Nimatsu tem a nica fora que pode nos ajudar 
a derrotar Arisaka,' ele disse. `Ento isso faz sentido para Evanlyn e Alyss conseguirem sua ajuda,' Halt terminou, olhando os dois jovens homens. `Eu sei de tudo 
isso,' Horace respondeu. `Mas eu no posso deixar de me sentir...' Ele no completou. Alyss o interrompeu. `Pare de sentir, Horace, e comece a pensar! Vamos enfrent-lo, 
quando se trata de uma batalha fora da linha reta, voc tem uma vantagem sobre ns. Certo ou errado, seus homens so fisicamente mais fortes que somos. Esse  um 
fato natural, e fora fsica desempenha um grande papel em uma batalha fechada. Eu poderia trabalhar nas minhas habilidades com o sabre at ficar com o rosto azul. 
Mas mesmo se eu fosse to rpida e to habilidosa quanto voc, Horace, voc seria mais forte do que eu. Esse  o jeito das coisas. E eu sei que Evanlyn poderia derrubar 
um ou dois, ou mesmo uma dzia de inimigos com seu arremesso. Mas uma vez que eles vierem para perto, ela estaria em apuros.' `Essa  a nossa chance de fazer algo 
construtivo nessa guerra!' Evanlyn disse, assumindo o tema. `Nossa chance de contribuir! E se fizermos isso, ns no enfraquecemos nossas foras. Essa  a beleza 
do caiaque de Alyss. Se viajarmos por terra ns iramos precisar de alguns dos Kikori para vir conosco como guias e guardacostas. Mas no lago, quem pode nos pegar?' 
Houve um longo silncio enquanto Horace e Will digeriam tudo aquilo. Em seus coraes, eles sabiam que Halt e as garotas estavam certos. O plano era lgico e bem 
pensado  mesmo para os detalhes que Evanlyn tinha acabado de apontar. Viajando no lago, eles no iriam precisar dos servios de qualquer um dos Kikori. Era exatamente 
isso... `Eu vou ficar preocupado com voc,' Will disse, olhando dentro dos olhos de Alyss. Ela sorriu para ele e colocou as mos dele nas delas. `Bem, claro que 
vai. Eu esperava isso de voc. Assim como eu vou me preocupar com voc, preso aqui com centenas de homens de Arisaka ladrando pelo seu sangue. Assim como eu me preocupei 
com voc quando voc estava em Hibernia. Ou em Arrida. Ou em qualquer uma das suas misses. Claro que eu me preocupei com voc. Mas eu nunca tentei te impedir, tentei?' 
`No,' Will concordou relutante. `Mas...' Alyss levantou um dedo como aviso. `No ouse dizer "isso  diferente",' ela disse e ele fechou sua boca precipitadamente. 
Selethen soltou um riso profundo e todos eles se viraram para olh-lo. `Um bom estrategista sempre sabe quando recuar sobre uma posio indefensvel, Will,' ele 
disse. O jovem Arqueiro sorriu relutante. Evanlyn se virou para Horace. `E voc, Horace? Vai se preocupar comigo?' ela disse, um sorriso se escondendo por trs de 
seus lbios.

Horace ficou vermelho em seu rosto e arrastou os ps. Ele no encontrou o olhar dela. `Ah... bem... sim. Claro. E Alyss tambm, claro. As duas. Vou ficar preocupado 
com as duas.' Evanlyn se virou para os outros e encolheu os ombros. `Eu acho que isso  tudo que uma garota pode esperar de um tipo forte e silencioso como ele.' 
`Estou contente que est tudo resolvido,' Halt disse. `Agora, para os detalhes. Quando vocs planejam sair?' `Ns pensamos em amanh,' Evanlyn disse e Alyss assentiu 
concordando. `Amanh!' Will e Horace falaram em coro de surpresa. Todos os olhos se voltaram para eles. `Quer dizer, no est se apressando um pouco? Por que ir 
to cedo?' Will adicionou incerto. Alyss encolheu os ombros.'Por que esperar? O tempo s vai piorar. E quanto mais cedo formos, mais cedo ns voltamos.' `Isso  
verdade, eu imagino. Mas... amanh?' At agora, eles haviam discutido a ideia das garotas partirem. Mas agora eles estavam numa realidade e numa urgncia para tudo. 
Halt largou uma mo em seu ombro. `Melhor se acostumar, Will. Se voc est envolvido com uma Mensageira.' Ele parou e ento incluiu Evanlyn. `Ou uma princesa doida...' 
Ele a favoreceu com um sorriso fraco para ela no ficar ofendida. `Essa no vai ser a ltima vez que voc vai v-las em um esquema de pensa-lebre.' Por um momento, 
ele estudou as duas garotas. Ele tinha que admitir certo sentimento proprietrio sobre elas. Alyss foi protegida de sua esposa e ele havia assistido crescer como 
uma mulher jovem engenhosa e corajosa. Will contra de sua fora de propsito e sua calma sobre presso durante o cerco do Castelo Macindaw havia confirmado sua opinio 
favorvel para ela. Quanto a Evanlyn, ele havia a assistido em ao, batalhando contra os cavaleiros Temujai na Escandinvia e contra os bandidos Tualaghi no deserto. 
No havia questes sobre sua coragem ou de sua habilidade. Elas faziam um bom time, ele pensou. E se elas pudessem superar o cime residual que ainda existia entre 
elas, elas seriam formidveis. Talvez essa viajem possa ajud-las nisso. `Eu vou fazer uma carta para voc entreg-la para lorde Nimatsu,' Shigeru disse para Evanlyn. 
`E essa noite, eu vou pedir aos meus criados para preparar um jantar de despedida adequado para as duas.' `Parece bom,' Evanlyn disse alegremente. `O que vamos ter?' 
Shigeru sorriu para ela. `As mesmas raes duras que temos toda noite,' ele disse. `Mas essa noite, o ajuste da tabela ser excelente.'

Halt olhou ao redor do grupo, satisfeito que a questo havia sido decidida e que Horace e Will perceberam a necessidade das garotas para contribuir para a campanha, 
e o valor delas fazendo isso. Mas havia outra coisa que estava em sua mente j h algum tempo. Ele capturou o olhar de Selethen. O Arridi viu o desafio nos olhos 
do Arqueiro e sorriu, sabendo o que estava por vir. `Amanha ento,' Halt disse. `Mas antes de Alyss e Evanlyn partirem, eu acho que todos ns gostaramos de ver 
o que Selethen e Will tem feito nas ltimas semanas. '

35
` um pouco cedo para te mostrar isso, ' Will disse, enquanto ele levava a curiosidade do grupo na direo do canto isolado do vale. `At agora, ns s temos equipamento 
para dez homens. Os outros tm que peg-los para treinar e praticar.' `Praticar o que?' Evanlyn perguntou, mas Halt fez um sinal para ela esperar. Eles pararam em 
um ponto onde um bosque escondia um pequeno barranco. Will e Selethen os conduziram para frente e eles foram para terra plana, quarenta metros por vinte. Horace 
apontou para uma linha de ramos  feixes de ramos amarrados juntos, cada um com cerca do tamanho de um homem  de p na extremidade da sarjeta.

`O que so eles?' Will sorriu para ele. `Eles so os inimigos,' Ele olhou para Selethen. `Voc quer assumir o controle?' O guerreiro Arridi encolheu os ombros em 
deferncia. `Era a sua idia. Eu s sou um ajudante.' Will assentiu, organizou seus pensamentos por um segundo, ento continuou. `Eu suspeitei dessa idia quando 
ns chegamos aqui e vimos os Kikori no trabalho. Sua disciplina de grupo era excelente.' Shigeru assentiu. `Tem que ser. Cortar a madeira  um negcio perigoso.' 
`Exatamente,' Will disse. `Ento Horace, eu acho que os Senshi, com seus anos de treinamento tem vantagem em combate individual. Como um a um, eles foram geralmente 
superiores para ns guerreiros araluenses.' Ele lanou uma pergunta com o olhar para Horace, que tambm assentiu. Halt se recostou, inclinado confortavelmente contra 
uma pedra, sorrindo para seu exaluno. Ele pensou que poderia ver quando esse estava comandando, mas ele no tinha certeza do que Will planejava conseguir. `Agora 
tudo isso tocou um sino na minha memria. Eu havia ouvido esse tipo de coisa antes. Isso me deixou louco por alguns dias, ento eu lembrei onde tinha sido.' Ele 
parou e o sorriso de Halt se alargou enquanto os outros inconscientemente se inclinaram para frente, esperando ele continuar. Seu jovem aluno no conseguiria resistir 
a uma oportunidade para um pequeno drama. `Eu lembrei do General Sapristi dizendo muito das mesmas coisas.' `General quem?' Horace perguntou, totalmente confuso. 
`Ele era um general na Toscana que arranjou uma demonstrao de seus mtodos de luta para ns,' Will explicou. `As legies toscanas tm desenvolvido um sistema de 
luta como um time.  bem simples, ento no era preciso para eles aprender ou praticar esgrima completo. Eles s tinham que socar e esfaquear e empurrar. O segredo 
 eles trabalharem juntos.' Ele parou. Sua garganta estava um pouco seca com tudo o que falara e ele gesticulou para Selethen assumir a histria. `Como o general 
nos disse, individualmente seus legionrios no poderiam ser preos para guerreiros experientes. Sua fora reside em seu trabalho de equipe, e seu equipamento.' 
Selethen parou, ento se virou e gritou uma ordem. `Kikori! Se mostrem!' Ele e Will haviam enviado um mensageiro  frente para deixar os estagirios saberem o que 
estava por vir. Agora, a seu comando, uma fila de dez Kikori trotou para trs de uma pilha de pedregulhos no meio do caminho do vale. Mas eles estavam equipados 
como nenhum Kikori jamais tinha se equipado antes.

Shigeru olhou para eles, fascinado. Cada homem carregava um longo escudo retangular. Era ligeiramente curvado e feito de madeira, reforado no topo e nos lados com 
tiras de ferro. No centro, uma salincia prateada de ferro se projetava. Os homens tambm usavam couraas de couro duro e elmos de couro. Estes tambm foram cortados 
com tiras de ferro, para proteo extra. Enquanto eles corriam, se movendo constantemente, eles seguravam longos dardos inclinados em seus ombros. Horace deu um 
passo  frente para olhar mais de perto. `Eles so bastante primitivos,' ele disse. Os dardos eram bruscamente do estoque de madeiras, com um metro e meio de comprimento, 
cada um com uma haste de ao ressaltada, saliente em uns cinqenta centmetros do estoque de madeira. A haste de ao terminava em um ponto farpado. `Eles no precisam 
ter nada mais que aquilo,' Will disse a ele. `Selethen, v conduzir a demonstrao, por favor?' Ele se virou para os outros. `Vamos nos mover um pouco para baixo, 
para o lado. Vocs sero capazes de ver melhor.' Ele pegou o caminho de uma pequena rocha que aflorava no meio da sarjeta. Selethen manteve os dez Kikori em uma 
linha, esperando em expectativa. Quando seus companheiros estavam fixados, Will gritou para Selethen. `Inimigo avistado!' `Formao de batalha!' Selethen ladrou 
o comando. Instantaneamente, cada segundo homem na linha deu dois passos para trs. Ento as duas linhas se fecharam, de modo que onde haviam dez homens em uma linha, 
agora estavam duas fileiras de cinco. O movimento foi feito em segundos. `Em frente!' Selethen comandou. As duas fileiras saram juntas, estimulando constantemente 
para frente, com os Kikori da ponta direita da segunda fileira marcando o tempo. `Impressionante,' disse Horace suavemente. Will olhou rapidamente para ele. `Como 
eu disse, seu senso de disciplina  excelente. Eles pegaram esses dois rapidamente. ' Ento ele desviou o olhar e gritou para Selethen de novo. `Arqueiros inimigos!' 
`Alto!' Gritou Selethen. Os Kikori que avanaram pararam bruscamente. Halt lembrou da frase de Will na exposio de Toscana: Uma nuvem de poeira de uma linha de 
esttuas. General Sapristi poderia ter ficado impressionado, ele pensou. `Kam!' Selethen ordenou. O Imperador recostou-se e olhou para Will, um pouco confuso. `Tartaruga?' 
Mas Will gesticulou na direo dos dez estagirios. A fileira frontal havia levantados seus escudos para a altura da cabea, enquanto a segunda fileira segurou os 
seus mais altos, paralelo ao cho, as bordas foram sobrepostas nos topos em frente s fileiras de

escudos. Os dez homens estavam agora protegidos na frente e por cima por uma carapaa incessante. `Ah... Sim. Tartaruga. Eu vejo,' Shigeru disse pensativo. `Kam 
para baixo!' Selethen ordenou e os escudos voltaram para sua posio original. `Fileira da frente, yari!' Agora a fronteira frontal deu um passo longo para frente. 
Os homens se viraram para o lado, revertendo suas garras nos dardos brutos e, como um, inclinaram seu peso para seus ps direitos, as longas armas indo por cima 
de seus ombros direitos, apontando para cima em um ngulo de trinta graus. `Lanar!' Eles lanaram como um s, cada homem colocando a fora e poder de todo o seu 
corpo por trs do lanamento. As armas partiram para o alto, ento arquearam para baixo enquanto o peso das pontas de ao pegava efeito. Trs dos feixes de ramos 
foram golpeados e derrubados para o cho, enquanto os outros dois dardos ricochetearam e resvalaram sem causar danos neles. Agora, Selethen estava ordenando a segunda 
fileira para frente. Eles se moveram atravs da primeira fileira e repetiram a seqncia de movimentos. Outros cinco dardos subiram em toda a distncia curta. Outro 
feixe foi golpeado. `Imagine isso, mas com cinqenta dardos cada vez ao invs de um,' Will disse. Horace assentiu pensativo. Uma barragem de cinqenta daquelas armas 
de aparncia rudimentar poderiam ser devastadoras para uma fora oposta. Sua mente militar havia visto o valor das suaves pontas de ao  entendendo como um guerreiro, 
mesmo levemente feridos, poderiam ser impedidos pelo peso arrastado do dardo. `Mas agora eles esto desarmados,' Shigeru disse. Ele tinha olhado com cuidado, mas 
no conseguia ver nenhum sinal da longa katana que era a arma principal dos Senshi. Assim que ele disse as palavras ele ouviu a raspagem de lminas brandindo sendo 
puxadas. Ele via agora que cada um dos Kikori estava armado com uma pequena arma. `Issho ni!' Selethen chamou. As duas fileiras comearam a avanar, escudos travados 
juntos. `Issho ni!' O grito foi ecoado pelas dez gargantas, ento repetiram como eles se moveram firmemente para frente. Will olhou para o Imperador. `Estamos usando 
Nihon-Jin para os comandos mais importantes,' ele explicou. `Mais chance de desentendimento desse jeito. ' `Apropriado ' Shigeru respondeu. Evanlyn inclinou a cabea 
para um lado curiosa. `O que "issho ni" significa? `Juntos' Alyss disse a ela.

` seu grito de guerra,' Will disse. `Isso os lembra de como eles lutam  como um time.' Ele colocou as mos em volta da boca e gritou para Selethen. `Tragam eles 
at ns!' O Arridi acenou confirmando e gritou uma ordem. A marca do lado esquerdo de cada fileira comeou a marchar no lugar enquanto seus companheiros se viraram 
para a esquerda em um movimento coordenado constante. Horace assobiou suavemente. `Eles devem ter nascido para fazer isso.' Agora as duas fileiras estavam de frente 
para os espectadores e Selethen gritou outra seqncia de ordens. O movimento rotatrio parou e a formao, ainda intacta, comeou a avanar novamente. Shigeru e 
os outros conseguiam ver o valor dos escudos largos. Os prprios homens estavam praticamente invisveis, s os topos de seus elmos aparecendo sobre a parede de escudos. 
No havia nada para um espadachim ocupar, o Imperador percebeu. Mas pelas aberturas estreitas entre os escudos, ele conseguia ver as pequenas armas que os Kikori 
carregavam, oscilando como vrias lnguas de cobras. `Como eles conseguem ver?' Ele perguntou. Will sorriu. `No muito bem. Seu comandante controla a direo para 
avanar. Mas eles apunhalam qualquer coisa que vem  vista atravs das fendas nos escudos. Braos, pernas, corpos.  s apunhalar e seguir em frente, apunhalar e 
seguir em frente. Ns no ensinamos a eles qualquer tipo de varredura de curso que os Senshi usam. Eles no precisam aprender qualquer tcnica complicada. S apunhalar 
rapidamente e retirar a arma imediatamente. Se um guerreiro Senshi atacar um deles, eles do de cara com um escudo enorme. E se ele prensar o ataque, o homem prximo 
ao seu inimigo provavelmente vai apunhal-lo assim como fez.' `De onde vem essas espadas?' Halt perguntou. `Algumas delas so as espadas curtas carregadas pelos 
Senshi mortos na Vila da Margem ou na estocada. O resto so lanas de curto alcance, com os eixos reforados com tiras de ferro.' `Mas uma boa katana vai tosquear 
facilmente atravs do ferro,' Shigeru protestou. Will concedeu o ponto. `Certo.  por isso que cada homem vai carregar duas espadas reservas. Mas eles no esto 
usando suas espadas curtas para aparar ou bloquear a katana dos Senshi.  o que os escudos fazem. E se a katana atravessar o ferro e a madeira do escudo, seu dono 
pode se encontrar em apuros.' `Eu no entendi.' O Imperador franziu o cenho. Mas Horace havia visto a verdade no que Will disse. De fato, ele tinha usado a mesma 
idia como uma ttica em tempos passados. `Se a katana atravessar o escudo, vai se emperrar por alguns segundos enquanto seu dono se liberta. E nessa hora, ele vai 
ter dois ou trs Kikori apunhalando ele. Ele fica entre perder tambm sua espada ou sua vida.'

`Sim.' O Imperador colocou seus dedos no queixo pensativo. Ele tinha que admitir que aquela demonstrao estava um pouco desanimada. Ele cresceu na tradio Senshi 
e, igualitrio como ele devia ser, era inquietante ver que dois forasteiros haviam planejado to rpido um jeito de contra-atacar as tcnicas Senshi. Will levantou 
sua mo agora e Selethen gritou para a tropa parar. Outro comando e, com um, eles aterraram seus escudos e se curvaram para seu Imperador. Shigeru se levantou para 
onde ele estivera sentado na pedra e se curvou extremamente de volta. Seu enjo de alguns minutos atrs se fora. Aquele era o seu povo, tanto quanto os Senshi foram, 
ele percebeu. Eles estavam dispostos a lutar por ele, e a aprender novas formas de faz-lo. Eles mereciam seu respeito e lealdade. Will deslizou da pedra e caminhou 
entre a tropa Kikori, congratulando-os pelo ombro e oferecendo palavras de parabns a eles. Ento ele e Selethen os dispensaram e voltaram aos outros. `Ns levamos 
trs meses,' ele disse para Halt. `Ns planejamos preparar e equipar duzentos homens nessas tcnicas.' Halt assentiu. `Com duas centenas de homens treinados, vocs 
podem dar a Arisaka de fato uma surpresa muito desagradvel. Muito bem, Will. E voc tambm, Selethen.' O Arridi se curvou e fez seu gesto de cumprimento tradicional. 
`Como eu disse, foi idia de Will,' ele respondeu. `Mas como voc, eu acho que isso vai ser bem eficaz.' Horace colocou um brao sobre o ombro de Will e sacudiu 
sua cabea. Seu amigo franzino nunca parava de surpreend-lo. `Voc parece ter um hbito de criar exrcitos do nada,' ele disse. `Pena que no tem cem Araluenses 
escravos para poder trein-los como arqueiros. ' Ele estava se referindo  poderosa fora de arqueiros que Will havia formado para lutar contra exrcito Temujai. 
`Uma coisa,' ele adicionou com uma carranca ligeira. `Vocs vo precisar de um monte de ferro para elmos e escudos e espadas. Onde vocs vo encontrar isso?' `Ns 
temos tudo pronto.' Will sorriu. `Os metalrgicos Kikori esto bem ocupados no esconderijo de armas antigas que voc descobriu. Ns no precisamos de finas tmperas 
de ao e eles podem fazer o trabalho muito bem.' `Eu me pergunto,' disse Horace, `se eu nunca vou fazer uma pergunta que voc no possa responder.' Will considerou 
a idia por um segundo ou dois, ento sacudiu sua cabea. `Eu no deveria pensar assim.'

36
Evanlyn girou lentamente na extremidade da corda como a equipe de Kikori acima dela gradualmente, permitindo a ela descer. Ela foi suspensa no espao, vrios metros 
afastados da face do penhasco. Mas a poucos metros abaixo dela, um afloramento de rocha deslizou, barrando o caminho. Quando ela se virou para enfrentar o precipcio, 
mais uma vez, o paciente Kikori soltou mais alguns metros de corda, at que seus ps tocassem a pedra. Apoiando seus ps contra a rocha, ela andou nela mesma para 
trs abaixo do penhasco, usando suas pernas e ps para manter-se salva enquanto o homem continuava a desc-la. Ento ela passou o afloramento e, lentamente, girando 
no espao ela continuou. 'Voc est perto daqui, ' Alyss chamou de baixo. Evanlyn olhou por cima de seu ombro e pode ver a Mensageira esperando ao p do precipcio, 
quase quinze metros abaixo dela. Ela olhou para trs at onde a corda j havia deslizado sobre o afloramento de rocha. Um pouco mais disso e a corda iria partir, 
ela pensou. Mas a pedra era lisa e no havia muito a fazer. Ela sentiu seus ps tocar o cho, e a mo de Alyss sobre seu cotovelo para estabilizar ela. A corda ficou 
frouxa e ela deixou escapar um enorme suspiro de alvio. Ela no tinha percebido que estava segurando a respirao. Suas pernas estavam um pouco instvel, uma reao 
ao fato de que ela havia sido pendurada no espao durante uma queda enorme, como uma aranha em um fio de teia. Alyss correu para ajudar a libert-la do cinto de 
corda que o Kikori havia criado para mant-la em segurana enquanto eles a baixaram at a falsia. "Fico feliz que acabou", disse Evanlyn. Alyss assentiu com a cabea 
em concordncia sincera. 'Se h uma coisa que me apavora,  altura. ' Evanlyn olhou para ela surpresa. "Mas voc se ofereceu para ir primeiro." 'Somente porque eu 
pensei que se eu visse voc indo, eu nunca teria a coragem de seguir. Passei a maior parte do tempo com os olhos fechados. " Eles desprenderam at perder o ltimo 
sinal de que a corda tinha sido amarrada ao redor de Evanlyn, e Alyss puxou forte a corda quatro vezes - um sinal combinado para contar a Kikori acima de que Evanlyn 
estava segura no fundo do precipcio. A corda de repente, comeou uma rpida ascenso, enquanto as duas meninas faziam um balano da sua situao. As falsias tinham 
duzentos e cinqenta metros de altura e eles fizeram a descida em trs etapas, com os escaladores Kikori escolhendo pontos de paragem adequados ao longo do caminho. 
Em cada ponto, um alpinista tinha esperado com Alyss e Evanlyn enquanto o resto da equipe desceu, At que as garotas tivessem descido at a prxima fase. O caiaque, 
amarrado em um feixe estreito, estava nas pedras ao lado deles. Um dos Kikori tinha feito o estgio final da descida com ele, guiando passaram a obstruo do afloramento 
de rocha e desvincularam-se na parte inferior. Ele tinha ento subido rapidamente de volta, auxiliado por seus companheiros de trao na corda, para informar que 
estava tudo bem.

A poucos metros, as guas do Mizu-Umi Bakudai batiam gentilmente contra a costa. Evanlyn ficou aliviada ao ver que a gua estava calma. O dia tinha sido suficientemente 
de arrepiar os cabelos, pensou ela, sem a complicao de guas turbulentas para a sua iniciao na arte de caiaque. "Eu acho que seria melhor comear a montagem 
do barco", disse ela. Mas antes que Alyss pudesse responder, um pequeno chuveiro de pedras deslizou do afloramento de rocha acima deles. Ambos cobriram as suas cabeas 
contra qualquer pedra que pudesse cair ento um par de botar apareceu na beirada da pedra. O Kikori que tinha feito a descida chamou seus companheiros para parar 
de descer. Ele deslizou para fora da rocha e enfiou uma almofada de pele de carneiro entre a corda e a face da rocha. Obviamente, ele dividiu o mesmo pensamento 
de Evanlyn mais cedo sobre o desgaste da corda. Ento ele sinalizou e recomeou a descida. Ele caiu rapidamente para as rochas ao lado deles, em seguida, olhou para 
cima, sorrindo. "Voc veio mais rpido do que ns, Eiko, 'Evanlyn disse. Ele deu de ombros. "Fao isso vrias vezes", disse a elas. As meninas notaram que ele tinha 
desprezado usar o cinto de acordo como havia sido planejado por elas. Ele simplesmente amarrou um lao na extremidade da corda e colocou um p nela, como os outros 
o baixaram. Alyss tremeu com o pensamento. Eiko tinha pacotes de viagem sobre o seu ombro e os tirou e colocou os no cho ao lado do mao de madeiras e oleado. Ele 
gesticulou para ele. 'Voc precisa de ajuda? Alyss abanou a cabea. "Ns devemos nos habituar a mont-lo ns mesmas." Ele assentiu e se afastou, observando como 
eles rapidamente desenrolaram o pacote, organizadas os quadros e as costelas, e em seguida, prendeu e apoiou a madeira de modo que o esqueleto do barco tomou forma. 
Quando comearam a esticar o oleado sobre o quadro, lutando contra o lao para trazlo apertado, ele fez um "clic" com a lngua e os deteve. "Melhor assim!", Disse 
ele. Removendo os pinos de fixao, ele deslizou uma das estruturas principais para os lados, relaxando a tenso para que as costelas do barco cassem um pouco. 
"Amarre agora", disse ele, acompanhando a palavra com gestos. "Em seguida, aperte as costelas novamente. ' As meninas rapidamente captaram a idia. Elas esticaram 
um oleado apertado sobre o barco parcialmente montado, atando-a firmemente no lugar, ento ajeitou a estrutura, Voltando assim a posio original, de modo que qualquer 
folga restante na pele do barco j estava esticada para fora. "Boa idia", disse Alyss apreciativa. "Isso torna muito mais fcil." "Sim. Eu estava receosa, de que 
iria quebrar uma unha", Evanlyn acrescentou.

Alyss olhou para ela severamente, a ponto de fazer um comentrio depreciativo, quando percebeu que a princesa estava brincando. Sentindo-se um pouco tola, inclinou 
a cabea para a tarefa de prender a ltima das amarras. Quando o ltimo n foi amarrado, eles voltaram e examinaram sua obra. "Excelente", disse Alyss. Evanlyn assentiu. 
"Voc pode quase jurar que era um barco." Desta vez, Alyss no reagiu. Ela tinha um sentimento de que as piadas de Evanlyn foram destinadas para ocultar seu nervosismo 
em se aventurar atravs do lago nesta estrutura aparentemente frgil. Alyss poderia entender isso. Mas ela tambm sabia que o caiaque era muito mais robusto e navegvel 
do que parecia. Os dois remos de pontas duplas tinham sido amarrados no pacote original e ela apanhou-os e levou-os alguns metros  beira da gua. Quando voltou, 
viu que Eiko tinha estado ocupado, enchendo as duas bexigas de ar feitas de couro de porco que servia de cmaras de flutuao no caso de o barco ser pego no mau 
tempo. Eles empurraram as bexigas para a proa e a popa do caiaque, para cunh-los no lugar entre as longarinas, ento arrumaram os pacotes de viagem entre os dois 
bancos, prendendo uma capa de oleado por cima deles para mant-los secos. "Certo", disse Alyss. "Agarre um e vamos embora." As meninas se inclinaram para pegar o 
barco, mas Eiko acenou negativamente. Ele pegou facilmente o barco equilibrou em seu quadril, e sorriu para elas. "Eiko", Evanlyn disse, "ns dissemos. Temos que 
- ' "Sim, sim!", Disse, acenando com a mo livre com desdm. "Vocs tem que fazer vocs mesmas. Voc pode fazer amanh e amanh e amanh. Eu fao hoje." Alyss e 
Evanlyn trocaram um olhar. Ento Alyss encolheu os ombros. 'Por que no? `, Disse ela. "Afinal de contas, ns podemos faz-lo amanh e amanh e amanh. 'Ela curvou-se 
e varreu com a mo a beira do lago. "Eiko, meu amigo, depois de voc." Sorrindo, o Kikori caminhou em direo ao lago, as duas meninas a seguir. Ele colocou o caiaque 
nas guas rasas da beira do lago, deixando metade dentro e metade fora da gua. As duas meninas olharam para a vasta extenso de gua. A partir da falsia, eles 
eram capazes de ver a outra margem, um longo, longo caminho. A partir do nvel da gua, no havia sinal dele. Eles poderiam estar na borda de um oceano. " certamente 
um grande lago,' Evanlyn disse calmamente. Ela olhou para Eiko." Eiko, o que significa' Mizu-Umi Bakudai'?" O trabalhador de madeira franzindo a testa, hesitante. 
"Significa `Mizu-Umi Bakudai`", disse ele. Evanlyn fez um gesto impaciente.

"Sim, sim. Obviamente. Mas o que essas palavras significam?" Alyss tossiu e Evanlyn virou-se para ela. O Mensageiro estava reprimindo um sorriso. "quer dizer Grande 
Lago", disse ela. Eiko assentiu alegremente e Evanlyn sentiu as suas bochechas ficarem rosada. 'Ah,  claro. Lgico, eu acho. ' "O Nihon-Jan tm uma propenso para 
nomes literais de lugares, eu tenho notado," Alyss disse a ela. Em seguida, bruscamente, ela espanou as mos para fora e inclinou o caiaque, empurrando-o plenamente 
em guas rasas. "Vamos verificar se no h nenhum vazamento." A gua estava a poucos centmetros de profundidade a costa, mas, aps dois ou trs metros, j tinha 
meio metro de profundidade. De l, ele rapidamente se tornou mais profundo e com fundo de areia e pedra, facilmente visvel quando se aproximava at se perder de 
vista. Alyss ao encostar reagiu ao choque da gua gelada. "Ai! Isso  frio! Certifique-se de ir para a ponta do barco, Evanlyn." "Certifique-se de si mesmo", respondeu 
secamente Evanlyn. Mas, secretamente, ela sabia que se algum estava indo para a ponta do barco, que seria ela. Ela passou a entrar na gua para ajudar, mas Alyss 
acenou de volta. "Eiko pode me ajudar. Ele  mais pesado" Ela virou-se para o Kikori e apontou para o barco. 'Empurre para baixo tanto quanto voc puder, por favor, 
Eiko. ' Ele acenou como sinal de compreenso e entrou no seu lado. Descendo, ele apoiou a sua mo contra as costelas da amurada e inclinou seu peso para o barco. 
O casco afundou ainda sob o peso dele e Alyss inclinou-se, buscando de cima para baixo qualquer sinal de vazamento. Mas o oleado apertado criou uma excelente barreira 
 prova d'gua e no havia nenhum sinal de vazamento. "Isso  timo", disse Alyss, endireitando-se. Ela acenou para Evanlyn. 'Ok, pegue seu remo e suba abordo. Pegue 
o banco da frente. Dessa forma eu posso manter um olho em voc. " Eiko agiu rapidamente no sentido de Evanlyn, fazendo um gesto para indicar que ele iria levant-la 
para o barco, mas Alyss deteve. "No, Eiko. Melhor se ela se acostuma a fazer isso sem ajuda. Subir pode ser um pouco complicado", ela explicou para Evanlyn. A outra 
menina concordou e com o remo na mo, entrou na gua. Ela, tambm, prendeu a respirao com o toque gelado do lago. "Eu posso ver porque voc no quer cair no lago." 
Movendo-se sem jeito, ela levantou um p molhado e foi passar para o caiaque, tentando equilibrar-se. Mas Alyss a parou. 'No  dessa forma. Vire as costas para 
o caiaque e suba de costas em primeiro lugar. Sente-se lateralmente com suas costas no assento. "Isso faz com que a maior parte de seu corpo esteja dentro do barco, 
e ento s faltam suas pernas." Cuidadosamente, Evanlyn abaixou-se para trs at alcanar o assento de madeira. O barco inclinou e ela ficou tensa, nervosa. Mas 
Alyss segurou firme o caiaque

"Eu seguro. Pode se soltar. Agora, levante seus ps e balance-os dentro do barco. Coloque-os sobre a estrutura ou apie no acento da frente, no no oleado", acrescentou. 
'Nunca colocar o peso sobre isso. ' Evanlyn olhou para ela. "Voc tem mais algum conselho evidente para mim?' Ela perguntou sarcasticamente e Alyss encolheu os ombros. 
"Nunca  bom o bastante se assegurar", disse ela. Ela esperou enquanto Evanlyn balanava as pernas e os ps dentro do barco, instalando-se no lugar. Em seguida, 
Alyss soltou seu lado da popa e se mudou para o lado do caiaque. Eiko se adiantou para segurar o barco firme como ela vinha fazendo, mas ela acenou negativamente. 
"Eu estou bem", disse ela. Ela entregou seu remo  Evanlyn, que estava esperando, um pouco ansiosa. "Evanlyn, o barco vai estalar quando eu comear a entrar. Barcos 
fazem isso.  perfeitamente normal. No tente combater. Vai se recuperar. Basta manter o seu peso no centro e seu corpo solto, ok?" Evanlyn, tensa como uma corda 
de violino, acenou com a cabea. Movendo-se rapidamente e sem problemas, Alyss jogou seu peso no banco de trs e trouxe suas pernas para dentro. O barco balanou 
sob seu peso  violentamente parecia para Evanlyn, que no podia deixar de emitir um grito de alarme. Em seguida, ela se firmou e percebeu que eles estavam flutuando, 
 deriva no banco e Eiko em p na beira, com os joelhos dentro d'gua. Ele sorriu encorajador para elas e acenou. As ondas pequenas faziam um som pok constantemente 
contra o oleado apertado do caiaque e, pela segunda vez naquele dia, Evanlyn soltou um suspiro que ela no tinha percebido que estava segurando. "Ok, me passa o 
remo", ela ouviu Alyss dizer e ela virou-se desajeitadamente para passar o remo de volta para sua companheira. Quando ela fez isso, o barco balanou e ela imediatamente 
ficou tensa mais uma vez, virando rapidamente de volta para enfrentar o arco. "Relaxe", disse Alyss a ela. "Basta ir com ele  da mesma maneira que em um cavalo. 
Se de repente voc ficar rgida, vai ser mais difcil de manter equilibrado e relaxado. Agora vamos tentar com o remo novamente. E veja se voc pode evitar deixlo 
cair." Dessa vez, Evanlyn deslizou o remo para trs sem se virar. Ela ouviu um gemido de dor ligeira quando o remo pegou Alyss nas costelas. "Obrigado por isso", 
disse a mensageira. "Desculpe", respondeu Evanlyn. Ela odiava a sensao de estar fora de controle. "Agora, vamos continuar nos movendo," Alyss disse a ela. "O lado 
esquerdo primeiro. Reme suave e lentamente. No tente fazer demais. Acima de tudo, tente no jogar gua em cima de mim. Na minha contagem." Evanlyn levantou o desconhecido 
remo,  espera da contagem de Alyss.

"Tudo bem... primeiro  esquerda. Um... e dois... um... dois...  isso. Continue assim. Suave... E lentamente. Um e... Ai, caramba! Se voc espirrar em mim novamente, 
eu vou jog-la para fora. Agora, Seja cuidadosa!' No pensamento de Evanlyn, Isso no era a maneira certa de falar com a princesa de Araluen.

37
"Eles esto indo bem", disse Horace referindo-se aos cinqenta Kikori que estavam sendo treinados, em duas fileiras estendidas, avanando em uma corrida constante 
em todo o campo de treinamento. Selethen gritou um comando e os homens no lado inferior esquerdo de cada categoria pararam no lugar, ainda correndo em tempo, e viraram 
noventa graus  esquerda. As duas linhas foram com eles, os da extremidade externa do arco tendo de se mover mais rpido do que os mais prximos do ponto de giro. 
Por alguns segundos, as fileiras vacilaram e curvaram perdendo a sua preciso. Ento, a terceira linha exterior voltou para a posio e as fileiras foram devidamente 
formadas novamente. Assim que eles estavam prontos, outro comando de Selethen fez cinqenta homens se destacarem a frente mais uma vez, agora se movendo em noventa 
graus voltando para a posio original. Isso tudo demorou menos de 30 segundos. Will no tinha respondido. Ele tinha estado analisando a manobra com cuidado, procurando 
por qualquer sinal de desleixo ou falta de preciso. No tinha ningum que ele conseguia ver. Depois, ele olhou para o amigo e sorriu em resposta. "Sim. Sua coordenao 
 de primeira. "

" Eu vejo que voc conseguiu mais armas para eles agora", comentou Horace. Toda a linha de frente foi equipada com grandes escudos retangulares e bestas brutas. 
Cada homem, dos cinqenta usava vrias armas curtas afiadas ao seu lado. "Eles todos tem espadas afiadas agora. A maioria deles fez a sua prpria quebrando suas 
lanas. E os trabalhadores de madeira e metal esto entregando novos escudos e lanas o tempo todo. Em breve teremos o suficiente para equipar uma completa hyaku." 
" Hyaku?" Horace perguntou.

" Nihon-Jan para "cem". Essa  a formao padro de luta Toscan - cem homens em um grupo. Eles chamam isso de uma centria - trs fileiras de trinta e trs homens 
cada, mais o comandante. " " E quantos desses hyakus voc planeja ter?"

"Eu acho que dois. Seria bom ter mais, mas ns simplesmente no temos os homens. E Halt diz que um pequeno esquadro, devidamente treinado e disciplinado, pode ser 
muito eficaz. " "Isso faz sentido", disse Horace.

A tropa agora parada e todos os da frente agora passavam suas bestas de volta aos homens na posio de trs. "Ns compartilhamos o que temos, 'Will explicou a Horace." 
Desde que todos estejam movendo e girando como uma unidade, no importa se todos esto armados ainda." Como as tropas esperavam, vinte dos seus colegas em treinamento 
correram para o campo, e colocaram manequins vestidos de guerreiros em uma linha de frente para eles, cerca de cinqenta metros de distncia. Uma vez que isso foi 
feito, apressaram-se no campo, e Selethen deu a ordem para suas tropas avanarem mais uma vez. "Kame!"Selethen gritou. Instantaneamente, a linha de frente levantou 
seus escudos acima da altura de suas cabeas, enquanto a segunda posio os imitou segurando os escudos horizontalmente para formar um telhado. Assim, protegidos, 
continuaram seu avano constante, botas pisando em unssono no cho lotado. Depois de alguns segundo, Selethen deu outra ordem e seus escudos, reais e imaginrios, 
voltaram  posio normal de marcha. Os soldados inimigos fictcios estavam agora a meros quarenta metros de distncia. Outra ordem de Selethen viu a linha de frente 
continuar a marchar, enquanto a segunda fila pegou suas lanas de novo. Como se, no comando, ele arremessasse as armas sobre os seus companheiros marchantes, enviando-os 
em arcos de cima para baixo para quebrar a distncia de 40 metros. Em seguida, marcharam duas vezes mais rpido para recuperar a sua posio atrs da linha de frente. 
Metade dos bonecos tinha sido atingida por dardos. Alguns caram sobre os seus lados, enquanto outros se inclinaram bbados, apoiado pelo dardo pesado que agora 
estivesse fincado no cho. Selethen aumentou o ritmo e todos os cinquenta avanaram em um movimento constante, cintilando duas lminas ameaadoramente nas frestas 
entre os escudos.  medida que a linha de frente atingia a linha do 'inimigo', o segundo posto imediatamente fechava apertando por trs deles, empurrando e acrescentando 
seu peso para o impulso. Finalmente, Selethen parou seus soldados com o som de um sino e os soldados relaxaram, fincando no cho seus escudos. A linha traseira moveu-se 
para recolher os dardos. " Selethen est fazendo um bom trabalho", disse Horace, enquanto o alto Arridi andava entre os homens, fazendo comentrios - incentivando 
alguns, elogiando outros, aconselhando quando necessrio. 'Ele ira comandar ambos os hyakus?' "No", respondeu Will. "Eles precisam trabalhar de forma independente. 
Isso  algo que eu queria falar com voc. Voc vai assumir o comando de um deles?

'Eu? "Horace disse um pouco surpreso. "Achei que voc gostaria de comandar um deles. Afinal,  a sua idia. 'Mas Will estava balanando a cabea. "Precisamos de 
dois bons comandantes de campo", disse ele. "Voc  melhor nisso do que eu. Halt e eu podemos ficar de fora e manter uma viso geral das coisas. Ns vamos ficar 
com os Senshi de Shigeru como reserva e envi-los onde quer que estejam necessrios. " Horace no pode evitar um sorriso se formando. 'Ah, vocs Arqueiros", disse 
ele. "Vocs amam ser os responsveis por trs de tudo, no ?" Will hesitou, a ponto de negar a brincadeira de acusao. Ento, ele estendeu as mos em derrota. 
"Bem, sim. Na verdade, ns adoramos. Mas tambm, estamos mais adequados para o combate de longa distncia. Voc  o especialista em combate corpo a corpo." Horace 
tinha de admitir que o efeito potencialmente devastador do arco e flecha de Will e Halt seria um recurso valioso para se ter de reserva. "Seria uma honra comandar 
uma das hyakus", ele disse. "Estou me sentindo bastante intil ultimamente, sentado na minha cabine sem fazer nada." Fez uma pausa como se o pensamento o ferisse 
"Eu vou ter que aprender todos os comandos." " Isso no vai levar muito tempo. Mantivemos isso tudo muito simples - sem querer insultar  claro.  algo que Halt 
sempre diz: faa algumas coisas simples muito bem, ao invs de um monte de complicadas manobras que podem dar errado no calor da batalha. Voc vai pegar tudo em 
um dia. E com voc e Selethen ambos trabalhando com os homens, ns vamos conseguir trein-los na metade do tempo. " Horace assentiu. O pensamento de ter algo construtivo 
para fazer era de muita satisfao. Depois da tenso e do perigo da fuga atravs das montanhas, nas ltimas semanas de inatividade, enquanto suas costelas feridas 
cicatrizavam o deixou metade dele se sentindo velho e vazio. Agora, ele sentia um senso de propsito, mais uma vez. Ele bateu no punho de sua espada e fez uma careta 
quando ele encontrou a desconhecida forma da katana que ele agora usava. " Eu vou ter que fazer alguma coisa sobre essa espada", disse ele. "Depois de anos de treinamento 
com uma espada de cavalaria de Araluan, esta katana de Nihon-Jan apenas no esta certa." A oportunidade de fazer isso veio mais cedo do que ele esperava. Depois 
de passar mais varias horas com Will e Selethen, tomando notas dos exerccios e os comandos que ele precisaria aprender, Horace voltou para sua cabana naquela tarde. 
Uma comitiva de Shigeru trouxe-lhe comida e ch quente e quando ele se sentou para desfrutar a refeio, o homem fez uma reverncia. " Kurokuma, Sua Excelncia, 
pediu que depois de ter comido voc devesse visitar sua cabine." Horace comeou a levantar, mas o homem acenou de volta para baixo. "No! No! Sua Excelncia disse 
que voc deveria aproveitar a sua primeira refeio. Ele o recebera sempre quando for conveniente para voc. '

Sorrindo, Horace reconheceu a mensagem e sentou-se novamente. Com a maioria dos governantes, ele sabia a expresso "sempre que for conveniente para voc 'significa' 
agora, e cinco minutos atrs, se fosse possvel'. Com Shigeru, ele tinha vindo a aprender, que eles queriam dizer exatamente o que eles disseram. O Imperador no 
gostava que seu povo largasse tudo para atend-lo em um capricho. Foi uma das razes pelas quais seus eminentes seguidores o adoravam tanto. Mesmo assim, o Imperador 
era um Imperador e Horace no perdeu tempo indevido ao terminar a sua refeio. Uma vez que ele tinha comido e se lavado, ele vestiu seu manto quente, amarrou a 
faixa entorno dele e empurrou a katana na bainha atravs da faixa. Suas botas estavam abrigadas no degrau fora da cabine e ele as calou e tirou toda a neve que 
havia dentro. Quo diferente  tudo isso de Araluen, ele pensou. E ainda, de muitas maneiras, era a mesma coisa. Esse pequeno acampamento nas montanhas o fizera 
refletir muitos dos valores que havia aprendido em seu reino de origem. Amizade e companheirismo, a lealdade ao pensativo e atencioso imperador. E, ele refletiu, 
infelizmente, o sempre presente problema de quem queria usurpar o imperador e tomar o poder para si prprio. Suas botas fizeram barulho quando com encontraram a 
neve rasa, assim ele fez o seu caminho at a cabana de Shigeru. A cabana era um pouco maior do que as outras que os Kikori tinham construdo. Shigeru protestou, 
dizendo que no precisava nada mais do que seus companheiros. Mas os Kikori se escandalizaram por tal sugesto. Ele era o seu imperador e esta era a sua oportunidade 
para mostrar a ele quanto eles o reverenciavam e o respeitavam. Consequentemente, a cabine de Shigeru tinha um ptio coberto e duas salas interiores - uma grande 
sala onde ele poderia encontrar-se com seus conselheiros e um pequeno quarto onde ele poderia se retirar com privacidade. Um dos Senshi montavam guarda na varanda. 
Ele sorriu e curvaram-se em saudao quando viu Horace se aproximando atravs da cortina de neve caindo. "Kurokuma! Boa tarde. Sua Excelncia est esperando voc. 
"

Parando apenas para responder a saudao do homem e tirar a neve incrustadas de suas botas, Horace abaixou-se e entrou pela porta baixa. Shigeru estava sentado, 
de pernas cruzadas, sobre uma esteira de palha no cho. Um pequeno, mas brilhante, braseiro de carvo proporcionou uma aconchegante `boas vindas'. O Imperador tinha 
um fino pincel na mo e um quadro feito por um pedao esticado de papel de arroz em seu joelho. Ele estava escrevendo os ideogramas Nihon-Jan no papel, outra e outra 
vez, esforando-se cada vez mais para uma melhor interpretao dos laos e redemoinhos. Ele olhou-o e sorriu. 'Ah, Kurokuma, por favor, sente-se comigo.' Ele gesticulou 
para um banquinho. Horace curvou-se, em seguida sentou, Ele sabia que normalmente era uma violao da etiqueta sentar numa posio mais elevada do que o Imperador. 
Mas Shigeru estava consciente de que os Araluans no passam anos sentados com as pernas cruzadas como eles e, como conseqncia, os seus joelhos tende a queimar 
em protesto, aps alguns minutos nessa posio. Foi outro exemplo de considerao do imperador para seus subordinados, Horace pensou. "Gostaria de um ch, Kurokuma?"

Horace,  claro, tinha acabado de tomar ch. Mas ele sabia que havia um ritmo e

etiqueta na sociedade de Nihon-Jan. E ele no poderia recusar esse ritmo. 'Obrigado, Excelncia ", disse ele, curvando-se de sua posio. Ele sentiu um pouco bobo, 
sentado em seu banquinho com os joelhos cruzados na frente dele - como um gigante em um parque infantil. Shigeru, pelo contrrio, parecia digno e equilibrado, sentado 
com as pernas cruzadas. Um servo saiu da sala interior e serviu o ch para ambos. Horace tomou um gole para demonstrar sua gratido. Mesmo um curto passeio de sua 
cabine para a de Shigeru, o tinha exposto ao tremendo frio do vale e ele sentiu a inundao do calor do ch atravs de seu corpo. "Voc queria me ver, Vossa Excelncia?"Ele 
tinha uma vaga noo de que George teria desaprovado essa abertura. Provavelmente, ele devia ter comentado sobre a caligrafia do Imperador, admirando-a enquanto 
Shigeru modestamente apontaria seus erros e falhas. Mas ele ficou intrigado para saber o motivo ao qual foi chamado. Desde a batalha na paliada, certa falta de 
atividade veio  super-los. No havia urgente necessidade de a cada dia Shigeru consultar com seus conselheiros e o Imperador retirou-se para dentro de si um pouco. 
Horace sabia que a morte de Shukin pesava fortemente sobre o Imperador e era altamente provvel que Shigeru, sensvel e gentil como ele era, tambm sentia uma profunda 
responsabilidade pelo destino daqueles que se haviam se reunido em seu auxlio - Os Kikori, seus prprios Senshis e o grupo de estrangeiros que havia chegado e oferecido 
seus servios. E seria de se esperar que o imperador houvesse recuado por um senso de depresso. Esses pensamentos todos passaram pela mente de Horace. Mas o Imperador 
no mostrou nenhum sinal de dvida ou incerteza. Sua expresso era calma e a sua atitude serena. Ele sorria agora para o jovem sentado diante dele, com as mos nos 
joelhos. 'Voc tem estado ocupado, Kurokuma?", Perguntou ele.

Horace encolheu os ombros. "No realmente, excelncia. Tem havido pouco a fazer. Mas isso vai mudar. Pediram-me para assumir o comando de um dos hyaku." "Ah, sim. 
As tropas que o seu amigo Wirru-san est treinando ", disse Shigeru. "Diga me, voc acha que os Kikori tem alguma chance contra os Senshi de Arisaka? ' Horace hesitou. 
Ele recordou os seus pensamentos do campo de treinamento - como os Kikoris pareciam uma fora inexorvel, avanando em todo o terreno limpo para trs da chuva mortal 
de lanas. "Eu acho que eles tem sim, excelncia", disse ele. "Enquanto eles acreditarem em si mesmos e manterem seus nervos. Mas toda a formao de Will e as tticas 
especiais viraro nada se os Kikori no acreditam que podem vencer " "Ser que eles acreditam nisso?"

Horace balanou a cabea. "Talvez agora no. Mas eles vo. Vamos faz-los acreditar. Cabe  ns construir esse esprito neles. " "Eu achei que voc poderia dizer 
isso. E me ocorre que, se voc est lutando ao lado deles, liderando eles na verdade, voc vai precisar de uma espada. "Shigeru apontou para o cabo da katana que 
se projetava atravs da faixa do sobretudo. "O que voc acha de sua katana?

" uma arma boa", disse Horace, cuidando para no ofender. "Mas parece desconhecida para mim. No  como a que eu treinava." "Hmmm. Eu pensei que isso poderia acontecer. 
Um guerreiro precisa da arma que ele conhece e confia. Nesse caso ... " Shigeru voltou para a sala menor, onde seu servo tinha se retirado aps servir ch. "Tabai! 
Traga a espada!"

O empregado entrou novamente, carregando um pacote envolto em um longo pano. Ele foi para apresent-lo ao imperador, mas Shigeru estalou a lngua e apontou para 
Horace. Tabai ofereceu o pacote para o jovem cavaleiro, que pegou com curiosidade. Ele olhou para Shigeru. "Eu encontrei esta ontem, entre a bagagem do Shukin," 
o Imperador disse. "Eu no poderia empunh-la para passar por batalhas to cedo e, francamente, eu tinha esquecido sobre isso" Ele fez um gesto para que Horace desembrulha-se 
o pacote. Horace tirou uma parte de pano para o lado, apoiado em um dos joelhos para inspecionar o pacote mais de perto. Dentro dele havia uma espada. Sua espada, 
numa finamente afinada bainha de couro. A travessa de ao liso, o pomo de bronze e couro ligado ao cabo eram todos familiares. "Mas ... esta  a minha espada!", 
Disse ele, espantado. A espada tinha mergulhado em uma profunda ravina, com uma forte correnteza no fundo. Ele no podia conceber como poderiam ter a recuperado. 
"Olhe mais de perto", Shigeru disse  ele. Quando o fez, Horcio observou que o couro do cabo era novssimo, sem marcas do suor ou das centenas de encontros nos 
troncos de exerccios. Ele queria desembainh-la , em seguida, lembrou que esta era uma grosseira violao do protocolo de presena do imperador. Mas Shigeru gesticulou 
para ele ir em frente. A lmina fez um zzzzing limpo da bainha e Horace a segurou no alto, um pouco confuso. O equilbrio era perfeito - como ele se lembrava. Poderia 
ter sido a sua velha espada. Mas agora ele podia ver a lmina, ligeiramente azulada, mostrando um padro de repetio em crculos das batidos contra o ao que era 
como uma srie de linhas onduladas. Ela refletiu a luz ofuscante e brilhou como sua velhas espada nunca tinha feito. "Era um presente de Shukin para voc", explicou 
Shigeru, e Horace lembrou de Shukin dizendo-lhe para buscar um pacote quando ele o tinha deixado para defender o vau. "Ele "pegou emprestado" sua espada uma noite 
no vero e mandou seu prprio ferreiro fazer uma copia exatamente igual." "Mas ..." Horace comeou a se perguntar por que Shukin tinha feito tal coisa. Shigeru, 
sentindo qual seria a prxima pergunta, ergueu a mo para evitar. "So h uma diferena. Esta lmina  ao de Nihon-Jan - muito mais forte do que sua antiga espada 
e capaz de ser muito melhor afiada. Agora, se voc lutar contra o Senshi, voc far isso em seus termos."

38
A primeira noite delas tinha sido tranqila, exceto pelos gemidos de Evanlyn, enquanto estava deitada em sua pequena tenda, tentando inutilmente aliviar as ondas 
de dor que afetava seu ombro e os msculos da coxa. Ela e Alyss tinham remado por vrias horas atravs das guas plcidas do lago, eventualmente, desembarcaram numa 
pequena ilha. Uma rpida averiguao as mostrou que a ilha era desabitada -- era pouco mais do que uma rocha acima da gua, salpicada de arbustos. Elas fizeram o 
acampamento em uma pequena praia, e se prepararam para a noite. "H msculos em mim, que eu nem sabia que tinha", disse Evanlyn a Alyss na manh seguinte. "E cada 
um deles est queimando como fogo." Evanlyn estava em excelente condio fsica. A vida ativa que ela levava a deixou em forma. Mas a ao de remar, hora aps hora, 
tinha colocado seus msculos sob uma presso, fora da normalidade. Alyss, mais acostumado com esse movimento, exigiu mais de si mesma. Ela sabia que era pior para 
Evanlyn. Ainda assim, ela no disse nada para no perturbar a princesa, no ganharia nada com isso. Os constantes gemidos de Evanlyn mantiveram Alyss acordada a 
noite toda e esta manh estava um pouco irritada. "Voc vai se acostumar com isso", disse ela.

Evanlyn olhou rapidamente para Alyss, viu que ela no mostrava simpatia pelo seu sofrimento, apertou sua boca em uma linha sombria, determinada a no mostrar nenhum 
sinal de desconforto. A gua estava fervendo no fogo, e ela retirou a chaleira da brasa e despejou-o em um pequeno bule de metal, sobre as folhas de ch verde que 
tinham trazido com elas. "Gostaria que tivssemos caf", disse ela. Em suas viagens com os Arqueiros, ela aprendeu a gostar da bebida tanto quanto eles. Ela passou 
uma xcara para Alyss, que estava estudando o lago em seu mapa, planejando o prximo passo. "Eu tambm", Alyss respondeu distraidamente. Ela tomou um gole do ch, 
apreciando o seu calor, e deitou o mapa na areia entre elas. Era um mapa simples. Afinal, um mapa de lago no mostrava muita coisa, alm de ilhas que pontilhavam 
a sua superfcie em intervalos irregulares. "Hoje ser um longo dia", disse ela. "A ilha mais prxima de ns  essa aqui." Ela bateu no mapa, indicando uma massa 
de terra, marcada no meio da extenso de gua. Evanlyn olhou para o mapa, comparando a distancia que tinham viajado, com a distncia que ainda tinham que percorrer, 
e assobiou baixinho por entre os dentes. " um logo caminho", disse ela. "No h nada mais perto", Alyss disse a ela. "Vamos ter que percorrer de qualquer jeito. 
E eu prefiro faz-lo antes do anoitecer. "Pelo menos o vento est a nosso favor." Ela sabia por experincia prpria, o quo difcil podia ser remar contra o vento. 
"Eu acho que vamos ter que remar por cinco, talvez seis horas." Evanlyn gemia baixinho. "Oh, meus braos e ombros doloridos. "Voc vai se sentir melhor assim que 
partirmos," Alyss disse a ela. "As dores vo melhorar quando voc mexer um pouco os msculos, e estiver aquecida." Evanlyn comeara a recolher seus utenslios do 
pequeno caf da manh. Ela se sentiu um pouco incentivada pelo comentrio de Alyss. "Bem, ao menos j  alguma coisa." " claro", acrescentou Alyss, com um pouco 
de malicia, " noite quando esfriar, seus msculos iro endurecer de novo, e eles vo doer como o inferno." Evanlyn parou de amarrar sua mochila de viagem. "Bem, 
muito obrigado pelas amveis palavras de encorajamento", disse ela. " bom saber o que eu vou enfrentar logo mais." Elas arrumaram suas coisas no caiaque e empurraram 
para a gua. Mais uma vez, Evanlyn subiu primeiro, ainda um pouco desajeitada, enquanto Alyss segurava o barco para estabiliz-lo. Ento Alyss embarcou tambm. Desta 
vez, quando o barco balanou

de repente sob seu peso, Evanlyn no ficou tensa. O dia anterior serviu para ela se acostumar com os movimentos de sua pequena embarcao na gua. O caiaque balanou 
e mergulhou de vez em quando. Mas ela tinha aprendido que tais movimentos no era pressgio de nenhum desastre. Uma vez ela conseguiu relaxar, descobriu que poderia 
neutralizar o movimento do caiaque, com o movimento de seus msculos, equilibrando o seu peso sem pnico e sem tenso. Sua remada ainda deixou um pouco a desejar, 
e de vez em quando errava, enviando uma ducha de gua, espirrando para trs sobre sua companheira. As primeiras vezes que isso aconteceu, Alyss respondeu com uma 
polidez gelada, "Obrigado por isso, sua majestade." Depois disso, seus comentrios foram menos audveis, consistindo de murmrios indecifrveis. Cada vez, Evanlyn 
cerrava os dentes, decidida a no cometer o mesmo erro novamente. Inevitavelmente, ela errou e teve que suportar os comentrios, os quais muitos, no eram completamente 
inaudveis - comentarios que ela sabia que eram grosseiros e descorteses ao extremo. Mas no havia nada que pudesse fazer sobre isso, pois ela percebeu que cada 
vez que errava, lanava mais gua na cara de Alyss. Elas fizeram uma pausa a cada 30 minutos ou mais para descansar. Quando o sol ultrapassou a marca do meio-dia, 
Alyss anunciou que poderiam parar para comer e beber. Sentaram-se  deriva no lago, embaladas pelo j familiar pok-pok-pok, do bater das ondas contra o casco. Havia 
pouco vento e nenhuma corrente, portanto, elas tendiam a ficar paradas na mesma posio. Depois de descansarem, porm no antes dos msculos de Evanlyn esfriar e 
endurecer, Alyss anunciou que iam partir. Ela tinha uma bssola e ela virou o caiaque para seguir entre oeste e Noroeste (W NW), em seguida, comearam a remar mais 
uma vez. Enquanto o barquinho se afastava, Evanlyn olhou para trs por cima do ombro, para pegar o timing da remada. O caiaque avanou rapidamente, em seguida, Evanlyn 
errou a remada e jogou um spray de gua em Alyss. "Muito obrigado", disse Alyss. Evanlyn no disse nada. Ela pediu desculpas tantas vezes, que as palavras pareciam 
agora sem sentido. Alm disso, Alyss j deveria saber que ela no estava fazendo isso de propsito. Com raiva, ela se concentrou na sua remada, a lmina do remo 
entrava profundamente na gua, e terminando por levantar antes de completar todo o curso. Desta vez, quarenta minutos se passaram antes que Alyss levasse outro spray 
de gua na cara. "Muito obrigado", disse ela mecanicamente. Evanlyn desejou que sua companheira dissesse alguma coisa nova, ou mudasse seu pssimo comportamento. 
No meio da tarde, o vento aumentou, soprando fortemente em todo o seu curso a partir do sudoeste. Alyss teve de consultar a bssola com mais freqncia, para mant-las 
no curso. O vento tambm agitou mais a gua, provocando ondas que batiam na lateral esquerda da proa do caiaque.

Conforme a gua batia, lanava jatos para dentro do caiaque. No incio, no era mais que uma inconvenincia e desconforto, enquanto a gua gelada rodava em torno 
de seus ps.  medida que mais e mais gua entrava, o caiaque ficou mais pesado. "Eu vou continuar remando. Enquanto isso voc tira a gua." Alyss mandou. Ambas 
se inclinaram para o lado, enquanto colocava os remos para dentro do pequeno barco, ento Alyss passou o balde para ela. "Cuidado com a pele do barco", Alyss a advertiu, 
como ela pegava gua do fundo do caiaque, e a jogava na gua. Sem pensar, ela jogou o primeiro balde para a esquerda, no lado do barlavento. Uma boa parte foi pega 
pelo vento e arremessado para trs entre elas. "Obrigado por isso", disse Alyss. "Desculpe", disse Evanlyn. Da prxima vez, jogou a gua para a direita. Era uma 
tarde mida, fria e desgastante. Em cada remada, os msculos do brao, ombro e cotovelos de Evanlyn, doam por causa dos constantes movimentos repetitivos. Alyss 
permaneceu obstinada  sua tarefa de remar, apesar dos comentrios cidos, quando Evanlyn acidentalmente a encharcava. Evanlyn sentia uma crescente admirao pela 
fora e resistncia da alta moa. Alyss nunca parava, mantendo a embarcao firme atravessando as ondas. "Pelo menos", disse ela em um momento, as palavras dela 
saindo em um grunhido, "Este vento est nos ajudando a manter o caminho certo. Enquanto eu conseguir mantlo vindo da esquerda pela frente, estamos mais ou menos 
no caminho da ilha." "A menos que ele mude", disse Evanlyn, enviando outro balde ao mar. Houve um longo silncio. Finalmente, Alyss falou novamente. "No tinha pensado 
nisso. Melhor checar." O caiaque gradualmente diminuiu e parou e ficou ao sabor do vento, enquanto Alyss parou de remar e conferiu sua bssola. Demorou alguns minutos 
para que a agulha estabilizasse, ento ela grunhiu de satisfao. "No. O vento no mudou, estamos na rota. Vamos embora". Evanlyn usou a breve pausa para tirar 
a maioria da gua para fora do barco. Ela assumiu o seu remo novamente e se juntou a Alyss movendo o barco para frente, recuperando rapidamente a distncia que tinham 
perdido enquanto estavam paradas. Seus ombros estavam pegando fogo. "Sem mais gemidos," ela falou sombriamente para si mesma -ela mordeu o canto da boca para prevenir-se 
de fazer um som. De cabea baixa, ela avanou com o remo, colocou-a na gua e arrastou o barco para frente. Ento, ela levantou a lmina e atingiu a frente do caiaque 
do outro lado. A cada remada, os msculos do ombro e os msculos na parte inferior de seu brao, enviavam uma dor aguda atravs dela. Estava determinada a no parar 
antes de Alyss. Sem mais gemidos. Basta ir em frente.

As palavras no ditas suportaram o seu ritmo, formando um estranho mantra. `Pelo menos eu no estou com frio', ela pensou. Apesar de seus ps e mos estarem congelados, 
ela podia sentir o seu corpo suando. Ela remava determinada a no parar antes de Alyss. Agora, a luz estava desaparecendo como o sol de inverno afundando-se no horizonte. 
Seus pensamentos ficaram confinados  proa afiada do caiaque, e a sua frente,  gua ia gradualmente tomando uma estranha cor. Sem mais gemidos. Basta ir em frente. 
Uma vez de cada lado. Esticar, abaixar, puxar e levantar. Esticar, abaixar, puxar e levantar. Ela odiava o lago. Odiava a gua gelada. Odiava o remo. Odiava o Caiaque. 
Odiava tudo nesta viagem. E acima de tudo, ela odiava Alyss. "Ns conseguimos", disse Alyss. "Estamos chegando." Evanlyn poderia a ter beijado. Ela olhou para cima 
e l estava a ilha, a uns cinqenta metros de distncia.  era maior do que aquela que tinham acampado na noite anterior e havia rvores aqui, onde na outra ilha 
s havia pequenos arbustos. Eles arrastaram o barco para cima de uma praia de cascalho, em seguida, caram exaustas no cho, gemendo em agonia enquanto ficaram deitadas. 
Alyss deu-lhes alguns minutos de descanso antes que ela despertasse Evanlyn, sacudindo seu ombro. "Venha", disse ela. "Temos que montar o acampamento antes de escurecer." 
Enquanto subiu cansada, arrastando seus ps, ela decidiu que tinha perdoado Alyss rpido demais. Novamente a odiava. Mas ela tambm sabia que a menina estava certa. 
Cambaleando de cansao, elas fizeram uma fogueira e armaram a tenda perto. Ento elas tiraram suas roupas midas de suor e caram sobre os colchonetes, puxando os 
cobertores  sua volta, cansadas demais para comer. O uivo longo e triste penetrou atravs da nvoa de cansao, que tinha embalado Evanlyn, fazendo-a acordar. Se 
tinha sido perto ou longe? Ela no tinha nenhuma maneira de dizer. Estava dormindo quando o uivo chegou. Talvez, ela pensou, ela tivesse sonhado. Em seguida descartou 
a idia, sabia que era real. E foi perto. Soou como se estivesse apenas h alguns poucos metros de distncia, da parte de trs da tenda. "Alyss?", Disse ela hesitante. 
Ningum poderia estar dormindo com aquele barulho, pensou. "O que foi isso?" "Isso  o que eu quero saber. Parece um lobo. H lobos nessas ilhas? "Bem, certamente 
no parecia um gatinho, no ?" Alyss jogou fora seus cobertores e agachou na pequena barraca, atrapalhando-se com suas coisas ao lado de sua cama. L fora, a fogueira 
que tinham armado antes de ir dormir, estava quase morta. A poucas chamas amarelas que cintilavam, refletiam sombras estranhas nas paredes da barraca. Evanlyn ouviu 
o silvo rpido de uma lmina sendo desembainhada e viu Alyss com seu sabre na mo. "Aonde voc vai?"

"L fora para ver que barulho  esse", Alyss disse a ela. Apressadamente, Evanlyn jogou fora seus cobertores e procurou pela penumbra sua prpria espada. Ela calou 
as botas, deixando-as desamarradas, e seguiu Alyss engatinhando para fora da tenda. "Oh querida," Alyss disse quando ela surgiu. Evanlyn se juntou a ela alguns segundos 
depois e ela apontou para o semi-crculo ao redor do acampamento, at onde a luz da fogueira alcanava. "Lobos", Evanlyn disse. " provvel que ataque?" Alyss encolheu 
os ombros. "Eu no sei. Mas o meu palpite  que eles no vieram aqui apenas para passar o tempo. Pelo menos, o fogo parece mant-los afastados." Havia apenas um 
punhado de lenha a esquerda -- alguns ramos que haviam deixado para reacender o fogo na parte da manh. Evanlyn jogou dois deles na pequena pilha de brasas em chamas. 
Por um momento, nada aconteceu. Em seguida, o intenso calor das brasas acendeu os dois novos ramos, lanando as chamas para cima. O semicrculo de luz aumentos alguns 
metros. Alyss olhou ao redor. Os lobos estavam do lado interno da ilha. O caminho para o caiaque e o lago, estava limpo. "Volte para a tenda", disse ela. "Pegue 
sua mochila. Vamos para o caiaque. "O caiaque? O que...?" Alyss cortou. "Voc pode esperar aqui at que o fogo acabe, e conferir porque os lobos esto aqui", disse 
ela. "Vamos com o caiaque at o meio do lago e esperar amanhecer." "Lobos sabem nadar?" Evanlyn perguntou desconfiada, embora a idia de Alyss parecesse lgica. 
Alyss encolheu os ombros. "No to rpido como eu posso remar quando eu estou apavorada", disse ela. "E se algum vier atrs de ns, podemos bater neles com os remos. 
Agora vamos nos mexer, a no ser que voc tenha uma idia melhor. Elas voltaram para a tenda. Ao fazerem isso, os lobos chegaram mais perto, mas ainda permanecendo 
no limite do semicrculo de luz. L dentro, elas enfiaram as roupas e seus equipamentos de volta nas mochilas. Em seguida, ainda carregando suas espadas na mo, 
saram da tenda. Um grunhido surdo deu a volta no semicrculo, rodeado por criaturas cinza. A luz do fogo comeou a ceder. "No vire as costas para eles", disse 
Alyss. Cuidadosamente, elas se afastaram do local do acampamento para o Caiaque. Enquanto iam, dois dos lobos se levantaram e foram de encontro a elas. Alyss levantou 
sua espada e assobiou um desafio para eles. O ao refletiu a luz vermelha do fogo, brilhando ao redor do acampamento. Os lobos pararam. As garotas se afastaram novamente 
e os lobos mantiveram o ritmo em direo a elas. Evanlyn segurou na jaqueta de Alyss, e olhando por cima dos ombros, a guiou em direo do caiaque. "Voc os vigia. 
E eu nos levo at barco", disse ela.

Alyss grunhiu em resposta. Ela temia que os lobos pudessem tentar dar a volta, se colocando entre as duas garotas e o barco. Mas os animais no tinham idia do que 
era aquela forma longa e estreita. Na medida em que podiam ver, eles tinham essas estranhas criaturas presas contra a gua. Eles pararam e Alyss podia ver o caiaque 
em sua viso perifrica. "Ponha-o na gua", disse ela. "E suba a bordo. Evanlyn a soltou e comeou a movimentar o barco, deslizando sobre as pequenas pedras para 
a gua. Ela entrou na gua s alguns metros, e esperou Alyss, que ainda mostrava sua espada para o lobo mais prximo. Evanlyn embainhou sua prpria espada -- ela 
no ia arriscar furar o casco coberto de pele -- e sentou-se desajeitadamente no barco. Balanaram violentamente por alguns segundos, mas elas esperaram at o caiaque 
estabilizar. Colou sua espada no fundo e assumiu o remo. "Entre," ela disse a Alyss, que enquanto se ajeitava no barco, espirrava gua para todo lado. Os dois lobos 
que estavam no limite do lago, pararam hesitantes. Alyss ainda estava balanando as pernas para dentro do barco, enquanto Evanlyn j estava levando o barco para 
longe da praia. Um dos lobos jogou a cabea para trs e uivou de frustrao. "Eu acho que significa que no sabem nadar", disse Alyss. "Isso tambm significa que 
no vamos volta a terra", Evanlyn respondeu. Mas Alyss abanou a cabea. "Eles vo embora quando amanhecer", disse ela. "Vamos ter que voltar de qualquer jeito para 
pegar nosso equipamento de acampar. Pelo menos eles no vo querer nosso equipamento -- embora eles provavelmente vo comer toda nossa comida. "Que droga", disse 
Evanlyn. Eles remaram at cerca de cem metros da costa, em seguida, descansaram enquanto faziam um balano da sua situao. Eventualmente o vento parou. Restou uma 
brisa suave - apesar de que foi suficiente para afast-las da ilha. Evanlyn se lembrou de algo que havia visto h muito tempo atrs, quando ela e Will foram presos 
a bordo do navio de Erak, o Wolfwind. Ela amarrou uma corda a um peso e jogou por cima da proa, onde afundou na gua ficando para trs enquanto o barco ia em frente. 
" chamado de ncora", explicou. "Ela vai nos parar  deriva." Alyss ficou impressionado. "E voc que se achava ignorante quando se tratava de barcos." "Eu no me 
lembro de ter dito isso." Evanlyn respondeu com uma careta. Alyss encolheu os ombros. "Ah? Bem, devo ter sido eu." Quando amanheceu, remaram de volta para a praia, 
cochilando na ltima hora de escurido da manh. Elas juntaram seus equipamentos de acampar, roupas e cobertores sobressalentes, que os lobos espalharam pelo cho, 
e tambm procuraram qualquer coisa comestvel. Havia um saco de arroz aberto e derramado sobre a areia, mas com cuidado conseguiram o recuperar. No havia nenhum 
sinal dos lobos. Mas as meninas sabiam que ainda estavam l, as observando.

39
Halt e Will caminharam com cuidado pela beirada. Uma deciso sbia. A rocha estava molhada e brilhante, havia gelo em algumas partes. Cinquenta metros abaixo estava 
o cho do estreito e curvo vale que levava  Ran-Koshi. Mikeru ia  frente de todos, sem se importar com a incrvel altura do precipcio a sua direita. Passeava 
casualmente, s vezes mais rpido, ocasionalmente cortava caminho pulando de uma pedra  outra, todo o tempo olhando para trs pedindo pros outros andarem mais depressa. 
- Ele  como um cabrito montanhs - Halt murmurou, e Will sorriu. - Ele cresceu nesse territrio - Mesmo no tendo nenhum problema com alturas, Will no conseguia 
acompanhar o jeito casual de Mikeru nesse caminho precrio. - Cresceu mesmo - disse Halt - e tem uma natureza impaciente. Desde seu sucesso em achar a passagem secreta 
que saia de Ran-Koshi, Mikeru passou seu tempo explorando as ngremes encostas e montanhas que cercavam a fortaleza, procurando novos segredos e caminhos escondidos. 
Na tarde anterior, aproximou-se de Will e Halt enquanto eles discutiam o progresso do treinamento dos Kikori. Com muito orgulho e prazer sobre sua mais nova descoberta. 
- Halto-san, Wirru-san. Eu encontrei um posto de viglia. Podemos ver os homens de Arisaka de l. Isso os interessou. Desde que derrotaram os Senshi no primeiro 
encontro, no conseguiram nenhuma informao nova sobre os movimentos de Arisaka. Halt estava considerando mandar um pequeno grupo de batedores pela passagem secreta 
para ver o que o lorde estava planejando. No o fizera ainda, pois mandar um grupo pela passagem talvez revelasse a existncia da passagem. Esse novo local era um 
meio mais fcil de observar o que Arisaka estava planejando. Mas a luz do dia estava quase terminando e era muito tarde para inspecionar a descoberta de Mikeru naquele 
dia. Concordaram em partir no outro dia.

Na manh seguinte, logo aps o caf da manh, o jovem Kikori estava esperando impacientemente para gui-los. Ele correu para a parte leste do penhasco e gesticulou 
em direo ao alto. - A trilha  l em cima. Escalamos um pouquinho s. Halt e Will haviam contado a Horace sobre a descoberta e ele decidiu acompanh-los. Mas olhou 
alarmado para a rocha. Mal conseguia perceber a beira, h uns 20 metros acima de suas cabeas, agora que Mikeru a indicava. - Um pouquinho, a meu ver - ele disse 
- Isso  um poco - Ele comeou a se afastar da pedra, mas Mikeru pegou seu brao e deu um sorriso encorajador. - Escalada  fcil Kurokuma. Voc consegue facilmente. 
- Pro inferno que eu consigo - Horace disse, enquanto se soltava de Mikeru -  pra isso que temos os Arqueiros. Eles escalam paredes de rocha e se arrastam por beirais 
estreitos e escorregadios. Eu sou um guerreiro treinado e muito valioso pra se arriscar nessas brincadeiras. - Ns no somos valiosos? - Will perguntou fingindo 
insulto. Horace olhou pra ele - Temos dois de vocs. Sempre podemos arriscar perder um - disse firmemente. Mikeru ainda estava em duvida sobre o que Horace disse 
- Kurokuma, do que voc est falando? - So brincadeiras que os Arqueiros fazem. Elas normalmente envolvem fazer coisas que arriscam quebrar seu pescoo ou sua perna. 
Mikeru balanou a cabea concordando - Vou me lembrar dessa palavra - ele disse Brincadeiras.  uma boa palavra. - Se a aula de linguagem do dia terminou - Halt 
disse  "podemos continuar andando?" Horace olhou com sarcasmo e apontou pro precipcio - Por favor. Voc primeiro. A beirada era junta ao precipcio, e gradualmente 
aumentava em altura conforme eles seguiam a trilha. Will estimou que estivessem perto da entrada do vale, mas qualquer viso do exrcito de Arisaka estava sendo 
escondida por trs de um paredo de rochas que bloqueava a trilha. Mikeru, vendo-os hesitar, foi em direo s rochas. - Fcil! - ele disse  "Assim!" Ele se encostou 
contra as rochas, alcanando ao redor delas com o brao direito, mantendo-se seguro firmemente com o esquerdo. Procurou por alguns segundos, e obviamente achou um 
novo local para segurar-se do outro lado. Sem aviso, foi em direo a beirada, deixando seu p esquerdo solto no ar enquanto seu p direito procurava suporte do 
outro lado da rocha. A ele encaixou o p esquerdo em uma fresta na rocha e se lanou ao redor da pedra para o outro lado, fora do campo de viso. Ouviram sua voz, 
alegre como sempre. - Fcil! Bastante espao aqui! Venham agora! Halt e Will trocaram olhares. Ento Will se curvou como Horace. "A poca antes da beleza" disse 
para Halt. Halt levantou levemente as sobrancelhas "A prola antes do porco" ele respondeu, e foi em direo a rocha, repetindo os gestos de Mikeru. Aps alguns 
segundos procurando, se lanou ao redor da rocha seguindo o jovem Kikori. Will andou em direo a rocha. Olhou para baixo, e ignorou a queda. Sabia que se os outros 
conseguiram fazer isso, ele tambm poderia. Sempre fora um excelente alpinista. Passou sua mo direita pela rocha, apalpando a face da pedra pelo outro lado. Uma 
mo gentilmente o guiou para um suporte na pedra. Caminhou em direo ao precipcio, contornando a rocha com sua perna direita. Quase imediatamente, encontrou uma 
beira

horizontal de uns cinco centmetros forte o suficiente para seu p se firmar. Moveu seu p esquerdo para a fresta na rocha e estava livre para alcanar com sua mo 
direita, depois a esquerda, balanando seu corpo ao redor da rocha, como os outros haviam feito. Os encontrou esperando por ele em uma parte larga da trilha que 
estavam seguindo, uma plataforma espaosa na rocha. Julgando pelas marcas de perfurao visveis na superfcie, a plataforma fora construda para servir de posto 
de viglia . E ali, abaixo deles, estava o acampamento Senshi. Franziu as sobrancelhas - No pode haver mais de 150 deles. Mas Halt apontou mais ao sul - A parte 
principal est l. Agora que prestava ateno, Will podia ver um acampamento muito maior montado ao abrigo das rvores, a quase dois quilmetros de distncia. Entre 
aquele ponto e a entrada do vale, o cho era uma plancie alta e vazia, sem proteo nenhuma, constantemente varrida pelo vento incessante. - No  um lugar muito 
confortvel - Will disse, apontando para o menor dos grupos. Halt concordou - No faz sentido Arisaka manter todos seus homens - e a si mesmo exposto aqui. Deixou 
uma fora grande o suficiente para nos prender aqui, enquanto os demais tm a proteo das rvores. Will estava olhando com ateno o pequeno acampamento na entrada 
do vale. Apenas alguns dos homens estavam andando por ele. Os que ele conseguia enxergar estavam todos enrolados em grossas camadas de roupas e peles. Provavelmente 
a maioria estava aconchegada no interior de suas barracas, suas mentes fracas, com frio e ressentidos. Em algum tempo, tudo que pensariam seria em encontrar abrigo 
do vento e do frio. Isso significava que estariam prestando pouca ateno na tarefa de vigiar. Afinal, ningum esperava que Shigeru e seus homens sassem da proteo 
na qual estavam - a no ser que fosse uma tentativa de fuga. E alguns vigias podiam manter isso sob controle. Como Halt disse, eles eram a rolha na tampa da garrafa, 
colocados ali para evitar que o Imperador fugisse. - Eles esto meio vulnerveis, no? - Will disse. Halt olhou para ele - Vulnerveis ao tempo? Will mordeu o lbio 
pensativo - Sim. Mas tambm a ns, se os atacssemos. Halt estudou as fileiras de barracas abaixo sem falar nada. Will est certo, ele pensou. Os homens no acampamento 
estariam preocupados em manter-se aquecidos. A julgar pelo que ouvira de Arisaka, os sobreviventes do ataque anterior provavelmente estariam ali como punio por 
terem falhado. - Voc desceria com homens pela Passagem de Mikeru? - ele perguntou. O jovem Kikori olhou e sorriu  meno de seu nome. Gostou do fato de terem nomeado 
a passagem secreta com seu nome. Torcia para que esse novo local fosse nomeado Viglia do Mikeru. - Sim - respondeu Will - A sada  na parte mais distante desse 
penhasco que ns estamos. Eles no estariam olhando nessa direo. Poderamos descer com os homens  noite, organiz-los na sada, fora do campo de viso, e atacar 
o acampamento antes que eles saibam que estamos ali. Os olhos de Halt seguiam o terreno conforme Will descrevia a cena. Concordou - Trinta ou quarenta Senshi podem 
fazer um grande impacto  sugeriu - Particularmente em um ataque surpresa - Muitos dos Senshi feridos no ataque anterior j haviam se recuperado o suficiente para 
lutar novamente. Poderiam facilmente juntar uma fora desse tamanho. Mas Will balanou a cabea em desacordo. - Eu estava pensando em algo como cem Kikori - ele 
disse. Houve um momento de silncio. Halt no estava surpreso. Apesar de ter sugerido o uso dos Senshi, tinha a

sensao de que era a isso que Will se referia. A idia tinha muito mrito. Mas Halt sentia que deveria apontar as possveis falhas, para ter certeza de que seu 
antigo aprendiz no estava entusiasmado demais para testar suas novas tticas que havia ensinado aos Kikori. - Eles no so treinados em batalha - ele disse - No 
importa o quanto eles tenham treinado, nada toma o lugar da experincia de verdade. - Mais uma razo para o ataque com eles - Will disse -  uma oportunidade perfeita 
para eles adquirirem a experincia necessria. O inimigo estar com frio e desmoralizado, e no estar esperando um ataque. E so apenas uns cento e cinqenta deles. 
No estaremos enfrentando a massa do exrcito de Arisaka. Atacaremos forte e rpido, e retornar com os Kikori pela passagem enquanto os homens de Arisaka imaginam 
o que est acontecendo. Se o plano funcionar, daremos aos Kikori confiana em suas habilidades e tcnicas. - E se no funcionar? - Halt disse. Will olhou nos seus 
olhos - Se no funcionar agora, com todas essas vantagens a nosso favor, estaremos em uma grande encrenca quando a primavera chegar e enfrentarmos cinco vezes mais 
Senshi. Desse jeito, podemos deixar Arisaka sangrando, reduzir o nmero de seus homens um pouco e mostrar aos Kikori que eles podem enfrentar os Senshi em batalha. 
E essa , provavelmente, a parte mais importante de todas. - Acho que voc est certo - Halt disse - Quando quer executar o plano? - O mais cedo possvel - Will 
disse - No faz sentido demorar mais. Uns dias a mais de treino no faro diferena para os Kikori nesse momento.

40
Evanlyn olhava para os lados do barco enquanto seguiam em direo  costa. A gua estava limpa e pura e parecia ter menos de 30 centimetros de profundidade. Mas 
aprendera nos ltimos cinco dias quo traioeira a gua era. No terceiro dia, achando que a gua era rasa, sara do barco e ficou flutuando com gua at a cintura. 
Somente com um enorme esforo ela no caiu e submergiu completamente. Suas roupas haviam secado em frente ao fogo que haviam feito. Desde o encontro com os lobos, 
havia se tornado um procedimento padro manter o fogo aceso a noite inteira e manter alguem acordado sempre em viglia. Significava que cada uma teria menos tempo 
de sono, mas quando dormissem seria mais tranquilo, sabendo que a outra estaria acordada vigiando e mantendo o fogo durante a noite. Se era por causa do fogo ou 
no, no tiveram outras incomodaes desde a segunda noite. Claro, Evanlyn pensou que talvez no houvesse lobos nas demais ilhas. Agora, testando a profundidade 
com o remo, satisfeita ao ver que a profundidade da gua no passava dos joelhos. Jogou as pernas sobre a lateral do barco e levantou-se rapidamente, guiando a proa 
do caiaque em direo a praia. Aprenderam a atracar o barco sem ningum nele. Na terceira noite, deixando o barco encostar-se  areia e pedras do fundo, abriram 
um buraco na proteo. Alyss assistiu enquanto Evanlyn costurava um pedao de proteo sobre a parte danificada para evitar que entrasse gua, cobrindo a costura 
com cera para vedar. 'Muito elegante,' ela disse, aprovando. Evanlyn sorriu e balanou a agulha. 'Corte e costura  uma das habilidades consideradas dignas de uma 
princesa, ' ela respondeu com um leve toque de sarcasmo na voz. 'Nunca achei que fosse ser til.' Os olhos de Alyss estavam nela enquanto ela testava a profundidade 
da gua e saa do barco. Alyss estava desenvolvendo uma relutante admirao pela habilidade da princesa de aprender e se adaptar. Alyss havia sido dura com ela enquanto 
ela aprendia as

tcnicas de se navegar com um barco pequeno. Um pouco disso era pela antipatia que sentia em relao  Evanlyn, mas principalmente por uma opo prtica. . Alyss 
sabia, por conversas com Will e Lady Pauline, e por suas prprias observaes, que Evanlyn, corajosa e esperta como era, tinha um lado petulante. Inevitvel, talvez, 
em alguem criada como princesa, em um ambiente onde existem pessoas sempre dispostas a realizar todo e qualquer desejo seu. Mas nessa viajem, no existiriam serviais 
ou passageiros. Alyss sentira que se ela tivesse mostrado simpatia pelos msculos doloridos de Evanlyn, ou deixado passar as ridculas tentativas de remar que ela 
fez, Evanlyn poderia se sentir inclinada a se aproveitar da bondade de Alyss. Ao invs disso, o sarcstico 'Obrigado por isso. ' que Alyss repetia sempre que Evanlyn 
cometia um erro a impelia a fazer melhor, tentar mais, mostrar pra sua alta e autosuficiente colega de viajem que, princesa ou no, ela podia fazer o trabalho que 
haviam dado a ela da melhor forma possvel. Com esses pensamentos em mente, Alyss quase perdeu o tempo para sair do barco. Sabendo que isso resultaria em um comentrio 
sarcstico de Evanlyn, pois sabia que tudo que ela queria era uma desculpa para responder, ela jogou as pernas sobre a lateral e ajudou a princesa a levantar o barco 
e lev-lo at a praia, para fora da gua. Largaram o barco e se alongaram para soltar os musculos enrijecidos. Alyss deu alguns passos, olhando ao redor da pequena 
praia, e as arvores crescendo mais alm. "Ento  isso," disse. Finalmente haviam chegado ao outro lado do enorme lago. Essa era a provncia onde Lord Nimatsu governava 
os misteriosos Hasanu. Havia neve no cho aqui, mas no nas quantidades que haviam visto em Ran-Koshi. A altitude era menor, e a rea era protegida dos sistemas 
de tempestades que vinham do mar e jogavam neve e chuvas nas montanhas atrs deles. Aqui, em uma rea protegida pelas mesmas montanhas, o vento era mais gentil, 
mais temperado. E suspirava suavemente pelos galhos das rvores que havia ao redor. 'No parece ter ningum por perto, ' Evanlyn comentou. 'No significa que no 
tem ningum aqui,  claro.' ' claro. ' Um n de apreenso se formou no estmago de Evanlyn enquanto ela ficava parada nesse quieto e aparentemente deserto local. 
Haviam interrogado Shigeru e seus conselheiros sobre os Hasanu, mas, na verdade, no aprenderam muita coisa. Alguns atestavam que os Hasanu eram sobreviventes de 
uma raa de meio humanos meio macacos que sobreviveram nesse territrio remoto. Outras, mais assustadoras, teorias diziam que os Hasanu eram espritos das rvores 
e florestas e o reclusivo Lord Nimatsu era um feiticeiro que os dominava. Outros 'fatos' que haviam compilado se contradiziam. Alguns diziam que os Hasanu eram tmidos 
e nervosos ao falar com estranhos, outros diziam que eram ferozes e implacveis matadores. Lendas antigas davam crdito  ltima opo. Diversas estrias falavam 
sobre sua ferocidade em batalha. Dizem que eles nunca foram derrotados. Esses contos, claro, eram de centenas de anos atrs e ningum pode afirmar ter visto um Hasanu, 
ou conhece algum que viu. Apesar de haver os que dizem conhecer alguem que conhece alguem que afirma conhecer algum que viu um. Ao final de uma longa e confusa 
reunio, Shigeru mandou seus assessores embora e sentou-se com as duas garotas para lhes dar uma opinio mais justa sobre essas estranhas pessoas.

'Muito  dito sobre os Hasanu, ' ele s disse. 'E muito do que  dito  exagero. Isso  o que eu sei, sem rumores, conjecturas ou histeria.' ' dito que eles so 
uma raa alta e poderosa e relatrios do passado dizem que eles so cobertos com longos e vermelhos cabelos por todo o corpo. Isso pode ser verdade. Vivem em um 
clima frio e seus corpos podem ter se adaptado dessa maneira ao longo dos anos. Mas o que eu sei que mais importa, e no que todas as lendas e contos concordam,  
que eles so destemidos nas batalhas e tem um intenso senso de lealdade ao seu Lord. No momento, esse  Lord Nimatsu. 'Essas qualidades indicam lados positivos de 
suas personalidades, transformando em mentiras as insanas histrias sobre sua sede de sangue com estrangeiros. Leais e destemidos, para mim, no equivalem a selvagens 
e sedentos por sangue.' 'Lord Nimatsu, mais de uma vez, tem confirmado sua lealdade a mim. Isso, eu creio, ser a chave para nossas negociaes com os Hasanu. Eles 
so leais a Nimatsu, e, por extenso, so leais a mim - ou pelo menos ao conceito de um Imperador. Quando chegar  provncia de Nimatsu, seja paciente. Espere que 
eles faam contato. Eles faro, e faro sob ordens de Nimatsu. Quando ele souber que esto agindo em meu nome, estaro seguras." ' Shigeru tirou seu anel de sinete 
e entregou a Evanlyn. 'Levem isso com vocs. Quando Nimatsu ver isso, saber que eu as enviei. Isso garantir sua segurana. Quando fizerem contato com ele, acredito 
na sua eloquncia, Ev-an-in-san, para convenc-lo a nos ajudar. Mandarei uma carta com vocs, claro. Mas na minha experincia,  a palavra dita e a integridade do 
mensageiro que tem mais poder nesses assuntos. Evanlyn pegou o anel e colocou em seu dedo indicador. 'Gostaria de poder aconselh-las melhor nesse assunto,' Shigeru 
disse, suspirando. 'Mas o sucesso ou fracasso dessa misso depender exclusivamente das suas habilidades e recursos. 'Sorriu para as duas e adicionou: 'E no consigo 
imaginar mensageiros mais merecedores ou capazes.' 'Ento,' Alyss disse, olhando ao redor para as rvores. 'Como ns achamos os Hasanu?' 'No se preocupe com isso. 
Lembre-se do que Shigeru disse. Os Hasanu nos acharo.' Tiraram suas coisas do caiaque e montaram acampamento. Alyss montou a barraca enquanto Evanlyn juntava pedras 
para uma fogueira e depois lenha. Estava usando uma faca saxnica - presente de Halt h alguns anos - para cortar um grande pedao de madeira morta em partes para 
carregar quando teve a sensao de estar sendo observada. Em algum lugar nas sombras das rvores, algum, ou alguma coisa, estava observando. Tinha certeza disso. 
Parou um momento o que estava fazendo, depois continuou, resistindo a quase impossvel vontade de virar e olhar para as rvores. Olhou para Alyss para ver se ela 
havia percebido alguma coisa. Aparentemente no. A garota estava apertando as cordas da barraca, testando a resistncia delas para ver se estava bem armada. Evanlyn 
juntou a madeira casualmente e andou at o crculo de pedras que ela havia feito para a fogueira. 'Estamos sendo observadas,` ela disse baixinho. Alyss parou por 
um momento, depois testou a corda uma ultima vez, limpou as mos satisfeita e foi ajudar Evanlyn a separar a madeira para a fogueira. Enquanto estavam fazendo isso 
disse 'Voc viu algum?' 'No. Foi mais uma sensao do que qualquer outra coisa. Mas tenho certeza que tem algum nas rvores. ' Ela meio que esperava uma resposta 
dela. Mas Alyss nunca foi de negar o valor de um instinto.

'Ento continuamos a fazer o que estvamos fazendo, ' Alyss disse. 'Vamos fazer um ch. E continuar agindo normalmente.' Mesmo assim, Evanlyn percebeu, ela olhou 
rapidamente na direo em que sua espada estava no topo de sua mochila na entrada da barraca. Alguns minutos depois, sentaram-se em frente  fogueira, uma de frente 
para a outra, tomando ch. Alyss de frente para o lago, deixando Evanlyn para olhar as rvores. Evanlyn havia sentido a presena do estranho, ento, seria melhor 
que ela olhasse as rvores, pois teria uma maior chance de perceber quem quer que seja. Ou o que quer que seja. Enquanto ela tomava o ch, seus olhos moviam-se de 
um lado para o outro por cima da xcara. Sua cabea nunca se movia. A alguns metros de distncia, era impossvel perceber que estava procurando alguma coisa. Deu 
um suspiro satisfeito e largou a xcara no cho. 'Alguma coisa se moveu, ' disse. Um movimento muito sutil chamou sua ateno. Fez tudo que pode para no encarar 
a direo de onde veio o movimento, conseguiu por um esforo enorme. 'Consegue v-lo agora?' Alyss perguntou, mantendo o tom casual de conversa. 'No. Ele se deitou 
no cho. Espere. La vai ele de novo. No consigo perceber os detalhes. So apenas movimentos embaixo das rvores. O que quer que seja est se movendo para perto 
da linha das rvores. ' Elas esperaram, nervosas. Mas no houve mais sinais de movimentao. Alyss deu de ombros. 'Ou no est se movendo, apenas nos observando. 
Bem, no podemos ficar sentadas a tarde inteira. Alguma idia?' Evanlyn se levantou, cuidando para no fazer movimentos sbitos, e foi em direo a sua mochila. 
Revirando a mochila, encontrou o que procurava - um dos poucos pacotes de comida que os lobos no pegaram quando atacaram o acampamento dias atrs. Era um pequeno 
pedao de papel engordurado, contendo algumas frutas cristalizadas mas e damascos. Eram um doce muito apreciado pelos Kikori e Evanlyn aprendera a gostar tambm. 
Havia em torno de uma dzia ainda. Esperava que fosse o suficiente. Voltou para onde Alyss estava a observando curiosamente. 'Tenho uma idia, ' ela disse. 'Nosso 
amigo invisvel pode ficar mais a vontade para se mostrar se no houvesse duas de ns.' Viu que Alyss ia se opor a idia e levantou uma mo para a impedir. 'No, 
me escute. Estou sugerindo que voc pegue o caiaque e v uns 100 metros pra longe da costa e espere l. Vou sentar ali, perto das rvores, e ver se os Hasanu fazem 
contato.' Mostrando o pacote de doces. 'Vou usar isso pra comear a conversa. ' Alyss franziu a testa pensativa. 'Uma das coisas que as pessoas concordaram, ' ela 
disse, ' que os Hasanu gostam de doces.' 'E esses se encaixam na descrio. Veja bem, se voc sair - apesar de estar perto - e eu sentar mais prxima de onde eles 
esto,  um sinal bem simples no? Queremos fazer contato. Existe uma boa chance de nosso amigo nas rvores querer sair.' 'Existe tambm a chance dele se sentir 
encorajado a te desmembrar parte por parte, ' Alyss disse e Evanlyn concordou desconfortvel. 'Essa  a parte do meu plano que eu no gosto muito. Mas acho que temos 
que correr o risco e apressar um pouco as coisas. De outra maneira, poderemos ficar sentados aqui por dias. E convenhamos, se eles quiserem nos desmembrar parte 
por parte, a sua presena aqui no faria muito para impedi-los.' 'Bem, obrigado pelo voto de confiana, ' Alyss respondeu. 'S uma coisa, ' Alyss adicionou. 'Considere 
minha posio um instante. Seria um bocado estranho eu retornar

para Araluen e falar ao seu pai que eu assisti um monstro de Nihon-Jan te despedaar membro por membro. No vai ser bom para minha carreira. ' Percebendo um novo 
tom de camaradismo Evanlyn deu um sorriso. 'Afinal de contas, sua carreira  extremamente importante para todos ns, ' ela disse. 'Manterei isso em mente. Agora 
anda logo!' Alyss se levantou, pegou sua espada, um cantil de gua e uns pedaos de coelho defumado que Evanlyn matara usando sua funda no dia anterior e foi em 
direo ao barco. Evanlyn a seguiu. Tiraram o remo de Evanlyn do barco - Alyss no o usaria - e entrou na gua, levantando o caiaque e o levando junto. Assim que 
ele flutuou na gua, Alyss entrou no caiaque e remou suavemente, fazendo o barco deslizar pela calma gua. Olhou por sobre os ombros em direo a Evanlyn. 'Tome 
cuidado, ' ela disse. 'Claro,' Evanlyn respondeu, abanando a mo. Andando pela beira da praia, achou um tronco de rvore cado perto da linha das rvores que serviria 
como timo local para sentar e esperar. Sentou-se, tirou o pacote de doces do bolso e colocou meia dzia de doces no tronco ao seu lado. Pegou um pedao e, pois 
na boca, sentindo sua saliva aumentar enquanto a mistura de azedo com doce surtia efeito. Deu um suspiro exagerado de satisfao, fazendo barulho com a boca diversas 
vezes para indicar o quanto ela estava gostando do doce. E esperou. Pareceu uma eternidade, quando na verdade foram apenas dois ou trs minutos, mas seus sentidos 
aguados captaram um breve som - um movimento nas rvores as suas costas e a esquerda. Com os sensos to aguados quanto uma corda de violino, se esforou para ouvir 
mais. Seria isso mais um movimento? Parecera mais perto que o primeiro. Ou seria o vento? Olhou para sua direita, examinando as rvores concentradamente. No estavam 
se movendo. No, no havia vento. L estava o som de movimento de novo! Os cabelos na sua nuca se arrepiaram e ela podia sentir arrepios se formando nos seus braos. 
Alguma coisa estava ali. Alguma coisa estava atrs dela, se movendo para mais perto. Todos os nervos do corpo pediam para que ela se levantar e ver quem era. Todos 
seus nervos gritavam para que ela virasse e visse o que era. Essa espera, sabendo que alguma coisa est ali - no, achando que alguma pessoa est ali - era quase 
intolervel. Mas de alguma maneira, ela conseguiu. Engoliu o pedao de fruta, forando-a a passar pela sua garganta, subitamente seca. 'Mmmm, ' disse apreciando. 
'Tava muito bom.' Colocou outra na boca, fez uma exclamao apreciando, e ento, como quem no quer nada, pegou outra fruta e a colocou meio metro mais longe, depois 
gesticulou na direo da fruta. ' para voc,' ela disse, depois repetiu um pouco mais baixinho. 'Pra voc.' Definitivamente havia alguma coisa atrs dela. No tinha 
duvidas disso. Algo grande estava a menos de dois metros de distncia. No sabia como, mas sabia que era grande. No escutara nada alm do roar de folhas e galhos. 
Mas havia uma grande presena ali, como se a fora de vida do que quer que estivesse ali tivesse se insinuado nos seus sentidos. Percebeu que estava segurando a 
respirao. O corao estava batendo muito rpido no seu peito - to alto que ela tinha certeza que o que quer que estivesse atrs dela podia ouvir. Comeou a cantar 
- uma das msicas calmas que ouvira Will cantar enquanto tocava sua mandola. 'Oh Annalie danando. Um raio de luz caiu nela enquanto eu assistia Annalie danando 
e eu no vi Annalie em algum lugar antes?'

A voz dela variava com a tenso. Acertava e errava as notas tentando cantar. Eu pareo aterrorizada, pensou. Mas talvez isso... O que quer que seja... Talvez pense 
que sou somente uma cantora terrvel. Respirou fundo para o prximo verso, mas ele nunca veio. Do canto do olho, percebeu um movimento. Uma mo enorme, com grandes 
unhas, parecidas com garras e coberta em grossos pelos ruivos, passou por sobre seus ombros e pegou um doce no tronco.

41
Os homens selecionados para o ataque na hyaku foram colocados no exerccio de solo em dois grupos de cinqenta. Organizados em trs grandes fileiras, os Kikori pareciam 
impressionantes. A fraca luz do sol fez as pontas de suas lanas brilharem, abrangendo tambm o ferro que reforava as tiras em seus escudos e seus elmos de couro. 
As linhas da sua formao foram em uma linha estreita tal como se encontravam antes de Will, Horace, Halt e Selethen. Horace e Selethen comandariam um grupo de cinqenta 
cada um - ou uma goju, como eles chamavam a formao. Will e Halt ficariam atrs e permaneceriam no comando geral - embora Halt tivesse cedido essa responsabilidade 
ao Arqueiro mais jovem. - Eles so seus homens - disse ele - Voc os treinou e os homens merecem serem liderados por quem eles conhecem e confiam. Will assentiu 
com a cabea nervosamente. Ele sabia que Halt estava certo. Como sempre, mesmo assim, ele estava contente por ter o experiente Arqueiro de barba grisalha por perto, 
se necessrio. Ele olhou para onde Horace estava sentado observando e acenou. O jovem guerreiro respirou fundo e, em seguida gritou uma ordem com um toque de emoo. 
- Hyaku! Os homens estavam de p em posio de repouso, com os ps afastados e as suas lanas soltas, os eixos repousavam sobre a terra, estendidos para frente com 
o brao

esticado. No comando de aviso , juntaram os ps e as lanas foram postas a posio vertical. - Ordem de Abertura! - Horace gritou. A linha de frente deu dois longos 
passos para frente. A de trs deu dois para trs. As trs fileiras agora estavam separadas por um espao de dois metros, deixando espao para os seus comandantes 
poderem passar e inspecion-los. Este foi o trabalho de Horace e Selethen. Eles selecionaram um goju cada e moveram-se rapidamente ao longo das fileiras, verificando 
os equipamentos, certificando-se de cada homem ter trs espadas curtas num arranjo em seu quadril direito, verificando escudos para qualquer sinal de afrouxamento 
ou desgaste das tiras, olhando as pontas das lanas para ver se elas estavam firmemente ligadas e brilhando por causa de um recente polimento. - Parece bom - Halt 
disse calmamente. Horace e Selethen estavam mais da metade da sua inspeo e at agora, nenhum tinha parado para repreender qualquer um das tropas pela falta ou 
equipamento defeituoso. Obviamente, a inspeo foi quase perfeita. Horace parou uma vez para corrigir um capacete de coro de um soldado, puxando a pulseira de queixo 
um pouco mais para fix-la com mais firmeza, porem isso foi tudo. Os Kikori tinham sido um desafio esplendido e Will sentiu um ingnuo senso de orgulho deles. No 
muito tempo atrs, eles tinham sido simples trabalhadores de madeira. Agora eram soldados, com um orgulho de soldado, orgulho na sua prpria capacidade e na sua 
prpria unidade. - Tropas inspecionadas e prontas - Horace reportou. Will concordou  Junte-os e coloque-os em repouso, Horace. O guerreiro alto deu as ordens e 
as fileiras da frente e de trs voltaram a suas posies originais. Cem pares de ps bateram no cho e cem pontas de lanas foram postas a frente como se fossem 
uma s. Will deu um passo  frente, aproximando-se das fileiras de forma que elas pudessem ouvi-lo mais claramente. Ele estudou os rostos sob os capacetes de couro 
e ferro. Os homens eram sombrios e determinados. Mas havia um olhar de excitao moderada em muitos dos olhos que olhavam para o jovem arqueiro. No era apreenso 
ou medo, e ele estava gostando do que via. - Goju Kuma! Goju Taka!  Will disse, e agora todos os olhos estavam voltados para ele. Eles nomearam os dois goju para 
cada um dos lideres. Goju Kuma era o Urso de cinqenta, liderado por Horace, que agora todos conheciam por Kurokuma. Goju Taka reflete o apelido que tinha sido dado 
a Selethen. Taka significa "falco", e Will assumiu que o nariz proeminente de Selethen tinha alguma semelhana com o bico curvo de uma ave de rapina. - Amanh ser 
hora de colocar todo o seu trabalho em prtica - ele continuou - Amanh ser o dia que vocs daro o primeiro ataque do Imperador naquele traidor do Arisaka!

Houve um grunhido de raiva atravs das fileiras quando ele disse o nome do odiado lder rebelde. - Lembrem-se de seu treinamento. Lembrem-se do que temos praticado. 
Se vocs fizerem isso, vocs vo conseguir uma grande vitria para o seu Imperador. Mas vocs devem se lembrar de sua formao. Olhe ao seu redor. Olhe para os homens 
aos seus lados e atrs de vocs! Estudem seus rostos. Ele fez uma pausa enquanto cem cabeas viravam, enquanto os olhos faziam contato e acenavam com a cabea para 
reconhecimentos. Quando eles se estabeleceram novamente, ele continuou. - Estes homens so os seus camaradas. Estes so os seus irmos. Estes so os homens que lutaro 
com vocs. Estes so os homens de sua confiana que ficaram ao seu lado. Estes so os homens que confiam em voc manter-se firme ao lado deles! Sejam dignos de sua 
confiana! Novamente, um grito de acordo do fundo da garganta percorreu as fileiras de homens armados. Will sentiu que disse o suficiente. Ele no teria tempo para 
um longo, e detalhado discurso de comando na vspera da batalha. Eles geralmente eram feitos para aumentar o senso de auto-importncia do comandante. Will tinha 
mais uma coisa que queria lembr-los. - Soldados Kikori! - Ele gritou  De qual maneira ns lutamos? A resposta veio com um rugido das fileiras. - Issho ni! - Disseram-lhe 
- Juntos! - De qual maneira ns lutamos? - Ele perguntou ainda mais alto, e a resposta voltou mais alto tambm. - Issho ni! - De qual? - Perguntou-lhes mais uma 
vez, e desta vez o vale sentiu a resposta. - Issho ni! Num impulso, o jovem arqueiro sacou sua faca Saxnia e a brandiu acima de sua cabea. Os dois Goju responderam, 
segurando suas lanas para cima, para logo em seguida bate-las no cho congelado com um barulho resultante de madeira e metal. Atrs dele, uma voz profunda e penetrante, 
gritou apenas uma palavra. - Chocho! Os cem soldados na frente dele responderam instantaneamente, transformando o grito em um canto. - Chocho! Chocho! Chocho! Intrigado, 
e um pouco surpreso, Will se virou para ver que Shigeru se aproximou, enquanto ele falava. O Imperador estava vestido com a armadura completa,, , mas sem

capacete. Suas duas katanas estavam guardadas em seu cinto, com suas longas empunhaduras saliente antes dele, como os chifres cruzados de um animal perigoso. Shigeru 
continuou a liderar o canto, colocando a mo no ombro de Will. - Chocho! Chocho! Chocho! - Os homens gritavam e, vagamente, Will percebeu que isso de alguma forma 
aplicava-se a ele. Ento, Shigeru ergueu a mo para que houvesse silencio e as vozes que rugiam instantaneamente cessaram. Will se desvencilhou e recuou se diferenciando, 
pois percebeu que Shigeru queria dirigir-se s suas tropas. Horace com um grande sorriso quando Will se juntou a ele. - Que diabo  Chocho? - Will sussurrou. -  
voc.  do que os homens chamam voc - disse ele. E acrescentou: -  um termo de grande respeito. Atrs deles, Halt assentiu como confirmao - Grande respeito- 
ele concordou. Houve uma pequena sugesto de um sorriso no canto da boca dele e Will soube que ele iria levar muito tempo para descobrir o significado da palavra. 
Mas ele no teve mais tempo para pensar sobre isso quando Shigeru comeou a falar. - Kikori, estou honrado de t-los como meus soldados. Estou orgulhoso de seu compromisso, 
de sua coragem e de sua lealdade. Vocs tm a gratido de seu Imperador. Houve um silncio em torno do local na hora. Eles eram simples cortadores de madeira, camponeses 
para quem, at h pouco tempo, o Imperador havia sido um conceito distante e muito reverenciado, acima do seu alcance e de sua estao. Agora, ele vivia entre eles 
e falava diretamente com eles em termos de grande respeito. Suas palavras eram simples, mas a sinceridade por trs delas era muito bvia e os Kikori sentiram seu 
corao inchar por causa do orgulho. Tal foi o carisma deste homem que eles morreriam por ele. Shigeru pareceu sentir isso e continuou. - Soldados! Eu sei que vocs 
iro morrer em servio. Houve um rugido instantneo de assentimento e ele imediatamente levantou as mos e a voz para sufoc-lo. - Mas eu no quero isso! - A gritaria 
se extinguiu e os rostos que o olharam estavam confusos. - Eu quero que vocs vivam ao meu servio! - Ele gritou e eles rugiram em aclamao, mais uma vez. Quando 
o som de suas vozes foi morrendo, ele continuou. - Chocho lhes ensinou uma nova forma de luta. Ele ensinou-lhes o cdigo de Issho ni! Se vocs forem fieis a este 
cdigo, vocs vo ter uma grande vitria. - Fez uma pausa. - E eu vou estar l para v-la! Porque estou indo com vocs! ' Agora, os aplausos foram ensurdecedores. 
Shigeru avanou para caminhar entre os seus homens, e eles romperam as fileiras para rode-lo, aplaudi-lo, inclinando-se para ele, estendendo a mo para toc-lo.

- O qu? - Will disse - Do que ele est falando? - Ele tentou seguir o Imperador, para atra-lo de volta. Uma mo segurou seu brao e ele virou-se para ver o rosto 
de Halt. Seu antigo mentor estava balanando a cabea. - Ele est bem, Will. Ele tem que estar l. - Mas, se formos vencidos! Se ns falharmos... Ele vai ser pego 
por Arisaka! - Will disse impotente. Halt assentiu. - Isso  certo. Mas ele est disposto a apostar nestes homens. Ele acredita neles. Voc no? - Bem, sim, claro. 
Mas se ele est l... - Se ele estiver l, eles vo lutar para mant-lo seguro. Voc sabe que eles podem vencer o Senshi. Eu e Shigeru sabemos disso. As nicas pessoas 
que no tm certeza so os prprios homens. Oh, eles esto prontos aqui e agora. Mas quando a crise chegar, eles vo enfrentar um inimigo que nunca foram dignos 
de enfrentar antes. O nosso maior perigo amanh  que, diante de guerreiros que eles sempre acreditaram que eram superiores, eles percam a confiana. E se o fizerem, 
eles vo falhar. Eles vo lutar bravamente. Mas eles vo morrer bravamente - porque eles acreditam que no tm o direito de ganhar. - Mas... - Will comeou, mas 
Horace interrompeu. - Halt est certo, Will - disse ele - Se eles sabem que Shigeru esta l e que ele confia neles, eles tero maior confiana em si mesmo. - Ele 
pode ser morto ou preso - protestou Will. - No - disse Horace - Seus homens no vo deixar isso acontecer. Ele sabe que tem que estar l. - Ele  um grande homem 
- Selethen disse calmamente - O tipo de homem que estaria orgulhoso de servir. - Eles pensam que sim - Halt disse, apontando para onde a cabea careca de Shigeru 
pode ser vista, movendo-se entre capacetes e pontas de lanas - E eles vo precisar desse tipo de orgulho, se eles vo ganhar - Fez uma pausa, assistindo a cena 
no vale atravs dos olhos entreabertos. - E eles esto indo ganhar - acrescentou. Ele viu que Will ainda estava em dvida sobre a idia e bateu nas costas dele com 
alegria - Experimente ter alguma f em seus homens, Will. Pelo menos tanto quanto o Imperador tem. - No h nenhuma maneira que eu posso parar com isso? - Will perguntou 
desesperadamente e desta vez foi  vez de Horace dar um tapa no seu ombro. - Claro que sim. Basta descobrir uma maneira de dizer a um Imperador que voc o proibiu 
de fazer algo que ele estava determinado. Isso deve ser fcil para algum com uma personalidade como a sua.

Seus trs amigos sorriram para ele. Ento Halt sacudiu a cabea em direo ao riacho estreito que leva  passagem secreta. - Vamos indo. Amanh temos uma batalha 
para vencer.

42
Evanlyn, literalmente de cabelo em p. Controlava um impulso de pular sobre seus ps e se virar, confrontando a criatura desconhecida atrs dela - embora a lgica 
dizia-lhe que devia ser um dos Hasanu. Sua msica tinha acabado, quando uma mo entrou no seu campo visual. Com uma voz trmula e incerta, ela comeou a cantar bem 
baixinho. "Rodou e rodou e se foi, suavemente pisando no crculo do sol..." Ela tinha certeza de que podia ouvir o som da mandbula fechar atrs dela. Ela pegou 
outro pedao de fruta e colocou em sua boca. Ento, teve uma idia. Ela escolheu um segundo pedao e o colocou em cima da lenha. "Para voc," ela disse, e continuou 
a cantarolar a melodia da msica. Aps alguns segundos, a mo apareceu novamente e pegou a fruta. Ela terminou sua parte e estalou os lbios em apreciao. "Mmmm. 
Bom." "Mmmmmmmm." O som ecoou por trs dela, junto com o estalar dos lbios. Ela respirou profundamente e colocou outro pedao de fruta ao seu lado. "Para voc." 
Mais uma vez, a mo apareceu. Desta vez, no to rapidamente como foi nas ocasies anteriores. Ele pegou a fruta e a retirou mais lentamente. Ento ouviu a voz novamente 
 spera e um pouco indistinta. Apenas uma palavra.

''Rigato." Arigato, ela entendeu, era uma palavra em Nihon-Jin para agradecer. Ela buscou desesperadamente uma resposta correta em sua memria, mas lhe fugiu as 
palavras corretas. Resolveu falar ento, "No h de que." Colou um damasco  sua esquerda. Ela esperou at que no pudesse ouvir mais o som da mastigao atrs dela, 
em seguida, colocou o ltimo pedao de fruta para o lado. Desta vez, houve uma longa pausa. Em seguida, a voz disse: "I, i!" Isso significava "No, no!" Era uma 
forma Nihon-Jin de recusar educadamente. A mo apareceu, pegou a fruta e colocou mais ao lado dela. Ela sorriu para si mesma. A possibilidade de aquele encontro 
resultar em ela no ter os membros arrancados pedao por pedao, pareceu estar ficando mais promissor, ela pensou. Casualmente, ela tirou a faca Saxnica. Imediatamente, 
houve um movimento alarmado atrs dela. Ela no prestou ateno, s repetiu com a mesma frase. "I, i!" No era a frase mais exata, mas ela pensou que daria certo 
e falou em um tom leve e reconfortante. O movimento parou. Ela sentiu que o Hasanu tinha recuado alguns metros. Agora, ela usou a faca saxnica para dividir o damasco 
restantes em duas partes. Ela guardou a grande faca, pegou metade do damasco e colocou a outra ao seu lado. Ela ouviu Hasanu se mover novamente, desta vez no se 
preocupou em fazer mais barulho. A mo entrou em vista mais uma vez, pegou a fruta e saiu do campo de viso. "Eu acho que  hora de nos conhecermos", disse ela suavemente. 
Tendo a certeza de no fazer nenhum movimento sbito, ela se levantou de seu assento na lenha. Fez uma pausa, colocou um sorriso no rosto e decidiu que o que ela 
tinha visto, ficou para trs. Ento, ela virou-se lentamente. A figura agachada no cho atrs da lenha era macia. Longos cabelos felpudos e vermelhos pendurados 
at os ombros, acompanhado por uma barba igualmente longa e desgrenhada. O corpo era enorme, parecia estar coberto de longos cabelos castanho-avermelhados. No entanto, 
ela no poderia demonstrar qualquer reao em seu rosto. O rosto dela mantinha um sorriso fixo. Sentia-se vagamente como sendo carne morta. Ento, ela abaixou em 
uma graciosa reverncia, com os braos estendidos para os lados, a cabea inclinada. O Hasanu permaneceu em p. Ela olhou para cima, ainda sorrindo, e prendeu a 
respirao. Ele tinha pelo menos dois metros e meio de altura, e agora ela viu que o cabelo longo e vermelho que parecia cobrir seu corpo, no era nada mais que 
um

longo manto, feito de pele ou l felpuda, ela no poderia dizer exatamente o que era. Curvou-se desajeitadamente para ela e ela abaixou seu olhar, ento lentamente 
ficaram em p juntos. Agora ela podia ver mais se suas caractersticas. O rosto era largo, com bochechas proeminentes e um nariz grande plano. Os olhos eram estreitos, 
mas bem afastados, tinha grossas e longas sobrancelhas desgrenhadas. Havia definitivamente uma luz de inteligncia e curiosidade em seus olhos. Ento, ele sorriu. 
Seus dentes eram grandes e uniformes. Eles eram um pouco amarelados e manchados, mas eles eram normais, como dentes humanos, sem incisivos em forma de presa. Evanlyn 
tocou a mo em seu peito. "Evanlyn", disse ela, pronunciando as slabas com cuidado. "Ev-lyn um." Ele franziu o cenho. A estrutura do nome era desconhecida para 
ele, mas ele tentou novamente. "Van-Eh-in." "Bom!" Ela sorriu encorajadoramente e ele sorriu de volta. Apontou para o outro lado, no caiaque distante, onde Alyss 
esperava nervosamente. "Alyss", disse ela. "Minha amiga. Al-YSS." Ele franziu a testa com o esforo, em seguida, repetiu: "Ah-Yass." "Bem perto", disse ela, e depois 
continuou falando com cuidado. "Alyss, Evanlyn, amigos." Ela acompanhou as palavras com gestos. Apontando para si e para Alyss, em seguida, imitando um gesto de 
abrao para indicar amigos. O gigante franziu a testa novamente por alguns segundos, tentando interpretar o significado. Ento ela viu que ele compreendeu, quando 
ele repetiu o gesto de abraar. "Am-gos. Hai!" Hai significa "sim", ela sabia. Agora, ela apontou para ele, ento para si mesma. "Voc... Evanlyn... amigos, hai?" 
Ela repetiu o gesto de abraar, ento sentiu uma sbita sensao de alarme, de que ele realmente a abraasse de verdade. No sabia se suas costelas suportariam aquele 
abrao de um gigante da floresta, de dois metros e meio de altura. Felizmente, ele percebeu que ela estava falando simbolicamente. Ele apontou para si mesmo. "Kona", 
disse ele. Ela assumiu uma expresso exageradamente questionadora e apontou para ele.

"Voc... Kona?" Ele acenou, sorrindo novamente. "Hai! Kona." Ele apontou para ela novamente, ento para si mesmo. "Eh-van-in. Kona." "Amigos", disse ela com firmeza, 
apontando dela para ele. No era uma pergunta, era uma afirmao, e ele assentiu com ansiedade. "Hai! Am-gos." "Eu agradeo a Deus por isso", ela murmurou para si 
mesma. Ele inclinou a cabea para um lado, perguntando o que ela disse, mas ela fez um gesto de `deixa pra l' com a mo. "No importa", disse ela, fazendo uma anotao 
mental para evitar comentrios impertinentes no futuro. Kona podia parecer com um macaco enorme, peludo, mas ela percebeu que ele no era bobo. Ela apontou para 
o pequeno acampamento, em seguida, acenou para ele. "Vem", disse ela. Ela pegou na sua enorme mo. No incio ficou inseguro, mas deu sua mo a ela, ento abriu um 
largo sorriso mais uma vez, com o contraste do tamanho das mos dele e dela. Ela levou-o para baixo na praia,  beira da gua, onde ela acenou para Alyss, cerca 
de cem metros  deriva no mar. A garota alta acenou de volta. "Voc est bem?" A voz de Alyss atravessou fracamente as guas perturbadas. Evanlyn no conseguiu resistir 
a um sorriso. "No. Rasgou-me membro a membro!  claro que eu estou bem! Venha para terra!" Quando Alyss comeou a remar, Evanlyn voltou-se para Kona. "Alyss est 
chegando. Alyss, Kona, amigos." "Ah-Yass, Kona, Am-gos", repetiu ele. Mas seu tom de voz indicou que ele julgaria por si mesmo. Alyss afinal, no tinha compartilhado 
nenhum damasco cristalizado com ele. Quando ela chegou, suas dvidas foram rapidamente dissipadas pelo charme e a graa natural de Alyss, bem como a maneira fcil 
de lidar com estranhos. Em resposta ao seu convite, ele estudou o caiaque com interesse. Os Hasanu tinham seus barcos, mas eram pesados e desajeitados em comparao 
com o estreito e gracioso caiaque. Ele demonstrou especial interesse na construo dos remos. Seu povo utilizava apenas ramos espessos, para impulsionar seus barcos. 
A idia de uma lmina em forma achatada, nunca lhes ocorreu. Kona guardou o projeto em sua cabea para futura referncia. Sua inspeo do barco terminou, ele voltou 
seus olhos para os outros equipamentos. A tenda despertou seu interesse. Como o caiaque, era mais avanado no design, do que os simples abrigos que os Hasanu construam 
para si, quando estavam viajando. Ele

estudou as outras coisas e sua curiosidade foi despertada quando viu os dois sabres deitadas em suas bainhas. "Katana?", Disse ele, depois apontou para as espadas 
das duas meninas. O significado era inconfundvel. So seus? Alyss assentiu. "Nosso." Ele mostrou alguma surpresa. Aparentemente, no era comum mulher Hasanu portar 
armas. Eles acenderam o fogo e Evanlyn ferveu a gua para o ch. Ela e Alyss dividiram um copo, deixando o segundo para Kona usar. O recipiente pequeno se escondia 
entre suas mos enormes, cobertas de pelo. Em uma inspeo mais minuciosa, descobriram que os Hasanu, tomando Kona como base, tinham um monte de plos no corpo - 
embora longe de serem to grandes e volumosos como a lenda contava. Eles esperaram at Kona terminar seu ch, e ofereceram um coelho defumado a ele. Ele ficou impressionado 
com a comida, estalando os lbios vrias vezes. Em seguida, elas abordaram o tema da sua visita a esta provncia. Por sugesto de Alyss, Evanlyn assumiu a conversa. 
Afinal, ela tinha sido a primeira a ganhar a confiana de Kona. "Kona?", Disse ela, para chamar sua ateno. Quando ele olhou para ela com expectativa, ela gesticulou 
entre os trs. "Alyss, Evanlyn, Kona... amigos. Hai?" "Hai!", Ele concordou de imediato. Ela assentiu com a cabea vrias vezes, ento disse, "Alyss, Evanlyn, Nimatsu-san..." 
Ela parou naquele ponto, vendo o interesse dele pelo nome citado, e um olhar de compreenso apareceu no rosto dele. Ento, ela repetiu: "Alyss, Evanlyn, Nimatsu-san... 
amigos. Amigos." "No pressione?" Alyss disse suavemente. "Afinal, ele no conhece Nimatsu." "Veremos", Evanlyn disse com uma voz decidida ao seu lado. "Agora cale 
a boca. Alyss, Evanlyn, Nimatsu-san. Todos amigos". Kona ficou um pouco surpreso. Ele apontou para as duas. "Am-gos... Nimatsu-san?" "Hai!" Evanlyn disse ele. "Hai!" 
Alyss disse tambm. Kona ficou satisfeito, parecia impressionado. "Voc... nos leva... a Nimatsu-san?" Evanlyn reforou o significado com gestos. Kona pareceu entender. 
"Eh-van-in, Ah-Yass, Nimatsu ikimas-san?"

"Ikimas  "ir", disse Alyss a Evanlyn em um tom baixo. Evanlyn sentiu uma pequena onda de triunfo. "Hai!", Disse ela. "Evanlyn, Alyss, Kona... Nimatsu-san ikimas. 
"O Verbo deve vir por ltimo," Alyss murmurou. Evanlyn fez um gesto de desprezo. "Quem se importa? Ele entendeu." Kona considerou o pedido por algum tempo, inclinando-se 
para frente pensativo. Em seguida, ele pareceu chegar a uma deciso. "Hai!" Disse enfaticamente. "Nimatsu-san ikimas. Ele se levantou bruscamente e andou ao longo 
da praia a passos largos para a linha das rvores. Ele parou subitamente, olhando para as duas meninas que tinham sido apanhadas de surpresa pelo seu sbito gesto. 
Ele estendeu a mo para elas, os dedos para baixo, e fez um movimento enxotando-as. "Ikimashou!" Disse. Evanlyn, j se levantando, parou indecisa. "O que ele est 
fazendo? Ele est acenando para ns. Ele no concordou em nos levar?" Mas Alyss tinha visto aquele gesto vrias vezes antes, no acampamento Kikori. " como o Nihon-Jin 
acenou para voc tambm", disse ela. "Ikimashou significa `vamos l'". "Ento o que estamos esperando?" Evanlyn disse, correndo para agarrar a sua mochila e a espada. 
"Vamos ikimashou agora mesmo." Alyss estava fazendo a mesma coisa. "Voc no precisa dizer `vamos ikimashou'", disse ela. "A palavra `vamos' j est inclusa no verbo. 
"Grande coisa", disse Evanlyn. Ela estava se sentindo muito satisfeita consigo. Afinal Alyss era a lingista. Mas Evanlyn tinha conseguido se comunicar com o enorme 
Hasanu. "Voc vem ou o qu?" Jogou a mochila por cima do ombro, enquanto marchava rapidamente ao longo da praia em direo a Kona.

43
Liderar os cem homens de hyaku pela estreita passagem abaixo, foi um exerccio interessante de logstica e trabalho em equipe. Horace tinha decidido que era demasiado 
arriscado, os lutadores atravessarem o caminho ngreme e rochoso, sobrecarregado por dardos, escudos e armaduras. Assim, quando a avaliao da parada com Shigeru 
foi concluda, ele marchou com os homens para o incio da passagem secreta e eles organizaram seus escudos e lanas em pilhas de cinco. Os Kikori que no foram selecionados 
para participar da luta, agora atuariam como carregadores, ajudados pelo sempre presente Mikeru e um grupo de seus jovens amigos. Eles amarraram cinco lanas juntas, 
atribuindo a um homem carregar uma dessas cargas em suas costas. Os escudos foram igualmente empilhados e amarrados, e dois homens pegaram cada um, um pacote de 
cinco escudos, levando-os como se fossem macas. O restante dos homens se espalhou ao longo da coluna, para ajudar os carregadores de armas nos lugares mais difceis, 
ou para substitu-los quando se cansarem. Mikeru e seus amigos correram  frente a passos firmes e decididos como cabras da montanha, colocando tochas para iluminar 
os lugares mais difceis da trilha. Finalmente, os lutadores carregando apenas suas facas e armaduras, faziam seu caminho no estreito desfiladeiro em uma longa fila. 
Meia hora antes do amanhecer, Goju Kuma e Goju Taka, alcanaram o final da passagem secreta. Eles estavam armados e totalmente equipados e tinham feito a viagem 
sem problemas. Por outro lado entre os carregadores, havia uma dzia de tornozelos torcidos e outras leses menores. Horace se aproximou

do local onde Will, Halt e Shigeru, observavam os homens emergindo e tranquilamente entrando em formao. "Estamos prontos para prosseguir", disse ele. Will gesticulava 
para o enorme penhasco, vrias centenas de metros de distncia, que obscurecia qualquer viso do acampamento Senshi. "Vamos primeiro dar uma olhada no inimigo", 
disse ele. "Fique de olho no Imperador", acrescentou a Horace. Ele no queria que Shigeru vagueasse muito longe e ficasse se expondo, antes deles terem uma boa idia 
das condies do acampamento do inimigo. Ento ele e Halt saram silenciosamente, mantendo-se perto da encosta do penhasco. Eles chegaram ao final do penhasco e 
fizeram uma curva, saindo de vista. Horace olhou para o Imperador. Shigeru parecia calmo, mas tinha a mo direita fortemente pressionada no cabo de sua katana. Horace 
deu um sorriso encorajador. "O que fazemos agora?" Shigeru perguntou. "Vamos esperar", respondeu Horace. Will e Halt deslizaram ao redor do afloramento rochoso, 
em seguida, escalaram um pouco at um planalto, para ter uma viso melhor da situao. Eles tinham enviado Mikeru para vigiar, iria ficar a noite toda de olho no 
acampamento, e qualquer movimento dos Senshi, reforos ou qualquer outra alterao, enviaria rapidamente uma mensagem. Nenhuma mensagem chegou, mas neste caso Will 
preferia confiar em seus prprios olhos. Essa foi  maneira que Halt o havia ensinado. O campo se estendia na frente dele, enquanto observava de um mirante bem alto. 
As tendas foram armadas aleatoriamente, em uma grande massa amorfa. Os poucos sentinelas podiam ser vistos caminhando desanimados em torno do permetro exterior. 
Naquele momento que os dois Arqueiros os observavam, e os sentinelas no pareciam levantar os olhos do solo congelado  frente dos seus ps. Eles estavam preocupados 
em ficar abaixados dentro de suas capas, para conservar o mximo de calor, tanto quanto possvel. O cu lentamente foi clareando e Will e Halt, puderam ver mais 
detalhes. No centro do acampamento, ficava uma barraca maior e mais ornamentada. Dois homens montavam guarda do lado de fora e estandartes estavam fincados na entrada, 
balanando ao vento. "Voc pode ver o estandarte no centro?" Halt perguntou. Havia um braso na bandeira central. Os outros mostravam caracteres escritos em Nihon-Jan. 
Will protegeu os olhos para tentar ver mais detalhes. "Um boi, eu acho", disse ele. "Um boi verde". "Isso no significa coisa nenhuma para ns", respondeu Halt. 
"Embora Shigeru deva saber o que ." Will olhou para ele. "Isso  importante?" " sempre importante saber o que voc est enfrentando," Halt disse calmamente.

Ele analisou o terreno entre eles e o acampamento Senshi. A maior parte era solo comum, mas havia um ponto coberto de pedras cadas. Alm das pedras, a leste, a 
terra de uma parte do penhasco havia desmoronado.  frente deles, ao sul, a plancie inclinava para baixo at as tendas. "Essa  a nossa posio", disse ele, indicando 
a Will. "Esse terreno acidentado dar ao nosso flanco esquerdo alguma proteo, e os Senshi estaro atacando de baixo para cima. "A colina no  muito ngreme", 
Will observou. "Ns vamos aproveitar qualquer vantagem que estiver ao nosso alcance," Halt disse a ele. "Agora, vamos voltar e comear a festa." Eles voltaram para 
seus companheiros e organizaram um rpido conselho de guerra. Will descreveu o cho acidentado do lado esquerdo. "Vamos comear por l", disse ele. "Ento vamos 
avanar em linha. Coloque os homens em duas fileiras, teremos uma ampla frente. Selethen colocar seus homens  direita da goju de Horace, cerca de dez metros para 
trs. Dessa forma, quando o inimigo tentar vir por trs do seu flanco direito, voc pode avanar e bater-lhes por trs. Horace, quando eles fizerem isso, lembre-se 
do plano que traamos ontem  noite." "Eu sei. Fecho o cerco com a minha segunda linha," disse Horace. "Voc sabe, eu j fiz isso antes." "Desculpe", disse Will. 
"Mais tarde vou ensinar o padre a rezar." Os dois velhos amigos sorriram um para o outro. Shigeru e Selethen pareciam um pouco confusos. "Por que o padre quer aprender 
a rezar?" Shigeru perguntou. O guerreiro Arridi encolheu os ombros. "Eu no tenho a mnima idia." Olhou para Halt, mas o Arqueiro acenou afastando o assunto. " 
uma longa histria", disse ele. "Eu te conto mais tarde." "Ah, Shigeru," Will disse lembrando um detalhe. "O comandante inimigo tem um boi verde no seu estandarte. 
Significa algo para voc?" O Imperador assentiu. " o General Todoki. Ele  um dos mais ardentes defensores da Arisaka. Foram seus homens que atacaram a fortificao. 
Ele estar ansioso para vingar essa derrota." "Bom", disse Halt. "Isso significa que provavelmente iro agir sem pensar. Combater um inimigo que est com raiva, 
 muito bom." "Vamos comear!" Will disse, e os cinco apertaram as mos, em seguida, saram para as suas posies. Em uma palavra de comando, os homens das duas 
goju que estavam descansando no cho, pularam rapidamente sobre seus ps. Formaram trs filas, e com movimentos

ritmados pegaram suas armas e equipamentos, cadenciados pelo barulho da batida de seus ps. Eles rodearam a colina e avistaram o inimigo. Quando os dois gojus atingiram 
as suas posies, Halt, Will e Shigeru, desviaram para uma pequena colina, de onde poderiam observar a batalha. Eles estavam um pouco atrs das fileiras Kikori. 
Moka, o guarda costas snior de Shigeru, queria acompanh-lo, mas ele se recusou. "Eu quero que os Kikori saibam que tenho total confiana neles", disse ele. Moka 
permaneceu com dez Senshi na entrada da passagem secreta de Mikeru. Se o pior viesse a acontecer, seria sua tarefa bloquear a passagem dos homens de Arisaka, enquanto 
Kikori poderia escapar pela passagem secreta. Os gojus estavam posicionados, formando-se em duas fileiras longas com 25 homens cada. Cada homem da segunda fileira 
carregava duas lanas. A primeira fileira estava armada s com espadas e facas. Todos eles naturalmente carregavam macios escudos no brao esquerdo. Surpreendentemente, 
no houve reao do acampamento inimigo. Nenhuma das preguiosas sentinelas pareciam ter notado que cem homens armados, de repente apareceram h apenas cento e cinqenta 
metros de distncia. Halt balanou a cabea em desgosto. "Eu achei que isso podia acontecer", disse ele. Ele pegou uma flecha com ponto de fogo que tinha preparado 
na noite anterior  panos embebidos em leo estavam enrolados na ponta da flecha. "Acenda Will." O Arqueiro mais jovem pegou sua faca e uma pedra, e rapidamente 
as friccionou, pondo fogo no pano embebido em leo. Halt esperou at ter certeza que a chama estava bem firme. Ento, ele olhou para o campo inimigo, levantou seu 
arco quase quarenta e cinco graus, puxou a corda e a soltou. A flecha em chamas deixou um rastro fino de fumaa preta por trs dela, enquanto subia para o cu nublado 
da manh. Eles a perderam de vista quando comeou a descer de seu vo. Ento, Will viu um brilho -- uma lngua de fogo subiu da tenda ornada de Todoki. Depois de 
alguns segundos, todo o telhado do pavilho que estava untado com leo para torn-lo impermevel, pegou fogo. Podiam-se ouvir mensagens vindas do acampamento, vrios 
homens correram para fora da tenda, um caiu no meio do caminho. "Eu receio que voc tenha deixado Todoki-san muito irritado, Halto-san", disse Shigeru. Halt sorriu 
amargamente. "Essa era a idia." Ele olhou para Will e assentiu. O jovem Arqueiro encheu seus pulmes e gritou na direo de Horace. "Horace! V!" Horace desembainhou 
a espada e levantou-a no ar. Selethen fez o mesmo. Houve um barulho ruidoso, enquanto escudos pesados eram levantados do cho rochoso. Ento, com uma palavra de 
Horace, todos os cinqenta Kikoris berraram juntos. "Issho ni!"

Os homens de Selethen ecoaram em um nico grito. "Issho ni!" Ento todos os cem homens comearam a entoar seu grito de guerra, ao mesmo tempo cadenciando com a marcha, 
enquanto avanavam pela plancie em direo ao acampamento dos Senshi. Horace e Selethen pararam aps vinte passos, mas o grito de guerra continuou ecoando na plancie. 
Os homens de Todoki, despertados pelo fogo repentino na tenda do comandante, estavam agora totalmente preparados. O alarme inicial ao repentino som do grito de guerra 
Kikori, e o som de suas botas marchando furiosamente, os fez perceber que estavam sendo atacados pelos humildes Kikori  camponeses que desprezavam e no tinham 
o direito de levantar armas contra seus superiores. Armando-se, os Senshi de Todoki comearam a fluir pelo campo em uma massa no-coordenada, apressando-se para 
atacar esses tolos presunosos. Eles formaram uma linha esfarrapada, enquanto corriam na direo dos Kikoris que os esperavam. Em seguida, Horace deu uma ordem e 
um apito estridente soou entre os dois gojus que esperavam. Com um estrondo, os escudos de cada linha de frente foram apresentados e voltados para o inimigo  Os 
guerreiros Senshi se viram confrontados por um muro aparentemente slido, de madeira e ferro. Dois rpidos apitos soaram e a parede de escudos comeou a caminhar 
na direo dos Senshi. Isso foi um insulto que no podia ser suportado! O lder Senshi atirou-se contra a parede de escudos, procurando um inimigo para lutar. Mas 
os Kikori estavam escondidos por trs dos enormes escudos. Furioso, o primeiro Senshi atacou com sua katana, fazendo amplos movimentos para tentar acerta os Kikori 
por cima. Porm, as bordas superiores dos escudos foram reforadas com ferro. A espada encravava no ferro, mas, com o apoio da dura madeira por baixo, o escudo resistia, 
parando o movimento assassino. Alguns Senshis lutavam para libertar suas espada do escudo. Mas agora surgiu um novo perigo. Os Kikori no paravam de avanar, e os 
homens na segunda fila ajudavam com o peso de seus corpos, empurrando os Senshis para frente. Os escudos se chocaram contra os Senshi, fazendo-os cambalear. Em alguns 
casos, eles no conseguiram mais segurar o punho da katana, deixando-as fincadas nos escudos. Agora, aqueles que estavam brigando bem de perto, puderam ver relances 
do inimigo atravs das aberturas por entre os escudos. Vrios tentaram estocar pelas brechas, mas quando a lmina passava, os Kikori batiam um escudo contra o outro, 
prendendo a espada e torcendo-a da mo de seu dono. Instintivamente, alguns Senshis abaixavam para recuperar a sua arma cada, s para depois perceber o seu erro. 
Curtas lminas afiadas de ferro comearam a esfaquear por entre as aberturas, espetando braos, pernas, rgos, visando s aberturas nas armaduras dos Senshi. Um 
guerreiro Senshi levantou sua espada, para dar um poderoso golpe no guerreiro Kikori  sua esquerda, exposto por uma momentnea lacuna na parede de escudos. Mas, 
quando ele fez isso, ele sentiu uma sbita e enorme dor debaixo do brao, quando uma lmina o acertou, desferida por um Kikori na sua direita  no visto at agora. 
Sua katana caiu de sua mo e desabou de joelhos, enquanto soava em seus ouvidos o grito de guerra Senshi. "Issho ni!"

Foi  ltima coisa que muitos dos Senshi ouviram naquele dia. Horace e Selethen, com espadas prontas, moveram-se entre as duas fileiras, procurando alguma fraqueza 
que precisasse de interveno. Mas eles no encontraram nada. Os Kikori se exercitaram e treinaram por semanas, e com o seu imperador de olho neles, tornaram-se 
uma mquina de matar. Uma mquina que esfaqueava, cortava e esmagava, empurrando os Senshis, em movimentos perfeitamente coordenados de destruio. Alguns Senshis 
conseguiram fazer algumas vtimas. Eles estocavam fortemente os escudos e em alguns casos os trespassando fazendo sua vtima. Mas poucos deles viveram para comemorar 
o fato. O ato de estender os braos acima do escudo deixou-os criticamente expostos, tornando-se alvos dos Kikori. A maior parte encontrou-se constrangido e foi 
forado a voltar, sem espao suficiente para empunhar suas longas espadas com eficcia, e mostrar s desconcertantes seqncias de golpes que tinham aprendido e 
praticado desde a infncia. E enquanto isso, eles eram esbofeteados pelos escudos, enquanto as lminas de ferro cintilavam de dentro para fora como serpentes. As 
espadas no paravam de esfaquear, cortar, ferir e matar. Os homens de Todoki, nunca tinham experimentado uma batalha como essa antes. Um Senshi estava acostumado 
a encontrar um inimigo no campo de batalha, envolvendo-se em um nico combate, ganhando ou perdendo. Mas no havia indivduos para enfrent-los -- apenas uma parede 
impessoal de escudos, que os pressionava como uma fortaleza mvel. Confusos e desiludido, sem saber como combater a fora inexorvel diante deles, vendo seus companheiros 
cados, mortos ou feridos  os ltimos logo sendo despachados pela segunda linha de Kikoris - eles fizeram o que qualquer homem sensato faria. Eles se viraram e 
correram.

44
"Lamento dizer que sou incapaz de ajudar vocs," Lord Nimatsu disse a Evanlyn. Eles estavam sentados na sala de audincia do castelo dele. O castelo em si era uma 
vasta construo de madeira de quatro andares, localizado no topo de uma colina proeminente e cercado por um profundo fosso. Cada andar era posto atrs do que vinha 
embaixo, criando uma srie de terraos que serviriam de confortveis reas de recreao num clima bom e posies defensivas no caso de um ataque. O teto era construdo 
com telhas azuis. Era de uma altura rasa, e os cantos se elevavam num estilo extico que era desconhecido s duas garotas, embora fossem bastante comuns em construes 
de Nihon-Jin. A sala era espartana a seu carter. Eles se sentavam em grandes almofadas no cho polido de madeira, em volta de uma baixa mesa de madeira escura onde 
os servos de Nimatsu serviram ch e uma refeio simples. Vrios estandartes altos estavam pendurados nas paredes, cada um escrito em caracteres na lngua de Nihon-Jin. 
Eram bonitas apesar da simplicidade em forma, Alyss pensou. A recepo delas no castelo de Nimatsu foi graciosa. Ele as deixou bem-vindas, reconhecendo o anel que 
Shigeru dera a Evanlyn, e ofereceu hospitalidade. As garotas haviam tomado banho, deleitando-se na gua quente depois da longa jornada fria

atravessando o lago e mais um dia gasto caminhando at o castelo de Nimatsu. Elas encontraram roupas limpas esperando-as quando saram do banho; incluindo os robes 
externos e envoltos favorecidos pelo povo de Nihon-Jin. Elas se vestiram e ento se juntaram ao senhor do castelo para uma refeio. Evanlyn explicou o motivo da 
visita e imps o pedido de Shigeru por ajuda para Nimatsu. Lorde Hasanu considerou as palavras por alguns minutos em silncio. Ele era um homem magro que parecia 
ter uns cinquenta anos. Sua cabea era completamente raspada e ele no tinha barba ou bigode. Seus ossos malares eram grandes e proeminentes, os olhos calmos e profundos. 
Ele encontrou o olhar das visitas antes sem nenhum senso de embarao ou decepo. Mas agora ele recusara o pedido de Shigeru por ajuda. As duas garotas trocaram 
um olhar. Evanlyn, que foi quem mais falou at agora, pareceu um pouco confusa pela recusa inesperada. Afinal de contas, Nimatsu fizera questo, durante toda a refeio, 
de ressaltar como ele respeitava o Imperador e como sua lealdade era profunda ao homem e ao seu escritrio. Ela assentiu levemente para Alyss, pedindo para que ela 
liderasse o debate enquanto ela, Evanlyn, tomava tempo para pensar e planejar o prximo movimento. "Lord Nimatsu", Alyss comeou e os olhos escuros viraram para 
ela. Alyss achou que conseguia detectar um trao de tristeza neles. Se isso era relacionado  sua recusa, talvez ela pudesse aproveit-la como uma alavanca para 
faz-lo mudar de idia. Ela falou com cuidado, escolhendo as palavras para que no houvesse alguma insinuao de desrespeito  posio dele. "Voc  um sdito leal 
ao Imperador", ela disse. Era uma frase, mas fora posta de forma que ele devesse respond-la. Ele assentiu. "Exatamente." "E o seu povo  leal a voc -- e ao Imperador?". 
Mais uma vez ele assentiu, inclinando-se um pouco  frente ao faz-lo. "Certamente voc no tem respeito ao general Arisaka", ela disse e ele sacudiu a cabea imediatamente. 
"Eu considero Arisaka um traidor e um quebrador de promessas", ele disse. "E como tal, ele  uma abominao." Alyss estendeu os braos em choque. "Ento eu no consigo 
entender o porqu de voc recusar-se a ajudar lorde Shigeru," ela disse. Talvez, pensou, ela pudesse ter posicionado aquilo em termos mais diplomticos. Mas sentiu 
que era hora para falar com franqueza.

"Perdoe-me", Nimatsu disse. " claro que oferecerei minha ajuda a Lorde Shigeru". "Apenas me expressei mal. Jurei auxili-lo e assim farei." Franzindo a testa, Evanlyn 
tentou interromper. "Ento..." Nimatsu alou uma mo para par-la enquanto continuava. "Mas temo que o povo hasanu no ir." "Eles no lhe seguiro? Voc no ir 
ordenar a eles?" Perguntou Alyss. Ele pousou o olhar calmo sobre ela de novo. "Eu no os ordenarei porque no irei coloc-los na posio de se recusarem a obedecer 
a uma ordem do lorde legtimo deles. Fazer tal coisa causaria uma enorme vergonha neles". "Mas se voc orden-los, eles devem..." Evanlyn interrompeu-se. A frustrao 
estava muito bvia na sua voz e ela lutou para control-la, sabendo que demonstrar raiva no serviria em nada  causa. Como princesa, ela estava acostumada a impor 
ordens e t-las obedecidas de imediato. Ela no conseguia imaginar o motivo pelo qual Nimatsu estava relutante em fazer o mesmo. Alyss, mais acostumada  natureza 
oblqua da corts negociao diplomtica, pensou que havia enxergado um cintilar de esperana. A recusa de Nimatsu era relutante. Ele obviamente preferiria ajud-los, 
mas por algum motivo, no podia. "Lorde Nimatsu, pode dizer-nos por que voc no pode pedir ao povo hasanu para ajudar o Imperador?" Ela perguntou. Escolheu "no 
pode" deliberadamente. Causava menos confronto do que "no ir" e ela sentiu que havia mais coisas nisso do que apenas uma recusa teimosa de ajuda. Havia algo o 
prevenindo de fazer isso. Ele olhou de volta para Alyss e seus olhos a disseram a suposio dela era correta. "Os hasanu esto com medo", ele disse simplesmente. 
Alyss se insinuou para trs em surpresa. "De Arisaka?". Ele sacudiu a cabea. "Para viajar at Ran-Koshi, teramos que primeiro passar pela Floresta de Uto," ele 
disse. "Os hasanu acreditam que h um esprito maligno solto nesta floresta." "Um esprito maligno?" Perguntou Evanlyn. Lord Nimatsu inclinou a cabea brevemente 
em desculpas a elas. As garotas sentiram que esse assunto era doloroso. Ele no tinha nenhuma vontade de entregar os seus simples seguidores  zombaria de estranhos. 
A ele pareceu chegar a uma deciso.

"Um demnio", ele disse. "Eles acreditam que um demnio maligno vaga pela Floresta de Uto e no ousaram em colocar um p l dentro." "Mas isso  superstio!" Evanlyn 
disse. "Certamente voc no ir..." Alyss colocou uma mo restringente no brao dela. No havia nada a ser ganho forando um argumento com Nimatsu. Ele notou o gesto, 
registrando o jeito que Evanlyn forou-se a interromper o veemente protesto. "Essa  uma superstio que j matou dezessete das minhas pessoas," ele disse com simplicidade. 
Evanlyn foi completamente pega de surpresa. Os hasanu podiam ser tmidos para com estranhos. Mas eles eram imensos e de estatura poderosa e a reputao deles dizia 
que eram lutadores ferozes. O que possivelmente teria matado tantos deles? "Voc acredita neste demnio, senhor?" Perguntou Alyss. De novo, aqueles calmos olhos 
encontraram os dela. "Acredito que h algum predador terrvel vivendo livremente na floresta," ele disse. "Um demnio? No. Acho que no. Mas isso no  importante. 
Os hasanu acreditam em demnios e eles acreditam que h um deles na floresta. Eles no iro atravess-la. E no irei ordenar que atravessem. No vejo sentido nenhum 
em dar uma ordem que sei que ser recusada. Essa recusa envergonhara a mim e aos hasanu igualmente." "H algo que possamos fazer?" Perguntou Evanlyn. Ele deu de 
ombros. "No posso pensar em nada que vocs possam fazer para persuadilos." Alyss respirou fundo, depois ajeitou os ombros. "E se matarmos o demnio?"

45
General Todoki observou primeiro em descrena, depois em fria elevante, enquanto seus homens corriam em retirada. Inicialmente eram poucos, mas, conforme paravam 
e fugiam, a maioria dos colegas os seguiu, tentando se distanciar o mximo possvel da muralha terrvel e impessoal de escudos e lminas se arremessando. Todoki, 
cercado por meia dzia de oficiais seniores, correu para intercept-los. Ele puxou a espada enquanto corria, gritando ordens para os Senshi que fugiam. "Covardes! 
Covardes! Virem-se e encarem o inimigo! Eles so camponeses! Virem-se e encarem-nos!" Os homens mais prximos a ele pararam com a retirada apressada. Mas eles no 
fizeram meno de virar na direo dos dois gojus, que agora estavam em silncio. Seus oficiais se moviam entre os guerreiros envergonhados, girando-os com empurres 
para que encarassem os Kikori, gritando insultos e ameaas, golpeando-os com punhos ou com a parte plana de suas espadas. Um homem firmemente virou-se de costas 
ao inimigo. Todoki ficou na frente dele, os rostos h poucos centmetros de distncia, e gritou com ele, cuspindo na cara do outro homem. "Covarde! Desertor! Eles 
so camponeses! Voc  um Senshi! Vire-se e lute!" O homem levantou os olhos para encontrar os do general. Havia vergonha ali, Todoki viu, mas tambm confuso e 
medo. "Senhor," ele disse, "eles mataram Ito e Yoki bem ao meu lado."

"Ento volte e vingue a morte de seus colegas!" Tomado pela raiva, Todoki estapeou o homem forte no rosto. Um pingo de sangue desceu correndo pelo canto da boca 
do guerreiro, mas ele no fez meno de se virar. "Mate eles!" Berrou Todoki. "Mate cinco deles para cada colega seu morto! Volte e lute seu covarde! Mostre-os que 
eles no podem se opor aos Senshi!" O que era tudo fcil em princpio. Mas esses homens acabaram de ver em primeira mo que os Kikori, a classe despojada de camponeses, 
podiam de fato se opor aos Senshi -- e at mat-los. Trinta e cinco colegas deles estavam deitados mortos no cho do campo de batalha para provar isso. "Senhor," 
disse o guerreiro, "como eu posso matar o que no consigo ver?" Ciente de que os olhos dos outros Senshi estavam sobre eles, Todoki sentiu uma fria esmagadora crescendo 
dentro dele. Aqueles homens haviam envergonhado-o por causa de seu comportamento covarde. Agora esse outro covarde insolente ousava bater boca com ele! Uma rebelio 
assim podia ser infecciosa, ele percebeu. Basta deixar um homem recusar uma ordem e os outros fariam o mesmo. Sua espada lampejou um borro de luz refletida, acertando 
o homem no espao entre o elmo e o peitoral. Com um grito assustado e sufocado, o Senshi cambaleou e caiu. Todoki pisou sobre o corpo do homem e encarou os outros 
Senshi, que recuaram diante dele. Ele gesticulou com a lmina da espada agora avermelhada na direo das linhas silenciosas dos Kikori. "Aquele  o inimigo! Vo 
ao ataque! Lutem com eles. Matem eles!" O medo imediato da espada e a disciplina arraigada na qual eles cresceram provou ser mais forte do que o medo deles dos gojus 
Kikori. Impelidos e torturados pelos oficiais de Todoki, os homens viraram para encarar o inimigo. Eles viraram relutantes, mas viraram. Will, observando de seu 
ponto de vantagem, viu o general reunindo as tropas. Ele ficou tentado a dar um tiro no general, mas Todoki estava cercado por dzias de figuras amontoadas e acert-lo 
seria uma questo de sorte. Melhor no gastar o elemento surpresa com um tiro vago, ele pensou.  hora chegaria. Ele suspeitou que algo assim pudesse agora acontecer, 
e agora era  hora de colocar a segunda parte de seu plano em ao -- pegar os Senshi de surpresa com outra ttica inesperada. Ele ps os dedos na boca e emitiu 
dois curtos assobios perfurantes. Selethen e Horace ouviram o sinal. Horace deu a ordem para os gojus. "Meia volta. O dobro do tempo  frente!" Os Kikori giraram 
nos calcanhares, depois comearam a caminhar de volta  posio inicial, os ps apunhalando o cho em sincronia perfeita. "Alto!" Gritou Horace e as quatro linhas 
de homens pararam. "Meia volta!"

Novamente, a preciso maqunica mostrou-se, com cada homem se movendo em perfeito unssono. General Todoki observou o movimento e gritou em encorajamento aos guerreiros 
relutantes. "Esto vendo? Eles esto recuando! Eles no lhes daro outra chance melhor!". "Ataquem!". Os homens no tinham tanta certeza. Eles viram a volta precisa 
e coordenada dos Kikori enquanto eles se retiravam. No havia nenhum sinal de pnico ou derrota ali. Os mais astutos entre os guerreiros deles perceberam que o inimigo 
simplesmente se retirara para uma posio melhor de defesa -- e eles fizeram isso com grande eficincia e velocidade. Todoki podia ver a dvida. Ele olhou loucamente 
em volta e, pela primeira vez, notou o grupo de trs homens numa pequena elevao atrs das linhas Kikori. Ele fitou-os por um momento, no acreditando no que via. 
Havia trs homens de p observando. Dois deles eram formas vagas e indistintas, de algum jeito confundindo o olhar enquanto ele tentava distingui-los com mais clareza. 
Mas a terceira figura, vestida em armadura completa Senshi, era inconfundvel. Era o Imperador. Ele chamou os oficiais com um grito e eles foram ao encontro de Todoki. 
Ele apontou a espada para a figura distante. " Shigeru," ele disse. "Peguem seus arcos. Se matarmos ele, ento ataquem e os Kikori vo se romper diante de ns." 
Os quatro oficiais correram de volta s fileiras de barracas e retornaram alguns minutos depois carregando seus pesados arcos recurvos. Era da natureza de nobres 
Senshi treinarem como arqueiros. Agora, Todoki apontou para Shigeru uma vez mais e ordenou que atirassem. "Que est acontecendo?" Perguntou Halt enquanto observava 
o pequeno grupo se dividir e correr de volta ao acampamento. Era difcil distinguir o que estavam carregando quando voltaram, mas, enquanto se preparavam para atirar, 
as aes eram inconfundveis. Ele e Will desamarraram seus arcos. Will viu o primeiro oficial Senshi atirar e instantaneamente soube onde ele mirou. "Eles localizaram 
Shigeru!" Ele estava prestes a girar e jogar Shigeru ao cho, mas enquanto fazia isso, seu olhar captou o tremeluzir de movimento e ele girou de volta. Quando lhe 
foi perguntado mais tarde sobre o que ele fez em seguida, Will no pde explicar como conseguiu. Nem pde repetir a proeza. Ele agiu totalmente por instinto, num 
remendo inacreditvel de coordenao entre mos e olhos. Enquanto a flecha Senshi descia, rumando na direo de Shigeru, Will adejou o arco para ela, pegou-a e tirou-a 
de seu curso. A ponta do arco acertou o cho duro de rocha com um rudo e a flecha escorregou pelo cho, se afastando. At Halt levou um segundo para se surpreender. 
"Meu deus!" Ele disse. "Como voc fez isso?" Ento, percebendo que no havia tempo para conversa, ele atirou no arqueiro Senshi.

Todoki viu o primeiro tiro a caminho. Ele estava triunfante. Seus quatro tenentes eram atiradores excelentes. Shigeru no tinha chances de sobrevivncia contra uma 
saraivada de flechas atiradas por eles. Ento ele ouviu um impacto surdo e o homem que atirara a primeira flecha cambaleou, depois caiu. Uma flecha de haste preta 
viera de lugar nenhum e acertara-o, atravessando o peitoral de couro. Quando Todoki se inclinou na direo dele, dois de seus outros oficiais gritaram e caram. 
O restante no se moveu mais, atravessado por uma flecha cinza. O outro agarrou fracamente uma haste preta no ombro, gemendo em dor. O quarto arqueiro encontrou 
o olhar de Todoki e o general viu medo ali. Trs de seus homens foram abatidos em segundos, e eles no tinham idia de onde as flechas vieram. Mesmo quando o homem 
abriu a boca para falar, outra flecha de haste cinza veio cortando o ar pelo cu. Ele cambaleou sob o impacto, agarrando fracamente a haste, depois caiu mortalmente 
ferido. Todoki ficou momentaneamente aturdido. Ele olhou de volta para onde Shigeru estivera e percebeu que as duas formas vagas em cada lado dele, mascaradas por 
indistintas capas verde e cinza, deviam ter atirado. Ele olhou para o arco cado no cho ao seu lado e instintivamente soube que se o pegasse, ele estaria morto 
em segundos. Ele se agachou, gesticulando para um grupo prximo de Senshi. "Venham at mim! Circulem-me!" Eles estavam relutantes. Viram os destinos dos quatro oficiais 
seniores. Mas anos de disciplina os reclamou e os homens se agruparam em torno do general. Todoki tinha uma altura menor do que a altura mdia do povo de Nihon-Jin, 
e os guerreiros formaram um crculo eficaz. Mas antes que ele pudesse sentir qualquer senso de alvio, ele ouviu um grito alto vindo das foras Kikori. "Okubyomono!" 
A palavra, emanando de quase cem gargantas, carregou-se claramente atravs do cho at eles. Ento ela foi emanada outra vez, repetidas vezes, como um canto elevante, 
gritado em menosprezo pelos Kikori. "Okubyomono! Okubyomono! Okubyomono!" Covardes! Covardes! Covardes! Os Senshi se agitaram inconfortveis conforme o canto contnuo 
se seguia. Todoki viu a oportunidade perfeita. Os homens podiam no responder s suas ameaas, mas o insulto desses seres inferiores devia impeli-los ao ataque. 
O inimigo cometeu um erro, ele pensou. "Ataquem!" Berrou ele, a voz falhando. "Ataquem eles! Matem eles!" Seus homens correram para frente, rumando ao grupo mais 
prximo dos inimigos. Horace observou-os chegando, depois gritou uma ordem. "Levantar escudos!" Os pesados escudos eram pesados demais para serem levantados constantemente.

Quando pararam, os Kikori descansaram seu peso no cho ao seu lado. Agora, eles levantaram em crculo  frente, batendo os escudos juntos para formar uma muralha 
slida. Alguns segundos depois, o goju de Selethen fez o mesmo. "Fileiras traseiras! Recuar!" Horace gritou, e a fileira traseira de cada goju recuou um passo. Cada 
homem ainda tinha duas lanas. "Preparar lanas!" Gritou Horace. Quando receberam a ordem, cada homem abaixou um dos pesados projteis no cho ao lado dele e preparou 
o outro. Cinqenta pernas direitas deram um passo para trs, cinqenta braos direitos se estenderam para trs, cada um segurando uma lana no ponto de equilbrio, 
as pontas mortais de ferro virados para cima. Horace esperou at os Senshi se aproximarem a mais ou menos trinta metros de distncia. Eles no viram sinais de movimento 
da segunda fileira. Estavam escondidos atrs das muralhas de escudos. "Lanar!" Gritou Horace, e cinqenta lanas se elevaram e depois desceram suas pontas viradas 
para baixo, e acertaram a massa de Senshi avanando. O efeito foi devastador. Homens caram por toda a linha Senshi conforme os pesados projteis acertavam-os. Ento, 
enquanto a linha se paralisava e hesitava aterrorizada pela chuva inesperada e mortal de madeira e ferro, uma segunda saraivada golpeou-os. Homens cambalearam sob 
o impacto. Pelo menos trinta atacantes foram acertados e estavam mortos ou feridos. Mas ento outro comando ressoou e novamente os Senshi ouviram aquele grito de 
guerra temido: "Issho ni! Issho ni!" A muralha de escudos voou na direo deles e as lminas esfaqueantes e mortais comearam novamente. Alguns dos Senshi tentaram 
perfurar os escudos, sabendo que um golpe cortante seria intil. Mas Horace previra aquela ttica e tinha uma prpria. "Kam!" Ele gritou, e a segunda fileira, que 
se fechara mais uma vez aps lanar a segunda saraivada de lanas, levantou os escudos para formar a formao tartaruga, bloqueando os ataques descendentes, fechando 
a fileira frontal numa carapaa quase impenetrvel. E agora as punhaladas, impulsos e mortes recomearam enquanto as curtas lminas assassinas se projetavam da muralha 
de escudos. Alguns dos Senshi, percebendo que ainda excediam em nmeros dos homens do goju de Horace, comearam a fluir em volta do flanco direito, esperando peg-los 
na traseira ou na lateral. Quando Horace viu aquilo acontecer, ele gritou outra ordem. "Descer kam! Porto!" E numa evoluo suavemente treinada, a segunda fileira 
abaixou os escudos levantados e virou para encarar a direita, movendo-se suavemente para formar outra linha nos ngulos direitos  fileira frontal, encarando a nova 
direo de ataque. Foi a manobra que Will e Horace discutiram, fechando o porto. E vista de cima, aquilo era precisamente como devia parecer.

Os Senshi que tentaram flanquear os homens de Horace agora se encontraram encarando outra muralha slida de madeira e ferro. Eles acertaram a muralha sem eficcia 
e perceberam, tarde demais, que se deixaram abertos a outro perigo. Agora era a vez de Selethen. Seu goju, em duas fileiras, voltou-se num movimento giratrio pela 
esquerda, depois avanou num empurro para cair na retaguarda dos Senshi que atacavam a segunda fileira re-transferida de Horace. Pegos entre martelo e bigorna, 
havia poucas esperanas para os Senshi. Confusos, desnorteados, encarando um novo inimigo e uma forma de batalha totalmente diferente  qual estavam acostumados, 
eles viraram e correram pela segunda vez naquele dia. Passaram correndo pelo acampamento, rumando em pnico para o acampamento distante onde o exrcito principal 
de Arisaka ainda no estava ciente do que acabara de acontecer. S agora havia lamentosamente poucos deles correndo. A vasta maioria permaneceu no campo de batalha, 
imvel. Com uma exceo. Uma figura grande permaneceu vestida de armadura adornada e cara de couro -- armadura que carregava o smbolo de um boi verde. Enlouquecido 
com raiva e vergonha, Todoki emergiu de trs da massa de guerreiros que o cercaram. Sozinho agora, ele avanou nas fileiras silenciosas de Kikori. Ele pde ver uma 
figura alta entre eles e lembrou-se das histrias do guerreiro gaijin que se tornara amigo de Shigeru. Ele se levantou agora e gritava insultos e ofensas  figura, 
que lentamente avanou, saindo das fileiras do goju. O entendimento de Horace da lngua de Nihon-Jin no era uma das melhores para entender os insultos que a raiva 
torturada de Todoki estava evocando, mas o significado era bvio. "Isso no parece nada bom," ele disse discretamente para si mesmo enquanto um grito de xingamentos 
era lanado at ele. "Horace!" Will chamou de seu ponto de vantagem, mas Horace meio virou e fez um gesto apaziguante na direo dele. "Est tudo bem, Will. J estou 
cansado desse cara." Sua espada saiu da bainha com um silvo e ele virou de volta para encarar Todoki. Com um berro de raiva e dio, o general inimigo carregou contra 
ele. Todoki viu a longa espada reta gaijin. Ele sabia algo sobre aquelas armas estrangeiras. Elas eram feitas por ao inferior e ele sabia que sua prpria katana, 
forjada por um dos melhores ferreiros em Nihon-Jin, fatiaria a arma estrangeira se ele pusesse a fora certa. Desdenhando a graa e equilbrio que vinham num golpe 
normal de corte, ele optou por fora bruta e ps cada parte de sua fora e peso no golpe. Com um berro imenso, ele acertou a lmina do estrangeiro.

Houve um tinido agudo quando as lminas se encontraram. Os olhos de Todoki se alargaram em terror quando ele percebeu que a espada do gaijin estava intacta. Ela 
resistira ao golpe. Desequilibrado por causa do esforo excessivo que colocara, ele cambaleou levemente e abaixou a guarda. Horace deu o bote, batendo o p direito 
para frente e depois dirigindo com o ombro e subitamente esticou o brao para dar impulso mximo ao empurro. Ele mirou no buraco no topo do peitoral firmado de 
Todoki, onde apenas uma tela de couro mais fino protegia a garganta do guerreiro. Ele acertou a marca, e a lmina forjada em Nihon-Jin atravessou facilmente a fina 
barreira. Os olhos de Todoki, assustados, ainda incapazes de entender o que acontecera com ele naquele dia, fitaram Horace por um segundo por cima da lmina de espada 
meio queimada. Ento eles escureceram e todo sinal de vida os deixou enquanto o general rebelde caa ao cho rochoso aos ps. Horace libertou a espada e deu meia 
volta, encontrando-se encarado pelos homens dos dois gojus. Os guerreiros Kikori -- por enquanto eles realmente eram guerreiros -- levantaram as curtas espadas no 
ar para aclam-lo. Uma voz comeou a cantar e, em questo de segundos, uma centena de outras estavam ecoando-a. "Kurokuma! Kurokuma! Kurokuma!" Horace acenou exaustivamente 
para agradec-los. Selethen avanou para parabeniz-lo, dando um sorriso largo. Eles se abraaram e, depois, cercados pelas tropas Kikori cantando e se alegrando, 
andaram juntos para onde Will, Halt e Shigeru esperavam. "Eu ainda gostaria de saber como ele conseguiu esse nome," Will disse. Shigeru virou-se a ele. Pela primeira 
vez, quando ele estava discutindo o apelido de Horace, seu rosto no tinha traos de diverso. "Independente de como ele conseguiu," ele disse, " certamente um 
termo de grande respeito."

46
Alyss terminou de amarrar o ltimo ramo no lugar e inspecionou a plataforma irregular que construra na bifurcao da rvore. "Isso deve bastar," ela disse. A plataforma 
de ramos resoluta tinha aproximadamente quatro metros quadrados de rea, dando espao amplo para Alyss e Evanlyn se sentarem e esperar o misterioso predador que 
se espreitava na Floresta de Uto. Elas estavam bem fundas na floresta, num espao onde quatro dos hasanu haviam sido pegos pelo predador -- conhecido pelo povo hasanu 
como Kyofu ou o Terror. Evanlyn, no cho quatro metros abaixo, olhava ao seu redor nervosa. O sol estava se pondo e logo ficaria escuro; e o Terror era conhecido 
por caar  noite. Uma coisa era se sentar no castelo de Nimatsu e criticar os medos supersticiosos dos hasanu, outra coisa era estar na neve com as sombras se alargando 
e a floresta sombria cercando-as. Enquanto ainda era dia, Evanlyn executara a tarefa de coletar ramos de rvore para a plataforma sem aflio. Mas a ltima pilhagem, 
que a levou mais longe do espao que escolheram, havia sido feita nas sombras se alargando do fim de tarde e ela encontrouse olhando temerosamente sobre o ombro 
enquanto trabalhava os nervos dando um salto ao mais leve dos barulhos da floresta. "Jogue uma corda," ela disse. "Estou subindo."

"S um momento." Alyss se levantou levemente e andou at o centro da plataforma. Pisando com extremo cuidado, testou a firmeza da plataforma, certificando que os 
laos nos ramos estavam suficientemente firmes para carregar o seu peso. Quando se satisfez, ela caminhou at a borda e chutou o rolo de corda amarrada da plataforma, 
mandando-a pelos ramos at a princesa aguardando. Evanlyn subiu a corda com uma mo de cada vez, movendo-se com pressa levemente indigna. Quando se estabeleceu bem 
alto na bifurcao da rvore, ela puxou a corda de volta e a enrolou outra vez, antes de encontrar num lugar para ficar confortvel -- apesar de "confortvel", nessa 
plataforma irregular, era um termo relativo. Alyss sorriu para ela. "Preocupada que Terror suba logo atrs de voc?" Evanlyn a fitou friamente e no respondeu. Era 
exatamente isso que ela estava preocupada. A escurido rapidamente assolou a floresta e as duas garotas se sentaram, com frio e sem conforto, na plataforma. O nico 
som que ouviam era os bufos e reclamaes do jovem porco que amarraram numa rvore prxima. O porco era a isca, designado a tirar Terror de seu esconderijo. Uma 
vez que isso acontecesse, Alyss esperava matar o Terror, o que quer que fosse com as duas lanas leves que estavam ao lado dela. Ela pegara emprestada dos hasanu. 
Levou um tempo para ela encontrar armas leves o bastante para que carregasse, mas no fim Alyss ficou com armas de prtica, designadas para crianas. Ela tinha uma 
mo competente com a lana e, naturalmente, Evanlyn tinha seu estilingue e um suprimento de balas de chumbo pesadas em forma de ovo. "Um pouco complicado para o 
porco," Evanlyn disse discretamente. "Voc pode trocar de lugar com ele a hora que quiser" Alyss lhe disse. "O que voc acha que ... quero dizer, o Terror?" "Algum 
predador grande, como Nimatsu sugeriu. Um urso, talvez. Existem ursos nessa rea. E ele disse que h evidncias de tigres da neve h vrios anos atrs. Talvez seja 
um deles." "Eles nunca foram vistos ou ouvidos. Isso no parece um urso que eu j tenho visto," notou Evanlyn. Alyss olhou de lado para ela. "J viu muitos ursos?" 
Evanlyn teve que abrir um sorriso. "De qualquer jeito, uma coisa que tenho certeza," continuou Alyss, " que no  um demnio de outro mundo. Agora fique quieta." 
Ela gesticulou para Evanlyn descansar um pouco enquanto montava guarda. Evanlyn se deitou nos ramos irregulares e nodosos e se torceu para encontrar a posio mais 
confortvel. Ela fechou os olhos, mas demorou um pouco para conseguir cair no sono. Seus nervos estavam  flor da pele enquanto ouvia os sussurros da brisa suave 
atravessando as rvores, a leve palpitao das asas de um pssaro noturno e uma dzia aproximadamente de sons inidentificveis de outros animais noturnos ou insetos 
que se espreitavam entre as rvores.

Pareceu-lhe dormir por apenas alguns segundos quando a mo de Alyss no seu brao acordou-a. "Algo se mexendo?" sussurrou. Alyss sacudiu a cabea e respondeu no mesmo 
tom baixo. "Nada. O porco estava acordado h uns vinte minutos atrs, mas voltou a dormir." As duas olharam para os ramos, vendo a clareira onde o porco estava amarrado. 
O pequeno animal estava deitado dormindo ao lado da rvore. "Parece bem pacfico agora," Evanlyn disse. "Talvez ele esteja tendo um sonho de porco." Ela arrastou 
os ps at a borda da plataforma, pegando a corda enrolada. Alyss pegou-a pelo brao. Mesmo que ainda sussurrasse, Evanlyn pde ouvir a urgncia em seu tom. "O que 
voc pensa que est fazendo?" Evanlyn corou, mesmo que Alyss no pudesse sair disso por causa da luz fraca. "Necessidade de urinar," ela disse. "Eu bebi muito da 
minha garrafa de gua quando comemos. Os picles me deixaram com sede." Ela sorriu tmida. Firmemente, Alyss pegou a corda enrolada do aperto dela e afastou-a da 
borda da plataforma. "Pois aguente," ela disse. "Nenhuma de ns vai descer por essa corda antes da luz do dia." "Alyss seja racional. Se o Terror estivesse nessa 
rea, aquele porco estaria guinchando e fungando em terror. Tenho certeza que  perfeitamente seguro. No temos ouvido nada por horas." "Nem os dezessete hasanu 
que essa criatura matou. Trs deles foram pegos no meio de um acampamento onde outros estavam dormindo, lembra? Evanlyn, o nico lugar seguro  essa plataforma. 
E eu nem estou to seguro a respeito disso." Evanlyn hesitou. Nimatsu lhes contou algumas histrias horripilantes sobre o Terror, era verdade. Como Alyss ressaltara, 
algumas das vtimas foram pegas enquanto estavam cercadas por dzias de colegas dormindo -- nenhum do qual ao menos ouviu algum barulho. "Bem... tudo bem," ela disse, 
fingindo uma relutncia que no mais sentia. A ideia de que o Terror podia estar em algum lugar perto delas, rastejando na direo da rvore onde elas estavam, eriou 
os cabelos de trs de seu pescoo. Mas ela no iria admitir isso para Alyss. "Durma. Eu continuo observando." Alyss fitou-a, cautelosa. "No v fugir quando eu adormecer," 
ela alertou. Evanlyn sacudiu a cabea. "No vou." Alyss se deitou, puxando a capa nos ombros. Ela pareceu cair no sono muito mais rpido do que Evanlyn. Dentro de 
alguns minutos, sua respirao estava profunda e

regular, pontuada por ocasionais bufos leves de reclamao enquanto se mexia para diminuir o desconforto de um n mal amarrado nos ramos abaixo dela. Evanlyn sentou, 
entediada e apertada, enquanto a lua arqueava para cima e para baixo sobre elas, no fim descendo e deixando a floresta escura e silenciosa mais uma vez. Os barulhos 
dos pssaros e animais morreram. Agora s restara o vento. Uma vez, logo antes do amanhecer, parecia soprar uma rajada mais forte do que antes e Evanlyn se sentou 
um pouco mais reta, perscrutando em volta nervosamente. Mas ento percebeu que s havia sido uma rajada de ar vaga e ela se afundou de volta na viglia de olhos 
turvos. Ela bocejou vigorosamente. Suas plpebras ficaram pesadas e ela se ajeitou ereta rapidamente, percebendo que sua cabea cara para um lado e, h alguns segundos, 
teria estado dormindo. Evanlyn sacudiu a cabea para limp-la, respirando fundo, depois examinou o cho pouco iluminado inferior a ela. A forma obscura do porco 
ainda era visvel na neve. No havia mais nada para ser visto tambm. Ela bocejou de novo. Havia uma fina camada de neve nos ramos em torno dela. Evanlyn pegou um 
pouco e esfregou o lquido congelado no rosto e olhos. Por alguns segundos, ela estava refrescada e alerta. A suas plpebras e cabea caram novamente. Ela forouas 
a abrir, bocejou de novo e desejou que no tivesse bebido toda aquela gua na noite anterior. Nunca na vida ficou to grata em ver o amanhecer. A primeira luz cinzenta 
transbordou nas rvores e ela percebeu que podia distinguir detalhes agora, ao invs de apenas ver contornos vagos. Depois comeou a distinguir um brilho vermelho 
ao leste, escassamente visvel pelos troncos e ramos superiores. Ento, sem notar o exato momento que aconteceu, luz cinza-metlica banhou a floresta e a clareira 
acima onde elas estavam sentadas. Engraado, pensou como a luz do dia fazia as coisas parecerem menos ameaadoras. Alyss se mexeu, depois rolou para o lado e se 
sentou, esfregando os olhos. "Algo aconteceu?" ela perguntou, apesar de saber que, se tivesse acontecido, Evanlyn a teria acordado. "Nada. Parece que a gente escolheu 
a extenso mais entediante disponvel da floresta. No vi nada ontem a no ser uns insetos e pssaros e at eles ficaram entediados depois de um tempo e foram dormir. 
Acho que vamos ter que..." Evanlyn parou. A mo de Alyss apertava seu antebrao firmemente -- com tanta firmeza que estava doendo. "Olhe," a Mensageira disse. "Olhe 
para o porco." Evanlyn seguiu seu olhar e sentiu o sangue congelar. A neve em volta do pequeno animal estava manchada de vermelho. Alyss pegou a corda de subida 
e andou at a borda da plataforma, preparando para jog-la  superfcie da floresta abaixo deles. Mas a ela parou ento apressadamente se afastou da borda. "Olhe 
aqui embaixo," ela disse numa voz mal audvel. "No se levante!" alertou. "Voc pode cair!" Sobre as mos e joelhos, Evanlyn se moveu at a borda da plataforma e 
olhou para baixo atravs dos ramos mais baixos at o cho embaixo. A neve em torno da base da

rvore delas estava modelada com pegadas mltiplas, onde um animal grande circulara o tronco repetidas vezes. Num outro lado estava formado um entalhe na neve, onde 
aquele mesmo animal se deitara, esperando-as, observando-as. "Voc no ouviu nada?" Alyss perguntou e Evanlyn, os olhos arregalados em terror, sacudiu a cabea. 
"Nadinha," ela disse, depois lembrou, "Uma vez, logo antes do amanhecer, achei que o vento pareceu soprar um pouco mais alto. Mas isso foi tudo." Ela indicou o cadver 
do porco. "Nem ouvi isso acontecer! E juro que eu fiquei acordada a noite toda." Ela tremeu em medo quando se recordou de como queria descer da plataforma durante 
a noite. "Meu deus!" disse suavemente. "Eu queria descer! Poderia ter acontecido nessa hora!" Alyss assentiu. Seu estmago tambm estava apertado com medo. No tinha 
jeito de saber quanto tempo a criatura imensa -- o que quer que fosse -- estivera deitada, observando-as da base da rvore. Mais tarde, reunindo a coragem, elas 
desceram da plataforma e estudaram as pegadas na neve. "Parece mais como um tipo de gato gigante," Evanlyn disse. Ela no conseguia parar de olhar sobre o ombro 
enquanto estudava as marcas de patas. Alyss se movera para olhar para a depresso onde a criatura havia deitado na neve. "Deve ter uns quatro metros de comprimento," 
ela refletiu. "Eu queria que Will estivesse aqui. Ele veria algum sentido nessas pegadas." "Eu queria que ele estivesse aqui tambm," Evanlyn disse. Mas ela estava 
pensando mais sobre a garantia que o arco longo e poderoso e as flechas de haste cinza de Will podiam dar. Alyss fitou-a rapidamente, ento, entendendo o significado 
das palavras de Evanlyn, o franzir suspeito no seu rosto se clareou. Ela se levou e andou para onde o porco estava deitado, duro e frio agora. Evanlyn a seguiu nervosamente, 
a mo no cabo da espada que usava. Alyss cutucou o porco com a ponta de uma das lanas. Aparentemente foi morto por um animal transpassando as garras gigantes pela 
garganta dele. "O Terror o matou. Mas no tentou com-lo," ela murmurou. "Nem levou a carcaa com ele." Evanlyn olhou-a de relance temerosa. "O que isso significa?" 
ela perguntou, apesar de achar que sabia a resposta. "O Terror no queria que o porco tocasse o alarme. Alm disso, no estava interessado no porco. Estava se aproximando 
de ns."

47
"Da prxima vez," Halt disse, "no iremos embora com tanta rapidez." Eles haviam perdido apenas seis homens na batalha, com outra dzia de feridos, quatro gravemente. 
Em contrapartida, eles capturaram mais de setenta espadas, peitorais de armadura e elmos dos Senshi cados -- e havia muito mais homens feridos de Arisaka. Enquanto 
os guerreiros Senshi e Kikori de Shigeru voltavam pela estreita passagem, Halt pediu que Mikeru e uma dzia de seus seguidores apagassem as pegadas rumando  boca 
da entrada secreta. Os adolescentes fizeram isso arrastando grandes partes de lona, originadas das tendas abandonadas do inimigo, pela neve sobre uma grande rea 
na frente do pequeno barranco. Mikeru era muito til para se ter por perto, Halt refletiu. Ele era entusiasmado, energtico e abusava do senso de iniciativa. Um 
pequeno grupo de Senshi guarda-costas de Shigeru permaneceu para observar o estreito barranco, no caso do inimigo topar com a entrada. Agora, o grupo de comando 
estava revendo a batalha no chal de Shigeru. Halt havia apenas transformado em palavras o pensamento que estava na maioria das cabeas deles. "Arisaka no  nenhum 
tolo," concordou Shigeru. "Ele no ir se apressar cegamente do jeito que Todoki fez. Ele procurar maneiras de derrotar essas novas tticas tramadas por Chocho." 
Ele assentiu para Will, que franziu levemente a testa com o termo, mas sabia que agora no era hora para uma aula de idiomas.

"O que temos que fazer  nos colocar no lugar de Arisaka," disse Halt. "Tentar imaginar como poderamos contra-atacar as tticas usadas pelos dois gojus." "Quatro" 
Will disse e, quando os olhos de Halt pousaram nele, ele explicou o pensamento. "Teremos pelo menos duzentos homens treinados na hora que o vale estiver aberto novamente." 
Selethen assentiu em confirmao. "Muito bom," disse Halt. "Mas ainda estamos em menor nmero e dessa vez no teremos a vantagem do elemento surpresa. Arisaka conhecer 
o nosso modo de luta. Ento se voc fosse ele, o que voc faria?" Selethen deu uma tossidela e os outros olharam para ele. "Discutimos isso na Toscana," ele ressaltou. 
"Armas pesadas ou artilharia pode romper as fileiras formadas nos gojus. E quando eles perderem essa integridade, os Senshi podem lutar no seu estilo normal -- um 
contra um." "Arisaka no tem armas pesadas," respondeu Halt. "E no tem como consegui-las nas montanhas." "Verdade," Selethen admitiu. "Ento arqueiros seria a segunda 
melhor coisa." Ele virou pra Shigeru. "Quantos arqueiros voc acha que ele poderia reunir?" O Imperador considerou a pergunta por alguns segundos. "Quem sabe trinta", 
ele disse. Senshi no praticavam tiro com arco e flecha. Era uma habilidade reservada  nobreza. "Trinta arqueiros podem causar um monte de estragos," interps Will. 
Horace se curvou para frente. "Mas o kam se ope a isso efetivamente," ele disse, referindo  formao tartaruga que Will ensinara aos Kikori. "No se conseguirem 
flanquear-nos e ento atacar pela traseira," Selethen disse. "A segunda fileira ter que virar e enfrentar o novo ataque... e isso destri a formao kam. Eles 
no podem ficar com os escudos sobre as cabeas se esto enfrentando um ataque pelo flanco." Horace fez um gesto de desprezo. "Ento escolhemos um lugar onde eles 
no podero nos flanquear. O vale sob a estacada tem a extenso perfeita para isso. Ou talvez possamos simplesmente esperar atrs da estacada." "No podemos fazer 
isso," disse Halt. "Teremos que combater Arisaka. Ele ter reforos vindos do sul. Com homens suficientes, ele pode tomar a estacada. Mas o problema ..." A voz 
morreu Halt no querendo transformar em palavras o pensamento que lhe veio  cabea. Shigeru olhou para ele. "O problema, Halto-san?" Relutante, o arqueiro respondeu. 
"No podemos nos dar ao luxo de simplesmente esperar atrs da estacada e batalhar numa luta defensiva indefinidamente. Se fizermos

isso, Arisaka ganhar. No ideal, ele gostaria de nos apagar. Mas se isso levar tempo demais, ele simplesmente deixar alguns homens aqui para nos manter ocupados, 
depois marchar ao sul e reclamar o trono. Ele pode dizer que voc est morto e ningum descobrir a verdade," disse ao Imperador. Shigeru assentiu pensativo. "E 
quando ele reclamar o trono ser duas vezes mais difcil de tir-lo de l." "Exatamente. Ento ns precisamos for-lo a lutar -- faz-lo achar que esse tempo valer 
a pena. E se formos fazer isso, precisamos criar uma segunda ideia na cabea dele e descobrir como ele atacar as nossas tticas." "Resumindo," disse Will lentamente, 
"ele ter que destruir a nossa muralha de escudos e rodear-nos ao mesmo tempo. Correto?" Os outros assentiram e ele continuou. "Sabemos que ele tem capacidade de 
nos flanquear se lutarmos com ele em campo aberto. Se puder atacar-nos, mas ainda manter-nos a certa distncia, ele nos forar a avanar. Afinal, as nossas lminas 
afiadas so apenas efetivas de perto. E se avanarmos de uma posio preparada para ficarmos mais perto, iremos nos expor a um movimento pelos flancos." Horace seguia 
a linha de raciocnio pensativamente. O que o amigo dizia fazia sentido. "Mas como ele pode atacar a gente e manter a gente a certa distncia ao mesmo tempo?" perguntou. 
"Eu estava pensando em algo como a Falange da Macednia," Will disse. Shigeru notou o sbito e simultneo influxo de flego de Halt, Horace e Selethen. Todos assentiram 
pensativos. "O que  a Falange da Macednia?" ele perguntou. "Os macednios eram guerreiros que desenvolveram uma formao altamente efetiva chamada de Falange," 
Halt explicou a ele. "Consistia em guerreiros com dardos longos e pesados com mais de quatro metros de comprimento. Eles poderiam atravessar a fileira frontal de 
um exrcito antes que o inimigo pudesse reagir." "E voc acha que Arisaka possa saber sobre essa falange?" "No," Halt respondeu. "Mas a ideia de usar lanceiros 
ou piqueiros pode muito bem ocorrer a ele. Eu ficaria surpreso se no ocorresse:  uma ideia lgica. Eles poderiam atacar a nossa fileira frontal e estariam seguros 
das nossas lminas curtas." "Teramos que nos aproximar deles," Horace disse. "Teramos que avanar para lutar com eles ou nossa muralha de escudos seria dilacerada 
em pedaos." "E assim que avanarmos, os colegas deles podem nos flanquear," disse Selethen.

"Poderamos usar as nossas lanas como dardos," sugeriu Horace. "Poderamos lanar a primeira saraivada, depois reter as lanas da segunda e terceira fileira como 
armas de esfaqueamento." Halt esfregou o queixo pensativamente. "Isso pode funcionar. As probabilidades so que Arisaka no ter homens com a capacidade de manejar 
algo mais longo que o dardo macednio. Demora anos para desenvolver a fora e habilidade necessrias. Em minha opinio, eles vo usar lanas normais, ento estaramos 
lutando com lanas contra lanas. Mas, na melhor das hipteses, ser um beco sem sada. No fim precisaremos de nos aproximar.  onde todas as vantagens caem com 
os nossos homens. A precisamos de um jeito para impedir qualquer movimento pelos flancos." "Uns cinquenta arqueiros viriam a calhar," Will disse. "Se pudssemos 
treinar eles. E se tivssemos cinquenta arcos," respondeu Horace. Will assentiu, desanimado. Mas, ao olhar para o velho mentor, ele viu uma luz nos olhos de Halt. 
"Eu tenho uma ideia," o arqueiro mais velho disse. "Will, vamos nos encontrar com o jovem Mikeru." Will, Halt e Mikeru estavam no campo de treinamento onde os gojus 
Kikori costumavam treinar. As tropas estavam descansando no momento, de forma que eles tinham os campos para si prprios. "Mikeru," disse Halt, "voc pode jogar 
uma lana?" O jovem Kikori assentiu, entusiasmado. " claro, Halto-san. Todos os Kikori aprendem a manejar uma lana quando so bem novos." "Excelente." Halt passou 
ao jovem uma lana de arremesso padro Kikori e assentiu para uma viga a trinta metros de distncia, onde ele prendera um dos peitorais de armadura capturados. "Acerte 
aquele peitoral." Mikeru testou o peso e equilbrio da lana, depois avanou a passos largos at o alvo estar a trinta metros de distncia. O brao direito e peso 
corporal foram para trs, a perna esquerda estendendo-se e ento ele atirou a lana num arco raso. Ela acertou o peitoral, perfurando e derrubando-o da viga para 
que casse com um tinido no cho. Halt notou a coordenao do arremesso, com o brao direito e ombro, corpo e pernas, tudo combinando para pr fora mxima na lana. 
"Muito bom" ele disse. "Will, ser que voc poderia recolocar o alvo, por favor?" Will avanou para recolocar o peitoral danificado na viga, puxando a lana dele 
enquanto fazia isso. Quando virou, Halt havia levado Mikeru de volta a um ponto de cinquenta metros do alvo. Will se juntou a eles rapidamente e Halt pegou a lana 
dele, oferecendo-a para Mikeru. "Vamos ver se voc consegue daqui," ele disse. Mas Mikeru sacudiu a cabea apologeticamente. " longe demais, e a lana  pesada 
demais para eu jogar to longe."

"Achei que sim," Halt disse. Ele abriu um pedao enrolado de lona que estivera carregando e produziu uma arma estranha, que passou para Mikeru. Era um dardo gigante, 
com mais de um metro de comprimento e feito de bambu leve, mas com uma pesada ponta de ferro em uma extremidade. Na outra extremidade havia trs penas de couro, 
enlaadas e coladas  haste como a pena de uma flecha. Logo  frente dessas penas, um pequeno buraco havia sido entalhado por todo o redor da haste. "Tente com isso," 
ele disse. Mas outra vez, Mikeru, depois de testar o peso do projtil, sacudiu a cabea. "Esse  leve demais, Halto-san. No posso pr fora nele." "Exatamente," 
concordou Halt. Ento ele sacou uma correia de couro, amarrou-a em uma extremidade e enlaou na outra. Ele torceu a extremidade amarrada em volta do buraco na traseira 
da haste, ento, prendendo firmemente no lugar, cruzou a correia em si mesma, perto ao n, para prend-lo no lugar. Depois, mantendo firme a correia, ele a estendeu 
pela haste at onde Will notou que havia uma seo presa com corda fina, formando uma empunhadura. Ele pegou a mo direita de Mikeru e deslizou o lado enlaado na 
correia nela, antes de colocar a mo do garoto na empunhadura presa com corda no dardo, certificando-se de que deixava a correia firme enquanto fazia isso. Entendimento 
iluminou os olhos do jovem Kikori quando ele segurou o dardo, com a correia de couro tensionada se estendendo por metade de sua extenso, retida no lugar pela corda 
passando sobre o n. "Agora tente," Halt disse. Mikeru sorriu para ele, olhou para o peitoral, se inclinou para trs, depois lanando o corpo e brao no arremesso. 
A corda de couro agiu como uma extenso ao brao dele, acrescentando um enorme impulso extra ao lanamento. Enquanto o mssil se afastava silvando num voo mortal 
em arco, a extremidade amarrada da correia simplesmente se libertou e caiu livre, balanando do pulso de Mikeru. O dardo somente errou o peitoral, depois acertou 
o cho com a ponta num baque surdo, uns oito metros atrs dele. Mikeru sacudiu a cabea em admirao. " bom," ele disse. "Muito bom." Comeou a andar para recuperar 
o dardo, mas Halt o parou, apontando para o rolo de lona. Havia mais trs dardos ali. Mikeru era um atleta natural, com excelente coordenao mo e olho. E ele j 
era um experiente arremessador de lanas. No levou muito tempo para se acostumar a essa nova tcnica. O quarto arremesso acertou a armadura de couro, a pesada ponta 
de ferro dilacerando um buraco denteado. Halt deu um tapinha nas costas dele em encorajamento. "Mostre isso aos seus amigos," ele disse. "Faa mais desses dardos 
e pratique com eles at vocs todos conseguirem acertar. Temos outras sete ou oito semanas at a primavera e eu quero trinta de vocs treinados e prontos com essas 
armas quando enfrentarmos Arisaka novamente."

Mikeru assentiu, entusiasmado. Ele se irritava com o fato de que at agora no foi de nenhum papel especial na batalha contra o usurpador. E ele sabia que os amigos 
sentiam a mesma coisa. Essa era a chance deles. "Estaremos prontos, Halto-san," ele disse, ficando ereto e curvando-se formalmente. Halt assentiu em reconhecimento. 
Ento ele e Will se viraram, deixando Mikeru recuperar os dardos e continuar a aperfeioar a nova habilidade. "Agora vamos ver o que acontece se eles tentarem nos 
flanquear," Halt disse.

48
''Voc tem certeza que essa  uma boa ideia?'' Evanlyn perguntou ansiosamente. Alyss olhou de relance pra cima de onde estava checando seu equipamento. ''No. No 
tenho. Mas esta  uma ideia, e esta  a nica que ns temos. Eu apenas espero que voc seja to boa quanto voc diz que voc  com aquele seu estilingue.'' ''Eu 
nunca disse que eu era to boa. Outras pessoas podem ter dito isso, no eu. '' Evanlyn protestou. Alyss a considerou cinicamente. ''Talvez. Mas eu nunca ouvi voc 
os contradizer.'' A discusso foi interrompida por uma luz clara na armao da porta do quarto que elas compartilhavam. ''Entre.'' Alyss chamou e a porta deslizou 
para admitir Lorde Nimatsu. O nobre de Nihon-Jin as olhou com um olhar preocupado no rosto. Ele olhou para a cama e viu o equipamento de Alyss disposto pronto. ''Ariss-san, 
'' ele disse, enquanto se curvando a ela, ''vejo que voc esta determinada a continuar com isto.'' ''Estou amedrontada que eu esteja Lorde Nimatsu. Suas pessoas 
no passaro por aquela floresta a menos que ns mostremos para eles que ns matamos o Terror. E este  o melhor caminho que eu posso imaginar pra fazer isso."

''Mas voc no pode tentar com outro porco  ou uma cabra, talvez  como isca?'' Nimatsu perguntou. Alyss balanou a cabea. ''O Terror mostrou que no est interessado 
em animais. Ele s matou o porco pra silenciar ele. Assim no suspeitaramos que ele estivesse l. Mas uma vez feito isso, no tocou na carcaa. Sentou por horas 
debaixo da nossa rvore, esperando pra ver se ns descamos. Ele quer pessoas.  um comedor de homens. Ento agora, eu sou o porco. '' Ela esperou um segundo e olhou 
para Evanlyn." ''Voc sempre poderia contestar o jeito que eu disse isso. '' Ela sugeriu. Evanlyn fez um gesto negando. ''Isto  muito srio para se brincar, Alyss. 
Voc est se pondo em perigo terrvel. E voc est pondo muita confiana em minha habilidade com o estilingue. Por que no tiramos na sorte pra ver quem ser a isca?'' 
O olhar de Nimatsu mudou rapidamente entre as duas meninas durante esta troca. Ele acenou com a cabea vrias vezes. ''Voc esta arriscando um grande negcio, Ariss-san. 
Ev-an-in-san  to habilidosa como voc diz?'' ''Ela  muito melhor que eu sou com um dardo. '' Alyss lhe disse. ''Ento,  lgico que eu sou a isca e ela  a caadora. 
Um amigo nosso diz que ela pode acertar o olho de um mosquito com o estilingue dela. '' ''Eu no estou certa de que sou to boa assim. '' Evanlyn disse duvidosamente. 
Alyss levantou uma sobrancelha. ''Bem, esse no  o melhor momento para me dizer isso.'' Evanlyn deixou o comentrio passar. Ela sabia que o sarcasmo de Alyss partia 
os nervos. A menina estava  altura de se colocar numa posio de perigo terrvel. Ela poderia tentar pass-lo calmamente, mas era natural que ela estivesse com 
medo do que estava por vir. ''De qualquer maneira, '' Alyss continuou, ''uma vez que tudo comear, eu vou estar seguramente escondida no meu escudo. Voc ser a 
nica no aberto, tendo que lidar com o grande gato.'' Ela indicou o grande escudo de madeira que tinha sido feito sob suas instrues. Quase dois metros de altura, 
era retangular, formando uma curva rasa. Foi, de fato, idntico aos que so utilizados pelos Kikori e que planejava usar para se proteger do ataque do Kyofu. Nimatsu 
suspirou profundamente. Ele admirava a garota alta, corts e temia que ela no sobrevivesse  noite seguinte. ''Eu continuo dizendo, eu no gosto dessa ideia, '' 
disse ele, com uma nota de finalidade em sua voz. Ele sentiu que no iria dissuadi-la. Alyss sorriu para ele, mas havia pouco humor real no sorriso. ''Eu no sou 
louca por ela tambm. Mas, atualmente,  a nica ideia que temos. ''

Em algum lugar por perto, uma coruja piou em intervalos regulares. Quando Alyss ouviu o som pela primeira vez, seu cabelo arrepiou-se. Agora ela tinha se acostumado 
com ele e ele se tornou parte do quadro global da noite, junto com o farfalhar ocasional de pequenos animais noturnos que se deslocavam sob as rvores e o sopro 
suave do vento entre os galhos. Ela ficou de costas para a maior rvore que pde encontrar o escudo pesado plantado em sua frente, seu brao atravs da cinta de 
suporte, pronto para levant-lo em posio. Apenas sua cabea  mostra acima da superfcie do escudo. Em uma bainha  direita de seu quadril, ela usava a faca saxnica 
de Evanlyn. A arma mais curta seria mais til e mais fcil de manejar do que seu longo sabre  assumindo que tudo ocorresse de acordo com o plano. Seus dois dardos 
bateriam o ponto no cho ao seu lado. Ela duvidou que fosse de qualquer uso, mas ela trouxe de qualquer maneira. Sua cabea, rosto e brao direito estavam protegidos 
com couro resistente para proteo contra as garras do Terror. At agora ela estava convencida de que era uma forma de gato predador gigante. Ela tinha ouvido contos 
de tigres e sua capacidade quase sobrenatural de tomar a presa de forma silenciosa e sem ser observado. Ela no poderia imaginar um animal volumoso, desajeitado 
como um urso fazendo isso. Ela se se encostou  rvore. Suas pernas estavam doendo. Ela tinha estado aqui de p por vrias horas e o frio implacvel foi subindo 
por suas pernas, enrijecendo os msculos. Ela queria se sentar por alguns minutos, mas sabia que isso iria coloc-la em desvantagem se o mostro aparecesse. De p, 
ela poderia se mover instantaneamente, trazendo o escudo at enfrentar um ataque de frente ou de ambos os lados. A rvore protegia sua retaguarda. Ela moveu suas 
pernas, tentando fazer o sangue fluir, aliviando o peso de uma para a outra. A facilidade momentnea s fez piorar o desconforto quando ela colocou o peso sobre 
os msculos cansados mais uma vez. Ela se perguntou que horas eram. A lua h muito desparecera e as sombras sob as rvores eram profundas e de tinta preta. Ela olhou 
para a plataforma que eles construram na rvore a sua frente. Ela s poderia faz-lo fora, e ver o volume escuro da forma de Evanlyn enquanto ela vigiava. Pelo 
menos Evanlyn poderia sentar-se, pensou. E isso foi... Alguma coisa estava errada. Ela percebeu isso. Algo na floresta havia mudado. Seu corao batia forte enquanto 
tentava localizar a diferena. Ento, ela conseguiu. A coruja no vaiou. Sem perceber, ela estava contando em sua mente aps cada vaia. A coruja estava fazendo seu 
som fnebre regularmente, depois dela ter contado entre cento e cinquenta e cento e sessenta. No entanto, sua automtica, contagem quase subconsciente tinha passado 
apenas 173. Havia alguma coisa ali, algo perto. Acima da borda do escudo, com os olhos movendo rapidamente de um lado para o outro, procurando nas sombras, tentando 
desesperadamente ganhar sua primeira viso do predador, se esforando para descobrir de onde o ataque viria. ''Alyss! Esquerda! Esquerda!'' O grito de alerta de 
Evanlyn penetrou pela floresta e Alyss virou para a esquerda, levantando o escudo quando ela viu um borro de movimento vindo at ela.

Algo enorme bateu contra o escudo e a mandou voando por alguns metros. Ela agarrou as alas desesperadamente para manter sua posio no escudo, sua nica esperana 
de segurana. Ela caiu de costas no cho, escorregando na neve em p, o flego expulso de seu corpo em um grunhido explosivo. Ento algo enorme, pesado e incrivelmente 
forte estava em cima dela, apenas o escudo de madeira curvado entre eles, e ela encolhida sob ele, puxando-o para proteger a cabea, o corpo e os ps, agarrando-se 
desesperadamente s alas que o monstro tentava arrancar para obter sua presa. Agora, ela podia ouvir o rugido, de gelar o sangue, de kyofu, pois rasgou a madeira 
com suas garras e, um pequeno pedao da borda superior do escudo com seus dentes enormes. Como os gatos enormes fazem, ele tinha elaborado suas pernas traseiras 
para estripar sua presa com uma descendente selvagem. Mas as garras inclinadas no encontrou carne, mas madeira dura, reforada com ferro. Eles lascaram primeiro 
e arrancaram sulcos profundos na segunda. O animal rosnou em frustrao e fria quando as lascas de madeira longa esfaquearam o almofadado de suas patas. Em algum 
lugar abaixo desta superfcie firme, ele sabia, estavam carne e sangue quente, e redobrou seus esforos para chegar a ela. Evanlyn viu o sbito borro de movimentos 
a partir da borda da clareira quando o kyofu lanou seu ataque. Ela s teve tempo de gritar o aviso antes do monstro se chocar contra o escudo, enviando Alyss voando. 
At agora, o plano de Alyss estava trabalhando. Ela conseguia manter o grande escudo interpondo-se entre o predador e ela mesma. Agora era a vez de Evanlyn. Ela 
chutou a corda enrolada sobre o lado da plataforma, deslizou alguns metros, depois caiu  distncia restante ao cho da floresta. Seu estilingue j estava na mo 
quando se recuperou sobre os ps, ela estava colocando um dos chumbos, em forma de ovo, na bolsa central. Ela queria a velocidade mxima, assim girou o estilingue 
duas vezes, em seguida, liberando, chicoteando o projtil brutalmente em toda a clareira at o predador. A cena parecia se desdobrar lentamente em sua viso. Ela 
podia ver agora que kyofu era um gato enorme  muito maior do que os lees da areia que Selethen tinha apontado para ela quando estavam viajando atravs de Arrida. 
Este era imenso, e seu pelo era branco, marcado com listras borradas de cinza-escuro. `'Um tigre da neve, '' pensou ela. Ento seu tiro atingiu o animal com uma 
rachadura enjoativa, acertando o ombro esquerdo, esmagando e fragmentando o osso sob a pele. Ela mudou-se automaticamente, recarregando a bolsa, girando o estilingue, 
liberando novamente. Smash! O segundo tiro atingiu a costela da criatura, fraturando-a. O tigre uivava de agonia e fria e girou a cabea para ver onde estava seu 
atacante. Sob o escudo, Alyss ouviu a violenta, batida do impacto quando os dois tiros atingiu a besta em rpidas sucesses. Na primeira, ela sentiu a diminuio 
da presso sobre o seu lado direito, o antebrao esquerdo da criatura foi destrudo no ombro, deixando-o flcido e intil. Ento ela ouviu outro barulho abafado 
e o kyofu j no tinha mais a inteno de rasgar o escudo solto. Enquanto levantava a cabea para procurar Evanlyn, o peso sobre Alyss foi subitamente reduzido e 
ela podia mover seu brao direito. Ela lanou seu punho direito do suporte do escudo e, com a fora do desespero, agarrou a faca saxnica da bainha.

Evanlyn colocou seu terceiro tiro cuidadosamente, enviando-o contra a traseira do quadril esquerdo do animal. Novamente, o osso triturado na perna traseiro-esquerda 
de repente ficou mole, de modo que seu salto destinado para a figura, que agora podia ver, embaixo de uma rvore do outro lado da clareira, no deu em nada. Ele 
fracassou de forma desajeitada, sem orientao de um lado. A agonia em sua perna traseira queimando e, louco de dor, ele virou-se para o prejuzo com suas enormes 
presas. Quando se virava para fazer isso, o quarto tiro de Evanlyn bateu em sua cabea com uma fora chocante. E no mesmo instante, Alyss alcanou a extremidade 
do escudo e dirigiu a faca saxnica afiada profundamente na barriga da criatura, cortando para cima para criar uma ferida de quase meio metro de comprimento. O monstro 
urrou uma nota estridente de terror confusa substituindo a selvageria do corao frio de seu desafio normal. Aleijado, eviscerado, morrendo, ele ruiu lateralmente 
sobre a neve, agora correndo vermelha com seu sangue. Desesperadamente rastejando com os ps, Alyss forou seu caminho para trs sob o escudo, deslizando de costas 
para escapar do alcance da criatura horrvel. Evanlyn correu at ela, agarrou seu brao e arrastou-a claramente, trazendo-a aos seus ps. As duas meninas se agarravam 
uma na outra. Em seguida, o kyofu deu um ltimo grito estremecendo e ficou imvel. ''Ele est morto, '' disse Evanlyn entorpecida. Alyss no disse nada. Dominada 
pelo choque em seu calvrio, reagindo ao terror daqueles minutos agachados sob o escudo, sentiu seu estomago palpitando e ficou violentamente enjoada.

49
Quando amanheceu, elas arrastaram o corpo morto do mostro de volta ao castelo de Nimatsu, engatado atrs de um par de cavalos emprestados da aldeia Hasanu. Ele era, 
como Evanlyn havia adivinhado quando o viu pela primeira vez, um tigre da neve. Mas era um imenso, medindo cerca de cinco metros do focinho  cauda. Quando a pequena 
cavalgada fez seu caminho atravs da rua principal da aldeia, os Hasanus saram em reverncia para v-los passando. Houve gritos de espanto quando viram o tamanho 
do gato morto, seu corpo listrado de branco e cinza manchado com sangue e sujeira. Os sinais deixados pelos tiros de Evanlyn tambm foram claramente visveis  a 
pata dianteira esquerda foi esmagada e retorcida em um ngulo curvado. A mandbula inferior foi destruda quase separada do crnio da criatura, mantida no lugar 
apenas por uma rede de nervos, e a mandbula e o pescoo estavam cobertas de sangue seco e congelado. O mais notvel era o corte de meio metro de comprimento na 
barriga do animal, com a pele em torno dela saturada de sangue tambm. A cabea da besta bateu no cho que os dois cavalos caminhavam lentamente pela vila. Os olhos 
estavam entreabertos, vidrados. Mas mesmo na morte, o animal ainda ganhava seu ttulo, Kyofu  O Terror.

A palavra voava de boca em boca quando eles escancaravam para a fera que estava aterrorizando o interior. Ento eles olharam do cadver enorme para as duas meninas 
que o havia conquistado. Ambas estavam cansadas e plidas, lutando contra o choque e as sequelas de medo tanto quanto o cansao. Vistas ao lado do corpo inerte, 
elas pareciam minsculas, quase insignificantes. O casaco e a cala de Alyss estavam rasgados e manchados do terreno acidentado onde ela tinha cado. Ela tinha descartado 
o couro de proteo do rosto e dos braos. O escudo foi pendurado sobre o jugo do lado esquerdo do cavalo e a luz do dia revelou a extenso do golpe que havia tomado 
das garras e dentes do Kyofu. A borda superior foi estilhaada e dividida e havia goivas macias nas curvas de madeira que formavam a maior parte do escudo. As tiras 
de ferro reforado mostravam cicatrizes brilhantes onde as garras enormes da criatura tinham marcado profundamente no metal. Quando as duas criaturas esguias, diminudas 
pelo Kyofu e pelo povo maciamente construdo de Hasanu, avanaram pela rua da aldeia, os moradores comearam a se ajoelhar, a flexo de corpos e cabeas baixas 
se deslocavam em sucesso, assemelhando-se a uma plantao de trigo diante de uma sbita brisa varrendo pelo campo. `Ns nos curvamos ou algo assim?'' Evanlyn disse 
pelo canto da boca. Treinada como ela estava com o protocolo, esta foi uma situao que seus professores nunca tinham previsto. `'Voc pode. Estou muito cansada'' 
Alyss respondeu. Ela olhou para o fim da rua central da aldeia, que subia em direo ao castelo. A figura alta de Lord Nimatsu estava esperando por elas.  medida 
que elas se aproximavam, ele se inclinou no menor arco possvel diante delas. Alyss e Evanlyn trocaram um olhar, em seguida, fizeram gestos com as mos vagas e os 
prumos um pouco duros da cabea em resposta. `'Ariss-san, Ev-na-in-san, '' disse o nobre quando se ajeitou mais uma vez, `'voc fez um grande servio ao meu povo. 
'' Evanlyn balanou a cabea, olhou em volta e apontou para o enorme corpo no cho. `'Lord Nimatsu, aqui est seu Kyofu. Morto. `' `'Eu posso ver. Eu posso ver, 
`' Nimatsu respondeu suavemente. Ele se aproximou para examinar o Kyofu mais de perto, tendo nas leses terrveis que essas duas estrangeiras franzinas tinham infligido 
sobre ela. `'Vocs esto ilesas? `' Perguntou ele. Alyss encolheu os ombros. `'Eu estou ferida e maltratada, e meu traseiro tem hematomas nele todo. `'

Evanlyn deu um sorriso cansado. `'Eu tive um inacreditvel medo fora de mim. Mas, alm disso, ns estamos bem. Voc dever ver o outro. `' Ela fez uma pausa, depois 
acrescentou em falsa surpresa, `'Oh... voc pode. `'

`' um tigre da neve, `' Nimatsu disse suavemente. Ele caiu de joelhos ao lado do corpo inerte, chegando a tocar a pele branca. `'Eu nunca vi um to grande. Eu pensei 
que eles tinham sido expulsos destas partes anos atrs. `' `'Bem, esse resolveu ficar por perto, `' Alyss disse a ele. Nimatsu ergueu os olhos do tigre morto e encontrou 
os olhos dessas duas garotas gaijins. Em sua vida ele tinha visto muitas faanhas na batalha. Nunca antes tinha visto coragem igual quela apresentada por essas 
duas. Ele se virou para os Hasanus reunidos, agora observando em silncio. `'Povo Hasanu!'' Disse ele, erguendo a voz para que descesse at a rua, onde centenas 
de rostos estavam assistindo. `'O Kyofu est morto!'' Foi como se estivessem aguardando a confirmao do fato. Este foi um gigante rugido sem palavras de triunfo 
dos aldees reunidos. Alyss e Evanlyn ficaram sem jeito, no tinham certeza de como responder ao momento. Verdade seja dita, ambas estavam ansiosas para escapar 
da opinio pblica e recuperar a noite terrvel que passaram. Nimatsu levantou a mo e o rugido da multido morreu lentamente. `'O Kyofu matou dezessete dos nossos 
amigos e vizinhos. Agora, essas meninas, essas meninas de outro pas, deram um fim no Terror! `' Alyss levantou a sobrancelha. Ele no usou a palavra gaijin, notou. 
Literalmente, significa estrangeiro. Mas o tempo tinha desenvolvido harmonia pejorativa na forma como foi utilizada algumas vezes. Obviamente, Lord Nimatsu pretendia 
que ningum poderia desferir qualquer tipo de calnia com suas palavras. `'Povo Hasanu, d graas a Ev-na-in-san e Ariss-san!'' Agora o barulho que se levantou de 
sua garganta era ensurdecedor. Alyss olhou para Evanlyn, em p ao seu lado. A princesa sorriu. `'Eu acho que ns poderamos nos curvar agora, `' disse ela. Elas 
reconheceram os gritos dos moradores, ento Lord Nimatsu adiantou-se para se juntar a elas. `'Hoje, vocs devem descansar e se recuperar. `' disse ele. `'Vou enviar 
mensageiros para recolher um exrcito Hasanu. At o fim da semana devemos estar prontos para marchar para o auxlio do imperador Shigeru. `'

Alyss deitou no banho escaldante, sentindo a gua aliviar suas contuses e dores de sua batalha com o Kyofu. Ela ainda podia lembrar o terror entorpecente que sentiu 
quando o macio animal tinha sado da noite a ela, a boca seca de medo enquanto estava deitada debaixo do escudo de madeira, ouvindo suas garras e dentes rasgar-se 
na madeira, sentindo-o romper e sabendo que no podia resistir ao ataque por muito mais tempo, ento o alvio esmagador quando ouviu o disparo de Evanlyn batendo 
no corpo do animal. `'Ela  to boa quanto dizem, `' ela murmurou para si mesma. Relutantemente, ela saiu da gua fumegante, envolvendo-se em um gigante manto quente 
e gemendo um pouco com as pontadas de dor nos msculos das costas. No entanto, a dor era muito menor do que tinha sido antes do banho, ela sabia. Houve um leve toque 
na moldura da porta. `'Entre, `' ela falou. A porta se abriu e Evanlyn entrou. Ela tinha tomado banho tambm. Ela usava um manto em volta do cabelo curto loiro que 
ainda estava molhado. `'Como voc est se sentindo?'' Evanlyn perguntou. Alyss fez seu caminho para um banquinho e se sentou. Gemendo um pouco mais uma vez, e indicou 
para Evanlyn se sentar ao lado dela. `'Eu vou viver, `'disse ela, com um sorriso irnico. `'Essa gua quente certamente faz maravilhas. O que no me escaldou me 
deixa mais forte, `' disse ela, citando incorretamente o velho provrbio. O sorriso desapareceu e ela estudou Evanlyn por alguns segundos. `'Ocorre-me, `' ela disse, 
`'que em todo o espanto e emoo e aplausos, eu nunca disse obrigada a voc. '' `'Obrigada a mim?'' Disse Evanlyn, seu tom incrdulo. `'Eu nunca presenciei nada 
que se igualasse ao que voc fez na noite passada! Esse foi o ato mais corajoso que eu j vi! Onde diabos voc teve aquela ideia?'' Alyss corou um pouco, embora, 
com o rosto j liberado a partir do calor do banho, foi difcil de observar. `'Selethen nos disse algo quando estvamos em Toscana. Ele disse que uma das tribos 
ao sul de Arrida caa lees desse jeito. Eles deixam os lees bater neles, em seguida, se encontram sob seus escudos e do facadas em cima deles. Pareceu-me que 
podia ser um caminho para lidar com Kyofu.  claro, `' ela disse, sorrindo, `'eles no tm o benefcio de um amigo atirando grandes pedaos de chumbo no leo quando 
fazem isso. Voc no tem ideia de como eu estava aliviada quando voc veio ao resgate. `' Ela olhou seriamente para a garota menor agora. Todos tinham feito um grande 
alarido sobre Alyss se dispor para servir de isca na floresta. Alyss s percebeu que quando Evanlyn veio em sua ajuda, ela tinha feito isso sem nenhuma proteo. 
Se seus tiros de estilingue no tivessem sido to precisos quanto foram, ela teria ficado diante de uma fera enfurecida de perto, sem escudo, armadura ou qualquer 
outro tipo de arma de defesa.

Se Alyss havia arriscado sua vida para derrotar o Kyofu, Evanlyn no tinha feito menos. Ela questionou se a princesa percebeu isso e sentiu um profundo respeito 
com a outra menina, e no apenas sua habilidade com o estilingue, mas para sua disponibilidade para se colocar em perigo para salvar um companheiro. Se apenas... 
Alyss resolutamente empurrou o indigno pensamento de lado. Mas Evanlyn parecia ter pensado de forma semelhante. `'Alyss, `' disse ela, hesitante, `'um dia eu serei 
rainha. E eu vou querer que as pessoas ao meu redor sejam corajosos, dedicados e criativos. `' `'Isso  como deve ser, `' disse Alyss. `'Francamente, eu gostaria 
que um pouco dessas pessoas fossem mulheres. Acho que as mulheres tm uma viso de diferente perspectiva sobre as coisas, como sua mentora tem provado uma vez ou 
outra. Eu gostaria que voc fosse do meu circulo ntimo, Alyss, profissionalmente e pessoalmente. Acho que poderamos trabalhar bem juntas. `' Alyss fez uma meia 
reverncia de sua posio sentada e encolheu-se quando os msculos das costas estenderam-se novamente. `'Eu sempre vou ser feliz a servir a minha rainha e meu pas 
de qualquer maneira que eu puder, `' ela disse educadamente. Evanlyn estendeu as mos em exasperao. `'Por que voc tem que ser to formal, Alyss? Eu respeito voc. 
Eu admiro voc. Eu gosto de voc! Eu quero ser sua amiga! Meu pai revelou que ter bons amigos como conselheiros  a melhor maneira de governar. Halt, Crowley, Baro 
Arald. Eles no so apenas conselheiros. Eles eram seus amigos h anos. E os amigos diro quando voc est errado. Eu quero isso!'' "Tenho sido hostil, sua alteza? 
Eu sempre tentei ser respeitosa. `' A face de Alyss foi uma mscara, mas agora dois pontos de cores apareceram-no rosto de Evanlyn. `'Sempre tem que ter uma ninharia 
entre ns, no ?'' Disse ela com raiva. `'Obrigada por isso, sua alteza. Eu tenho sido hostil? Eu sempre fui respeitosa. `' Ela imitou as palavras de Alyss selvagemente. 
`'Eu estou oferecendo a minha amizade. Mas voc parece decidida a me empurrar para longe. Por qu? Vamos tirar isso a cu aberto, de uma vez por todas!'' Alyss respirou 
fundo. Ela hesitou. Ela era uma garota ambiciosa e ela sabia que poderia estar comprometendo sua carreira futura se ela tivesse mais essa questo. Mas ento a barragem 
rompeu. `'Ns sabemos o que ! Deixe suas mos longe do Will, certo?'' Ela levantou-se dominando a garota menor com sua altura superior. Mas Evanlyn manteve sua 
posio e gritou com ela. `'Ser? O que sobre Will? O que h com voc sobre mim e Will?'' `'Por que voc est apaixonada por ele! Voc  a princesa e voc acha que 
pode ter qualquer coisa que voc quiser, e voc vai querer. Qualquer tolo pode ver isso!''

`'Ento eu tenho medo de que voc seja tola, Alyss Mainwaring, porque eu no sou apaixonada por Will. Eu estou amando Horace. `' Evanlyn abaixou sua voz, mas suas 
palavras no carregavam menos peso pela queda brusca no volume. `' claro que voc esta! No nego isso. Voc... '' Alyss de repente percebeu o que a princesa tinha 
dito e afundou em uma pausa. `'Voc est o qu?'' Disse. `'Quero dizer, eu sei que Horace  apaixonado por voc. Mas voc... `' `'Eu estou apaixonada por ele. Profundamente 
no amor com ele. E s ele. Porque voc acha que eu vim a meio caminho ao redor do mundo para ajud-lo? Porque ele  um bom parceiro de dana? Oh, eu amo Will, Alyss. 
Mas eu no sou apaixonada por ele. Passamos por muita coisa juntos e ele era um maravilhoso amigo e protetor pra mim. Olha, anos atrs quando voltamos da Escandinvia, 
eu achava que estava apaixonada por Will. Eu admito que eu fiz um jogo com ele ento. Mas ele no me quis  e ele estava certo. Ns somos amigos, bons amigos. Certamente 
voc pode lidar com isso?'' Alyss hesitou. Ela ainda no estava certa. Ela no tinha certeza de que ela confiava nos motivos de Evanlyn. `'Eu no estou... `' ela 
comeou, mas Evanlyn explodiu de raiva mais uma vez. `'Ah pelo amor de Deus, menina! Diga-me, como voc se sente sobre Horace? `'Horace?'' Alyss disse em surpresa. 
`'Bem, ns crescemos juntos. Eu amo ele,  claro. Ele  como um irmo mais velho. `' `'Exatamente! Agora isso me incomodou? Ou eu tenho lidado com isso?'' Alyss 
no pode evitar um sorriso irnico. `'Bem, quando o encontramos, voc quase quebrou meu brao deixando-o longe de mim, `' ela disse e Evanlyn revirou os olhos ao 
cu. `'Mas no... Eu suponho que no tem incomodado. No h nenhuma razo para que deva. No h nada como... que... entre Horace e eu, como eu digo. `' `'Aaaaaaaggggggghhhhh!'' 
Evanlyn soltou um grito frustrado. Alyss efetivamente recuou em um ritmo de surpresa. `'Isso  o que eu estou tentando dizer! No h nada entre Will e eu, ambos! 
Lide com isso! Pelo amor de Deus, lide com isso!'' Mais do que um pouco de surpresa, Alyss estudou a postura determinada dela. Alyss era uma pessoa honesta e ela 
foi forada a admitir que Evanlyn tivesse um excelente ponto. Alyss passou os ltimos meses, e um tempo considervel antes deles, desconfiando dela, desconsiderando 
seu ressentimento e cime do tempo que ela passou com Will. No entanto, ela percebeu que Evanlyn, se ela escolheu, pode sentir da mesma maneira sobre seu relacionamento 
com Horace. Mas ela no fez. Ela aceitou E de repente Alyss sentiu-se muito pequena quando se lembrou do sarcasmo e das provocaes e as articulaes magoadas que 
tinham caracterizado sua relao. Evanlyn se comportou bem, ela pensou. Foi ela quem se comportou mal, que tinha sido mesquinha e desconfiada. Esta era uma menina 
nobre e corajosa, ela percebeu. Ela no

hesitou em arriscar a vida dela quando Alyss estava em perigo. Ela agiu de forma rpida e desembaraadamente. Ela tinha oferecido sua amizade e Alyss, como sempre 
no passado, tinha rejeitado. `'Sinto muito, `' ela disse mansamente. `'Nunca pensei nisso dessa forma. `' Sentia-se envergonhada e por poucos segundos ela no conseguia 
encontrar os olhos de Evanlyn. Mas, em seguida, ela ouviu o sorriso inconfundvel na voz da garota menor. `'Bem, graas a Deus ns temos que sair desse caminho. 
Afinal, os nossos futuros maridos so melhores amigos. Seria estranha maldio se continuarmos a odiarmos uma a outra. `' `'Eu nunca odiei voc, `' Alyss protestou, 
mas ela viu Evanlyn levantar  sobrancelha em uma expresso familiar. `' mesmo?'' disse a princesa. Alyss encolheu de ombros desajeitadamente. `'Bem... talvez um 
pouco. Mas eu estou, alm disso, agora. `' Ela olhou para Evanlyn elas sorriram uma para a outra. Havia um calor novo em seus sorrisos e Alyss percebeu que essa 
era uma amizade que duraria para sua vida. `'Voc realmente vai se casar com Horace?'' ela perguntou intrigada. Evanlyn assentiu. `'Vou precisar de uma dama de honra, 
`' disse ela. `'Uma alta. Dessa forma, vou ser menor e mais feminina. `'

50
Halt bateu a mo no ombro do sentinela esgotado. `'Obrigado, meu amigo, `' disse ele. `'Agora vai e pegue um pouco de comida, depois descanse. Voc serviu o seu
imperador muito bem. '' `'Hai, Halto-san!'' o jovem Kikori, viajante e sujo respondeu. Ele havia passado um perodo de quatro enervantes dias evitando o exrcito
Arisaka para trazer o seu relatrio para Ran-Koshi. Ele curvou-se para o grupo de comando, ento, novamente, mais profundamente, ao Imperador. Ento ele
se virou
e saiu. Halt esperou at que ele tinha ido embora. `'Eu acho que devemos agir, `' disse ele. `'Ns vamos ter que forar as coisas para Arisaka antes que seus reforos
cheguem aqui. '' `'Agora sabemos o que ele est esperando, `' disse Horace pensativo. O vale que conduzia at Ran-Koshi tinha estado claro por vrios dias, o final 
da neve j havia derretido. Todos os dias eles esperavam o ataque de Arisaka e todo dia ele falhava em faz-lo. Agora o motivo de seu atraso era bvio, General Yamada, 
um aliado inesperado, marchava em sua ajuda com uma fora de trezentos Senshis. Segundo o relatrio que acabaram de receber, as tropas extras poderiam chegar dentro 
de uma questo de dias. Shigeru sacudiu a cabea tristemente. `'Eu esperava que Yamada ao menos se mantivesse neutro. Eu nunca pensei que ele iria acreditar nas 
mentiras que Arisaka vem espalhando sobre mim. ''

Atravs do inverno, a rede de espies de Atsu tinha trazido relatos de uma extensa campanha de desinformao gerada por Arisaka e seus aliados para conquistar os 
cls no confirmados. Segundo esses relatos, Shigeru havia abandonado o trono e fugiu do pas. Arisaka estava alegando ter prendido uma fora rebelde que estava 
usando o nome de Shigeru e um impostor que se assemelhava ao imperador, na tentativa de ocupar o trono. `'Quanto maior a mentira, mais fcil  para vender, `' Halt 
disse simpaticamente. `'As pessoas tendem a acreditar que uma histria absurda deve ser verdadeira  justamente porque  to improvvel." `'Mas, certamente, uma 
vez que Yamada e seus homens verem Shigeru, eles sabero que a histria  falsa?'' Will disse. Halt balanou a cabea. `'Quantos dos homens de Yamada te conhecem 
de vista?'' perguntou ao Imperador. Shigeru franziu os lbios. `'Muito poucos. Mesmo Yamada teria que me ver de perto para me reconhecer. `' `'E pelo tempo que teria 
a chance pra fazer isso, voc estaria morto. Voc pode ter certeza que Arisaka se certificaria disso, `' Halt respondeu. `'Mas, se ns pudssemos quebrar o vigor 
de Arisaka antes de Yamada chegar, voc teria a chance de provar que voc  o Imperador. `' `'Arisaka tem pelo menos quinhentos, `' Will ressaltou. `'Eles nos superam 
em mais de 2 por 1. `' `'Eles nos superaram em 4 por 1, se esperarmos por Yamada chegar, `' Halt apontou. `'E desse jeito, ns podemos escolher nosso prprio campo 
de batalha. `' Virou-se para onde Jito, o ex-chefe da aldeia da margem, estava de p  a poucos passos dos outros. Jito ainda estava um pouco espantado de estar 
to prximo do Imperador, mas ele ganhou o seu lugar nesse conselho. Halt o colocou como responsvel pela logstica e organizao de defesas. `'Jito, os ourios 
esto prontos?'' Jito assentiu com a cabea em confirmao. `'Sim, Halto-san. Temos cinquenta deles. Eu os levei para baixo da passagem de Mikeru e eles esto prontos 
para serem montados e colocados em posio. `' Aqueles Kikoris que no foram treinados para lutar tinham se ocupado nos meses anteriores, na construo de medidas 
de defesa e equipamentos. Os ourios, uma obstruo porttil, desenvolvidos por Halt podiam ser montados rapidamente no campo de batalha, era um exemplo de seus 
trabalhos. `'Ento os implante nesta noite  entre as rochas e os deixe cair ao nosso flanco esquerdo. `' `'Sim, Halto-san. Levar entre 4 e 5 horas para mont-los 
e coloc-los em posio.`'

`'Precisamos deles em posio na primeira luz do dia. Defina seu prprio calendrio, mas certifique-se de que estejam em posio quando precisarmos. `' `'Sim, Halto-san. 
`' Jito curvou-se para o Imperador e se virou para sair da barraca. Horace avanou para estudar o mapa que Halt havia preparado. `'Voc pretende envolver Arisaka 
no mesmo terreno onde lutamos a primeira batalha. `' Halt balanou a cabea em confirmao. `'Nosso flanco direito ser garantido pelo blefe. As pedras eram boas 
o suficiente sobre o flanco esquerdo, quando no estvamos em desvantagem numrica, mas ns vamos precisar de mais tempo. Os ourios vo estender a proteo a esse 
raso precipcio. Dessa forma, ambos os flancos esto seguros. `' Selethen coou o queixo pensativo ao olhar para o grfico. `'Relativamente seguro,`' ele corrigiu. 
`'Eles ainda vo passar os ourios, com tempo,`' ele disse e olhou para Halt. `'Verdade. Ento eu colocarei os arremessadores-de-lana de Mikeru no flanco esquerdo. 
Eles podem ficar escondidos entre as rochas, em seguida, eles acertam os Senshis enquanto eles foram seu caminho atravs das defesas. O Goju reserva pode cuidar 
de qualquer um que passar por isso. E os homens de Moka podem dar uma mo, se eles precisarem. `' Moka, chefe da guarda pessoal Senshi de Shigeru, franziu a testa 
quando os estrangeiros discutiam essas disposies. `'Halto-san, `' ele perguntou: `'por que no simplesmente avanar para o vale abaixo da paliada? Ns poderamos 
escolher um lugar onde as paredes do vale protegessem nossos flancos. `' `'Se fizermos isso, `' Halt explicou, `'no h nenhum incentivo para Arisaka atacar. Ele 
saber que poderamos simplesmente recuar at o vale para a paliada. Se sairmos aqui, na plancie, ele ver que ns no temos nenhuma linha real para recuar. `' 
`'Alm de passagem de Mikeru,`' Will apontou e Halt olhou para ele. `'Verdade. Mas Arisaka no sabe sobre isso. Ele vai ver isso como a chance de nos derrotar de 
uma vez por todas.`' `'Se o pior vier para o pior, ns nunca conseguiramos fazer auxlio para passar com pressa.  muito estreita. Nossos homens ficariam presos 
na entrada,`' disse Horace. `' um risco, `' disse Halt. `'Mas eu acho que temos que lanar os dados e levar isso adiante.`' O Imperador ficou com uma expresso 
de preocupao no rosto. Ele olhou para Horace, em seguida, voltou para Halt. `'Halto-san, voc est dizendo que, para fazer Arisaka nos atacar, teremos que nos 
colocar em perigo, em posio exposta?''

Halt encontrou seu olhar calmamente. `' isso mesmo, sua excelncia. H sempre riscos em batalhas.  um negcio perigoso. O truque  ter as pessoas certas. `' `'Como 
voc sabe quem so os certos?'' Shigeru perguntou. Halt olhou para seus dois companheiros mais jovens. Eles responderam em coro: `'Voc espera e v se voc vencer.`' 
Shigeru assentiu. `'Acho que eu deveria saber disso.`' Halt sorriu amargamente a Will e Horace. Eles sabiam, assim como ele, que eles estavam tendo um grande risco. 
Mas a nica maneira de vencer batalhas, quando estavam seriamente em desvantagem numrica, era arriscando. `'Tenha os seus gojus prontos para sair duas horas antes 
do amanhecer, `' ordenou. `'Vamos pular o porto da paliada e marchar em direo ao vale principal. Vai ser mais seguro e mais rpido do que se deslocar para baixo 
pela passagem de Mikeru. E, alm disso, precisamos manter ele claro para as pessoas de Jito. `'

Depois que os outros deixaram a sala, Halt permaneceu com Shigeru. O Imperador sentado, esperando em expectativa. Ele sabia que Halt queria falar com ele, e ele 
teve uma ideia sagaz a respeito do que seria. `'Vossa Alteza, `' Halt comeou, `'h uma alternativa que ns no discutimos... `' Ele fez uma pausa, procurando a 
maneira correta de abordar o assunto, mas Shigeru estava  frente dele. `'Halto-san, voc vai sugerir que eu poderia fazer a minha fuga daqui sozinho, certo?'' Halt 
foi pego de surpresa como o Imperador havia lido seus pensamentos to facilmente. Mas ele se recuperou rapidamente. `'Sim, senhor, eu estou. Isso no precisa ser 
uma coisa permanente. Mas eu tenho que admitir as chances aqui esto contra ns. Poderia ser melhor se voc fizesse seu caminho para o litoral. Nosso navio est 
esperando em uma ilha apenas poucos dias. Eles poderiam lev-lo a bordo e  `' `'E tornar as mentiras de Arisaka verdadeiras, `' disse Shigeru. Halt encolheu os 
ombros, desconfortvel. `'No exatamente. Voc estaria livre pra voltar quando as coisas estivessem mais instaladas aqui. Voc poderia at levantar alguns dos cls 
do sul contra Arisaka. `' `'E o Kikori?'' Shigeru perguntou. `'O que aconteceria com eles se eu os abandonasse?'' Halt fez um gesto de desprezo. `'Voc est usando 
termos emotivos aqui. Voc no est abandonando eles... `'

Shigeru bufou em escrnio. `'Eu estou deixando-os na vspera de uma batalha que esto lutando em meu nome, `' disse ele. `'Uma batalha que voc mesmo disse  um 
risco, sem garantia de sucesso. Isso no conta como abandon-los?'' `'Mas eles entendem. Eles esto lutando por voc. `' Halt tinha que continuar tentando, embora 
pudesse ver que no iria convencer o Imperador. `'Que  mais uma razo para eu ficar, `' disse Shigeru. Ento depois de uma pausa continuou: `'Diga-me, Halto-san, 
se eu fosse fugir, voc e seus amigos viriam comigo?'' Halt hesitou. Ento ele respondeu, sabendo que Shigeru merecia ouvir a verdade. `'No, vossa excelncia, no 
iriamos. Ns treinamos esses homens pra lutar. Cabe a ns ficar aqui e lev-los quando eles lutam. `' `'Exatamente. Eu pedi a esses homens para lutar em meu nome. 
Cabe-me a acreditar neles quando eles fazem. Ento, como voc, eu tenho que ficar e correr o risco. `' Houve um silncio entre eles por algum tempo. Ento, com um 
elevar quase imperceptvel de seus ombros, Halt capitulou. `'Bem, suponho que  melhor se certificar de que ns ganhemos, `' disse ele. Shigeru sorriu. `'Isso  
precisamente o porqu de precisarmos ficar aqui. `'

51
Os quatro gojus passaram pela porta da paliada duas horas antes do amanhecer. Cada grupo de cinqenta formou-se em trs linhas, e eles partiram para o desfiladeiro. 
A disciplina estava excelente, Halt notou aprovando. Com exceo de alguns comandos silenciosos para marchar, no havia nenhum som alm do tilintar dos seus equipamentos 
e o barulho das suas botas no solo rochoso sobre o vale de Ran-Koshi. Por enquanto, pelo menos, as paredes do vale deviam mascarar todos os sons dos sentinelas no 
acampamento de Arisaka.

Quando chegaram  entrada do vale, o goju lder - dos ursos  virou a esquerda em resposta ao sinal com a mo de seu lder e viraram na sua posio combinada sobre 
a plancie. Os ursos, formados agora em duas fileiras, cobririam a esquerda da linha de batalha do Imperador, tambm com as obstrues montadas pelos trabalhadores 
de Jito protegendo seu flanco esquerdo. Os falces de Selethen vieram atrs deles, tomando posio a direita. Os dois ltimos gojus - os tubares e os Lobos - tomaram 
posio atrs dos outros, para cobrir o espao entre os dois gojus lderes. Moka, com cinquenta guerreiros Senshi de Shigeru, formaram uma reserva mvel atrs dos 
gojus, pronto para reagir a qualquer quebra da formao. A linha de batalha se formou com o mnimo de barulho e confuso. Cada um sabia exatamente onde deveria ficar 
e foi para seu lugar sem hesitar. Eles estavam todos no lugar antes de os primeiros raios de luz cinza comearam a riscar o cu, a leste. Will, Horace, e Selethen 
ficaram junto dos Kikoris, dizendo-lhes calmamente para descansar e relaxar, salvando a sua fora para uma batalha futura. Os homens estavam sentados em suas fileiras, 
com seus escudos de lado. Algumas das mulheres, tudo organizado por Jito, moviam-se entre eles com gua, vinagre de arroz e peixe defumado. Outros membros da equipe 
de trabalho de Jito estavam dando os ultimos retoques nos ourios. Horace foi inspecionar os equipamentos nos quarteis mais proximos. Depois preciso parabenizar 
Halt pela perspiccia, ele pensou. Primeiro pela parede falsa durante a paliada no primeiro ataque, agora isso. Cada ourio foi construdo com seis estacas afiadas, 
de dois metros de comprimento. As estacas passavam pelo meio de um lao, com seis voltas espaados para mant-los no lugar. As estacas ficavam em uma forma que lembrava 
trs largos "Xis" juntos. Eles eram leves e fceis de fazer. Mas uma vez no local, eram difceis de tirar, pois as amplas pontas tendiam a entrar na terra. Alm 
disso, o conjunto de ourios estava envolto com uma corda, dando voltas pelos "braos" dos ourios, se perdendo entre eles. Horace sabia que as cordas tambm estavam 
cheias de pequenos e afiados ganchos. Eles eram pequenos, ento nao to faceis de ver. Mas iriam segurar em roupas e equipamentos dos atacantes e retarda-los, enquanto 
ele tentava se soltar. Alm dos ourios existia tambm um "drop-off" - um pequeno penhasco de cerca de quatro metros de altura, que empunha uma barreira extra no 
caminho de alguem que tentasse flanquear pela esquerda. Ele ouviu um leve rudo atrs dele, e virou-se para ver que Will tinha se juntado a ele, inspecionando as 
defesas. "Ao todo, no foi um trabalho ruim", Disse Horace "Eu no gostaria de ser um soldado de Arisaka e acabar preso nos ourios," Disse Will "Voc viu Mikeru 
e os seus atiradores praticando?" "Sim. Eles do at medo de to bons, no do? Outra das melhores idias de Halt" Will ia responder quando os dois ouviram um som 
distante de alarmes, seguidos por uma corneta estridente. Os dois olharam na direo do acampamento Arisaka. "Parece que alguem nos viu," Will disse. Ele bateu na 
mo de horace. "Boa sorte, Horace. Tenha cuidado" "Pra voce tambm Will. Vejo voc quando tivermos expulsado os Arisakas. "

"Ele no ir fugir," Will respondeu. "Mas se pudermos cuidar deles antes do exercito do Yamada aparecer, ns temos uma boa chance. " "E se no conseguirmos?" Horace 
disse. Will de repente encontrou algo muito legal no cu. "No quero nem pensar nisso" Ele disse depois. Horace balanou a cabea e inconscientemente soltou sua 
espada da bainha. "Eu queria saber onde esto as garotas." A expresso de Will j sombria, ficou mais ainda. "Eu acho que elas no conseguiram. Se elas tivessem 
conseguido convencer Nimatsu e o povo dele para nos ajudar, elas deveriam estar aqui a uma semana j. Acho que somos s ns." O exrcito de Arisaka ficou em sua 
posio usual  Uma frente ampla e curva e trs ou quatro homens no fundo. Eles moveram-se atravs da plancie em silncio, esperando os quatro gojus. Diferente 
dos Kikoris, eles no marchavam no mesmo passo e sim como um bando solto. O Senshi preferia lutar como individuais e eles andavam da mesma maneira. S tinha uma 
diferena da formao normal. Arisaka tinha ouvido dos perigos sobre a parede de escudos dos Kikoris e sabia que tinha que quebrar aquela formao rgida. Will tinha 
imaginado que ele usaria algo similar  Falange Macednica  uma formao fatiada armada com lanas pesadas, para destruir a formao do inimigo. O pensamento dele 
foi um pouco fora do alvo. Arisaka nada sabia sobre os mtodos macednios. Mas ele saba sobre os Aretes. Em intervalos na linha haviam jovens troncos de rvore 
aparadas e afiadas, seguradas por seis guerreiros cada, os homens segurando em cordas na lateral do tronco. Os troncos afiados balanavam abaixo das mos, na altura 
da cintura segurado pelas cordas. Iria atuar como aretes e abrir grandes lacunas na defesa adversria antes dos Kikoris lidarem com os atacantes. Nenhuma barreira 
de escudos aguentaria um impacto to forte. E uma vez que a integridade da parede estivesse quebrada, os Kikoris perderiam sua grande vantagem  A habilidade de 
lutar como um time, com cada guerreiro ajudando e defendendo o companheiro ao lado. "Ento  isso que ele tem em mente," Horace murmurou para si mesmo. Ele observou 
quando os Senshis avanavam, e cercavam a linha the Kikoris em cada extremidade. Com o espao menor as formaes externas teriam que recuar at a frente do exrcito 
Arisaka. Eles posicionariam trs ou quatro atacantes atrs dos aretes. Will estaca correndo por trs dos dois gojus lderes, gritando para atrair a ateno de Horace. 
"Arete! Arete!" Ele chamou e Horace acenou em confirmao. Eles praticaram a defesa contra as enormes lanas. Os aretes eram no fundo a mesma coisa, e eles tinham 
uma tatica que podiam usar contra eles. Will continuou a correr para passar a mesma mensagem para Selethen. Horace se apressou para se juntar com seu goju. Ele se 
moveu rapidamente, chamando seus homens. "Use a ttica Arete quando chegarem perto!" ele gritou e viu a seo de lideres na frente do goju virarem rapidamento para 
indicar que entenderam. Os Senshi estavam a 50 metros de distancia agora, quase no alcane do Arete.

"Preparem-se!" Horace gritou e eles responderam como um s homem, andando para trs trs passos para se dar espao para arremear. "Lanas prontas!" Vinte e cinco 
braos se moveram para trs e as lanas miraram para cima. "Mirem os aretes!" Horace ordenou. Ele observou enquanto o exercito se aproximando, julgou que eles estavam 
no alcance do tronco. "Agora!" As lanas sibilaram enquanto voavam em arco. Alguns segundos depois, ele viu sees inteiras da linha Senshi carem, enquanto as lanas 
continuavam a cair sobre eles. Um dos aretes caiu no cho quando metade de seus atacantes desapareou sob as lanas, e os outros foram forados a deixar o tronco 
cair de suas mos. O pesado tronco rolando s serviu para causar mais confuso. Porm, eles se reagruparam e voltaram para a luta. Ainda tinham dois aretes mirados 
no goju dos ursos. O tronco mais perto surgiu da linha de frente dos Senshis, enquanto comeavam a correr. Eles se lanaram em direo a barreira de escudos Kikori, 
o rpido aumento de velocidade enganou Horace. O pesado e afiado tronco oscilou para a frente, acertando a barreira frontal. Trs dos Kikori caram no cho e os 
homens do arete moveram-se rapidamente para voltar  posio. O grupo de Horace havia se juntava novamento aps jogarem suas lanas. Agora usavam suas armas reservas 
para derrubar adversrios na linha de frente, no arete e nas barreiras. O tronco oscilou para trs e para frente para derrubar mais escudos de novo. Mais Kikori 
caram na batalha e os Senshi esperando gritaram em triunfo quando viram a anteriormente parede sem falhas se desintegrando. O tronco oscilou para trs novamente. 
"Arete! Arete!" Horace gritou, a garganta seca e a voz rouca. Agora, enquanto o pesado tronco oscilou para a frente, os Kikori andaram para trs e para o lado, 
abrindo um espao entre eles. Sem nenhuma resistncia, o arete saiu da mo dos atacantes, jogando os homens armados no cho. Alguns dos Kikori se ocuparam em pegar 
o arete e leva-lo atravs dos soldados. Pelo espao entre os Kikoris, alguns dos Senshis resolveram se aproveitar, enquanto se ouvia o barulho de espadas sendo 
retiradas da bainha e rapidamente as espadas mortais dos Kikoris comearam a trabalhar. Os sobreviventes que carregavam o tronco, acharam-se no espao atrs do segundo 
goju, aturdidos e isolados. Quando perceberam o que aconteceu, dez homens do goju dos tubares se moveram para ajudar e rapidamente os cercaram. Em alguns segundos, 
os homens Arisakas jaziam imveis. Mas, em um estilo de luta mais aberto, eles tinham levado 5 Kikoris junto com eles. Com um grito de raiva, a linha Senshi avanou, 
mas a parede de escudos se fechou to rapido quanto abriu e eles se descobriram olhando uma formidvel muralha sem falhas. Eles cortaram e bateram sem efeito algum, 
negado o espao que precisavam para fazer um melhor uso de suas espadas. As espadas curtas e mortais dos Kikoris rapidamente apareceram entre os escudos cortando, 
ferindo e matando. Os Senshis recuaram, saindo do alcance das espadas curtas. Agora alguns deles comearam um ataque mais cauteloso procurando pequenos espaos entre 
os escudos com suas longas Katanas. Mas agora, j avisados da ttica dos Kikori de juntar os escudos, eles recuaram suas espadas rapidamente. Foi uma tcnica eficaz 
e mais Kikori caram, sendo substitudos por homens da segunda linha.

Horace olhou de relance para baixo na linha para ver o que havia acontecido com o segundo arete. Os homens que estavam segurando o arete, vendo o que havia acontecido 
com seus companheiros, foram mais cautelosos em seu ataque. Balanaram o tronco em vrios golpes curtos, e selvagens na parede de escudos. A formao rachou, e mais 
homens caram. Ento os homens segurando o arete arremessaram-no na linha de frente dos Kikoris, as espadas imediatamente saindo da bainha para se aproveitar da 
abertura que tinham feito. Por alguns minutos, tiveram a situao que quiseram - uma linha separada de Kikori, que lhes dava o espao que precisavam para usar suas 
espadas longas. Eles fizeram um grande estrago nos defensores. Ento a segunda linha se juntou a primeira, usando suas lanas para atacar a longa distancia, movendo-se 
para a frente como um homem apenas, para acabar com as aberturas na linha frontal. Horace veio de sua posio vantajosa, sua espada balanando e empurrando os Senshi, 
seu escudo resistindo as Katanas dos Senshi. Sua velocidade, e o poder de seus golpes com a espada, pegaram os homens de Arisaka de surpresa e comearam a recuar 
antes do "exercito Horace". Vendo isto, Horace gritou para seus Kikori. " Avanem! Avanem! Issho-ni! Issho-ni! " O goju dos ursos, com a disciplina e a formao 
restauradas, comearam a marchar firmemente para a frente, juntando o inimigo, cortando, matando e avanando. Mas mesmo recuando, as katanas dos Senshis tomavam 
um pedgio dos gojus que avanavam. No flanco direito, os falces de Selethen estavam indo um pouco melhor. Tinha havido apenas dois aretes na formao de Selethen, 
e estavam atrs dos troncos que estavam atacando as linhas de Horace. Selethen foi capaz de usar a ttica "doorway" quando o primeiro arete atacou. Os Kikori foram 
para o lado, deixando o tronco passar, enquanto os homens de Selethen acabavam com eles com lanas e as espadas curtas. Ento a linha havia fechado outra vez para 
enfrentar o prximos Senshi. O segundo arete nunca chegou  linha de frente dos falces. Quatro de seus seis portadores foram golpeados por uma salva de flechas 
pretas. Halt, estando com Shigeru em uma posio elevada vantajosa, acenou com a cabea de satisfao quando viu o resultado de suas flechas. Os restantes dois carregadores, 
incapazes de controlar o pesado tronco eles mesmos, deixaram-no cair no cho. O tronco quicou e rolou, derrubando quatro Senshi, planejando aproveitar o buraco que 
o arete faria nas linhas inimigas. Aproveitando a confuso, Selethen ecoou as ordens de Horace. "Avante! Issho-ni!" Os Kikoris moveram-se para a frente como uma 
mar repetindo a ordem. "Issho-ni! Issho-ni!" Eles bateram de frente com os Senshi e o massacre comeou. Porm, assim como os Senshi encarando os homens de Horace, 
esses guerreiros sabiam bem que no seria bom deixar os Kikoris chegarem perto. Eles procuraram espaos entre e em cima dos escudos, cortando e ferindo. Homens morreram 
nos dois lados, embora o combate a curta distncia se adequasse melhor aos Kikori. Selethen, assim como Horace, passou

pela linha, atacando onde ajuda era necessaria com sua brilhante e curva espada, usando seu pequeno escudo de mo para refletir os ataques das Katanas inimigas. 
Ele olhou para as linhas do goju de Horace e viu que seus homens estavam movendo-se de encontro as linhas de Horace, abrindo um espao perigoso. No mesmo instante, 
ele gritou uma ordem. "Falces! Parem e voltem 10 passos!" Movendo-se como um, a linha frontal dos falces moveu-se para trs. Como haviam treinado, a segunda linha 
segurou nos ombros dos companheiros na linha frontal. Viraram-se na direo que estavam recuando, guiando os passos da linha frontal, para que eles no precisassem 
dar as costas aos inimigos. O goju inteiro simplesmente moveu-se para trs, a formao ainda intacta, qualquer espao entre os escudos fechado pelos homens da segunda 
linha. Selethen contou a distncia at a fora Senshi e olhou de volta para o Goju dos tubares atrs de seus homens. Ele sinalizou o comandante deles e o homem 
se virou gritando uma srie de ordens. Os homens de Arisaka, a viso obscurecida pelo inimigo diretamente a frente deles, no tiveram nenhum aviso sobre a chuva 
de lanas do goju tubaro, tambm porque estavam de olho nos falces. Guerreiros Senshi caram sem aviso por toda a extenso da linha enquanto as lanas pesadas 
acertavam seus alvos. Selethen vendo que os aretes estavam todos fora de ao, sinalizou outra chuva de lanas e observou enquanto mais grandes espaos se abriam 
nas linhas Senshi. Um comandante Senshi gritou uma ordem e seus homens sem saber quando poderia acontecer outra chuva, viraram-se e correram rapidamente. Horace 
agora viu que os seus homens estavam avanando muito  frente da formao dos falces. Ele tambm mandou pararem e as duas linhas de frente olhavam para si mesmas. 
Os Senshi no iam tentar outro ataque frontal, pois isso iria leva-los ao alcance das curtas espadas. Mas agora um grupo de cinquenta guerreiros Senshi se deslocaram 
do batalho e comearam a tentar achar um caminho pelas obstrues de madeira inimigas que eles podiam ver no flanco esquerdo. Eles foraram e cortaram seu caminho 
pelos ourios em forma de estrela, gradualmente conseguindo passar. A, varios deles foram pegos pelos ganchos que cobriam o cho na altura do joelho. Nenhum deles 
prestou ateno  corneta que veio da terra elevada onde Halt estava observando. E poucos viram o grupo levemente armado de jovens que surgiu da cobertura das rochas 
 sua direita. Mikeru olhou para a figura distante com o manto cinza e verde. Ele viu Halt levantar a mo lentamente, duas vezes, em seguida, apontar para a traseira. 
O jovem Kikori assentiu, compreendendo, e emitiu suas ordens aos seus trinta laneiros. "Duas lanas", disse ele. "Ento recuar." Cada homem carregava oito dardos 
em um tubo de couro em suas costas. Halt estava obviamente se preocupando em conservar suas armas ao mximo. 'Preparem-se!' Mikeru falou. Ele olhou para a linha 
de atiradores, viu que eles estavam todos preparados, e falou a ordem definitiva. 'Agora!'

As lanas com ponta de ferro, batendo na corda esticada fizeram um barulho de assobio quando foram soltas . Alguns dos homens que lutavam para soltar-se dos ourios 
ouviram e ergueram os olhos, curiosos para saber o que era. Em seguida, as trinta lanas colidiram com eles e se ouvia gritos e choros quando caam, sua armadura 
rompida pelas pontas de ferro. Antes que pudessem se recuperar, outro vo de lanas acertou o alvo. Quinze dos 50 foram deixados pendurados desajeitadamente, estendidos 
sobre os ourios. Onze dos sobreviventes passaram pelo emaranhado de obstculos e encontraram-se diante de cinqenta guerreiros de Moka, que estavam ansiosos para 
dar um golpe pelo Imperador. Houve uma batalha desigual rpida. Nenhum dos atacantes sobreviveu. Vendo o resultado, o restante da fora que tentava o flanqueio se 
retirou. Do outro lado do campo, a mesma coisa estava acontecendo. Homens de Arisaka, frustrados na sua tentativa de forar um caminho atravs da parede de escudos, 
foram recuando para fazer um balano da situao. Eles deixaram muitos de seus companheiros no campo de batalha, mas eles no estavam derrotados de maneira alguma. 
E eles tinham levado junto tambm muitos dos Kikori. Sabendo o que esperar, os Senshi no atacaram cegamente, como haviam feito antes. Estavam mais disciplinados 
na sua segunda abordagem e sabiam quando recuar. Agora, por consentimento mtuo, as duas foras recuaram e se observaram, cada um avaliando o dano que havia feito, 
os prejuzos que sofreram. Halt olhou para cima quando Will se aproximou. Ele viu que a aljava de seu antigo aprendiz se encontrava metade vazia. Obviamente, Will 
tinha alguns dos Arisakas na sua conta. "Qual a situao?" Halt perguntou. O Arqueiro mais jovem sacudiu a cabea. "No  muita boa. Perdemos mais de vinte homens. 
E h outros dez feridos." Halt assobiou lentamente. Esse foi um tero dos homens que tinham estado nos dois principais gojus. "Podemos aguentar mais um ataque?" 
Will pensou sobre a questo antes de responder. "Eu diria que sim. Arisaka perdeu quase duzentos homens no ataque. Temos dois gojus intactos e prontos para lutar. 
So novas tropas. Vou bota-los na frente para substituir os falces e os ursos." "Alm disso, temos os laneiros de Mikeru. Eles fizeram um timo trabalho.Tambm 
temos cinqenta Senshi nossos." "Eu penso que ns podemos lidar com qualquer coisa que Arisaka lanar sobre ns desde que os reforos no apaream." No momento em 
que ele disse as palavras, ele lamentou-as. O pensamento supersticioso ocorreu-lhe que, ao mencionar a possibilidade, ele pode torn-la realidade. Ento ele expulsou 
o pensamento. As coisas no funcionam assim, ele disse a si mesmo. Do outro lado do campo, do exrcito Arisaka, ele ouviu um barulho repentino de alegria. Ele olhou 
para cima.

"O que eles esto comemorando?", perguntou ele. Halt apontou na direo de uma linha de homens, apenas visvel no canto sudoeste da plancie. " Yamada", disse ele. 
'Ele chegou."

52
Com o roto insensvel, Will observava os recm-chegados se aproximando vindos do sudoeste. Eles marchavam em um bando grande, irregular e o sol do meio da manh 
brilhava fraco em suas armas e armaduras. Com pelo menos trezentos deles, pensou ele. A voz de Halt estalou-o para fora de seu devaneio sombrio. `' melhor voc 
se mexer se vai reorganizar suas tropas,`' disse ele. `'Ou voc vai se render?''

Will sacudiu com raiva e correu do local um pouco elevado, onde Halt e Shigeru estavam. Ele enviou um destacamento para recuperar o maior nmero de dardos possveis, 
e ordenou os Lobos e os Tubares para a linha de frente, substituindo os dois gojus mal esgotados que suportaram o combate to longo. Horace e Selethen iriam comandar 
os dois novos gojus na linha de frente. Os trs tiveram uma consulta apressada. `'Eles no tero qualquer pancada neste momento, `' Will disse. `'Ento eu acho que 
o negcio  normal. Use seus dardos. Duas rajadas de cada um, no h necessidade de guarda-las para apunhalar. E feche com eles o mais rpido que voc puder. Nossos 
homens se saram bem quando se aproximaram - e os Senshi no gostaram disso." Seus dois comandantes assentiram. Horace olhou para onde Shigeru estava em plena armadura 
cerimonial. `'Alguma chance de voc convencer Shigeru a escapar?'' Ele disse, abaixando a voz. Will balanou a cabea. `'Halt tentou. Ele vai ficar por seus homens, 
ganhando ou perdendo.`' `'Eu sempre pensei que ele iria, `' Selethen disse calmamente. Todos os estrangeiros tinham vindo a respeitar a fora de carter e a tranquila 
dignidade do imperador. `'Nesse caso, ns temos que ganhar,`' disse. Mas o fato de que ele fez a pergunta mostrou que ele no acreditava que era possvel agora. 
Todos sabiam que a chance era ter fora para esmagar Arisaka antes dos homens de Yamada chegarem. Essa oportunidade se foi. Eles podiam ouvir os irregulares passos 
pesados e o chocalho de equipamentos da fora de Yamada se aproximando. Em poucos minutos, estariam lutando por suas vidas novamente. `'Tudo bem,`' disse Will. `'Eu 
acho que  isso. Tempo para ns  `' `'Chocho! Chocho-san!'' A voz jovem e clara carregava a eles e todos se viraram para ver Mikeru correndo em sua direo. O tubo 
de flechas tampado pendurado e suas costas iam pra cima e pra baixo enquanto ele corria, criando um chocalho em contraponto o barulho de seus ps. `'Que negcio 
 esse de Chocho?'' Will murmurou para si mesmo. Mas seus amigos ouviram o comentrio. `' um termo de grande respeito, `' eles disseram em coro, e ele olhou para 
eles. `'Ah, cala a boca, `' disse ele. Mas agora Mikeru tinha alcanado eles. Ele se inclinou para frente, recuperando sua respirao, suspirando fundo com os pulmes 
cheios de ar, as mos sobre as coxas. `'Mikeru, vamos precisar de voc de volta com os seus homens,`' Will comeou. O pequeno, mas potente arqueiro estava estacionado 
do outro lado da linha. Mas Mikeru estava balanando a cabea enquanto reunia flego suficiente para falar. `'Chocho`` ele conseguiu suspirar, `'h homens vindo. 
Soldados!''

`'Ns sabemos, `' disse Horace, o polegar indicando os Senshi se aproximando. `'Seria um pouco difcil de perder eles.`' Mas Mikeru acenou com as mos em gesto negativo. 
`'No l!'' Disse. `'L!'' E apontou para o leste. Trs pares de olhos se viraram para seguir seu dedo apontado. Para o leste de sua posio, aps o final do flanco 
esquerdo e do penhasco baixo, havia outra linha de cume, dois quilmetros de distncia. Emergindo atrs dele, e na plancie, estava um enorme corpo de tropas. Quando 
os trs amigos viram, a coluna continuou flutuando de trs do cume, levantando nuvens de poeira que marcava seu movimento. `'So as garotas, `' Horace disse calmamente. 
`'Elas fizeram isso. E trouxeram os Hasanu com elas. `' `'Deve ter milhares deles, `' disse Selethen, como a coluna continuava a emergir a vista. E agora eles podiam
ouvir o som fraco de um canto distante. Will percebeu que podia ouvir porque o aclamar do exrcito de Arisaka tinham morrido quando todos os olhos se voltaram para 
o leste `'Kotei! Kotei! Kotei!" `'O que eles esto dizendo?'' Ele perguntou  Mikeru. O jovem lutador sorriu para ele. `'Eles esto dizendo: `Imperador! Imperador! 
Imperador!''' Ele disse a eles. Will deixou escapar um suspiro de alvio. Ele olhou em volta para onde estava Halt e viu seu antigo mestre, o capuz puxado para trs 
e sua cabea descoberta, baixinho acenou para ele. Os Hasanu tinham se instalado integralmente na plancie e comearam a avanar em direo ao Senshi de Arisaka. 
O canto ficou mais alto e mais alto quando eles se aproximaram e os homens de Arisaka viraram incertamente para enfrentar a horda que se aproximava. Mesmo com os 
homens de Yamada, eles estavam em menor nmero, em pelo menos 3  1 e eles estavam apreensivos como eles comearam a fazer os detalhes dos Hasanu. Grandes figuras, 
mais de dois metros de altura, cobertos com o que parecia ser um cabelo avermelhado e brandindo clavas fortificadas, lanas e lanas pesadas. Inconscientemente, 
o Senshi agrupado se aproximou enquanto eles enfrentavam essa nova ameaa terrvel. E como eles o fizeram, eles pareciam esquecer que atrs deles estavam as presas 
mortais dos Lobos e dos Tubares. Will olhou para os dois gojus, em formao, perfeitamente disciplinados. Ele percebeu que essa era a oportunidade ideal para esmagar 
o exrcito de Arisaka. Sua fora pequena, mas altamente treinado seria o martelo. O enorme exrcito Hasanu seria a bigorna, sobre a qual eles quebrariam Arisaka 
de uma vez por todas. `'Mikeru, `' disse ele, `'pegue seus homens para avanar tanto quanto os ourios. Bata no Senshi do flanco. Deixe-os terem todos os seus dardos, 
depois corram para ele.`' O jovem assentiu com a cabea e correu para longe. Will virou-se para Horace e Selethen. `'Avancem os quatro gojus e acertem eles na parte 
traseira, `' disse ele. Os dois comandantes assentiram e correram para as suas posies. Soaram as ordens. Houve o familiar som de bater de escudos macios, elevando 
em suas posies. Em seguida, os Lobos e os Tubares saram em perfeita harmonia, os gojus cansados, Ursos e Falces, foram atrs deles. Alguns dos homens de Arisaka 
sentiram a abordagem e se viraram para enfrent-los. O exrcito rebelde estava preso. As asas da linha macia dos Hasanu os rodeando nos prximos poucos minutos. 
E a mquina de guerra de rosto sombrio dos Kikori estava em sua retaguarda. Mas os Senshi eram guerreiros, formados em uma escola dura. Eles

poderiam ter nenhuma chance, mas eles vendiam suas caras vidas. Aqueles na travessia viraram o rosto para os gojus Kikori que avanavam. A quarenta metros Horace 
pediu aos Kikori que parassem, ento, para as fileiras de trs, para abrirem, seus dardos equilibrados. `'Pare!" A voz, profunda e ressonante, soou sobre todo o 
campo de batalha. Will girou e viu Shigeru, com Halt ao seu lado, caminhando em direo  linha Kikori. Depois de um momento de hesitao, o jovem Arqueiro moveu-se 
pra se juntar a eles. Shigeru estava segurando um ramo verde acima da cabea, o equivalente a uma bandeira de trgua pra os Nihon-Jin. O silncio se abateu sobre 
o campo de batalha, quando os milhares de guerreiros esperavam para ver o que estava prestes a acontecer. O ramo verde era um smbolo inviolvel e devia ser respeitado. 
Halt, Will e Shigeru atravessaram a plancie, at que ficou entre os gojus Kikori e a linha de Senshi. Shigeru ficou parado, ainda segurando o ramo verde acima da 
cabea. Da fora Hasanu, viram outro grupo segurando um ramo verde, se retirando do grupo principal e se movendo para se juntar a eles. O corao de Will subiu de 
alvio quando ele reconheceu Alyss, com Evanlyn ao seu lado tentando igualar os passos largos da menina mais alta e ainda manter sua dignidade. Elas estavam andando 
a um ou dois passos atrs de um homem alto, de aparncia aristocrtica Nihon-Jin em armadura de guerreiro.  medida que se aproximava, Will encontrou os olhos de 
Alyss e eles sorriram um para o outro. `'Senhor Nimatsu, `' desse Shigeru, `' bom ver voc. `' O alto Nihon-Jin curvou-se profundamente. `'Eu estou ao seu servio, 
Sua Excelncia, como o meu povo esta. D a ordem. `' Shigeru no disse nada no momento. Virou-se para as foras rebeldes, agora quase cinquenta metros de distncia 
para ele. `'Arisaka!'' Chamou. `'Temos que conversar. `' Por um momento, nada aconteceu. Em seguida, um movimento ecoou da fileira de rebeldes e os guerreiros Senshi 
se partiram com um grupo de trs homens se movendo por eles  Arisaka, com o rosto escondido pela aparncia quase demonaca, capacete vermelho laqueado, e outras 
duas pessoas. Eles pararam. A direita de Arisaka estava um de seus tenentes, um nobre Senshi encorpado, trazendo um enorme arco recurvo.  esquerda estava um velho 
fidalgo, tambm em armadura. Shigeru se curvou a essa pessoa passando. `'Lord Yamada, voc me reconhece?" O homem mais velho olhou para a figura diante dele. Ele 
no tinha certeza. Seus olhos no eram to bons como costumavam ser, e a pessoa estava a alguma distncia. Mas ele definitivamente se parecia com o Imperador. `'Disseram-me 
que um impostor tinha tomado o lugar do Imperador, `' ele disse com sua voz incerta. De repente, o arqueiro na direita de Arisaka se moveu, atirando uma flecha que 
tinha colocado em posio. `'Morte ao impostor!'' Ele gritou quando atirou. Shigeru resistiu firme, quando a flecha perfurou seu brao esquerdo, abaixo da armadura. 
O sangue comeou a escorrer sobre sua manga de linho branco. Um rugido de protesto levantou-se em torno do campo de batalha, de amigos e inimigos. O ramo verde de 
trgua era sagrado. A violao foi uma abominao aos olhos dos Nihon-Jin. Mas antes que qualquer um pudesse se mover, ou do arqueiro

preparar outro tiro, Will chicoteou uma flecha de sua aljava, ps no arco, puxou, mirou e atirou em um movimento. Sua flecha perfurou a armadura do nobre como uma 
faca quente na manteiga. O homem cambaleou com o impacto, seu arco recurvo caindo das mos mortas, ento ele caiu para o cho. A multido ficou em silncio de repente, 
atordoada com a resposta relmpago de Will ao ataque traioeiro. Vozes comearam a murmurar de novo, a incerteza em primeiro lugar. Mas, novamente, Shigeru acalmou 
a multido. Rapidamente ele pegou um leno do pescoo e atou ao redor do ferimento em seu brao. Em seguida ele ps a mo ilesa no arco de Will e tomou-o do jovem 
arqueiro. Sua voz ecoou mais uma vez. `'Chega! Chega de derramamento de sangue! Lord Arisaka, vamos acabar com isso agora.`' A espada de Arisaka assobiou da bainha. 
Mais uma vez, um murmrio de desaprovao forte ondulou pela plancie, tanto em seus prprios homens e seus inimigos. Puxar uma arma na presena do ramo verde era 
uma violao grosseira do Cdigo Senshi de comportamento. Mesmo as tropas de Arisaka no podiam tolerar tal ato. `'Isso s vai terminar com sua morte, Shigeru!'' 
Arisaka gritou. Yamada voltou-se para ele, a raiva e a vergonha que sentiu tudo muito bvio em seu rosto. `'Shigeru?'' Ele repetiu. `'Ento voc j sabe faz tempo 
que ele no  um impostor? Voc mentiu pra mim e para meus homens?'' Arisaka, com a fria alm da razo, rasgou o capacete na parte do rosto da cabea e jogou no 
cho com raiva. `'Ele  fraco, Yamada! Fraco e perigoso! Ele ir destruir tudo o que  sagrado!'' Olhou agora em Shigeru, o rosto corado, os olhos brilhando de dio. 
`'Voc quer destruir a classe Senshi e tudo o que ela representa! Eu no vou permitir! Eu vou parar voc!'' `'Arisaka,`' Shigeru disse, sua voz profunda estava calma 
e razovel, por contraste. `'Eu no vou destruir os Senshi. Eu sou um Senshi. Mas por muito tempo, as outras pessoas de Nihon-Jin foram reprimidas e oprimidas. Eu 
quero governar para todos os povos. Como os Kikori aqui, e os Hasanu. As pessoas comuns tm o direito de ter uma palavra a dizer no nosso pas. Diga para seus homens 
largarem suas armas agora e vamos viver em paz. Vamos viver juntos em paz.`' `'No!'' A voz de Arisaka era um grito. `'Meus homens vo lutar com voc. Ns vamos 
morrer se for necessrio! Voc pode nos derrotar, mas isso no ser uma vitria barata. Milhares vo morrer aqui hoje!'' `'Isso  algo que eu no posso permitir, 
`' disse Shigeru. Arisaka riu um som estridente que mostrou como ele estava perto da loucura. `'E como voc vai parar isso?'' Ele perguntou. `'Eu vou me retirar, 
`' disse Shigeru simplesmente. Arisaka recuou surpreso, e exclamaes de espanto passaram pela multido.

`'Vou abdicar se essa for o nico caminho de parar essa loucura. Nomear outro imperador `' Shigeru continuou. `'Lord Yamada, e Lord Nimatsu, eu olho para vocs para 
garantir que uma escolha adequada seja feita. Mas eu no vou assistir milhares de Nihon-Jin, meu povo, perderem suas vidas para preservar meu orgulho. Eu vou me 
retirar. `' `'Voc esta blefando, Shigeru!'' Arisaka disse. `'Voc no vai desistir do trono. `' `'Eu juro que eu vou, se isso for evitar que milhares morram aqui 
hoje. `' Shigeru deixou seu olhar rondar os rostos dos homens de Arisaka quando eles assistiam a esse choque de personalidade. `'Juro por minha honra, diante de 
todos aqui. `' O silncio cumprimentou suas palavras como queles que prestaram ateno percebeu que ele estava srio. Ento os homens de Yamada comearam a murmurar 
entre si. Eles tinham vindo at aqui, sob uma falsa crena. Eles perceberam agora que Arisaka havia mentido para o seu comandante para faz-los quebrar seu juramento 
ao legtimo Imperador. Se Arisaka ordenasse a luta, seu comandante recusaria. Assim como eles. Agora Arisaka dependeria apenas de seus prprios homens. Matsuda Sato 
era um oficial de baixo ranking no exrcito de Arisaka. Ele comandou um pequeno grupo de doze homens e levou-os a servio de seu senhor por dezessete anos. Em todo 
esse tempo, ele recebeu um escasso reconhecimento de seu servio ou sua lealdade. Ele havia assistido Arisaka brutalizar seus homens, conduzindo-os sem piedade e 
puni-los severamente se ele acreditasse que eles haviam fracassado. Arisaka nunca recompensava o bom servio, apenas punia o que ele considerava ruim. Sato, sabendo 
que no havia alternativa, sempre assumiu que esse era o sinal de um bom lder. Agora ele percebeu que estava testemunhando a fora real  um homem que abandona 
a posio mais alta na terra para salvar a vida de seus sditos. Isso era liderana, Sato percebeu. Este era um homem a ser seguido. Arisaka foi exposto como trapaceiro 
e traidor. Sato deslizou sua katana, ainda na sua bainha, de dentro de sua cintura e deixou-o cair no cho em sinal de paz. `'Shigeru!'' Ele gritou, erguendo o punho 
cerrado acima da cabea. Os homens ao seu redor olharam para ele, surpresos. Ento um deles copiou suas aes e se juntou a ele. Em seguida, outro. Em seguia, mais 
dois. Depois uma dzia, `'Shigeru!'' O clamor comeou a se espalhar por todos os homens de Arisaka. O barulho de espadas batendo no cho tornou-se contnuo, uma 
chuva de granizo monstruosa, e as vozes inchando, dezenas de outros, ento cinquenta, cem, ento muito mais. `'Shigeru! Shigeru! Shigeru!'' Em seguida, os Kikori 
participaram, deixando seus escudos e lanas carem no cho e acrescentando suas vozes ao rugido crescente de aclamao. E finalmente, os Hasanu do fundo da garganta, 
bem como, at as montanhas ao redor se encheram com o nome. `'Shigeru! Shigeru! Shigeru!'' De olhos arregalados, furioso, instigado alm da razo, Arisaka balanou 
seu olhar em torno de seus homens. A cantoria agora era ensurdecedora e a viso de seus prprios homens aplaudindo o Imperador era demais.

Sua espada brilhou e o homem mais prximo dele caiu com um grito. Matsuda Sato, comandante de doze homens, olhou para o seu senhor, primeiro intrigado e perguntando
por que ele estava vendo-o apenas atravs de uma nvoa vermelha. Sentia-se entorpecido onde a espada de Arisaka tinha aberto uma ferida enorme no peito. Em seguida,
o vermelho mudando lentamente para preto. Um silncio horrorizado de propagou sobre a plancie quando os homens perceberam o que Arisaka tinha feito. Ele deu um
passo pra frente e se virou para suas tropas, tirando sarro de como eles instintivamente recuaram, pra longe dele. `'Vocs me traram!'' Ele gritou. `'Vocs tem
vergonha de mim! Vocs profanam minha honra!'' `'Voc no tem honra!'' Ele girou a katana ainda manchada de sangue em sua mo. O orador, cujas palavras tinham sido
levadas claramente para os homens em sua volta, era um dos estrangeiros. Um jovem, vestindo um estranho manto verde e cinza. Os olhos de Arisaka se estreitaram. 
Ele era o que tinha atirado to rpido em resposta a flecha de seu tenente. Mas agora o pesado arco longo do estrangeiro estava nas mos de Shigeru, e ele estava 
desarmado. `'Voc  um traidor, um covarde e um homem sem honra, Arisaka!'' O estrangeiro continuou. Arisaka levantou sua katana, apontando para o calmo rosto jovem. 
`'Quem  voc, gaijin? O que voc sabe de honra?'' `'Eu sou chamado de Chocho, `' Will disse. `'Eu vi a honra entre esses guerreiros Kikori, homens que eu treinei 
para lutar com voc. So homens que entenderam a fidelidade e a confiana e eu vejo-o agora em seus prprios homens, agora que eles reconhecem o verdadeiro Imperador 
Nihon-Jin. Mas no vejo nenhuma honra em voc, Arisaka. Eu vejo um rastejador, traidor, mentiroso covarde! Eu vejo um homem sem honra a todos!'' `'Chocho?'' Arisaka 
gritou, instiga fora de controle. `'Borboleta? Ento morra Borboleta!'' Ele saltou para frente, a katana levantando-se para desferir um golpe letal no estrangeiro 
desarmado. Mas quando o brao direito de Will atirou para frente por debaixo de seu casaco e deu um passo a frente com a perna direita, agachando-se quando ele lanava 
a faca saxnica por debaixo do brao. Um cata-vento de luz girando, que brilhou no sentido de cobrar Arisaka, acertando-o acima do peitoral de sua armadura, abaixo 
do queixo, e enterrando-se em sua garganta. O impacto da lmina pesada empurrou a cabea de Arisaka para trs. Ele sentiu a katana caindo de repente de seus dedos 
folgados, sentiu o sangue jorrar da ferida enorme. Ento ele sentiu... Nada. Will endireitou-se de sua posio agachada quando Shigeru avanou e colocou a mo em 
seu ombro. `'Parece que ele confundiu uma borboleta com uma vespa, `' o Imperador disse.

53
A despedida foi dita, em sua maior parte. Will, Halt, Selethen e as duas garotas j estavam a bordo do Wolfwill. O navio estava com a proa encalhada na areia, na 
enseada onde o grupo de Araluen entrou inicialmente em terra. Gundar e seus homens tinham passado o inverno relativamente confortveis na ilha paradisaca, embora, 
Gundar ficou triste ao saber que tinha perdido uma pica batalha. Mas havia abundncia de peixes e crustceos nas guas frias, e um bom suplemento de jogo em terra. 
Agora, com seus passageiros, os Escandinavos estavam ansiosos para voltar o navio para guas de casa. S Horace permaneceu na praia, de p diante do Imperador, superando 
o homem menor.

Lgrimas formaram-se nos olhos do jovem guerreiro agora que tinha chegado a hora de dizer adeus. Nos meses que se passou, ele percebeu que tinha chegado a amar, 
esse governante corajoso e altrusta, a respeitar o seu senso de justia inabalvel e de seu infalvel bom humor. Ele sabia que perderia o barulho profundo do riso 
de Shigeru  um som to grande que ele sempre quis saber como vinha de tal estrutura pequena. Agora, confrontados com o momento de partida, houve um enorme caroo 
na garganta, um n que bloqueava as muitas palavras que ele queria dizer. Shigeru adiantou-se e abraou-o. Ele sabia o quanto devia ao jovem garoto. Ele conhecia 
a coragem de Horace, a determinao e a lealdade que ele havia sustentado e seu pequeno grupo de seguidores em toda a semana difcil e perigosa quando estavam fugindo 
de Arisaka. Ele se lembrava de como Horace tinha avanado sem hesitao para pegar o lugar de Shukin quando seu primo foi morto na mo de Arisaka. Os dois Arqueiros, 
 claro tinham feito um grande servio a ele, com suas inovadoras tticas e planos de batalha, como tinha o de pele escura, nariz de falco, guerreiro Arridi. E 
Evanlyn e Alyss, por sua coragem e iniciativa, foram os instrumentos que salvaram o seu trono, trazendo o poderoso exrcito Hasanu para resgat-lo. Sentiu-se grato 
a todos eles. Mas sem Kurokuma, nenhum deles teria estado aqui. Sem Kurokuma, Arisaka seria agora o Imperador. `'Shigeru... `' Horace conseguiu uma palavra, ento, 
embargada pela emoo, ele afastou-se do abrao do homem mais velho, de cabea baixa, com lgrimas escorrendo pelas bochechas. Shigeru deu um tapinha no brao musculoso. 
`'A despedida  difcil, Kurokuma. Mas eu e voc estaremos sempre juntos. Basta olhar em sua mente e corao e voc vai me encontrar l. Eu nunca vou te esquecer. 
Eu nunca esquecerei que te devo tudo. '' `'Eu... eu no... `' Horace no podia administrar mais nada, mas Shigeru sabia o que ele estava tentando dizer. `'Eu gostaria 
que voc pudesse ficar com a gente, meu filho. Mas seu prprio pas e seu prprio rei precisam de voc. `' Horace assentiu oprimido pelo seu senso de lealdade em 
conflito. Shigeru no poderia ter escolhido uma forma mais atraente de dirigir-se do que chamar Horace de `'filho''. Horace tinha crescido rfo, carente de amor 
de um pai e orientao desde uma idade precoce. Em seguida, Shigeru sorriu e falou em voz baixa, de modo que ningum mais pudesse ouvir. `'E eu acredito que certa 
jovem princesa precisa de voc tambm. Cuide bem dela. Ela  uma joia sem preo. '' Horace ergueu os olhos vermelhos para encontrar os de Shigeru. Ele conseguiu 
um jovem sorriso em troca.

`'Ela certamente `' ele concordou. `'Ns vamos nos ver novamente. Eu sei disso no meu corao. Voc sabe sempre ser bem-vindo aqui em Nihon-Jin. Voc  um de ns. 
`' Horace assentiu. `'Eu voltarei um dia, `' disse ele. `'Isso  uma promessa definitiva. E talvez voc possa viajar para Araluen. Shigeru franziu os lbios. `'Sim. 
Mas talvez no por enquanto. Eu acho que preciso ficar aqui at que as questes estejam estabilizadas, `' disse ele. `'Mas quem sabe? Se houvesse uma ocasio importante 
de estado  um casamento de alto nvel, talvez?'' Ele deixou o pensamento aberto e novamente eles compartilharam um sorriso conspirador. Ento ele enfiou a mo na 
manga larga de seu manto e apresentou um pequeno rolo de papel, amarrado com uma fita de seda preta. Ele entregou a Horace. `'Nesse meio tempo, lembre-se de mim 
por isso. Um smbolo da minha amizade. `' Horace pegou o pergaminho. Ele hesitou ento Shigeru gesticulou para ele abrir. Era um papel de linho fino, sobre ele, 
pintado e estilizado, traos enganosamente simples que caracterizavam bem a arte de Nihon-Jin, estava  capitulao de um urso, representado no ato de pegar um salmo 
em uma cachoeira. Era uma pea fascinante, com apenas os adornos dos detalhes pintados dentro. Mas de alguma forma, o olho do espectador foi levado a providenciar 
as linhas em falta e recursos, criando uma ilustrao completa e compreensiva. Quanto mais Horace olhava, mais o urso parecia tornar-se vivo. Mais ele podia ver 
a gua fluindo ao redor dele. Tudo realizado com algumas pinceladas magistrais sobre o linho. `'Voc pintou isso?'' Disse ele, observando a entrega de trs pequenas 
cerejas no canto esquerdo. Shigeru curvou a cabea em confirmao. `' um pouco bruto. Mas foi feito com amor." Horace lentamente enrolou o linho, recolocou a fita 
e colocou-o em segurana dentro de sua jaqueta. `' um verdadeiro tesouro, `' disse ele. `'Vou mant-lo sempre. `' `'Ento eu estou contente, `' disse Shigeru. Horace 
estendeu as mos num gesto desajeitado. Ele no tinha pensado em encontrar um presente para Shigeru. `'Eu no tenho nada para lhe dar... `' ele comeou. Mas o Imperador 
colocou o indicador para cima graciosamente para silenci-lo. `'Voc me deu meu pas, `' ele disse simplesmente. Eles encararam um ao outro por um longo tempo. No 
houve mais palavras. Do navio, eles ouviram Halt chamando, a voz um pouco apologtica para a intruso.

`'Horace. Gundar diz que a mar est caindo. Ou subindo. Seja o que for, temos que estar em nosso caminho. `' Seu tom era delicado. Ele tinha visto seu jovem amigo 
e Shigeru e ele sentiu que tinha atingido o ponto estranho que vem em todas as despedidas  quando no h mais nada a dizer, quando ningum quer fazer o movimento 
final, para quebrar o vnculo entre eles. Quando algum ou algo tem que dar-lhes o mpeto pra partir. `'Eu tenho que ir, `' Horace disse com a voz rouca. Shigeru 
assentiu. `'Sim. '' Resumidamente, eles se abraaram mais uma vez, cuidando para no amassar o pergaminho dentro da jaqueta de Horace. Em seguida, o alto e jovem 
guerreiro virou-se bruscamente e correu at a escada de embarque. Seus ps mal tinham tocando o convs, o grupo puxou a escada a bordo do navio e comeou a explorar 
a clara praia, virando sua proa para o mar aberto. Horace mudou-se para a popa, sua mo levantada em despedida. Na praia, Shigeru copiou o gesto. A mar vazante
pegou o Wolfship, puxando-o rapidamente para longe da praia enquanto a tripulao iava a vela triangular. Ento, quando o estaleiro foi apoiado ao redor, a vela
encheu e o leme comeou a morder quando Gundar definia o rumo para resistir o promontrio. Horace permaneceu na popa, observando a figura na costa ficar cada vez
menor. Aps vrios minutos, Evanlyn se moveu para ficar com ele, deslizando o brao em sua cintura. Impulsivamente, Will foi para se juntar a eles, com a inteno
de adicionar seu apoio e conforto de Evanlyn. Mas Alyss pegou seu brao e o impediu. `'Deixe-os, `' ela disse calmamente. Ele franziu a testa, sem entender por um 
segundo ou dois, ento absorveu a mensagem. Sua boca formando o silencioso `'Oh''. O convs sapateou quando o vento refrescou e a gua comeou a ruir mais alto, 
uma vez que deslizou pelos lados do Wolfship, acelerando-o. Finalmente, ele circulou o ponto e Horace no conseguia mais ver seu amigo, o Imperador de Nihon-Jin.

54
`'Borboleta?'' Will disse. `'Por que `Borboleta'?'' `'Eu acredito que  um termo de grande respeito, `' disse Selethen gravemente. Ele esta, muito obviamente, no
rindo. Muito obviamente, Will pensou. `'Est tudo certo pra voc, `' disse ele. `'Te chamaram de `Falco'. Falco  um excelente nome.  guerreiro e nobre. Mas Borboleta...
?'' Selethen assentiu. `'Eu concordo que Falco  um nome eminentemente adequado. Eu presumo que tem a ver com minha coragem e nobreza de corao. `' Halt tossiu
e o senhor Arridi olhou para ele, as sobrancelhas levantadas. `'Eu acho que se refere menos ao seu corao e mais a outra parte do seu corpo, `' Halt disse suavemente.
E bateu com o dedo de forma significativa ao longo do lado do nariz.

Era um gesto que ele sempre quis uma oportunidade de usar e esta era boa demais para perder. Selethen fungou e virou para longe, fingindo no perceber. Eles estavam
no mar h cinco dias o que explicava o atual bom humor de Halt. Ele tinha durante o perodo habitual amontoado no gasto abrigo de proteo, com o rosto branco, olhos
enfiados na cabea. Seus amigos tinham taticamente o ignorado enquanto ele se acostumava com o balano do navio. Agora, com um vento constante ao longo ponto cardial 
do seu porto e um suave, at aumentar, o Wolfwill foi devorando os quilmetros na viagem pra casa. No oeste, um magnfico por do sol estava pintando as nuvens baixas 
no horizonte em tons de dourado brilhante e laranja. Os seis amigos estavam sentados em baixas cadeiras de lona, em um espao livre em frente apenas da posio de 
Gundar, discutindo os nomes que tinham sido dados pelos Kikoris. Selethen foi nomeado `Falco'. Alyss tinha ganhado o ttulo de Tsuru, ou `Gara'. Era uma ave graciosa 
de pernas compridas e o nome era apropriado. Evanlyn era Kitsun, a palavra Nihon-Jin para raposa  um tributo a sua velocidade e agilidade. Halt, curiosamente, 
tinha sido conhecido apenas como Halto-san. Talvez porque, de todos eles, seu nome era mais fcil para a os Nihon-Jin enunciarem. Mas Will tinha sido surpreendido 
em seu confronto com Arisaka, ao descobrir que seu nome  `Chocho'- significava `Borboleta' parecia um nome altamente no marcial para ele  nada to glamoroso. 
Ele ficou perplexo ao saber por que haviam escolhido ele. Seus amigos,  claro, ficaram encantados em ajuda-lo a adivinhar o motivo. `'Eu suponho que  porque voc 
est com to enfeitado, `' Evanlyn disse. `'Vocs Arqueiros so um tumulto de cor, depois de tudo. `' Will olhou para ela, e ficou profundamente abalado ao ouvir 
o riso abafado de Alyss pelo comentrio espirituoso da princesa. Ele tinha pensado que pelo menos Alyss, podia apoia-lo. `'Eu acho que pode ser mais pelo jeito como 
ele correu ao redor do campo de treino, flechando aqui e l para corrigir a maneira que um homem pode estar segurando seu escudo, ento correndo pra fora para mostrar 
para algum como colocar o peso do seu corpo no arremesso de seu dardo, `' disse Horace, com um pouco mais de simpatia. Em seguida, ele arruinou o efeito adicionando 
impensadamente, `'devo dizer, seu manto flutuou em torno de voc como asas de borboleta. `' `'No era nenhuma dessas coisas, `' Halt disse finalmente, e todos se 
viraram para olhar para ele. `'Eu perguntei  Shigeru, `' ele explicou. `'Ele disse que todos tinham percebido como a mente e a imaginao de Will mudavam rapidamente 
de uma ideia para outra numa velocidade to alta, trs, frente, lados, em um padro totalmente

invisvel  algo que eu mesmo notei. Na verdade,  um nome bastante justo a voc quando se pensa nisso. `' Will olhou tranquilizado. `'Eu suponho que no  to ruim 
se voc coloc-lo dessa forma.  s que parece um pouco... feminino. `' Ele sentiu o endurecimento na atitude de Evanlyn e Alyss e apressou-se a qualificar suas 
palavras, `'Que eu, por exemplo, no me importo nem um pouco.  um elogio, realmente. Um termo de grande respeito, de fato. `' `'Eu gosto do meu nome, `' disse Horace, 
um pouco presunoso. `'Urso Preto. Isso descreve a minha fora prodigiosa e meu poderoso talento na batalha. `' Alyss poderia deix-lo fugir com isso, se no fosse
por sua observao sem prudncia sobre o manto de Will agitando como asas de borboletas. `'No  bem assim, `' disse ela. `'Eu perguntei a Mikeru de onde o nome
veio. Ele disse que descrevia seu prodigioso apetite e seu poderoso talento na mesa de jantar. Parece que quando voc estava fugindo pelas montanhas, Shigeru e seus 
seguidores estavam preocupados que voc poderia comer todos os suprimentos por si s. `' Houve uma rodada geral de risos. Aps alguns segundos, Horace se juntou. 
Halt, observando-o de perto, pensou o quo bem este jovem tinha se tornado. Corajoso, leal e com habilidades inigualveis com armas, ele era um crdito da tutela 
do Baro Arald e a Escola de Batalha do Castelo Redmont. Halt no pensou que sua influncia e exemplo poderia ter desempenhado algum papel na formao de um personagem 
to forte e simptico. `'Bem, `' disse Evanlyn, `'vamos ter que encontrar outro ttulo para ele em breve.`' Todos olharam para ela, intrigados com suas palavras. 
Will, olhando para Horace, percebeu que seu melhor amigo tinha ficado muito vermelho de vergonha. Evanlyn, sentada junto  Horace, sacudiu-o suavemente com o cotovelo. 
`'Diga a eles, `' disse ela, sorrindo largamente. Horace limpou sua garganta, arqueou e pigarreou vrias vezes e finalmente conseguiu falar. `'Bem,  isso mesmo... 
Vocs veem... Ns estamos tipo de... `' Ele hesitou, limpou a garganta mais duas ou trs vezes, e Evanlyn sacudiu-o novamente, um pouco menos suave. `'Diga a eles, 
`' ela repetiu e as palavras saram em um jato, como a gua de uma represa em colapso. `'NoitepassadaeupropusEvanlyneeladissesim... `'Ele conseguiu abrandar e disse 
em uma velocidade mais compreensvel, `'ento quando chegarmos em casa, vamos nos casar e eu espero  `' Ele disse mais. Mas ningum o ouviu no grito geral de alegria
e felicitaes que irromperam de seus amigos. Os Escandinavos olharam surpresos com a comoo geral.

Halt virou-se para Gundar quando Will subiu pelo convs para abraar primeiro Horace e depois Evanlyn, com o rosto aceso com alegria para os dois, o seu corao 
se enchia de felicidade. `'Gundar!'' Halt gritou. `'Libere algumas das nossas disposies especiais, e um pouco de vinho e cerveja. Vamos ter uma festa hoje  noite!'' 
`'Eu estou nessa!'' Gundar disse, sorrindo largamente. Ele ouviu o anncio de Horace e ele foi felicitar os dois jovens. A palavra do compromisso brilhou ao longo 
dos bancos de remo onde a tripulao estava relaxando. Houve um rugido de prazer do banco da frente, ento a figura parecida a um urso que era Nils Ropehander veio 
descendo da plataforma gritando parabns. `'O que  isso? General? Compromisso? Bem, General, aqui est minha mo em parabenizao!'' A expresso `'aqui est minha 
mo'' acabou sendo um pouco relaxada. Nils despejou em Horace um abrao de urso de felicidade. Quando ele soltou Horace, o jovem a ser noivo, amassado, gemendo, 
ofegante, no convs. Nils, em seguida, se virou  Evanlyn. Ela levantou-se cautelosamente e comeou a recuar. Mas o lobo do mar rapidamente tomou-lhe a mo, curvou-se 
e levantou-a aos lbios, proporcionando um molhado, beijo estalado. `'Eu espero ser um mensageiro no casamento!'' Ele gritou. Evanlyn sorriu disfaradamente enxugando 
a mo molhada na jaqueta. `'Eu acho que eu gostaria de ver isso, `' disse ela. Ela olhou para Alyss, viu o prazer nos olhos da alta garota. `'Falando de funes 
oficiais, espero que voc seja minha dama de honra?'' `'Eu vou ficar feliz, `' disse Alyss. `'E eu suponho que isso signifique que finalmente vou conseguir terminar 
uma dana de casamento com Will.'' No havia dvida na mente de ningum que Will seria o padrinho. No casamento de Halt, sua dana com Alyss havia sido interrompida 
pela chegada inesperada de Svengal, com a notcia de que Erak estava sendo mantido como refm. `'Eu tenho uma grande ideia!'' Horace disse, depois de ter recuperado 
a maioria de sua respirao. Ele olhou ao redor do seu crculo de amigos mais prximos. `'Ns temos a dama de honra e o padrinho aqui. Por que no fazer o casamento 
agora? Gundar  o capito do navio. Ele pode realizar casamentos, no pode Halt? Voc pode nos casar, no pode Gundar? `'Eu no estou certo de que seria uma grande 
ideia... `' Halt comeou, mas Gundar o parou alegremente. `'Pelos dentes de Gorlog, garoto, eu no sei se eu posso ou no. Mas diga-me as palavras e eu digo pra 
voc!'' `'Hum, Horace, querido, `'Evanlyn disse, escolhendo cuidadosamente suas palavras.

`'Gundar no  to capito do navio como um pago de uma reforma pirata. `'Olhou desculpando se para Gundar. `'Sem ofensas, Gundar. '' O Skirl encolheu os ombros 
com alegria. `'No me ofendeu, mocinha.  uma descrio bastante justa. No tenho certeza da parte da reforma, `' acrescentou ele, pensativo. `'Eu no tenho certeza 
que meu pai iria aprovar totalmente ns nos casarmos aqui. Eu acho que ele gostaria de saber sobre isso em primeiro lugar, `' Evanlyn continuou. Horace, ousado, 
encolheu de ombros. `'Tudo bem, `' disse ele. `'Foi s uma ideia. Mas se voc disser no, ento  no. `' Halt aproximou-se dele e afagou-lhe delicadamente seu brao. 
`'Acostume-se a isso, `' disse ele.

EPLOGO
Eles celebraram a fundo na noite. Quando os outros j haviam ido embora, Will e Alyss ficaram juntos, o brao dele na cintura dela, o brao dela nos ombros dele, 
na proa do navio. Era uma linda noite e a lua se erguia baixa no horizonte, projetando uma trilha cor de prata pela gua escura na direo deles. Na popa, eles puderam 
ouvir o ocasional murmrio baixo de conversa da tripulao na vigia. "Estou feliz por voc e Evanlyn serem finalmente amigas," disse Will. Alyss abaixou a cabea 
no ombro dele. "Eu tambm. Ela  uma garota realmente legal." " mesmo," ele disse. Alyss levantou a cabea e olhou para ele. "Voc no tinha que concordar com tanta 
prontido," ela disse a ele. Depois sorriu e colocou a cabea de volta no ombro dele.

"Ento... eles esto se casando. Horace e Evanlyn. Que tal isso?" Will sacudiu a cabea em admirao. "De fato," ela disse, incerta de onde aquela conversa iria 
chegar. "Sabe..." Ele fez uma pausa, parecendo reunir a coragem, depois continuou, "Talvez voc e eu devssemos pensar em fazer algo assim." A cabea de Alyss saiu 
do ombro dele. O brao dela deslizou para longe dele e ela se afastou de Will. "Talvez voc e eu devssemos pensar em fazer algo assim?" Ela repetiu, a voz aumentando 
com cada palavra. "Essa  a sua idia de proposta de casamento?" "Bem... eu... er..." comeou Will. Mas ele no tinha idia de onde ir, o que dizer. De qualquer
jeito, Alyss no lhe deu chance de continuar. "Porque se for, voc ter que fazer algo muito melhor!" Ela virou e se afastou pelo convs, dando longos passos zangados.
Will fez um gesto intil atrs dela, ento parou. Ele sentiu que havia dado errado. Muito errado. Ele podia ver as costas finas dela, rijas e eretas, radiando total
ultraje. O que ele no podia ver -- e que ela no tinha inteno de deix-lo ver -- era o imenso sorriso deleitado que iluminava seu rosto.

Fim do volume 10.
